VIVA O VINIL! PAPETE! SOM-MARANHÃO!

P1010810                               Tremula a

                                         BANDEIRA DE AÇO

                                         No movimento do

                                         PLANADOR

                                         Enquanto sorve

                                         ÁGUA DE COCO.

Olha aí, vinilesquizofílico, Papete! O Som-Maranhão dos tambores afros que se disseminaram pelo Brasil à dentro.

P1010774 P1010775 P1010778Não se trata de Papete sem se tratar de Marcus Pereira. Foi exatamente em 1978 que Papete gravou sua primeira bolacha-crioula, hoje, mais do que nunca, verdadeira relíquia, Bandeira de Aço, através da Marcus Pereira com apresentação do próprio Marcus Pereira. A histórica obra reveladora fez parte da coleção Música Popular do Norte que se desdobrava na cartografia musical que envolvia, também, as regiões do Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

P1010780 P1010779Papete teve contato com Marcus Pererira através do ilustre e talentoso, Chico Maranhão que lhe apresentou a sensibilidade musical dos artistas da terra de Gonçalves Dias. Chico Marnhão também gravou seu primeiro vinil na Marcus Pereira.

P1010781 P1010782 P1010783 P1010784 P1010785Em 1980, Papete, gravou sua segunda bolacha-crioula, ainda na Marcus Pereira. Água de Coco. Também com a direção musical de Marcus Pereira e direção de Marcus Vinícius que regeu a primeira bolacha-crioula de Belchior: Mote e Glose, na Chantecler. Marcus Vinícius também gravou pela Marcus Pereira como o vinil Dédalus, entre outros.

P1010786 P1010787Já em 1981, Papete gravou Planador, desta feita na Continental contando com um time de músicos de arrepiar o universo das sonorizações. Capenga, Zé Gomes, Almir Sater, Carlão de Souza, Marcinho Werneck, Dudu Portes e Hilton Acioly.

E Papete continua potencializando as variáveis musicais como deslocamento dos estados de coisas do som- sedimentado promovido pela indústria de consumo alienante que visa só seu deus: o capital.

P1010788 P1010790BANDEIRA DE AÇO

P1010776“Se ela soubesse

Da areia que eu como

Ela nem perguntava

Se ela soubesse do pó da sereia

Ela nem se zangava

Vento na cumieira

Nem dizia palavra, palavra, palavra.

Mamãe, eu tô com uma vontade louca

De ver o dia sair pela boca

De ver Maria cair da janela

De ver besouro, ai, ai, besouro.

E ela nem se parece

Com Nhozinho Chico Soldado,

Que na subida da bandeira

Pensou que estava no mundo

E era fundo de quintal”.

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