“FILHOS DA GUERRA: O CUSTO HUMANITÁRIO DE UM CONFLITO IGNORADO”, EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA

exposicao-guerra-na-siria-zipper-galeria-gabriel-chaim-capa-va-de-culturaAté o dia 16 de janeiro, o público, com entrada franca, poderá vivenciar na Galeria Zipper, na Rua Estados Unidos, 1494, no Jardim América, em São Paulo, a exposição fotográfica Filhos da Guerra: O Custo Humanitário de um Conflito Ignorado, do artista brasileiro Gabriel Chaim com imagens em grande dimensão sobre a guerra na Síria. Embora a exposição já se encontrasse pronta, as ocorrências sem Paris levaram os organizadores a observar com maior detalhe a guerra na Síria. Os ataques em Paris aproximaram as sociedades francesa e síria que todo dia é bombardeada.

“O mundo estava tratando isso de forma muito anestésica, até a hora em que veio bater à porta das pessoas, em um lugar tão simbólico como Paris, aí todo mundo acordou para esse fato.

Uma noite em Paris é igual a todas as noites em Aleppo, capital da Síria”, observou Marcello Dantas, curador da exposição.

O curador, também, falou sobre a forma de trabalho de Gabriel Chaim que no momento da exposição encontra-se em meio a uma ofensiva curda em Raqqa, território da sede do Estado Islâmico. Desde o ano de 2013, Chaim acompanha as etapas da guerra quando cruzou a fronteira da Síria com a Turquia e entrou na cidade de Kobane, área de grande tensão.

“Chaim chega à fotografia de maneira completamente intuitiva, ele se joga dentro disso, vai pra lá e não sabe onde vai terminar, ele não sabe em que vai dar, mas está disposto. Isso é uma coragem muito rara.

Ele está com os curdos, que estão tentando lutar pela conquista da cidade, ele não tem como sair de lá. Enquanto estava em Allepo, conseguia se movimentar. Em Raqqa ele está no coração do Estado Islâmico. Os curdos estão tentando reconquistar Raqqa, é um evento histórico. Se isso acontecer, seria a primeira virada do jogo.

Ele é jurado de morte por Assad. Pelo Estado Islâmico nem se fala, seria decapitado no minuto em que chegasse e ele foi deportado da Turquia. Então, o único grupo com o qual pode conviver que é o grupo mais moderado é a Frente de Libertação da Síria, comandada pelos curdos.

O que estamos tentando fazer é trazer essa imagem à tona e o aspecto humano. Isso é a história de verdade. Ele está contando a história sob um ponto de vista que ninguém está”, disse Marcello Dantas.

Por sua vez, para Iain Levine, vice-presidente da Human Rights Watch, qua veio de Nova York para a exposição, as fotos de Chaim são importantíssimas porque mostram ao mundo a história de pessoas e ajudama a entender a gravidade dessa guerra.

Para nós, é muitíssimo importante contar a história das pessoas afetadas pela guerra na Síria, porque ela já dura quatro anos e meio, já morreram mais de 200 mil pessoas, 11 milhões foram obrigadas a fugir das suas casas e mais de 4 milhões já fugiram da Síria para outros países em busca de abrigos.

Essa colaboração com a Galeria Zipper e com o fotógrafo Gabriel Chaim, para nós, é importante porque as fotos que Gabriel tirou na Síria são extraordinárias e contam histórias de pessoas, humanizam a situação de guerra e ajudam as pessoas a entender a gravidade da situação e o impacto humanitário do conflito na Síria”, observou Iain Levine.

 

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