QUER SABER O QUE SE ENCONTRA “POR DEBAIXO DO PANO” OPRIMINDO AS MINORIAS? VEJA AS FOROGRAFIAS DE NAIR BENEDICTO

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Até o dia 7 de fevereiro você pode vivenciar as fotografias da artista Nair Benedicto que revelam os corpos opressores que durante anos violentam as minorias. São mais 100 imagens exibidas na exposição Por Debaixo do Pano produzidas, sensível-politicamente pelos olhos e as câmeras da artista que mostram, sem engodo imagético, mulheres, indígenas, manifestações culturais populares como dança, música e artesanato.

No auge de seus 75 anos Nair Benedicto expressa o compromisso ontológico com a vida que não arrefece com a idade quando não se sabota a velhice com uma mocidade ambiciosa, vaidosa, orgulhosa, invejosa que só busca o reconhecimento para ter a ilusão que é importante, como ocorre com alguns, como Fernando Henrique, que compulsivamente mostra seu amargor e inveja contra quem ele acredita que não merece o respeito e a solidariedade, como mostra seu ódio a Lula.

Nair, diferente dos sabotadores da velhice, foi presa e torturada durante a ditadura civil-militar instalada no país entre os anos de 1964 e 1985 quando ainda tinha 27 anos, tinha três filhos e cursava faculdade. Esse o motivo, também, de sua exposição Por Debaixo do Pano, exibir fotografias desse período. Ela, durante entrevista, disse que ficou assustada vendo algumas pessoas pedindo a volta dos militares ao poder. Ela presenciou com seu olhar e sua arte fotográfica, a luta das mulheres para terem ingresso na dança do maracatu que antes era só permitido a participação de homens.

“Briga-se inicialmente para ter direito a festejar o maracatu. Resolvem depois ter um grupo de maracatu só de mulheres e, agora, descobriram que a mulher tem que brigar por muito mais outras coisas ainda.

O pau-de-arara era forma habitual da ditadura de fazer os interrogatórios. De repente você ver o mundo de ponta-cabeça, durante o dia e durante a noite.

A gente tem que falar, não podemos ser hipócritas, idiotizantes e falar da ditadura como se fosse um passeio na Avenida Paulista.

A cultura tem esse papel de fazer aparecer o que as pessoas têm de melhor”, disse a inquieta e talentosa Nair Benedicto. Um Benedicto que por suas composições estéticas lembra o Benedicto do filósofo Spinoza. “Bene, bene, bene, dicto (Manda João!)!”.

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