29 ANOS SEM BASQUIAT

Com estilo espontâneo e visceral, grafiteiro tinha obra também com forte engajamento social

Redação

Brasil de Fato| São Paulo (SP)

 Jean-Michel Basquiat costumavam deixar bem claras as dicotomias sociais em suas obras - Créditos: Reprodução/Youtube
Jean-Michel Basquiat costumavam deixar bem claras as dicotomias sociais em suas obras / Reprodução/Youtube

Com um estilo original, espontâneo, humilde e visceral, foi um dos artistas plásticos  mais conhecidos nos anos 1980 e pioneiro do movimento underground.

Através da poesia, do desenho, da pintura e, em menor escala, da música, atacava estruturas de poder e o racismo e o colonialismo e a exploração dos negros e pobres através da luta de classes. Seus desenhos costumavam deixar bem claras as dicotomias sociais contemporâneas, como “riqueza x pobreza”, “integração x segregação”. Basquiat morreu em 12 agosto de 1988.

Trajetória

Nasceu em 1960, no bairro nova-iorquino do Brooklyn, de uma família de imigrantes: a mãe porto-riquenha e pai haitiano. Desde cedo, demonstrou aptidão e talento para artes plásticas, e fez seus primeiros rabiscos nos papeis de rascunho que seu pai trazia de casa do escritório de contabilidade em que trabalhava. Na época, os desenhos animados eram sua principal fonte de inspiração. Foi muito incentivado pela mãe, que tinha interesse em moda, e costumava desenhar ao seu lado. Com ela, aprendeu a tomar gosto pelas artes – frequentavam o Museu do Brooklyn, o Metropolitan e o Museu de Arte Moderna. “Eu diria que minha mãe me deu toda a noção primária. A arte veio dela”, dizia. Com o tempo, Alfred Hitchcok, carros e a revista MAD também se tornaram referências.

A tela sem título do artista Jean-Michel Basquiat leiloada a 110 milhões de dólares. ImagemL SOTHERBY’S (EFE)

O artista se tornou mais célebre em 1980, quando integrou uma mostra coletiva – The Times Square Show – financiada por uma empresa denominada ‘Colab’. Um ano depois, sua trajetória profissional foi alavancada mundialmente de uma vez por todas, graças a uma crítica positiva escrita por René Ricard, um nome de grande destaque nos meios culturais da época.

O ano de 1982 decisivo em sua vida, pois ele passou a circular nos circuitos artísticos ao lado de ‘experts’ como Julian Schnabel, David Salle e outros tantos curadores, colecionadores de arte e estudiosos desta área, vistos na época como adeptos do ‘neo-expressionismo’. Nesta mesma época ele se envolveu afetivamente com a então anônima Madonna, e travou contato com o artista pop Andy Warhol, com o qual Jean estabeleceu fecunda parceria profissional.

Em 1984, porém, Jean estava completamente viciado em heroína e os companheiros se preocupavam com seu destino. Mesmo assim, no dia 10 de fevereiro de 1985 o artista tornou-se capa do célebre veículo The New York Times, o que lhe rendeu mostras internacionais nas mais conhecidas capitais da Europa.

Jean morreu de overdose em 1988, no próprio estúdio. Sua vida foi levada às telas postumamente, sob a direção de seu amigo Schnabel, protagonizado por Jeffrey Wright. Suas obras ainda causam profunda impressão em artistas contemporâneos e, não raro, são negociadas em leilões de arte por preços muito elevados.

Em maio deste ano, a obra que ilustra essa matéria foi leiloada por $110 milhões.

Edição: Juliana Gonçalves

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