Mostra exibe filmes sobre a condição brasileira no final dos anos 1960

Até 18 de dezembro, 78 filmes serão exibidos no auditório do Museu de Arte de São Paulo. Evento faz parte da exposição ‘A Mão do Povo Brasileiro’, em cartaz até janeiro.

por Redação RBA

São Paulo – Em 1969, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) sediou A Mão do Povo Brasileiro, com objetos e obras que propunham uma reflexão sobre o lugar da arte e da cultura popular dentro do museu. Passados 47 anos de seu lançamento, a exposição originalmente concebida por Lina Bo Bardi, Pietro Maria Bardi, Glauber Rocha e Martim Gonçalvez volta ao Masp e traz consigo uma mostra de filmes que procura contextualizar o cenário sociocultural do país à época da inauguração da exposição original.

Até 18 de dezembro, a mostra exibe gratuitamente aos sábados e domingos, às 16h, filmes que evidenciam “o discurso crítico que se constituiu, sobretudo a partir dos anos 1950, acerca do projeto de construção de uma identidade nacional” e que levantam questões referentes às condições e desigualdades sociais no país. Assim como a exposição pretende dar espaço à questão do trabalho e da arte popular no museu, a mostra traz filmes que têm como protagonistas homens simples, trabalhadores e pessoas marginalizadas.

Muitas obras fazem parte do Cinema Novo, movimento brasileiro que privilegiava a liberdade criativa e a produção independente para levar às telas a realidade social brasileira. “O enfoque do conjunto de filmes é o ambiente provinciano e o fazer manual em oposição à produção industrial e à vida urbana. Dessa forma, a programação pode também ser entendida como ferramenta para uma leitura crítica da presença da cultura popular no museu de arte, tanto à luz do projeto de constituição de uma nação moderna quanto do atual contexto social e político”, afirmam os organizadores.

Neste sábado (8), serão exibidos seis curtas-metragens documentais: A Mão do Homem, O Homem de Couro eErva Bruxa, de Paulo Gil Soares; e Vitalino/Lampião, O Engenho e Eu Carrego Um Sertão Dentro de Mim, de Geraldo Sarno. No domingo (9), é a vez do clássico de Glauber Rocha Deus e o Diabo na Terra do Sol.

No próximo dia 15, estarão em cartaz documentários de Humberto Mauro (Cantos de Trabalho e Engenhos e Usinas) e de Leon Hirszman (Cantos de Trabalho: Cana-de-açúcar, Cantos de Trabalho: Mutirão, Aboio e Cantigas, Cantos de Trabalho: Cacau, Manhã na Roça: O Carro de Bois). No dia seguinte, serão exibidos o documentário longa-metragem Aboio, de Marília Rocha, e o curta de Petrus Cariry, Dos Restos e das Solidões.

Também fazem parte da programação Marimbás e Barravento, de Glauber Rocha, O Cangaceiro, de Lima Barreto, Uma Questão da Terra, de Manfredo Caldas, Orfeu Negro, de Marcel Camus, Ganga Zumba, de Cacá Diegues, Viramundo, de Geraldo Sarno, Brasília, Contradições de Uma Cidade Nova, de Joaquim Pedro de Andrade, entre outros filmes.

Confira a programação completa da mostra de filmes A Mão do Povo Brasileiro no site do Masp.

Filmes: A mão do povo brasileiro
Quando: aos sábados e domingos, às 16h, até dia 18 de dezembro
Onde: no pequeno auditório do Masp
Avenida Paulista, 1.578, São Paulo
Quanto: grátis, com retirada de ingressos a partir das 14h na bilheteria do museu
Capacidade: 80 pessoas

Exposição: A mão do povo brasileiro
Quando: até 29 de janeiro de 2017
De terça a domingo das 10h às 18h e quinta-feira das 10h às 20h
Onde: Masp – Avenida Paulista, 1.578, São Paulo
Quanto: R$ 25, R$ 12 (meia-entrada) e grátis às terças-feiras
Mais informações: http://masp.art.br

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