“BETINHO – A ESPERANÇA EQUILIBRITA”, DOCUMENTÁRIO DE VICTOR LOPES

6e47caad-2485-4467-9acc-2290c1047dc0“Caía à tarde sobre o viaduto e o bêbedo trajando luto me lembrou, Carlitos. (…) A esperança equilibrista sabe que show de todo artista deve continuar… (Aldir Blanc & João Bosco)”

Agora, no dia 3 do mês de novembro Herbert de Souza, o Betinho, completa 80 anos  de contínua militância compromissada com a liberdade princípio fundante da vida. Em verdade, o Devir-Betinho a potência poiética criadora.

Para mostra a existência engajada do Devir-Betinho, o cinegrafista Victor Lopes criou o documentário Betinho – A Esperança Equilibrista. Nele pode-se constar a importância de Betinho o criador do Instituto Brasileiro de Análises Econômicas Sociais (Ibase) e Campanha Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e pela Vida compostas por artistas, empresários, intelectuais e a sociedade civil.

Betinho é mostrado no documentário como a acepção pura do conceito de homem político. Betinho sempre esteve em constante simpatia com o coletivo. O social como o fundamento da história dos homens. Mas suas lutas políticas não foram somente no campo social. Foi também no campo somático. Fora acometido de algumas enfermidades que ele conseguiu combater. No caso da hemofilia foi até onde conseguiu impor suas criações e produções.

“O que aconteceu comigo ao logo da vida foi uma sucessão infinita de cortes. Eu não era para estar vivo quando eu nasci porque hemofílico não sobrevivia. Depois eu sobrevivi a uma tuberculose, quando tuberculose era aids ou câncer, a lepra dos anos 1950. Eu sobrevivi à clandestinidade. Estou sobrevivendo a aids. E sempre na risca”, narra Betinho no documentário.

O documentário é narrado pelo próprio Betinho com participação de alguns companheiros, entrevistas, depoimento de familiares, amigos, entre as pessoas entrevistadas está sua esposa Irles Carvalho e seu filho Daniel Souza. Há também o depoimento da segunda esposa, Maria Nakano.

O nome do documentário saiu da música de Aldir Blanc e João Bosco, O Bêbado e o Equilibrista que em um trecho da letra fala da “volta do irmão do Henfil”, seu engajado irmão cartunista, chargista e desenhista, Henfil. Betinho estava na clandestinidade.

“Foi o Henfil que me telefonou e disse: escuta aí. E aí eu comecei a escutar aquela música pelo telefone que falava sobre o bêbedo, o equilibrista e não sei o que… E num determinado pedaço entra a Elis cantando: ‘O Brasil que sonha com a volta do irmão do Henfil’. Aí foi que me dei conta que estava diante do hino da anistia e que eu era parte desse hino”, narra Betinho.

Veja o trailer e depois veja o documentário na íntegra. Se possível junto com amigos compromissados com o mundo para depois, com café, cerveja, cachaça, o que for, realizar um longa conversa sobre esse homem-político e seus feitos.

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