A HISTÓRIA DAS LUTAS DOS MORADORES NO ABC É CONTADA NO DOCUMEENTÁRIO “VIDAS E VIELAS, A HISTÓTIA DO MOVIMENTO DE FAVELAS DE SANTO ANDRÉ”

2d08414d-6704-422d-9318-3d391cbf172cQuando o Poder Público, que é uma expressão do Estado cuja finalidade é garantir os direitos de seus habitantes, falta, e quase sempre falta, a parte da população que se sente suprida desse direito tem que se organizar e lutar pela conquista deste direito. Mudar o estado de coisa em que se encontra. Foi assim que nasceram os movimentos sociais no Brasil e que hoje se expressam como realidades relacionadas às políticas sociais do governo popular. Essa relação não significa submissão, mas direito à voz no conjunto dessas políticas.

Hoje os movimentos sociais se encontram em ação em todos os estados do Brasil. Em alguns são mais atuantes, em função da dimensão política de seus membros que os tornam capazes de pensar a sociedade muito além do que imaginam os governantes e o Poder Público. O elemento que os colocam em posição política transcendente aos governantes é que os movimentos sociais são originários das condições das classes menos favorecidas no contexto das determinações governamentais. É por isso que não existe movimento social saído das classes privilegiadas, porque elas são as mais beneficiadas com as determinações governamentais. Daí ser verdadeira fábula gente como Aécio Neves afirmar que a oposição contra o governo Dilma tem apoio dos movimentos sociais.

Foi exatamente entendendo essa realidade politica, social e econômica que os moradores do ABC paulista criaram o movimento em defesa dos direitos dos moradores da região que recebeu o nome de Movimento de Defesa de Direitos dos Moradores em Favelas de Santo André (MDDF) que já existe há quase 30 anos. Com tantas lutas e tantos ganhos e perdas eles resolveram produzir o documentário Vidas e Vielas, a História do Movimento de Favelas de Santo André para mostrar a vida dos moradores desses territórios. O documentário que teve sua ideia inicial no ano de 2012 pretende, além de mostrar a realidade das favelas, atrair novos militantes. Uma forma de dialogar com a comunidade e ser exibido também em universidades e outras favelas.

“É um instrumento não só das comunidades. Pensamos em algo que pudesse ir para o meio acadêmico, promover debates. Buscamos sair desse fluxo de informação onde as universidades ou o poder público relatam as favelas, mas sim que as favelas narrem todo esse processo de construção, de lutas. É o que sentimos falta. Porque o que nós encontramos de registro hoje são coisas muito institucionalizadas.

Começamos a percorrer as favelas com nossa “grande estrutura”: uma câmara fotográfica portátil. Percorremos para fazer registros dos locais e recolher depoimentos. Essa produção não tem interesse comercial. Nossa intenção é que funcione como instrumento para dialogar com a juventude nas comunidades, e não um produto para vender.

A vida na favela é dinâmica. Ela tem muita gente boa produzindo cultura, produzindo arte, trabalhando estudando. E, muitas vezes, isso não é retratado. A visão da favela é estigmatizada, segmentada. E isso é ruim porque você acaba reforçando preconceitos e criando barreiras na sociedade”, observou Edi Ferreira dos Santos, presidente do MDDF.

Valorosa expressão artística que movimenta além dos corpos imateriais que fluem como estética, movimenta também os corpos matérias que resultam dos processuais das lutas das comunidades diante do Estado.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: