Livros sobre Corumbiara e Vandré concorrem ao Prêmio Jabuti

Vencedores da 58ª edição serão conhecidos em 11 de novembro. Jornalistas com história na RBA estão entre os finalistas nas categorias “Reportagem e Documentário” e “Biografias”

por Redação RBA

São Paulo – No próximo dia 11 de novembro, durante evento na Câmara Brasileira do Livro (CBL), em São Paulo, serão conhecidos os vencedores da 58º edição do Jabuti, principal prêmio literário do país. Na semana passada, foram divulgados os nomes dos finalistas nas 27 categorias, entre mais de 2.400 inscritos. A cerimônia de entrega será realizada no dia 24, no Auditório Ibirapuera, também na capital paulista. Há ainda uma premiação para livros do ano (Ficção e Não Ficção).

Em Reportagem e Documentário, um dos dez finalistas é Corumbiara, Caso Enterrado, do jornalista João Peres, que trabalhou de 2009 a 2014 na Rede Brasil Atual. O livro, publicado pela Editora Elefante, detalha o chamado Massacre de Corumbiara (RO), que completou 20 anos em 2015. Outro livro é São Paulo Deve ser Destruída(Record), do jornalista e professor Moacir Assunção, que conta a história do bombardeio à cidade em 1924.

No quesito Biografia, aparece, entre outros, Geraldo Vandré – uma canção interrompida, do jornalista Vitor Nuzzi, que está na RBA desde 2010. A obra foi editada pela Kuarup e conta a trajetória do autor de Pra não Dizer que não Falei de Flores (1968) e Disparada (1966, em parceria com Theo de Barros).

“Vandré” veio para estar no rol dos grandes livros-reportagens da MPB

O trabalho jornalístico e literário obstinado de quase uma década do jornalista Vitor Nuzzi acabou sendo recompensado por três importantes acontecimentos neste ano de 2015. O primeiro deles, a decisão do autor de lançar sua obra de maneira independente. O segundo, o julgamento do STF favorável à publicação de biografias não-autorizadas. E o terceiro, a aposta na qualidade da obra por parte da editora Kuarup.

Com os pés onde correu sangue, jornalista conta história de Corumbiara

Medo e angústia tomavam conta de Claudemir em sua vida na clandestinidade. Foi nessa condição que um ativista sindical apresentou o sem-terra à reportagem da RBA, onde João Peres trabalhava. Em abril de 2011, o caso foi reportagem na Revista do Brasil, a partir de entrevistas do trabalhador ao site e à TVT. Foi o início de um longo trabalho de reconstituição da história do Brasil.

Além dessas duas, o Jabuti completa as categorias Adaptação; Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia; Capa; Ciência Humanas; Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática; Ciências da Saúde; Comunicação; Contos e Crônicas; Didático e Paradidático; Direito; Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer; Engenharias, Tecnologias e Informática; Gastronomia; Ilustração; Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil; Infantil; Infantil Digital; Juvenil; Poesia; Projeto Gráfico; Psicologia, Psicanálise e Comportamento; Romance; Teoria/Crítica Literária, Dicionários e Gramáticas; e Tradução.

No primeiro Prêmio Jabuti, no final de 1959, Jorge Amado foi escolhido na categoria Romance pela obra Gabriela, Cravo e Canela. O escolhido como Personalidade Literária do Ano foi o escritor, crítico, professor, tradutor e pintor Sérgio Milliet,  primeiro presidente da Associação Brasileira de Críticos de Arte e diretor artístico do Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo.

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