LIMINAR DO STF DERRUBA ARBÍTRIO DE TEMER E REPÕE RICARDO MELO NA PRESIDÊNCIA DA EMPRESA BRASILEIRA DE COMUNICAÇÃO (EBC)

 

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É simples entender. O cargo para presidência da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) é de quatro anos de mandatos independente de quem seja o presidente da República. A EBC foi criada no governo popular de Lula. Ela agencia a TV Brasil, a Agência Brasil, a Rádio Nacional e outras rádios em entras regiões do Brasil, como na Amazônia. A EBC tem uma política que democratiza a comunicação privilegiando as expressões populares excluídas das mídias de mercado. Essa política se materializa através de uma práxis-diversidade.

      O seu presidente, antes do golpe, era o íntegro e talentoso jornalista Ricardo Melo. Ele foi indicado por Dilma para o cargo e tomou posse no dia 10 de maio. O golpista-mor, Temer, ao tomar de assalto o poder no dia 12, realizou várias ações arbitrárias, entre elas a demissão de Ricardo Melo para colocar em seu lugar seu amigo e amigo de Eduardo Cunha, Laerte Rimoli, que acabou com a TV Câmara, também indicado por Cunha. Rimoli, como jornalista, é o posto de Ricardo Melo.

          Ligado às mídias reacionárias, como a Rede Globo, Rimoli afirmou, ao tomar posse na EBC, que iria devolver a TV Brasil à sociedade. O que significava copiar o modelo padrão Globo, nada mais. Em sua fúria antijornalismo democrático, impulsionada por seu patrão Temer, ele demitiu os jornalistas probos e talentosos Paulo Moreira Leite, que apresentava o programa de entrevistas, Espaço Público, Luiz Nassif, que apresentava Brasilianas.org, e o apresentador do telejornal Sidney Resende entre outras irracionalidades comunicacionais.

          O Conselho Curador da EBC, em reunião contestou a aberração promovida por Temer, assim como também os funcionários. Ontem, Rimoli-Temer, em mais um dos seus atos esdrúxulos, proibiu que na EBC, Rede Brasil, Agência Nacional e outras entidades comunicacionais comandada pela empresa pública de comunicação, fosse falado o termo “presidenta”. Uma forma misógina de tentar atingir Dilma. Só que Dilma é inatingível ao vulgar-invejoso-odiento.  

        Ao ser destituído do cargo arbitrariamente, Ricardo Melo, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) entrando com uma ação para garantir seu cargo usurpado por Temer-Rimoli. Agora, pela manhã de hoje, dia 2, o ministro Dias Toffoli, concedeu uma liminar repondo Ricardo Melo em seu lugar até que o STF julgue a ação.

         Como se trata de um seguimento golpista, em que o ressentimento é a tônica maior tentando se passar por legítimo, é provável que ele tente recorrer da decisão do ministro Toffoli.  

          Aguardemo-nos em nome da práxis e da poiética democracia.

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