EVENTOS DE FUNK E RAP AGITAM UBERLÂNDIA (MG)

Além de promover os estilos, eventos arrecadarão alimentos e roupas para a população em situação de rua

Diego Leão

Brasil de Fato | Uberlândia (MG)

Batalha contra o Frio, em julho, arrecadou agasalhos distribuídos à população em situação de rua - Créditos: Fabiano Sousa
Batalha contra o Frio, em julho, arrecadou agasalhos distribuídos à população em situação de rua / Fabiano Sousa

O rap e o funk marcam presença na programação cultural da cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, durante o mês de agosto. A iniciativa é de grupos culturais que pretendem apresentar uma visão positiva de trabalhos desenvolvidos por artistas da região.

“Além de promover a cultura da periferia, queremos arrecadar itens que vão ajudar famílias que hoje estão vivendo nas ruas da cidade. Em julho fizemos uma primeira edição, chamada Batalha contra o Frio, em que conseguimos roupas e alimentos que ajudaram muitas pessoas”, conta Fabiano Sousa, também conhecido como o rapper CHK, produtor cultural e coordenador do projeto SLV Maloka 034.

Contra a criminalização da cultura da periferia

Por sugestão de um empresário paulistano, chegou ao Senado, em junho deste ano, uma proposta que pretende transformar o funk em “crime de saúde” contra crianças e adolescentes. A ideia não foi bem recebida por grande parte dos grupos culturais das periferias de várias cidades brasileiras.

Nas redes sociais, a hashtag #FunkNãoÉCrime atingiu ampla repercussão, chegando a ser postada por artistas com projeção nacional. A cantora Anitta, em sua conta no Twitter, afirmou que os autores da proposta deveriam “conhecer melhor a realidade das áreas menos nobres do país” e que o funk gera emprego e renda.

Desde junho, quando foi divulgada a proposta, foram organizadas diversas atividades contra a criminalização do funk. Para o rapper CHK, o objetivo é “quebrar essa imagem que se tem de que o funk seria algo criminoso”. Segundo o produtor cultural, há um grande preconceito contra as culturas das periferias urbanas e os eventos viriam para mostrar uma outra perspectiva não apenas do funk, mas também do rap.

Também organizador das atividades, o rapper e microempresário Maxwel Roberto acredita que é preciso considerar que o funk e o rap movimentam o mercado fonográfico das periferias: “Conheço muitos MC’s, DJ’s e donos de produtoras da cidade que têm a música como seu principal meio de sustento”, argumenta.

Os eventos ocorrem no final de semana, nos dias 12 e 13 de agosto, em dois locais. O primeiro evento acontece no sábado (12), em um clube da maior ocupação urbana da cidade, o Bairro Elisson Prieto, também conhecido como Glória, com destaque para o funk. A atividade é uma iniciativa da DJ Produções e tem a SLV Maloka e a EternaMente Produções como parceiras.

Já no domingo (13) acontece a Batalha contra a Fome, que reunirá MC’s, DJ’s, dançarinos e skatistas no centro da cidade. O evento contará com premiações e dá continuidade à atividade ocorrida em julho, que arrecadou roupas e cobertores para a população em situação de rua da cidade.

Serviço

Funk solidário

Quando: 12/8 (sábado) –  a partir das 16h 

Onde: Buscapé Show – Bairro Glória

Entrada: R$5,00 + 1Kg de alimento não perecível

Batalha contra a fome

Quando: 13/8 (domingo) – 15h às 22h

Onde: Teatro de Arena da Praça Sérgio Pacheco (Redondo)

Entrada franca. Coleta de alimentos e agasalhos no local.

Edição: Joana Tavares

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