TRÊS POEMINHAS DE CORA CORALINA, FERNANDO PESSOA E MANUEL BANDEIRA TOCANDO DE LEVE NO NATAL

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Então, fica combinado! É movimento natalino além da imobilidade da fantasia consumista que afasta Cristo dos iludidos que amam a aparência hipnogógica comandada pelo capitalismo-opulência.

Então, fica combinado! Cristo se movimenta poieticamente nas transposições dos poetas espiritualizados por seu Nascimento-Maria.

Cora Coralina, Fernando Pessoa e Manuel Bandeira não permitem bandeiras despiritualizadas de Cristo-Natal.

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                           POESIA DE NATAL

                                                Cora Coralina   

Enfeite a árvore de sua vida

com guirlandas de gratidão!

Coloque no coração laços de cetim rosa,

 amarelo, azul, carmim.

Decore seu olhar com luzes brilhantes

estendendo as cores em seu semblante.

 

Em suas listas de presentes

em cada caixinha embrulhe

um pedacinho de amor,

carinho,

ternura,

reconciliação,

perdão! 

Tem presente de montão

no estoque do nosso coração

e não custa um tostão!

A hora é agora! Enfeite seu interior!  Sejas diferente1 Sejas reluzente!

Fernando-Pessoa00

            CHOVE. É DIA DE NATAL

                                Fernando Pessoa

“Chove. É dia de Natal.

Lá para o Norte é melhor:

Há a neve que faz mal,

E o frio que ainda é pior.

 

E toda a gente é contente

Porque é dia de o ficar.

Chove o Natal presente.

Antes isso que nevar.

 

Pois apesar de ser esse

O Natal da convenção,

Quando o corpo me arrefece

Tenho o frio e Natal não.

 

Deixo sentir a quem quadra

E o Natal a quem fez,

Pois se escrevo ainda outra quadra

Fico gelado dos pés”.

 

manuel

                        VERSOS DE NATAL

                                                        Manuel Bandeira

“Espelho, amigo verdadeiro,

Tu refletes as minhas rugas,

Os meus cabelos brancos,

Os meus olhos míopes e cansados.

Espelho, amigo verdadeiro,

Mestres do realismo exato e minucioso,

Obrigado, obrigado!

 

Mas se fosse mágico,

Penetrarias até o fundo desse homem triste,

Descobririas o menino que sustenta esse homem,

O menino que não quer morrer,

Que não morrera senão comigo,

O menino que todos os anos na véspera do Natal

Pensa ainda em por os seus chinelinhos atrás da porta”.

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