Carmen Miranda, a cantora que é uma marca brasileira no mundo

Poucas figuras no cinema e na música são mais emblemáticas do que a de Carmen Miranda. Vestidos coloridos, chamativos. Chapéus extravagantes, decorados com frutas e badulaques. Um jeito único de dançar: engraçado e ao mesmo tempo sensual, com as mãos para o alto ou segurando as saias.

Carmen, que nasceu em Portugal, e emigrou para o Brasil antes de completar um ano de idade, está, sem dúvidas, no rol dos brasileiros mais conhecidos do mundo. Nesta quinta-feira (9), 108 anos atrás, a atriz, cantora e dançarina nascia.

Com uma carreira meteórica, Carmen Miranda morreu cedo, aos 46 anos, vítima de um ritmo intenso de vida, marcado por exageros no uso de soníferos e estimulantes que arruinaram seu organismo. Entre os anos 1930 e 1950, viveu entre Brasil e Estados Unidos depois de explodir com o sucesso O que é que a baiana tem?, apresentado no musical brasileiro Banana da Terra, em 1939. Foi a primeira vez que a atriz apareceu caracterizada de baiana, a personagem de roupas extravagantes que lhe trouxe fama mundial. No ano seguinte, em 1940, ela já estreava no cinema americano, no filme Serenata Tropical. Ao todo, participou de um total de 14 filmes produzidos nos Estados Unidos.

Durante sua ascensão, Carmen Miranda chegou a receber o maior salário pago para uma mulher nos Estados Unidos, além de ter se apresentado para figuras tão importantes quanto o presidente americano Franklin Roosevelt. Sua personagem extravagante, contudo, também foi alvo de críticas. Enquanto sua fama subia no mundo, no Brasil havia quem dissesse que “a baiana”, incorporada por Carmen, diminuía o samba ao apresentar uma mescla de estereótipos de tipos latinos exóticos. Tudo coisa para “americano ver”, diziam os brasileiros mais críticos da época.

A pressão sobre a originalidade de sua figura foi tamanha que, quando voltou ao país, em 1940, Carmen Miranda respondeu aos seus críticos com um de seus maiores sucessos, o samba Disseram que eu voltei americanizada. Na música ela se defende: “Mas pra cima de mim, pra que tanto veneno?/ Eu posso lá ficar americanizada?/ Eu que nasci com o samba e vivo no sereno/ Topando a noite inteira a velha batucada”. Ao final, se alguém quiser saber quem ganhou a discussão – se ela ou se seus críticos – basta dar uma olhada nas imagens do Carnaval, que começará daqui menos de três semanas. Sem dúvidas, não faltarão foliões fantasiados de Carmen Miranda.

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