Mostra Ciranda de Filmes exibe obras sobre infância e educação

Com o tema “Mestres, referências para um tempo de incertezas”, evento reúne mais de 50 filmes nacionais e estrangeiros e tem rodas de conversa e oficinas entre quinta e domingo (9 a 12).

por Redação RBA

A terceira edição da Ciranda de Filmes, primeira mostra nacional de cinema com foco em infância e educação, exibe entre quinta-feira e domingo (9 a 12) cerca de 50 produções brasileiras e internacionais no CineSesc e no Espaço Itaú de Cinema Augusta, na capital paulista. Esta edição tem como tema “Mestres, referências para um tempo de incertezas” e, além de fazer uma homenagem ao escritor Mário de Andrade, o evento promove mesas redondas, vivências lúdicas e oficinas. A intenção do festival é promover um espaço de aprendizagem e de transformação dedicado a educadores, artistas, gestores, produtores culturais, pais, entre outros interessados por temas ligados à infância.

O evento de abertura da mostra, hoje (8), traz a pré-estreia do documentário Do Pó da Terra, produzido e idealizado por Fernando Machado e dirigido por Maurício Nahas. O filme trata sobre a produção artística em cerâmica no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, aborda a relação do ser humano com o barro desde a infância e conta a história de uma comunidade de trabalhadores da terra cujos mestres na arte de modelar tentam suavizar o duro cotidiano com a beleza da cerâmica. Além da abertura, o filme terá exibição no Espaço Itaú de Cinema Augusta na sexta-feira (10), às 11h.

A terra e o barro também são temas de Caverna dos Sonhos Esquecidos, um documentário do diretor alemão Werner Herzog que revela em 3D a Caverna de Chauvet, no Sul da França, um dos mais importantes sítios de arte pré-histórica do mundo, com centenas de pinturas rupestres que remontam mais de 30 mil anos.

Outro destaque da programação é o filme que homenageia Mário de Andrade, Mário e a Missão, de Luiz Adriano Daminello. Originalmente concebido como uma série, a obra transformada em longa-metragem mostra as pesquisas sobre as manifestações folclóricas feitas pelo escritor, ensaísta e romancista brasileiro desde sua viagem pelo Rio Amazonas, passando pelo Nordeste, até sua Missão de Pesquisas Folclóricas, que comandou em 1938. O convidado especial para esta sessão-homenagem é o dançarino e especialista em cultura popular Antônio Nóbrega, personagem que também é tema do documentário Brincante, de Walter Carvalho.

No sábado (11), às 19h30, será exibido o documentário Meninos e Reis, da jornalista especializada em infância Gabriela Romeu. O curta-metragem de 16 minutos retrata como as crianças do Cariri cearense vivem intensamente o reisado, uma das festas mais populares da região. No mesmo horário, outra sala do Espaço Itaú recebe o longa Jonas e o Circo Sem Lona, em que a diretora Paula Gomes conta a história de um garoto de 13 anos cujo sonho é manter vivo o circo que ele mesmo criou no quintal de sua casa.

O documentário americano Landfill Harmonic – Uma Sinfonia do Espírito Humano, de Brad Allgood, Graham Townsley e Juliana Penaranda-Loftus, acompanha a Orquestra Reciclada de Cateura, composta por um grupo de jovens paraguaios que tocam instrumentos feitos de lixo. Eles começaram a fazer sucesso, a lotar casas de espetáculo pelo mundo todo e, quando as enchentes devastam o país, são eles a esperança de suas comunidades. Lançado em 2015, o longa é um testamento do poder transformador da música e da resistência do espírito humano.

Além dos filmes, a mostra promove rodas de conversa sobre mestres (Mediadores de Mundos), arte (Mestre do Intangível) e sobre o chão (Maestria do Chão), acerca deste importante território de construção do ser humano. Haverá também oficinas de crítica cinematográfica e imaginário infantil e vivências que convidam os participantes a refletir e interagir com barro, lama, quadro-negro, técnicas circenses e com a produção de um relicário de memórias da infância.

CartazSegundo os organizadores, a proposta é fazer com que estes filmes e atividades sensibilizem e fortaleçam caminhos e utopias, ampliando a percepção de que não estamos sozinhos e que podemos contar com a experiência dos mestres, ainda mais neste período turbulento que vivemos. “No momento atual do Brasil e do mundo, temos a recente história e a intenção da Ciranda como bússolas, e os mestres, como faróis que oferecem claridade à escuridão. Os educadores que fazem de si mesmos o seu principal instrumento de trabalho. Os espaços que promovem os diálogos e a cocriação da vida. As linguagens que, por sua vez, em tudo nos conectam à beleza e inspiram a nossa autoria da vida pelo acesso a outras camadas do viver. Mestres que, pessoas, espaços e manifestações nos ajudam a compreender a nós mesmos e a tecer relações autênticas com o outro e com o mundo”, afirmam as curadoras Fernanda Heinz Figueiredo e Patrícia Durães.

Confira a programação completa da Ciranda de Filmes no sitewww.cirandadefilmes.com.br.

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