GOLPISTAS INDIGENTES POLÍTICOS SÃO EXPLORADOS COMO FORÇA DE TRABALHO PELAS MÍDIAS ABERRANTES AO REVERBERAREM O QUE ELAS DIVULGAM

Estreia no dia 31 de março, no Centro Cultural São Paulo, a exposição ‘Antonio Benetazzo, Permanências do Sensível’, com 90 obras até então desconhecidas do público.

O artista plástico, professor de Filosofia e de História da Arte e dirigente do Movimento de Libertação Popular (Molipo) Antonio Benetazzo foi morto no dia 28 de outubro de 1972 por agentes da ditadura militar brasileira. Suas obras, espalhadas pelas casas de amigos e familiares, permaneceram desconhecidas do público até agora. A exposição Antonio Benetazzo, Permanências do Sensível, que será aberta no dia 31 de março, às 19h, no Centro Cultural São Paulo, resgata 90 dos mais de 200 trabalhos garimpados durante quase dois anos de pesquisa.

AutorretratoA data de abertura não foi escolhida por acaso: no dia 31 de março de 1964 teve início o período mais obscuro da história do Brasil e é também o nome do sítio onde o artista foi morto a pedradas, na periferia de São Paulo. A exposição coroa o projeto desenvolvido desde 2014 pela Coordenação de Direito à Memória e à Verdade da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo (CDMV/SMDHC) e conta com a parceria da Secretaria Municipal de Cultura e do Centro Cultural São Paulo, além do apoio do Instituto Vladimir Herzog.

Dividida em seis partes que apresentam os diferentes eixos temáticos e as variedades de estilo do artista, a mostra inclui desenhos realizados em 1971 (quando ele esteve na clandestinidade), estudos, objetos pessoais e cópias do Imprensa Popular, jornal oficial do Molipo, redigido por Benetazzo. Também será exibido o documentário Entre Imagens (Intervalos), um filme-ensaio sobre sua vida e obra, dirigido por André Fratti Costa e Reinaldo Cardenuto. O projeto de resgate do trabalho artístico de Benetazzo inclui ainda a publicação de um livro que traz artigos da curadoria, de especialistas e reproduções das obras selecionadas para a exposição.

“Estamos diante de uma bela obra, a transitar por diferentes estilos e a propor olhares ainda desconhecidos sobre o Brasil do regime militar. É imprescindível destacar que ele foi um grande artista, autor de um projeto estético singular”, afirma o curador da exposição, Reinaldo Cardenuto.Autorretrato 2

Os organizadores afirmam que um dos objetivos da exposição é fazer com que as pessoas reflitam sobre o perigo dos regimes autoritários: “A exposição, o documentário e o livro relembram que a ditadura não só impediu a produção e circulação de obras críticas contra o regime, mas atacou e prejudicou a sociedade como um todo. Um dos principais objetivos da mostra, além de inserir Benetazzo na história da arte brasileira, é incentivar os visitantes – principalmente aqueles que não vivenciaram o período da ditadura – a refletir sobre o regime autoritário para que o conheçam e não deixem que essa violenta história se repita”.

 

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