VIVA O VINIL! XANGAI – EUGENIO AVELINO

P1010343Esquizovinilfílicos, estamos nos meses de agosto de 1989 e fevereiro de 1990 no Estúdio Livre e Estúdios de Invenções Ltda para a gravação de mais uma gravação de uma bolacha-crioula da voz inigualável e inimitável de Xangai. Mais uma produção independente: Xangai – Eugenio Avelino que tem como produtores Eugenio Avelino e Alba Pinkusfeld; diretor musical, Cao Alves; mixagem, Felipe Cavaliere e Xangai; capa e encarte, Washington Falcão; fotos, Koká e ilustração de Fernando Borba.

P1010345 P1010349Afirmar que é joia raríssima não é tautologia, pois se trata de um cantador e não de um cantor, onde há uma diferença de conteúdo e expressão qualificativa. O cantador não só sonoriza um texto, mas faz do texto um devir-história das qualidades do habitat terra. Se canta o amor canta um amor inscrito nas relações mais amplas do homem, e não só em sua forma romântica muitas vezes melosa.

P1010350 P1010351 P1010352Mas deixemos que o próprio Xangai apresente seu trabalho e seus companheiros. Na verdade, esquizovinilfílicos, só fera! Sente o urro! Hélio Contreiras, Osvaldinho, Juraildes, Paulo Moura, Salgado Maranhão, Armandinho e vai os eteceteras similares.

“Companheiragem, Brasileira”

“Certa feita, numa noite de maio do ano passado, tive o privilégio de assistir uma cantoria de pé de parede, onde o Moacir Laurentino e o mestre Ivanildo Villanova esbanjavam talento e poesia, até que largaram o seguinte mote:

“Se lampião foi bandido, onde estão nossos heróis?”. Pois, fazer arte quixotesca em nosso país é coisa de cangaceiro ou Tiradentes, tendo que correr dos volantes e ou do quinto exigido pela coroa, apois, apoio por parte do sistemão é nenhum é nenhum…

Mas a gente gosta de cantar as moda que istucia nos pinicado de viola, e as cantigas dos cumpanheiros, e acaba de carecendo de botar num disco. Culiei com Filipe Cavaliere, Milton Dórea e Izilpitta no Estúdio Livre, convidei o maestro Cao Alves para cuidar da parte organizativa, e mais um bando de malungos: Robson, João Omar, Elena, Netinho, Izaías Ferrete, Hélio, Paulo Moura, Ataualba, Osvaldinho, Juraildes, Mané Pacífico, Jaquinho, Guima, Joselito, Magal, Ferreti da percussão, Paulo Emílio, Jany, Salgado Maranhão, cumpade Tote, Navarro, Armandinho, Limongi, Afonso, Hélio Santos, Eugênio Leandro, Liu, Luanda, Dércio, Valéria, Tinho, Koká, Osvaldo da Toca da Onça, Dona Alba, Pepeize e Mariá.

Tinha uns mireis na poupança que acabaram antes da metade do primeiro tempo. Ou seja, ante do dia 15 de março. Não fossem Luciano, Chico e Wedner que proporcionaram a impressão da capa e prensagem dos discos, não sei ficaria pronto o trabalho. Como dizia Tim, tio do Dêdê: “Num sei se vô, num sei se parto ou se fico. Agora me certifico. Num vou. Num vô, num parto e nem fico”.

Em todos causo, num tô poroso. Me arreceba com carinho e de com força.

Agradecimento Especial: Fernando (Nando) Alves de Almeida”.

                Eugenio Avelino (Xangai)

                Maio de 1990

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LADO – A

Xote Mariá/Jundiá/Djaniras/Fé na Santa Sagrada Escritura/Venenoso Segredo/O Samba do Jurema.

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LADO – B

O Pulo do Gato/Corisco e Dadá (Cantiga de cego)/…De Santana/Mistura/Punhos da Serpente/Fuzuê na Taboca/Estrela do Norte.

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                                                   VIVAL O VINIL!

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