Archive for Outubro, 2018

BRASIL DE FATO: ROTEIRO DE LEITURA ANTIFASCISMO: DEZ LIVROS LEVADOS ÀS URNAS NAS ELEIÇÕES 2018

Outubro 30, 2018

LITERATURA

Racismo, feminismo e a história da ditadura militar são alguns dos temas tratados nos livros escolhidos por eleitores

Redação

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Famosos e anônimos foram às urnas neste domingo munidos de livros, em defesa da democracia - Créditos: Foto: Instagram
Famosos e anônimos foram às urnas neste domingo munidos de livros, em defesa da democracia / Foto: Instagram

“O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”. O trecho, inspirador, é parte de uma das maiores obras da literatura brasileira, Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa, lançada em 1956. 

No domingo (28), a atriz Cissa Guimarães levou o livro nas mãos para votar. A ação foi parte de uma campanha orgânica nas redes sociais, a #MaisLivrosMenosArmas, organizada em repúdio às políticas armamentistas levantadas por Jair Bolsonaro (PSL), eleito presidente do Brasil. 

Centenas de artistas, militantes e intelectuais postaram em suas redes sociais seus livros favoritos, ou aqueles que consideram mais pertinentes para o momento. Nem todos foram escritos com a pretensão de se enfrentar uma onda fascista, mas cada um deles traz elementos para uma compreensão histórica e social do país e estimula debates para a superação de suas mazelas pela via democrática.

Guilherme Boulos, da coordenação nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), votou acompanhado do livro “Batismo de Sangue”, de Frei Betto, que relembra os anos da ditadura militar no Brasil.

Confira outras obras escolhidas pelos eleitores que se manifestaram contra a violência e a favor da democracia:

 

Chimamanda – Para criar crianças feministas 

Este livro, escolhido pela atriz Drica Moraes, é escrito em forma de carta para uma amiga. Nele, a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie traz reflexões sobre a importância de educar crianças pensando na igualdade de gênero. Sem tom impositivo, Chimamanda dá dicas e aponta caminhos de como aliar educação e feminismo nos tempos atuais. 

Os sentidos do Lulismo – André Singer

A obra, escrita pelo cientista político e ex-porta-voz do governo Lula, André Singer, reflete sobre o fenômeno eleitoral mais importante das últimas décadas, as eleições do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e suas consequências na política brasileira. Foi a escolha da atriz e diretora Guta Stresser.

Grande Sertão Veredas – Guimarães Rosa 

Cissa Guimarães foi votar com Grande Sertão Veredas, uma das mais importantes da literatura brasileira, foi publicada em 1956 e conta a história de Riobaldo, ex-jagunço que relembra suas lutas, seus medos e o amor reprimido por Diadorim. 

Pedagogia do Oprimido – Paulo Freire 

A deputada estadual eleita por Minas Gerais, Beatriz Cerqueira escolheu um dos livros mais lidos por educadores em todo o mundo. Pedagogia do Oprimido foi escrito pelo educador e filósofo Paulo Freire a partir de sua vivência no Chile. Freire propõe nesse escrito uma nova forma de educar, que leve em consideração o relacionamento entre aqueles que ensinam e os seus educandos. 

Batismo de Sangue – Frei Beto  

Neste livro, de Frei Beto, é contada a hsitória de religiosos ligados à Teologia da Libertação que também combatiam os anos ditatoriais no Brasil. Mais tarde, em 2007, o livro se tornou também um filme de mesmo nome, dirigido por Helvécio Ratton. É um retrato dos anos de chumbo da ditadura militar e foi a obra escolhida por Guilherme Boulos para votar.

O Movimento Negro Educador – Nilma Lino Gomes / Problemas de Gênero – Judith Butler

Neste livro, escolhido pela youtuber Nátaly Neri, Nilma Lino Gomes se desdobra sobre a elucidação dos saberes produzidos, articulados e sistematizados pelo Movimento Negro e de Mulheres Negras e como subvertem a teoria educacional e repensam a pedagogia, escola e os currículos. Já o blogueiro e homem trans Jonas Maria, escolheu o livro Problemas de Gênero, que fundou a Teoria Queer e trata do feminismo e da subversão da identidade.  

Quem tem medo do feminismo negro? – Djamila Ribeiro

Neste livro, Djamila Ribeiro reúne diversos textos que escreveu enquanto colunista da CartaCapital, refletindo sobre os desafios da mulher negra na sociedade brasileira. Mestre em Filosofia pela Unifesp, Djamila também traz reflexões sobre as teorias ligadas ao Feminismo Negro e como o debate teórico deve romper as bolhas e chegar a todas as mulheres. Foi a obra escolhida pela atriz Sophie Charlotte.

Persépolis – Marjane Setrapi

Fernanda Paes Leme levou a História em Quadrinhos (HQ), na qual Marjane Setrapi, autora franco-iraniana, conta a própria história passando por momentos decisivos da história de seu país, Irã, passando pela infância, adolescência e fase adulta. Além de comovente, a história de Marjane abre espaço para reflexão da importância da memória e história de um povo em tempos de guerra. 

O Livro dos Abraços – Eduardo Galeano

Em pequenas crônicas que olham para a história de países latino-americanos, o escritor uruguaio Eduardo Galeano faz um retrato do continente latino-americano, mostrando desde a miséria de muitos povos aos seus costumes e cultura. Cuidadoso com as palavras e com seu minucioso olhar para a América Latina, Galeano convida o leitor a conhecer, nas pequenas histórias, a grandiosidade do continente. Foi a escolha desta eleitora, que preferiu se manter anônima. 

 

Edição: Diego Sartorato

CINEMA: A QUEDA! AS ÚLTIMAS HORAS DE HITLER

Outubro 26, 2018

GRUPO FORRÓ CASA AMARELA SE APRESENTA NO POÇO DA PANELA NESSE SÁBADO

Outubro 26, 2018

AGENDA CULTURAL

Ingressos variam de R$ 10, 00 a R$ 20,00

Marcos Barbosa

Brasil de Fato | Recife (PE)

Os ingressos podem ser comprados pela internet - Créditos: Reprodução
Os ingressos podem ser comprados pela internet / Reprodução

No dia 27 de o Grupo Forró Casamarela apresenta seu Baile – Deixa a Tanga Voa. Vai ter muito forró, baião, xote, xaxado, coco e arrasta-pé.

O evento começa às 17h, na Casa Astral, Rua Joaquim Xavier de Andrade, 104 – Poço da Panela, Recife e os ingressos custam R$10, R$15 e R$20.

Edição: Monyse Ravenna

EM TEMPO DE AMEAÇA DO NAZIFASCISMO NO BRASIL ‘O GRANDE DITADOR’, CHARLIE CHAPLIN, PEGA BEM

Outubro 25, 2018

BRASIL DE FATO: CENTRO DE CULTURA LUIZ FREIRE EXPÕE OBRAS DE MESTRE NADO EM RECIFE

Outubro 25, 2018

ARTE

O artista, que é reconhecido internacionalmente, produz instrumentos musicais com cerâmica

Da Redação

Brasil de Fato | Recife (PE)

A inspiração para as obras de Mestre Nado vem principalmente da fauna e flora brasileira - Créditos: Eric Gomes
A inspiração para as obras de Mestre Nado vem principalmente da fauna e flora brasileira / Eric Gomes

Entre os dias 23 e 27 de outubro, o Centro de Cultura Luiz Freire abriga a exposição “O Mestre e sua Arte”, feita com peças do ceramista e multi-instrumentista Mestre Nado. O artesão, músico, poeta e ceramista já dedicou mais de 50 anos da sua vida ao ensino do trabalho com a argila. As escolas que desejarem podem agendar visitas pela manhã, já os visitantes podem conferir a exposição a partir das 14h pelo valor de R$ 2,00.

Mestre Nado iniciou o seu trabalho com cerâmicas utilitárias às esculturas. Ele já revelou que não consegue contabilizar o número de peças já produzidas por ele “Só de encomenda, para a França, foram umas 1.200 ocarinas, de uma vez só. O resto, não consigo contabilizar, não. Sai muita coisa!”

Além do aprimoramento de técnicas e descobertas de materiais cerâmicos, Nado também descobriu “o som do barro”. Colocando em prática sua criatividade, passou a dar forma a instrumentos musicais de sopro e percussão de barro. As inspirações vieram nas formas da natureza, como pássaros, raízes, peixes e outros. São essas e outras obras que estarão expostas no Hall de Entrada do CCLF, que fica na Rua 27 de Janeiro, nº 11, no bairro do Carmo, em Olinda.

Edição: Vanessa Gonzaga

GGN: “O OUTRO PAR”, CURTA PREMIADO NO FESTIVAL DE CINEMA

Outubro 23, 2018

Jornal GGN – “O outro par”, filme egípcio de apenas dois minutos, ganhou o prêmio de melhor curta no Festival de Cinema. A diretora é uma jovem de 20 anos, mas com uma sensibilidade que pode nos ajudar a perceber que o universo começa bem pertinho, logo ao seu lado.

O filmete retrata como as pessoas se isolam na tecnologia, em seus mundos virtuais, se esquecendo que a convivência pode ser uma das melhores coisas da vida. A convivência humana com amor e fraternidade. A convivência com o diverso. A convivência com outro ser humano.

ANTONIO ADOLFO: UM MÚSICO INCOMPARÁVEL, POR AQUILES RIQUE REIS

Outubro 22, 2018

por Aquiles Rique Reis

É sempre com prazer que ouço cada novo trabalho de Antonio Adolfo. E com o atual CD, Antonio Adolfo – “Encontros – Orquestra Atlântica” (Rob Digital), não foi diferente, caí dentro com vontade.

Desde sempre admirador de seus trabalhos, e também já tendo ouvido e gostado do primeiro e até aqui único álbum da Orquestra Atlântica, ao saber que os dois estavam juntos meus pelos se arrepiaram.

Hoje, no auge do seu fazer musical, observo Antonio lá no alto de sua sabedoria e intuo que o resultado de seu conhecimento vem se acumulando ao longo de sua carreira. É por sabê-lo assim que eu o reverencio como um músico incomparável.

Um de seus predicados me chama a atenção: a busca pela virtuosidade e pelo som atualizado de grandes instrumentistas. E é a partir de tal atestada competência que ele escolhe com quem dividirá o estúdio. Baseado nessa virtude, convidou a Orquestra Atlântica para gravar consigo.

Como em 2015 (data do lançamento de seu CD), a Atlântica segue integrada por um grande time: Marcelo Martins (sax tenor e flauta), Danilo Sinna (sax alto e flauta), Levi Chaves (saxes barítono e soprano), Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn), Gesiel Nascimento (trompete), Aldivas Ayres e Wanderson Cunha  (trombone), Marcos Nimrichter (piano e acordeom), Jorge Helder (baixo), Williams Mello (batera) e Dadá Costa (percussão). A Orquestra Atlântica ainda contou com as participações de Zé Renato (vocal), Rafael Barata (batera) e Léo Amoedo (guitarra), além dos arranjos de Jessé Sadoc e Marcelo Martins.

O novo CD de Antonio Adolfo registra a magnitude de seu jazz autoral e de sua visão planetária de música. Quando o DNA jazzístico e brasileiro de seu piano brota da pele, suas sonoridades melódica e harmônica soam sem similares.

É como se ele tivesse seu nome tatuado em todas as teclas do piano e, também, em suas partituras, desde as intros até os acordes finais. Ao impregnar suas músicas de virtuosidade ele reafirma que o seu repertório é exclusivo, intransferível. Quem o conhece é capaz de, ao ouvir uma gravação, exclamar: “É do Antonio Adolfo!”.

Ouvir o álbum é como experimentar o mais perfeito vínculo do prazer com a alegria, em momentos que vão desde a sutil releitura de “Sá Marina” (Antonio Adolfo e Tibério Gaspar), passando pelo suingue de “Partido Samba-Funk” (AA) e indo ao ímpeto suave de “Saudade” (AA), visitando a riqueza rítmica de “África Bahia Brasil” (AA) e de Capoeira Yá” (AA), até desembocar em “Milestones”, de Miles Davis.

Os arranjos, com preciosos desenhos do naipe de sopros somados à exatidão do piano e à energia de baixo, batera e percussão, além de improvisos e solos de cair o queixo, agregam ao CD uma sonoridade ainda mais esperta.

Modernos e contemporâneos, Antonio Adolfo e a Orquestra Atlântica estão um compasso adiante do modismo de mercado. Antonio Adolfo – “Encontros – Orquestra Atlântica” atesta tal afirmação.

Aquiles Rique Reis, vocalista do MPB4

PS. É ou não é para me sentir orgulhoso por ser contemporâneo dessa galera?!

DOCUMENTÁRIO: A ONDA: EXPERIMENTO ESCOLAR E NAZISMO

Outubro 21, 2018

TVT: A MOÇA DO CALENDÁRIO

Outubro 20, 2018

A Moça do Calendário

]Um dos mais recentes filmes que traz essa temática é A Moça do Calendário, dirigido por Helena Ignez com roteiro de Rogério Sganzerla – seu falecido parceiro de vida e criação. Nosso produtor Allan, bateu um papo com a diretora.

RBA: COM EMICIDA, MANO BROWN E CRIOLO, RAPPERS LANÇAM MANIFESTO CONTRA BOLSONARO

Outubro 19, 2018
RAP PELA DEMOCRACIA
Campanha tem dezenas de nomes do hip hop, como Emicida, Mano Brown, Marcelo D2, Preta Rara e Criolo. E alerta que a candidatura do ex-capitão representa “uma ameaça mortal”, repressão e autoritarismo
por Redação RBA.
REPRODUÇÃO
Rap Pela Democracia

Criolo pede para que os eleitores conversem com as pessoas e explique o que está em jogo: ‘Ainda há tempo’, finaliza

São Paulo – Representantes do movimento hip-hop brasileiro publicaram, nesta quinta-feira (19), o manifesto Rap Pela Democracia, em defesa do Estado democrático e contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) a presidente. Em vídeo que compõe o manifesto, nomes como Emicida, Criolo, Marcelo D2, BNegão, Preta Rara e Mano Brown, afirmam que os valores pregados pelo candidato de extrema-direita vão na contramão do movimento, representando “uma ameaça mortal”, sobretudo aos jovens pobres das periferias do país. 

Emicida, que abre o video da campanha, lembra das origens da cultura hip-hop: “nasceu de imigrantes jamaicanos radicados no Bronx, em Nova Iorque, em meio a chineses, latinos e afrodescendentes”. O rapper carioca Filipe Ret tem uma fala incisiva: “As ideias de Bolsonaro são irresponsáveis e ferem nosso senso crítico e nossa inteligência”, acrescenta.

No manifesto, os rappers falam em repressão e autoritarismo, que impedem que os artistas se expressem livremente e denunciem a violência do racismo. “O amor emanado pelo hip-hop deu força para os pretos, pobres, mulheres e à comunidade LGBT. Bolsonaro age diretamente contra essas pessoas”, diz o rapper Rico Dalasam, assumidamente homossexual. 

Os artistas também recomendam não votar nulo ou em branco no segundo turno, como forma de demonstrar rejeição a um partido ou à própria política. “Hoje, anular ou votar em branco é correr o risco de não votar nunca mais, de abrir caminho para o autoritarismo. Por isso, o voto em 2018 é o mais importante da nossa história”, finaliza o nordestino Don L.

O manifesto já conta com a assinatura de 2 mil pessoas. Entre os artistas engajados na campanha estão: grupo 3030, Aori, Baco Exu do Blues, Batoré (Cone Crew), Bivolt, BK, BNegão, Coruja BC1, Criolo, Dexter, Diomedes Chinaski, Dj Vivian Marques, Djonga, Don L, Drik Barbosa, Emicida, Fillipe Ret, Flávio Renegado, Gali (Primeiramente), Gog, Guigo (Quebrada Queer), Kamau, Karol de Souza (Rimas e Melodias), Lunna Rabetti, Marcelo D2, Mano Brown, Ogi, Preta Rara, Rael, Rappin Hood, Rashid, Rico Dalasam, Rincon Sapiência, Rubia (RPW), Spinardi (Haikaiss), Sharylaine, Síntese, Tassia Reis e Thaíde.

Leia o manifesto na íntegra:

O Rap e a cultura hip hop nasceram do convívio entre comunidades de imigrantes jamaicanos, afrodescendentes de outras origens, latinos e chineses radicados no bairro do Bronx, em Nova York. Essa cultura se tornou a principal ferramenta de comunicação, expressão e resistência dos nossos. Mais do que música e entretenimento, o hip hop é um instrumento de expressão e transformação interna do jovem, que expõe a violência do racismo, do autoritarismo e da repressão.

No Brasil, o hip hop desenvolveu cultura e vocação próprias, abrindo mentes, corações e oferecendo um ambiente de liberdade e pertencimento a pessoas antes excluídas pela sociedade. Com isso, uma nova forma de música popular brasileira surgiu, e com ela uma nova arma para o povo: o microfone. Por essa trajetória, e por tantas histórias pessoais contidas dentro dela, é incontestável: o hip hop sempre teve lado.

Muitos de vocês não sabem o que é não ter direito de se expressar. Essa era a regra durante o longo período de ditadura no Brasil. Nesta eleição, um candidato idolatra abertamente esse período sombrio, e nós não podemos andar para trás. Entre muitas outras atrocidades, Jair Bolsonaro defende que policiais tenham direito de matar sem prestar contas à sociedade. Declara sem pudores que mulheres negras não são dignas de se casarem. Se refere a quilombolas como se fossem gado. Defende o fim de direitos duramente conquistados por domésticas. Muito por conta da herança escravocrata, o Brasil é um dos países mais desiguais e com uma das maiores taxas de mortalidade policial no mundo. Aqui, as vítimas são em absoluta maioria pessoas pretas de periferia. Você acha que isso faz algum sentido? Pensa com carinho se esse é o país onde você quer morar.

Devido à rejeição de um partido, votar em branco ou anular o voto acaba sendo uma opção para algumas pessoas. Isso é perigoso. Não viemos aqui fazer campanha, nem passar pano pra corrupção. Mas esta eleição diz respeito aos valores básicos da nossa democracia, e queremos poder cobrar postura do governo que for eleito. Para isso, é necessário que exista democracia.

Hoje, anular ou votar em branco é abrir caminho para o autoritarismo. Por isso, o voto em 2018 é o mais importante da nossa história. Temos poucas semanas e só uma opção para o segundo-turno. Está em nossas mãos a decisão sobre nosso próximo presidente. É fundamental escolher um candidato que não acabe com a democracia.

As falas de Jair Bolsonaro são irresponsáveis, ferem nosso senso crítico e nossa inteligência. Sua incompetência política e administrativa é tão evidente que ele foge de debates e não tem um plano de governo. É muito improvável que ele consiga reunir profissionais com a qualidade necessária para resolver a grave crise na qual o Brasil se encontra. Suas declarações e ações criam um clima de instabilidade que vai afetar nossa vida pessoal e os nossos negócios. Esse cara não tá do nosso lado, nem está do lado do Brasil. O amor emanado pelo hip hop deu força para pretos, pobres, mulheres e à comunidade LGBT. Bolsonaro age diretamente contra essas pessoas. Representa uma ameaça aos nossos valores.

Por isso, convocamos você, do hip hop. Jair Bolsonaro representa uma ameaça mortal aos nossos valores. Em quatro anos, é possível retroceder 500. Não podemos eleger o candidato que quer voltar no tempo. Se ele quiser, que viaje pro passado sozinho. A máquina do tempo do Hip Hop sempre olha para frente. Por isso, não anule seu voto, vote certo e converse com as pessoas. Explique o que está em jogo e muita gente vai entender. Ainda há tempo!