10ª MOSTRA LATINO-AMERICANO DE TEATRO DE GRUPO APRESENTA ARTIVISMO POLÍTICO

la_virgen_triste_compania_galiano_108_foto_pedro_balmaseda_4_net_netPor mais gastronômico que seja um espetáculo teatral, ele é político. Mesmo o teatro encenado com um texto de um dramaturgo burguês, é político, porque através dele se pode analisar a realidade nefasta do mundo burguês que não deve ser copiada. Salvo alguém queira o existir nefasto para si.

Brecht é simplesmente singelo na encenação do teatro burguês, embora não seja um burguês. Suas peças e suas encenações, assim como todos seus escritos, revelam o mundo burguês. Daí seu teatro ser eminentemente político.

A história do teatro, em sua realidade filosófica, mostra que o trágico apresentado nas manifestações dionisíacas nas festas do vinho com seus sátiros, ditirambo, lírica e procissões, era puramente político. Mesmo apesar de institucionalizado já na Grécia, cidades-estados, o teatro mantém fortemente seu cunho político. Confirmam essa realidade os três trágicos Ésquilo, Sófocles e Eurípedes.

A 10ª Mostra Latino-Americano de Teatro de Grupo que inicia na sexta-feira, dia 30, e vai até o dia 8 de novembro, com entrada gratuita, vem confirmar o político do teatro. Só que com um signo-estético influente: Artivismo. Como chama seus idealizadores. A arte-política.

Serão 12 espetáculos apresentados por companhias oriundas de Cuba, Equador, Chile e Argentina, e oito companhias brasileiras. AS apresentações dos espetáculos teatrais não vão se restringir ao centro, mas se prolongarão até as periferias. A escolha do eixo-política, de acordo com os organizadores, foi impulsionado pelo momento atual que passa o país e outros centros latino-americanos que se encontram ameaçados de retrocesso democrático por atos de grupos nazifascistas.

a_cidade_dos_rios_invisiveis_coletivo_estopo_foto_ramilla_souza_6_net_netEmbora cada espetáculo tenha sua clara peculiaridade, todavia o Coletivo Estopô Balaio apresentará um espetáculo que dada à característica de seu palco causa surpresa ao publico. O espetáculo A Cidade dos Rios Invisíveis, baseado na obra do escritor italiano Ítalo Calvino, Cidades Invisíveis, será encenado dentro de um trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, entre as estações do Brás e Jardim Romano da Linha – 12 Safira.  

“Esse eixo vem no sentido de colocar no centro da discussão a dimensão política do nosso fazer teatral. Toda manifestação artística possui uma dimensão política, mesmo que o artista diga que não se interessa pela política. Então, resolvemos trazer à tona essa dimensão mais explicitada, escancarada da relação da arte com a política. O ‘artivismo’ nos pareceu um conceito histórico muito adequado.

A ideia é capitalizar cada vez mais dentro do espaço geográfico da cidade, atingindo uma população marcada pela exclusão em vários sentidos. São Paulo é uma cidade estruturada em dinâmicas de exclusão muito perversas. Ampliar o âmbito de circulação da mostra vai no sentido de também furar esses bloqueios de exclusão cultural”, observou Edgar Castro, coordenado-geral da mostra.

Vamos nessa, moçada, já que teatralizar é duplica a existência como objeto a ser observado, comparado, analisado e transformado!

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