“JÁ NASCEMOS MORTOS”, PEÇA TEATRAL DO COLETIVO SANKOFA QUE TRATA DO PRECONCEITO HOMOFÓBICO

91b83c8b-e3a4-42fc-ba5a-6cd173be240e‘‘A proposta é por o dedo na ferida e apontar o que a mídia esconde: a população LGBT corre risco de vida”

O texto teatral Já Nascemos Mortos, foi composto pelo Coletivo Sankofa a partir da cruel realidade que mostra milhares de assassinatos de homossexuais no Brasil. Só em 2014, segundo o Grupo Gay da Bahia (GGB), foram mortos 319 gays, travestis e lésbicas no Brasil. A encenação é um ato político que protesta contra este estado de coisa imposto pela tirania homofóbica. O que mostra que o preconceito homofóbico é uma sentença de morte imposta a todos os homossexuais antes de nascer.

6584ecd0-c81f-4dca-b426-3986c8b110e3“Crimes homofóbicos pertencem à categoria dos crimes de ódio. Um ódio que se espalha e cria raízes a partir do fato de que as pessoas estão sendo mortas pelo simples fato de marem e desejarem corpos iguais. Quando nos calamos diante de cada demonstração homofóbica compactuamos para um possível assassinato.

A urgência de propor a discussão sobre a violência a determinados grupos sociais é uma prática do Coletivo, que já desenvolve ações na perspectiva dos Direitos Humanos. No espetáculo anterior, já trazíamos para a cena recortes da violência contra a população LGBT.

O interesse desse tema veio justamente no momento em que se noticiou muitos crimes contra os homossexuais, como do garoto de oito anos assassinado pelo pai só porque tinha ‘trejeitos’. A proposta é por o dedo na ferida e apontar o que a mídia esconde: a população LGBT corre risco de vida sim, em casa, na escola, na rua, na igreja. Nós todos autorizamos essas mortes.

JNM_1A peça vem na perspectiva de incomodar mesmo, de pessoa revisitar esses espaços de preconceitos e conivência. Se você se cala diante de uma ‘piada’ homofóbica, você escolhe um lado. E não é o da vítima. Você legitima a violência e os crimes. O tom confessional da peça aproxima o público da cena do crime, do velório do corpo, da despedida da família. É um convite a reflexão do que nós temos com isso”, observou Anderson Maciel, diretor do espetáculo.

A peça vai ficar em cartaz até o dia 28 de novembro.

Veja breve cena.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: