ASSASSINATOS DE JOVENS NEGROS É O TEMA DA MOSTRA “SETEMBRO VERDE: JOVEM NEGRO VIVO”

f800cb7c-c9d2-48e1-a16a-464417344886Todos os estudos realizados para saber sobre as mortes de jovens nas metrópoles como Rio de Janeiro e São Paulo mostram que a maioria dos jovens assassinados é negra, com os dados esclarecedores que são pobres e moram na periferia.

Há nessa irracional realidade urbana um componente histórico-cultural-racista, mas o componente ainda maior é o componente atual ligado aos fatores econômico e social. A clara discriminação da cor pela posição na pirâmide social, além do sadismo em procurar sempre outro para servir de sublimação dos conflitos psicóticos dos que participam do racismo. E que esse outro esteja em condição de não poder se defender. E nessas metrópoles o outro escolhido é o negro pobre e morador da periferia.

Segundo o mapa da violência de 2012, foram registrados 56 mil assassinatos sendo 30 mil de jovens entre 15 e 29 anos. Destes 30 mil, 77% são negros. Diante do inconteste grau de assassinatos de jovens negros a mostra Setembro Verde: Jovem Negro Vivo, iniciou ontem, dia 22, sua programação que durante quatro semanas vai promover projeção de filmes, debates, oficinas sobre o tema com o objetivo de promover a campanha da Anistia Internacional para tornar visível o número de homicídios de jovens negros.

Os coordenadores da mostra afirmam que essa cruel realidade deve ser também pauta dos jovens que precisam se envolver na luta pela mudança desse quadro. Como recurso didático, vão ser usados a linguagem multimídia, a infografia, grafite, fotos, cinema e outros recursos.

“É uma pauta difícil, complexa, que vem com uma carga negativa muito forte, mas é um tema urgente. A agenda da segurança pública é central para o desenvolvimento do país.

A sensibilização da sociedade sobre esse tema é o primeiro passo para a gente conseguir reduzir esses índices e a banalização dessas mortes.

Cada uma organização trabalha com um aspecto diferente nesse programa da violência. A Anistia fala mais sobre os homicídios praticados pela polícia; a Conectas, da guerra às drogas e criminalização da juventude; o Sou da Paz, do mapa da violência no Brasil; e a Justiça Global vai falar da militarização da segurança pública”, explicou Rebeca Lerer, coordenadora da campanha Jovem Negro Vivo.

Na abertura da mostra, ontem, foi projetado o filme Sabotage que conta a história do rapper que foi assassinado em São Paulo.

Uma mostra que compromete todos os seguimentos sociais que pensam a democracia como a sociedade da igualdade na multiplicidade.

Vamos nessa!

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