Archive for Janeiro, 2016

VIVA O VINIL! – CRISTINA CAMARGO

Janeiro 30, 2016

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Esquizovinilfílicos, estamos adentrando no Estúdio Sigla, no Rio de Janeiro, para vivenciar a gravação entre os meses de dezembro de 79 e janeiro de 80, a belíssima bolacha-crioula da nova interprete da Música Popular Brasileira (MPB) Cristina Camargo.

Trata-se de uma bolacha- crioula leve cheia de tons e sons criados por talentosos compositores do país, assim como participantes na gravação de sensíveis instrumentistas Giancarlo Pareschi, Márcio Montarroyos, José Alves da Silva, entre outros e vozesde Nair de Cândia, Jane Duboc entre outras vozes que compõem o coro.

P1010646Nesse tempo de grande cantora, Cristina Camargo surgiu como uma voz que enriqueceu o mundo musical feminino. Foi uma maravilhosa revelação muito aplaudida pelo público e pelos músicos da MPB. Com sua suave voz e seu violão, ela contribui para a sensibilização musical do ouvinte que tem compromisso com sua necessidade musical.

P1010648A bolacha-crioula conta com composições além das de Cristina Camargo, como Encarcerado Coração, com Tavito, Wania, Mara, Jack Motta, Marcos E Paulo Sérgio Valle, Chico Buarque e Mariozinho Rocha.

LADO – A

P1010650Natureza Morta/Cara Metade/Moral Tem Hora/Como Antigamente/Estado de Graça.

LADO – B

P1010649Encarcerado Coração/Nau da Lucidez/Romance de Jornal/Corda Bamba/Poço Sem Fundo/Apesar de Você.

FICHA TÉCNICA

Direção Artística: Márcio Moura.

Assistente de produção: Miriam Abitbol

Técnico de gravação e mixagem: Andy P. Mills.

Assistentes técnicos: Eduardo, Nestor, Mário e Cézar.

Corte: Alencar.

Capa: Laís Alves.

Fotos: Alencar.

P1010647MÚSICOS

Teclado: Lincoln Olivetti.

Baixo: Jamil Joanes.

Violão, viola, guitarra: Robson Jorge.

Bateria: Márcio Monteiro, o Picolé.

Percussão: Ariovaldo Contesini.

Solo de cello: Iberê Gomes Grosso.

Trompete: Márcio Montarroyos, Alcebíades Spinola, o Bidinho.

Sax-tenor: Oberdan P. Magalhães e José Carlos Machado.

Sax-barítono: Leonardo Gaudelman.

Trombone: Sérgio Fernando, o Serginho do Trombone.

Arregimentação de cordas: José Alves da Silva.

Violinos: Giancarlo Pareschi, José Alves da Silva, Alzik M. Geller, Jorge Faini, Paschoal Perrota, Walter Hack, Carlos Eduardo Hack, João Daltro de Almeida, Ernani Bordinhão, Virgílio Arraes Fiho, Arlindo Penteado e Michel Bessier.

Violas: Frederick Stephany, Nathercia Silva, Vitoriano Ferreira e Nelson Machado.

Cellos: Márcia Mallard, Watson Clis, Iberê Gomes Grosso e Jorge Raneski.

Vocal: Regininha, Márcio Lott, Zé Luis, Luna Messina, Jane Duboc, Rossana Fiego e Nair de Cândia.

                                              VIVA I VINIL!

Sangue e molho de tomate em Hollywood

Janeiro 29, 2016

reprodução

Enquanto Iñarritu preconiza, mesmo que de viés, a cartilha do neoliberalismo, Tarantino critica essa ferocidade e estiliza a violência radical.

Léa Maria Aarão Reis

Por uma dessas confluências que por vezes acontece – talvez seja o acaso, tão caro a Woody Allen – e determinam mudanças inesperadas na vida humana, dois filmes de produção americana remetem ao gênero reciclado do faroeste e ocupam, quase ao mesmo tempo, as telas de cinemas das principais cidades do país.

Um deles é o festejado e grande favorito do Oscar deste ano, O Regresso, obra de um diretor mexicano, Alejandro Iñarritu, de 53 anos, educado nos Estados Unidos, co-autor de famosas produções realizadas no seu país de origem – como Babel21 gramas e Amores brutos –  e cooptado, depois, pela indústria de Hollywood.

O outro é Os oito Odiados, de Quentin Tarantino, cineasta nascido no Tennessee, filho de índia cherokee e criado em Los Angeles, onde foi balconista de famosa locadora de vídeos em Manhattan Beach. Tarantino estudou arte dramática, é um cinéfilo apaixonado por filmes desde criancinha, e o seu filme The Hateful Eight está cotado na disputa pelo prêmio máximo do cinema americano, apenas pela sua trilha musical original – por sinal excelente, do mestre Ennio Morricone, que aos 87 anos, já aposentado, convidado pelo diretor, seu fã ardoroso, aceitou fazer este trabalho.

Qual a diferença entre o reconhecimento e o entusiasmo da grande maioria dos seis mil membros da Academia de Artes e Ciências de Hollywood – diga-se de passagem: dos quais 94% são brancos, 77% são homens e 86% têm mais de 50 anos – pelo filme protagonizado por Leonardo di Caprio, e a frieza com que é recebido o filme do californiano premiado, no passado, em Cannes, autor do festejado Cães de Aluguel e de Jackie Brown, seus primeiros filmes, reconhecidos clássicos do cinema americano – assim como Pulp Fiction (Palma de Ouro) e Kill Bill?

“A maioria dos filmes de Quentin Tarantino pós-Jackie Brown podem ser resumidos a um grande tema: vingança. Cada um deles se concentra em um personagem oprimido se vingando de um personagem opressor, conectando o pessoal ao social de forma habilidosa,” observa o crítico Caio Coletti, do Observatório do Cinema.

Em Os oito Odiados a ação se passa logo após o término da Guerra Civil americana, cuja questão central foi a abolição da escravatura. O filme discursa sobre racismo e a forma como o preconceito permeia relações sociais. No final, um segredo revelado é um recado mais poderoso que apenas uma vingança moral simplista.

São 187 minutos de filme (três horas e dez minutos) de tal modo absorvente que o espectador não sente o passar do tempo, tal a agilidade, o dinamismo e a inteligência cinematográfica da câmera e o talento de brilhantes atores, vários deles assíduos na  filmografia de Tarantino: Samuel L. Jackson, Kurt Russel, Tim Roth, Michael Madsen, Bruce Dern e uma magnífica Jennifer Jason Leigh. Ela faz uma assustadora vilã, Dayse Domergue, a super odiada da história.

Confinados numa sala fechada de uma estalagem durante uma grande nevasca, o grupo passa as horas seguintes, juntos. Dois caçadores de recompensas tentam levar suas vítimas para a prisão, onde receberão dinheiro. Uma delas, a louca e agressiva Daisy Domergue, ainda está viva. No caminho, os três  encontram um homem que diz ser xerife e pega carona com eles. A sala soa como uma panela de pressão. Tensão e violência seguem num crescendo cuja música acompanha a atmosfera com mestria. Sangue estilizado afoga espectadores e inunda a tela.

No caso de O Regresso, Iñarritu se detém na trajetória de Hugh Glass (Leonardo Di Caprio) que parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, é seriamente ferido por ele e abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que rouba seus pertences.  Glass consegue sobreviver apesar do destino ingrato e inicia  árdua jornada em busca de vingança.

Diretor de Birdman, Iñarritu tinha visto a carreira dar uma esfriada após o filme Babel. Sua briga com o companheiro de roteiro, o escritor também mexicano Guillermo Arriaga, determinou o ostracismo do diretor. Arriaga, que sempre declarou que “sem roteiro não existe filme”, não aceitava mais o protagonismo único do companheiro que não reconhecia nele a co-autoria dos filmes realizados em parceria.

Mas o cineasta se radicou em Los Angeles e voltou com força para disputar, este ano, um segundo Oscar consecutivo. A bela trilha musical do seu filme é de outro mestre, Ryuichi Sakamoto.  E os efeitos sonoros, o som e a mixagem são irretocáveis, um cartão de visitas de grandiosa produção. O espectador se sente em meio a um extraordinário cenário. Para muitos, é mais uma obra do homem contra a natureza. Mas há quem ache que é mais que isso. A luta pela sobrevivência é parte importante da história salpicada de cenas e sequências brutais, de ultra violência. Sua poesia visual, no entanto, a segue.

Quais as semelhanças e as diferenças, então, desses dois neo-faroestes desta temporada de começo de ano, de dois diretores da mesma geração de uma indústria cinematográfica que pretende a renovação?

Enquanto Iñarritu preconiza, mesmo que de viés, a cartilha do neoliberalismo, da exaltação dos valores individuais, dos valores eminentes, americanos, e da meritocracia, que inclui a luta contra a natureza (!) e, mais abrangente, a batalha brutal diária, contemporânea, pela sobrevivência – e sai dela vencedor, é claro -, Tarantino, por outro lado, critica essa ferocidade, estiliza a violência radical, ousa rir dela pretendendo assim desmistificá-la e desconstruí-la, e transforma o sangue usado pelo seu colega em molho de tomate.
Eu ri muito durante o filme de Tarantino. Tanto que, sem perceber, acabei incomodando a platéia que o recebia à sério. Fui repreendida pelos psíus dos companheiros de sessão e precisei continuar rindo baixinho para não perturbar a ordem conservadora vigente.

*Jornalista. Autora do livro Novos velhos e co-autora de Nada muito.

APLICATIVO “QUERO VER CULTURA” DO MINC PERMITIRÁ QUE 14 MILHÕES DE DOMICÍLIOS DO BOLSA FAMÍLIA TENHAM ACESSO GRATUITO.

Janeiro 28, 2016

É simples, fácil de compreender e válido aceitar. O Ministério da Cultura criou uma plataforma de audiovisuais com conteúdos nacionais compostos por curtas metragens e longas metragens de ficção e documentários que foram criados com a participação da Lei de Audiovisuais.

         Agora, essa plataforma de audiovisuais chegará a 14 milhões de domicílios das famílias que são beneficiadas pelo Programa Bolsa Família. Para que essa produção seja possível, o MinC vai distribuir um kit contendo conversor, controle remoto e uma antena a ser adaptada na casa do beneficiado. O conversor , que foi desenvolvido pela Universidade Federal da Paraíba, tem interface de interatividade Ginga C que permitirá acessar aplicativos com uma série de informativos de serviços públicos: vagas de emprego, consultas médicas, serviços bancários e alguns serviços federais, estaduais e municipais.

      Dispostos para serem assistidos de acordo com o interesse do espectador, os filmes serão transmitidos através da antena sem necessidade de internet. Por semana, o espectador terá disponível de cinco a dez filmes. Para Pola Ribeiro, secretário do Audiovisual do MinC, o objetivo é ampliar o público do cinema brasileiro.

      “Nos últimos cinco anos, cresceu muito a cartela de filmes produzidos, mas esses filmes têm que transcender o circuito do mercado. Quando a gente fala de Quero Ver Cultura a gente está falando em entregar 14 milhões de caixinhas, que vão impactar em até 60 milhões de pessoas. Passa a ser a terceira maior entrega de conteúdos do mundo, para uma população que não tinha acesso.

       Na verdade, a gente que democratizar o acesso à comunicação e aos conteúdos audiovisuais que são produzidos com recurso públicos. A gente quer que a grande parcela da população que está fora desse acesso possa ter opções para além da TV aberta comercial. Que ele possa também acessar conteúdos por demanda, que é o que a contemporaneidade está oferecendo”, observou Pola Ribeiro.

     Grande jogada! Auxilia na sensibilização artística da população com baixa renda e aumenta a importância do cinema brasileiro e expande seu mercado.

CARNAVAL LUXO NO RIO DE JANEIRO É “CLOVIS BORNAY – 100 ANOS”

Janeiro 27, 2016

Rio de Janeiro - O Museu da República, no Palácio do Catete, inaugura hoje a exposição Clóvis Bornay 100 anos , que homenageia o centenário do museólogo e carnavalesco, idealizador do Baile de Gala do Th

Falar sobre a história do carnaval luxuoso no Rio de Janeiro é falar do folião dos brilhos o museólogo Clóvis Bornay. Falar dos bailes de salão é Clóvis Bornay. Falar de lantejoulas, purpurinas, paetês e carmins falar borbulhantemente de Clóvis Bornay. E também falar de luxo em desfile de Escola de Samba é falar de Clóvis Bornay. Tudo que se refere a luxo no carnaval carioca fala de Clóvis Bornay

Para comemoração dos 100 anos do museólogo, o mestre do luxo carnavalesco, Clóvis Bornay, o Museu da República produziu a Exposição Clóvis Bornay – 100 Anos que ficará disposta ao público até o mês de abril.

“Clóvis Bornay foi um personagem importantíssimo no mundo dos museus, da museologia e do carnaval. Ele trabalhou no Museu da República supervisionando montagens de exposições e fez nos jardins uma representação da primeira missa rezada no Brasil.

Clóvis Bornay foi ator, cantor, museólogo, carnavalesco e gay. Foi idealizador do Baile de Gala do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1937, onde se deram os primeiro desfiles de fantasias de luxo. Para ele o museu devia ser democrático: ir até o povo”, observou o professor Mario Chagas, curador da exposição e coordenador técnico do Museu da República.

De acordo com Patrícia Fernandes, assistente da coordenadoria, a exposição encontra-se ligada aos 100 anos do Samba. A exposição mostra Bornay em três salas. 1 – Profissional de museu. 2 – Mestre de fantasia. 3 – Personagem mútiplo.

“Na verdade, a gente faz uma linha do tempo dessa pessoa que foi Clóvis Bornay”, disse Patrícia.

Rio de Janeiro - O Museu da República inaugura a exposição Clóvis Bornay 100 Anos do museólogo, carnavalesco e vencedor de concursos de fantasias do carnaval carioca (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Patrícia também ressaltou o mote usado por Clóvis Bornay constantemente. “Ser museólogo não é nada. Mas difícil é ser Clóvis Bornay na passarela todos os anos”.

É carnaval, companheiros! Então a ordem é cair na folia com o convite de Clóvis Bornay, a borbulhança do luxo carnavalesco. Mas cuido para não cair. Clóvis Bornay, conhece o tombo.   

O POETA DRUMMOND GANHA ÓCULOS NOVOS DEPOIS DE ROUBADOS 9 VEZES

Janeiro 26, 2016

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Em 30 de outubro de 2002, a orla de Copacabana recebeu a estátua do poeta mineiro – brasileiro-mundial – Carlos Drummond de Andrade que fora criada pelo artista plástico Léo Santana. A estátua que tem 150 quilos foi colocada na calçada do bairro da zona sul do Rio, para expressas os passeios de Drummond na cidade que já foi maravilhosa.

Porém, a estátua tinha uns belos óculos, referentes aos óculos que o poeta usava. Só que era duas vezes belo. Uma por ser uma obra de arte, e outra por trata-se de uma referência a significante existência do poeta. Aí, não deu outra: roubaram os óculos da estátua.

Agora, a empresa Essilor, multinacional francesa, que adotou a estátua há sete anos e sua responsável pela manutenção, cogitando a proteção da estátua distribuiu livros homenageando Drummond e tratando da importância de cuidar do patrimônio público. A empresa também financia uma câmara de vigilância que é operada pela CET-Rio que foi instalada em 2009.

Por sua vez, Marcus Belchior, secretário de Conservação da Prefeitura do Rio, disse que também a preocupação com a restauração das obras, em vista do grande gastou do dinheiro público para sua restauração.

“Só em reparo já gastamos R$ 4 milhões. Seja aqui com Drummond, seja na estátua em homenagem a Noel Rosa, em Vila Isabel. Essas campanhas são importantes para despertar o amor do carioca pela cidade e seus monumentos. Vale lembrar também que monitoramos todas essas áreas e as imagens são encaminhadas para o governo do estado tomar as devidas providências”, disse o secretário.

“EXPOSIÇÃO REFUGIADOS EU ME IMPORTO” É APRESENTADA NO ANIVERSÁRIO DE 462 ANOS DE SÃO PAULO

Janeiro 25, 2016

Hoje, dia 25, a capital de São Paulo completa 462 por isso várias atrações culturais-políticas- sociais estão sendo apresentadas. Assim, a partir de hoje até o dia 31 o público poderá vivenciar a Exposição Refugiados Eu me Importo. É uma ocorrência de grande força democrática, posto que reúne trabalhos de artistas emigrantes e refugiados de vários país. A exposição contém obras de artistas do Congo, Senegal, Haiti entre outros.

O trabalho foi organizado pelo Grupo de Refugiados e Imigrantes Sem Teto de São Paulo. Durante a exposição o público que for ao Museu da Imagem e do Som, onde ocorre o evento, poderá vivenciar fotos das culturas dos expositores. Na área externa do museu o público poderá apreciar a arte musical árabe que será executada por um grupo de refugiados daquele país e que estudam português na organização não governamental BibliASPA.

Também se apresentarão o grupo folclore com percussão Ndiguel, de Senegal; mistura dos sons dos metais com melodia africana do grupo Cristal Congo Music, do Congo; o compas, música popular haitiana apresentada pelo grupo Satellite Musique, do Haiti; o grupo com representantes de várias nacionalidades criado na Espanha, Somos Cromossomos, que mostrará percussão corporal, dança, comédia, música, marionete e poesia.

O preço do ingresso? É seu ingresso no local. Sua presença não tem preço. Por isso, vá lá!

CAMINHADA MINAS PROGRAMAM SP, MOSTRA A ATUAÇÃO DAS MULHERES

Janeiro 24, 2016

Saindo da Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, e parando dez vezes em importantes pontos da avenida para lembrar mulheres que tiveram fundamental importância da cidade, a caminha Minas Programam SP, participar das comemorações do aniversário da cidade. Entre as mulheres homenageadas encontram-se Maria Carolina de Jesus, Anita Malfatti, Patrícia Galvão, Tarcila Amaral.

“Em cada parada do trajeto uma das “minas” falará sobre o local e sobre as mulheres que participaram ou partic

Saindo da Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, e parando dez vezes em importantes pontos da avenida para lembrar mulheres que tiveram fundamental importância da cidade, a caminha Minas Programam SP, participar das comemorações do aniversário da cidade. Entre as mulheres homenageadas encontram-se Maria Carolina de Jesus, Anita Malfatti, Patrícia Galvão, Tarcila Amaral.
“Em cada parada do trajeto uma das “minas” falará sobre o local e sobre as mulheres que participaram ou participam da história da cidade: artistas, feministas, políticas, cientistas, lideranças negras e indígenas, imigrantes, entre outras. No vão livre do Masp, por exemplo, o destaque será para as modernistas; já à frente do edifício gazeta, para mulheres de comunicação e tecnologia. O encerramento terá a participação das grafiteiras do coletivo Filhas da Rua. Não é necessária inscrição. Basta comparecer para fazer parte dessa caminhada inusitada e com muita conversa e debate”, mostra o convite.
A caminhada é organizada pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e o Coletivo Minas Programam que através de um projeto original ensinam técnica de programação e tecnologia para mulheres.
A caminhada terminará com grupos de grafiteiros criando telas simbólicas com o tema luta das mulheres.
“Hoje, temos muitas mulheres em muitos espaços de poder, mas ao mesmo tempo temos muitas mulheres marginalizadas, que precisam ser reconhecidas. Queremos também chamar a atenção das mulheres da cidade para que a gente tenha esses exemplo e se espelhe nelas para construir uma cidade melhor”, observou Elis Ferranti, diretora de alternativa de renda da secretaria.

ipam da história da cidade: artistas, feministas, políticas, cientistas, lideranças negras e indígenas, imigrantes, entre outras. No vão livre do Masp, por exemplo, o destaque será para as modernistas; já à frente do edifício gazeta, para mulheres de comunicação e tecnologia. O encerramento terá a participação das grafiteiras do coletivo Filhas da Rua. Não é necessária inscrição. Basta comparecer para fazer parte dessa caminhada inusitada e com muita conversa e debate”, mostra o convite.

A caminhada é organizada pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e o Coletivo Minas Programam que através de um projeto original ensinam técnica de programação e tecnologia para mulheres.

A caminhada terminará com grupos de grafiteiros criando telas simbólicas com o tema luta das mulheres.

“Hoje, temos muitas mulheres em muitos espaços de poder, mas ao mesmo tempo temos muitas mulheres marginalizadas, que precisam ser reconhecidas. Queremos também chamar a atenção das mulheres da cidade para que a gente tenha esses exemplo e se espelhe nelas para construir uma cidade melhor”, observou Elis Ferranti, diretora de alternativa de renda da secretaria.

 

 

 

ESTUDANTE POBRE ENTRA NA UNIVERSIDADE DE MÚSICA, MAS NÃO TEM ACESSO AO PIANO O DESDOBRAMETO É O FILME INVASORES, DE MARCELO TOLEDO

Janeiro 23, 2016

 

É um tema comum no Brasil atual das políticas Universidade Para Todos (ProUni) Fies, regime de cotas criados pelos governos populares de Lula e continuado por Dilma. A estupidez, a brutalidade e indigência política-social de inspiração e atuação nazifascista se mostrados de forma arrogante contra os que são contrários. A clássica luta de classes que os querem manter seus privilégios reativos projetam nos considerados menos favorecido econômica e socialmente, mas não intelectualmente, faculdade clara e ativa dos dito pobres.

Para esses personagens eufemisticamente alcunhados de estudantes dessas universidades, o pobre que adentra a universidade deve ser tratado como invasor. Invasor dos territórios controlado por suas taras de classe abjeta, mas que eles tomam como aristocrática. Aristocracia que não suporta um bafo do conceito positivo do filósofo Nietzsche. Reativos-molares, determinados petreamente pelo agenciamento coletivo de enunciação que os torna sujeitos-sujeitados replicante do Estado paranoico, eles tentam obstruir a sensibilidade e talento dos estudantes não simuladores.

O filme, Invasores, de Marcelo Toledo mostra essa tara social que se espargiu pelo país. Cláudia, interpretada pela atriz Emanuela Fontes, jovem descendente de bolivianos, mora na periferia de São Paulo. Passou no vestibular para Universidade de Música, mas não tem acesso ao piano para realizar a prova prática. Não conhece ninguém que tenha. Como fazia parte de uma instituição cultural resolve pedir autorização para praticar no piano da instituição. Só que, Priscila, que é da instituição nega o acesso ao piano tentando mostrar que o curso escolhido por Cláudio não é de sua condição de pobre.

Mas Cláudia tem um namorado, Nilson, interpretado pelo ator Maxwell Nascimento, que invade prédio para pichar e conhece escolas de musicas, onde ele e seu grupo sempre frequentam na calada da noite. Está resolvido o impasse de Cláudia: ela passa a usar os pianos de escolas e centros culturais. Grande saída para que o talento e a vontade de Cláudia não sejam destruídos diante da opressão imposta por um sistema selecionador, classificador e hierarquizador que só privilegia quem é absorvido por ele se transforma em seu propagador.

Marcelo Toledo junto com o elenco e equipe técnica presenteiam a filmografia brasileira moderna com uma obra que eleva a sensibilidade e a inteligência do público e fortalece a história do cinema brasileiro.

 

 

 

 

 

É um tema comum no Brasil atual das políticas Universidade Para Todos (ProUni) Fies, regime de cotas criados pelos governos populares de Lula e continuado por Dilma. A estupidez, a brutalidade e indigência política-social de inspiração e atuação nazifascista se mostrados de forma arrogante contra os que são contrários. A clássica luta de classes que os querem manter seus privilégios reativos projetam nos considerados menos favorecido econômica e socialmente, mas não intelectualmente, faculdade clara e ativa dos dito pobres. Para esses personagens eufemisticamente alcunhados de estudantes dessas universidades, o pobre que adentra a universidade deve ser tratado como invasor. Invasor dos territórios controlado por suas taras de classe abjeta, mas que eles tomam como aristocrática. Aristocracia que não suporta um bafo do conceito positivo do filósofo Nietzsche. Reativos-molares, determinados petreamente pelo agenciamento coletivo de enunciação que os torna sujeitos-sujeitados replicante do Estado paranoico, eles tentam obstruir a sensibilidade e talento dos estudantes não simuladores. O filme, Invasores, de Marcelo Toledo mostra essa tara social que se espargiu pelo país. Cláudia, interpretada pela atriz Emanuela Fontes, jovem descendente de bolivianos, mora na periferia de São Paulo. Passou no vestibular para Universidade de Música, mas não tem acesso ao piano para realizar a prova prática. Não conhece ninguém que tenha. Como fazia parte de uma instituição cultural resolve pedir autorização para praticar no piano da instituição. Só que, Priscila, que é da instituição nega o acesso ao piano tentando mostrar que o curso escolhido por Cláudio não é de sua condição de pobre. Mas Cláudia tem um namorado, Nilson, interpretado pelo ator Maxwell Nascimento, que invade prédio para pichar e conhece escolas de musicas, onde ele e seu grupo sempre frequentam na calada da noite. Está resolvido o impasse de Cláudia: ela passa a usar os pianos de escolas e centros culturais. Grande saída para que o talento e a vontade de Cláudia não sejam destruídos diante da opressão imposta por um sistema selecionador, classificador e hierarquizador que só privilegia quem é absorvido por ele se transforma em seu propagador. Marcelo Toledo junto com o elenco e equipe técnica presenteiam a filmografia brasileira moderna com uma obra que eleva a sensibilidade e a inteligência do público e fortalece a história do cinema brasileiro.

Janeiro 23, 2016

É um tema comum no Brasil atual das políticas Universidade Para Todos (ProUni) Fies, regime de cotas criados pelos governos populares de Lula e continuado por Dilma. A estupidez, a brutalidade e indigência política-social de inspiração e atuação nazifascista se mostrados de forma arrogante contra os que são contrários. A clássica luta de classes que os querem manter seus privilégios reativos projetam nos considerados menos favorecido econômica e socialmente, mas não intelectualmente, faculdade clara e ativa dos dito pobres.

Para esses personagens eufemisticamente alcunhados de estudantes dessas universidades, o pobre que adentra a universidade deve ser tratado como invasor. Invasor dos territórios controlado por suas taras de classe abjeta, mas que eles tomam como aristocrática. Aristocracia que não suporta um bafo do conceito positivo do filósofo Nietzsche. Reativos-molares, determinados petreamente pelo agenciamento coletivo de enunciação que os torna sujeitos-sujeitados replicante do Estado paranoico, eles tentam obstruir a sensibilidade e talento dos estudantes não simuladores.

O filme, Invasores, de Marcelo Toledo mostra essa tara social que se espargiu pelo país. Cláudia, interpretada pela atriz Emanuela Fontes, jovem descendente de bolivianos, mora na periferia de São Paulo. Passou no vestibular para Universidade de Música, mas não tem acesso ao piano para realizar a prova prática. Não conhece ninguém que tenha. Como fazia parte de uma instituição cultural resolve pedir autorização para praticar no piano da instituição. Só que, Priscila, que é da instituição nega o acesso ao piano tentando mostrar que o curso escolhido por Cláudio não é de sua condição de pobre.

Mas Cláudia tem um namorado, Nilson, interpretado pelo ator Maxwell Nascimento, que invade prédio para pichar e conhece escolas de musicas, onde ele e seu grupo sempre frequentam na calada da noite. Está resolvido o impasse de Cláudia: ela passa a usar os pianos de escolas e centros culturais. Grande saída para que o talento e a vontade de Cláudia não sejam destruídos diante da opressão imposta por um sistema selecionador, classificador e hierarquizador que só privilegia quem é absorvido por ele se transforma em seu propagador.

Marcelo Toledo junto com o elenco e equipe técnica presenteiam a filmografia brasileira moderna com uma obra que eleva a sensibilidade e a inteligência do público e fortalece a história do cinema brasileiro.

 

 

 

 

 

VIVA O VINIL! – MPBC: STENIO MENDES

Janeiro 22, 2016

P1010637Atenção, esquizovinilfílicos! Estamos no ano de 1980 nos Estúdio da Polygram para observara e se deleitar com a gravação da bolacha-crioula do talentoso músico-instrumentista Stenio Mendes com sua craviola. Uma bolacha-crioula para ouvidos e mentes dionisíacas e apolíneas.

Não vamos falar pelo músico, porque seria muita pretensão – ou pouca, não importa a quantidade, seria de qualquer quantidade pretensão – quer se passar por sua voz. Por essa compreensão, vamos entender o que ele mesmo apresenta com sua própria voz.

P1010638                            Stenio Mendes e Sua Bolacha-Crioula

“O constante clima de respeito e amizade possibilitou vários momentos inspirados durante a gravação deste disco.

Tomando um rumo inesperado, se torna mais flagrante no tema Taquará, onde surge no mesmo tom da craviola a expressão mais pura da mente liberta: os índios Xingu, suas criança, seus rito.

À arte nas suas próprias intensões brincando com o tempo e espaço, traz no tema Espada de Anjo, sete anos depois de ser composta, uma estranha perspectiva…

O que mais me fascina nesse estilo de música instrumental é a possibilidade de cada imaginar à sua maneira, retratando suas emoções, apresentando novas dimensões; é o caso do tema Sonata Perdida.

O porta-estandarte de todo esse trabalho, invasão dos monges, conta com a presença amiga de Zé Eduardo na tabla e Bira na percussão e climatização, assim como nos temas Taquará e Barca dos Homens.

Foi na música Linhas Tortas que tive a participação especial muito especial de Ruth Nogueira, minha mãe, como soprano, dando o toque essencial.

Sambando vai a Barca dos Homens em busca de um significado capaz de unir todos os povos, visão redonda e azulada, navegando nesse imenso mar de estrelas.

Presença muito forte de meu pai João Mendes Nogueira, tanto na concepção artística nos instrumentos de efeitos, desde seus arcos sobre violão, tirando um som semelhante ao do cello, à reza sobre a gaita de boca, mais evidente no tema Rosário, que dedico à sua gloriosa vida artística”.

                                             Stenio Mendes

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FICHA TÉCNICA

Direção de produção e estúdio: Rafael Tartaglio.

Coordenação de produção: Marcos Maynard.

Técnico de Gravação: Milton Rodrigues.

Auxiliares de estúdio: Edmilson, Silva, Geraldo e Paulinho.

Mixagem: Roberto Marques.

Estúdio: Estúdios Reunidos São Paulo.

Capa e ilustração: Aldo Luiz.

Fotos: Penna Prearo.

Arte: Jorge Vianna.

MÚSICOS

Arranjos: Stenio Mendes.

Stenio Mendes: Craviola, violão com arcos e vozes.

Percussão: Ubiraci de Oliveira, o Bira.

Percussão: José Eduardo Nazário.

LADO – A

P1010643Taquará/Espada de Anjo/Sonata Perdida.

LADO – B

P1010642Invasão dos Monges/Linhas Tortas/A Barca dos Homens/Aquarela do Brasil/2001 – Uma Odisseia no Espaço/Hava Nagilah/Rosário.

 

                                                 VIVA O VINIL!