Editora Boitempo cria selo infantil que explica política e cidadania

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Objetivo é oferecer livros que promovam o aprendizando, instiguem o questionamento e incentivem a construção do senso de justiça entre as crianças de 8 a 10 anos.

RBA

Para comemorar o aniversário de 20 anos, a Editora Boitempo acaba de lançar um selo infantil que pretende explicar para as crianças assuntos que o senso comum diz ser apenas voltados para “gente grande”: política. Com um nome que remete ao mito indígena simbolizado por uma cobra de fogo, a Boitatá chega às livrarias com os livros A democracia pode ser assim e A ditadura é assim. A intenção é oferecer obras que promovam além do aprendizado, o questionamento e a formação cidadã a partir da construção do senso de justiça.

Os livros fazem parte da Coleção Livros para o Amanhã, lançada originalmente em 1977 pela extinta editora catalã La Gaya Ciencia, de Barcelona, logo depois da queda do ditador espanhol Franco. Mesmo sendo da década de 1970, os textos, atemporais, dos quatro volumes se mantêm atuais. Já o projeto gráfico e as ilustrações foram refeitos por artistas contemporâneos.

A Democracia Pode Ser Assim discute a maneira como as pessoas se relacionam em sociedade e apresenta o conceito desse sistema político a partir de imagens próximas do cotidiano das crianças, como por exemplo a hora do recreio: “A democracia é como um recreio, em que todos podem brincar de tudo. Mas, como em todos os jogos, no jogo da democracia também existem regras”, afirma o livro.

Este primeiro volume explica o que são eleições, o papel dos partidos políticos, a importância do voto e aborda a questão dos direitos humanos e da informação para manutenção das liberdades. Para ajudar as crianças a assimilar o conteúdo, foram incluídos dois textos informativos e um roteiro com questões para reflexão.

A Ditadura é Assim explica o funcionamento e os perigos de um sistema de governo que privilegia uma única corrente de pensamento em detrimento das outras. “A ditadura é como um ditado: alguém diz o que é para fazer, e todo mundo faz. Porque tem de ser assim e pronto”, explica o segundo volume. Ao questionar se é possível haver liberdade ou justiça em uma ditadura, o livro conduz o leitor à conclusão de que falta cidadania a um Estado que não respeita a diversidade de seu povo.

Mesmo que seu teor seja profundo, as reflexões propostas pelos livros são feitas de forma simples e didática para que a leitura não seja chata nem cansativa.

Outros dois volumes da Coleção Livros para o Amanhã devem ser lançados no primeiro semestre de 2016: As Mulheres e Os Homens, que trata sobre questões de gênero por um viés de igualdade e respeito à pluralidade, e O que São Classes Sociais?, sobre a complexidade das dinâmicas sociais.

Os livros podem ser adquiridos nas livrarias ou pelo site www.boitempoeditorial.com.br.

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