‘Nós, Carolinas’ conta as histórias de quatro mulheres negras da periferia de SP

Documentário terá pré-estreia na próxima quarta-feira (8), marcando as comemorações do Dia Internacional da Mulher.

São Paulo – Para dar visibilidade às trajetórias individuais das mulheres negras da periferia, o coletivo Nós, Mulheres da Periferia lança o documentário Nós, Carolinas, com pré-estreia no próximo dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

O curta documental traz histórias de quatro mulheres de diferentes gerações que vivem em regiões periféricas da cidade de São Paulo. O título também presta homenagem à escritora Carolina de Jesus (1914-1977), autora do livro Quarto de Despejo – Diário de Uma favelada, e a trilha sonora conta com músicas da cantora Elza Soares.

Das quatro personagens do documentário, a mais velha, Carolina, morta no ano passado, aos 93, é retrato do racismo institucional das primeiras décadas do século 20, ainda presente. Já Joana, de 50 anos, conta o esforço para voltar a estudar depois de adulta. Tarcila, 30, é educadora e tenta contribuir com o futuro das crianças da comunidade. Renata, a mais jovem, aos 17 anos, fala do esforço para aceitar o cabelo crespo e se reconhecer como mulher negra, além do amor pela sua comunidade.

Segundo Jéssica Moreira, do coletivo, território, raça e classe social unem essas mulheres, e as narrativas individuais servem para complementar a memória coletiva desse grupo marcado pela exclusão: “Demos muito valor para essas narrativas, porque a gente acredita que, a partir do momento que as mulheres passam a falar das suas próprias histórias, elas ampliam suas vozes e têm mais força para lutar pelos seus próprios direitos”, afirmou Jéssica, em entrevista à Rádio Brasil Atual na manhã de hoje (3).

O documentário foi realizado, em 2016, com apoio do Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais (VAI), da secretaria de Cultura da prefeitura de São Paulo. A pré-estreia será realizada na próxima quarta-feira (8), às 19h, na Galeria Olido, no centro de São Paulo. Ao longo do mês, o filme tem exibições programadas nos bairros de Cidade Tiradentes, Campo Limpo, Guaianases e Perus, regiões de origem das mulheres retratadas.

Ouça a entrevista:

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