POETA QUE COMBATE O RACISMO, GUSTAVO GOMES, DE 11 ANOS, É PREMIADO E LANÇA SEU LIVRO

78171ddc-0bf6-4156-801d-50d7e4309b5fToda criança como devir-criança se expande no mundo de forma poiética. Movimenta-se sempre em um contínuo criativo. É sua ludicidade-dionisíaca-apolínea em atuação formando o novo. O não visto, o revelador. É a criança-devir estética-filosófica.

Entretanto, logo seus percursos singulares e originais são obstruídos, molarizados pelas intervenções paranoicas dos adultos. Quase sempre seus pais, que não fizeram a crítica de suas existências e como sujeitos-sujeitados aceitam ser nada mais do um objeto-ecolálico da subjetividade dominante saída da imagem dogmátoica do Estado opressor.

Pronto! A criança-devir capturada é empurrada para ser mais um marcador de poder reverberando uma linguagem que é mais para obedecer e ser obedecido do que se comunicar. O discurso indireto da subjetividade dominadora.

Pronto! Não tão pronto! Há crianças que inventam percursos que lhes colocam salvas da laminação paranoica. Algumas delas auxiliadas pelos pais, vizinhos, educadores que realizaram a crítica da subjetividade dominante e não aceitaram seus pressupostos. Outras, de certa foram, escapam por sua própria vontade de saber, diriam os filósofos Foucault/Nietzsche.

Gustavo Gomes, de 11 anos, escapou da laminação perversa, em aliança com seus pais. Gustavo Gomes, como um poetizante, aquele que observa o movimento do mundo e usa a linguagem liberada para falar além das palavras estabelecida, viu os enunciados e as práticas nocivas à convivência democrática como a prática do racismo e denunciou. Assim, como outras práticas nocivas à democracia.

Como poetizante, Gustavo Gomes, escreveu um livro de poesia Meu Universo e recebeu o Prêmio Cidadão São Paulo, “Catraca Livre”, categoria infantil.

“Eu era um garoto negro, baixinho, com cabelo duro. Era muito zoado e sofria com apelidos.

É como se homem tivesse decidido parar de evoluir. Porque a humanidade foi descobrindo várias coisas, diversas tecnologias, descobriu como é que se faz o avião, como se faz uma televisão, como se faz praticamente tudo, como se cura doenças, e ainda não consegue entender que as pessoas são iguais por dentro. Então, não tem porque discriminar”, comentou Gustavo Gomes em entrevista a repórter Caroline Campos, da TVT.

Como alguém que faz a crítica do mundo em que se encontra Gustavo Gomes, afirma o seu ser político de menino. Ou criança-devir.  

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: