ESTUDANTE POBRE ENTRA NA UNIVERSIDADE DE MÚSICA, MAS NÃO TEM ACESSO AO PIANO O DESDOBRAMETO É O FILME INVASORES, DE MARCELO TOLEDO

 

É um tema comum no Brasil atual das políticas Universidade Para Todos (ProUni) Fies, regime de cotas criados pelos governos populares de Lula e continuado por Dilma. A estupidez, a brutalidade e indigência política-social de inspiração e atuação nazifascista se mostrados de forma arrogante contra os que são contrários. A clássica luta de classes que os querem manter seus privilégios reativos projetam nos considerados menos favorecido econômica e socialmente, mas não intelectualmente, faculdade clara e ativa dos dito pobres.

Para esses personagens eufemisticamente alcunhados de estudantes dessas universidades, o pobre que adentra a universidade deve ser tratado como invasor. Invasor dos territórios controlado por suas taras de classe abjeta, mas que eles tomam como aristocrática. Aristocracia que não suporta um bafo do conceito positivo do filósofo Nietzsche. Reativos-molares, determinados petreamente pelo agenciamento coletivo de enunciação que os torna sujeitos-sujeitados replicante do Estado paranoico, eles tentam obstruir a sensibilidade e talento dos estudantes não simuladores.

O filme, Invasores, de Marcelo Toledo mostra essa tara social que se espargiu pelo país. Cláudia, interpretada pela atriz Emanuela Fontes, jovem descendente de bolivianos, mora na periferia de São Paulo. Passou no vestibular para Universidade de Música, mas não tem acesso ao piano para realizar a prova prática. Não conhece ninguém que tenha. Como fazia parte de uma instituição cultural resolve pedir autorização para praticar no piano da instituição. Só que, Priscila, que é da instituição nega o acesso ao piano tentando mostrar que o curso escolhido por Cláudio não é de sua condição de pobre.

Mas Cláudia tem um namorado, Nilson, interpretado pelo ator Maxwell Nascimento, que invade prédio para pichar e conhece escolas de musicas, onde ele e seu grupo sempre frequentam na calada da noite. Está resolvido o impasse de Cláudia: ela passa a usar os pianos de escolas e centros culturais. Grande saída para que o talento e a vontade de Cláudia não sejam destruídos diante da opressão imposta por um sistema selecionador, classificador e hierarquizador que só privilegia quem é absorvido por ele se transforma em seu propagador.

Marcelo Toledo junto com o elenco e equipe técnica presenteiam a filmografia brasileira moderna com uma obra que eleva a sensibilidade e a inteligência do público e fortalece a história do cinema brasileiro.

 

 

 

 

 

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