Archive for the ‘Cantorias’ Category

AÇOUGUE T-BONE E MAIS UMA NOITE CULTURAL

Abril 24, 2013

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Sesc comemora aniversário de biblioteca de partituras online com concertos em 26 estados

Abril 9, 2013

da Agência Brasil

O Serviço Social do Comércio (Sesc) comemora no próximo sábado (13) o primeiro aniversário do projeto Sesc Partituras, que tem como objetivo o resgate da música erudita brasileira, com 26 concertos em 24 estados do país. Em cada um deles foram convidados para as apresentações músicos, corais e orquestras locais, como forma de incentivar os artistas regionais.

Única biblioteca online de partituras, com acervo exclusivamente de compositores brasileiros, o projeto disponibiliza gratuitamente obras na íntegra, desde o período colonial até os dias atuais. Algumas das partituras, algumas composições são acompanhadas de arquivos de áudio no formado MP3, com a execução mecânica da partitura, gerada por um software de editoração.

“Nosso principal objetivo é preservar e difundir o patrimônio musical brasileiro, democratizando o seu acesso”,  explica a coordenadora do projeto, Sylvia Guida. Muitos dos compositores incluídos no acervo ainda são jovens, conhecidos apenas nas suas regiões. O site do projeto tem uma média de 4.500 acessos por mês e, além de todo o conteúdo da biblioteca, oferece aos músicos a possibilidade de inclusão de suas novas obras. Para isso, há um canal de comunicação direta com os administradores do projeto.

Entre outros, estão confirmados na programação que celebra o aniversário do Sesc Partituras as orquestras Sinfônica de Teresina (PI), Sergipana de Contrabaixos (SE) e Sinfônica dos Girassóis (TO), os quintetos de Sopros da Amazonas Filarmônica (AM) e de Cordas Unisinos (RS), os quartetos Musical (DF), de Trombones da Paraíba (PB) e o trio Caldo de Cana (MS). Em alguns estados, vão se apresentar solistas, como o violonista Nonato Leal (AP), o violinista Anderson Rocha (GO) e o pianista Marcos Aragoni (SP).

No Rio de Janeiro, o concerto será do Quinteto Lorenzo Fernandez, às 19h, no Teatro da Escola Sesc de Ensino Médio (Esem), na Avenida Ayrton Senna, 5677, em Jacarepaguá, zona oeste da cidade. No repertório, obras dos compositores Ernesto Nazareth, Guerra Peixe, Francisco Mignone, Orlando Alves e Rafael Bezerra.

A programação completa dos concertos nas demais capitais está disponível no site do projeto.

PRODUÇÃO COLETIVA ARTE OCUPA MANAUS DEVOLVE A PRAÇA AO PÚBLICO

Fevereiro 26, 2013

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A não-cidade de Manaus sempre foi governada por pessoas tristes que tentaram e continuam tentando de todas as formas manter a população resignada e improdutiva. As produções pseudo (ou somente e raramente) artísticas foram sempre direcionadas a uma cultura-valor (aquela que adiciona valor aos que tem acesso a ela, em uma relação social de poder como expõe Guattari) para uma classe mediana e improdutiva.

Como já discutimos anteriormente Manaus é uma não cidade pois dificilmente se encontra artistas, vemos apenas aqueles que são dependentes do Estado para produzir suas pirações. Assim os poucos se mostram interessados muitas vezes esbarram nesta realidade deprimente e não conseguem ir muito adiante.

Porém quando diversas pessoas da sociedade civil organizada, cidadãos comuns como qualquer outro decide deixar esta realidade opressora de lado, acreditar na sua capacidade produtora independente de qualquer auxilio do estado e ir para a rua mostrar sua arte, sua voz, sua presença no mundo.

Esta foi a idéia do Arte Ocupa Manaus, uma ocupação de um dos espaços urbanos para que seja devolvido a produção e presença coletiva. Assim esta ocupação foi dar vida a não-cidade de Manaus que através das desadministrações políticas da cidade temos um verdadeiro cemitério a céu aberto. É só andar pelo Centro da cidade para perceber uma história de abandono da população pelos governantes e que por isto deve-se ocupar o espaço público para oxigenar as veias da não cidade.

Assim diversos grupos e artistas de rua decidiram ocupar no domingo da semana passada (17) a Praça Dom Pedro II, localizada ao redor da Antiga Prefeitura e do INSS. A recente reforma da praça com seu coreto e fontes pintados não escondem todo a deprimente realidade que a cidade se encontra, sem os serviços básicos principalmente nas quebradas do mundaréu onde estão as Zonas Norte e Leste.  Porém diversas expressões de amazonenses produtivos, que não sofrem do sentimento de inferioridade imobilizante sobre outros povos (principalmente pelos mais ativ@s paraenses, maranhenses, piauienses, etc) e nem deixam ser deglutidos pela inoperancia do governo e dos artistofastros (falsos artistas).

E rolou a moçada da capoeira, do grafite, do freestyle, do rap, do samba, da poesia, das artes plásticas, dos malabares, do circo, e muitas outras atividades artística. Conversamos com os dois propositores do evento, a ativista Renatinha Peixe-boi e o Grafiteiro Raiz, que deram o início no evento que juntou mais de 200 pessoas em um encontro gostoso, produtivo, que aumentou a potência de agir de cada um que foi para conhecer somar e multiplicar este evento que foi o primeiro de vários outros a vir.

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Eu acho que eu só consegui dá o enter nas idéias que já estavam no coração e nas idéias de muita gente, não só como em um espaço físico, mas no espaço do irreal, do intocado que está dentro de cada um, na possibilidade de fazer e ajudar de fato o irmão com coisas boas. Como por exemplo uma pintura de parede que pode modificar a vida de uma criança que está observando a arte de pintar a parede quando ela poderia está observando o cara alí fumando oxi. Então a idéia foi quando a gente veio pintar uma parede e quando a gente viu estavamos cercados pelas pessoas da comunidade, interessadas pela pintura, falando sobre as necessidades que são necessidades comuns de todo mundo: necessidade a cultura, a liberdade de expressão, de um espaço físico adequado para utilizar. Este aqui é o ponto de prostituição mais famoso da cidade, no entanto é em frente a primeira prefeitura, o prédio do INSS onde as pessoas ficam na fila pra receber um benefício. Então é mostrar que a gente não precisa de mais nada, não precisa de grandes estruturas para resolver nossos próprios problemas. Somos nós que vamos resolver os problemas, não vai ser o governo, não vai ser o dinheiro, vai ser boas ações. Só o fato de a gente estar aqui neste domingo hoje compartilhando, tenho certeza que vai nascer muita coisa boa .Pretendiamos fazer primeiro este encontro em uma mansão. A gente tava saindo de um centro cultural e foi passando na frente desta casa, a gente viu a porta aberta e pensou vamos invadir e fazer um centro cultural. Aí a gente foi entrando e vendo a grandiosidade da casa, cheia de mármore, com piscina, gigante. A gente chegou lá e pensamos em ocupar pra fazer uma exposição com o grafite, por a galera é isto aí, não tem medo de polícia, sabem muito bem dos direitos que defendem quando vão pra rua pintar. Só que a idéia foi crescendo e fomos ficando mais preocupada com a estrutura física, se poderia suportar a quantidade de pessoas. E no dia seguinte viemos aqui nesta parte de trás e a comunidade foi chegando e apreciando.” Renatinha Peixe-Boi

Os grafiteiros Hulk e Raiz

Os grafiteiros Hulk e Raiz

Os movimentos aqui em Manaus tem esperado muito das atitudes governamentais. Os skatistas não constroem mais suas rampas pra andar de skate. Então a gente reuniu esta moçada para a galera dar o que tem de melhor. E você está vendo que faltou alguns movimentos, isto por que os movimentos ainda estão fracos. Olha o grafite aí que veio, pintou tudo por que a galera realmente é independente. Mas temos que agradece a galera que fez mesmo, por que quem está aqui pra somar é a galera que temos que acreditar, tem que fortalecer, todo mundo tá tendo seu espaço aqui, isto não está custando nada, não tem nada com dinheiro, a gente está fazendo tudo na força de vontade. A gente quer mesmo é que a galera abra os olhos, por que se a gente diz que a arte salva, vamos provar isto, não vamos ficar esperando ações e atitudes de outras pessoas. E que massa que vocês estão fazendo esta entrevista, que possam divulgar, compartilhar, estar conhecendo uma galera que não conhecia pois é para promover uma união geral. Eu estou só feliz, os caras da polícia estão meio incomodados andando pra caramba, tomara que eles não pegue a galera do bomb que está fazendo uns riscos alí.” Raiz

Dando um rolê pela praça logo sentia a diversidade deste grande evento e um dos grupos que logo encheu o espaço de uma forte cultura multicentenária e história foi o pessoal da capoeira do Mestre Xangô que veio do São Jorge para mostrar esta expressão afro em conjunto com seu trabalho social e conversou com a moçada do bloguinho sobre o evento e da praça ser ocupada com arte.

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Meu nome é José Carlos, sou o Mestre Xangô, presidente e mestre do Grupo Manaus Capoeira e sou morador do bairro de São Jorge há 41 anos. Este trabalho que a moçada está fazendo aqui é uma maneira de fazer uma pequena manifestação e se direcionar as pessoas que se preocupam muito com coisas pequenas, quando tinham outras coisas a se preocupar como a cultura, a dança, a arte, como as outras manifestações que são feitas em Manaus e fora dela por amazonenses que sairam pra divulgar já que aqui não tem espaço.

Nosso trabalho é um trabalho social no bairro de São Jorge, na quadra da Igreja de São Dimas, onde a única coisa que a gente cobra todo ano é o boletim escolar, se tiver ruim no colégio não treina e só volta quando estiver melhor. E como os meninos não querem perder o espaço onde treinam eles dão 100% no colégio. Por isto eu sempre digo que você tem que estudar e manter o esporte sim e dizer sempre não as drogas, mas sem nunca discriminar ninguém. A gente tem pouca divulgação no nosso bairro. Este evento que estamos fazendo podia estar cheio por que é um trabalho gratuito e esta manifestação devia ter em toda praça pública inclusive em datas como no dia 20 de novembro [Dia da Consciência Negra] que a cada ano que se passa está diminuindo mais, as pessoas quase não estão indo pras manifestações por que não está havendo uma atividade cultural e o que tem muitas vezes não tem nada a ver com a cultura afro ou negra. Por isto dentro dos bairros, das comunidades, as praças tem que estar limpa e aberta para a cultura. Estão utilizando as praças hoje, mas não tem espaço para as crianças, que é um direito delas ao lazer, ao esporte, a cultura que está dentro do ECA. Estão enchendo as praças de brinquedos onde ninguém pode mais brincar e se quiser brincar tem que pagar, enquanto a praça é pública. E assim todas tem que estar abertas para cultura.” Mestre Xangô

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Além dos malabares que deixaram a praça com um aspecto alegre e lúdico estava presente o palhaço Curumim que encheu a praça de gargalhada da criançada e transeuntes que não resite a leveza do artista palhaço. Em uma conversa com o bloguinho o artista Rosival que recebe o palhaço Curumim falou sobre sua participação e da expressividade que este encontro tem para todos os cidadãos.

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O palhaço curumim se sente honrado de poder vim numa praça como esta que tem todo um histórico em Manaus. Histórico em prostituição, de abandono e tudo mais. Então este movimento vem exatamente para resgatar a questão do espaço público que precisa ser cuidado. Então para o palhaço Curumim é extremamente importante que além deste lugar aqui a gente poder levar para outros lugares, porque Manaus está carente disto, carente de arte. E quando a gente fala de arte não é só o palhaço, mas arte com toda sua plenitude: levar as crianças, levar as vovós, os vovôs, levar todo mundo. Manaus precisa ocupar seus espaços, colocar arte, dar vida, por que Manaus precisa de vida. Neste domingão de chuva que está maravilhoso dá vontade de a gente sair pulando por estas praças. Adoro praça e este espaço veio a calhar e este movimento é que Manaus precisa acordar. Mais importante que os grandes eventos, o poder público também precisa investir na arte lá no bairro, lá na periferia, isto está faltando, valorizar isto, enquanto expressão da comunidade. É por isto que eu sou palhaço e é por isto que eu sou mambembe para ir a outros lugares.” Palhaço Curumim

A moçada do grafite se fez presente em mais um encontro artístico que contou com mais de 20 grafiteiros e considerados do Bomb com gente da antiga como Buiu, Rogério Arab, Paradise, Blur, Mega, e vários outros. Abaixo vemos um registro histórico da moçada com alguns grafiteiros que estiveram presentes desde o início do evento e que sempre trocaram suas experiências, amizade e estilos artísticos.

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Conversamos com alguns grafiteiros que nos falaram deste grande encontro de grafiteiros e dos mais diversos artistas urbanos.

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Eu acho muito válido em um domingo destes, ainda mais no Centro, eu amo pintar no Centro e é muito massa. Reunir toda esta galera, todo mundo aqui num domingão, sempre desenvolvendo a arte e quebrando estes mitos que arte é isto ou aquilo. Tudo é arte. Ela é vandal, é subversiva, mas é arte. Um artista se liberta, não importa o material, faz, aprende, se supera. Alguém tem que fazer os trabalhos para ficar melhor.” Paradise

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Sou o escritor Soor que estou na rua na atividade e na minha opinião é um projeto muito bom que o cara vai trabalhando. É a arte que na vista de muitas pessoas é vista como vandalismo, mas o pessoal tem que saber diferenciar o vandalismo da arte de rua, que vem da arte da cultura urbana. É uma boa reunir a galera pra pintar no final de semana, estar se distraindo e convido toda rapaziada que puder vim ver nosso trabalho. Melhor do que estar envolvido em droga nós estamos com este trabalho que está tirando muitos jovens usuários de droga e trazendo aqui para o mundo da arte” SOOR

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É bom que não é só o grafite aqui hoje como em geral é, tem todos estilos: o circo, grafite, artes plásticas. Isto no meu conhecimento é uma novidade. Bom estar mandando este grafite com a galera interagindo pra caramba, mesmo tendo só alguns espaços, a galera distanciada mas o clima está bom demais, tudo perfeito. Um dos melhores eventos da cidade e a idéia é se encontrar mais vezes durante o ano fazendo em outros lugares. ” Buiu

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Também marcaram presença o pessoal do Freestyle, estilo de rima com base no rap, onde se tem que criar as rimas na hora. Os participantes fizeram mais uma Competição de Freestyle Amazonas e mandando muito bem. Os competidores se superavam para não perderem na rima do adversário, e assim tinham que usar sua capacidade para mandar sempre uma rima melhor.

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E como a produção não parava em todos os cantos da praça muitos aproveitaram para ficar também durante a tarde, quando também foram chegando novas expressões para mostrar e trocar experiências com a rapaziada que já estava presente.

O pessoal do Mestre Xangô aproveitou para cair no samba de raiz e deixar a praça com ainda mais alacridade. Chegaram também vários poetas e mais grafiteiros que começaram a ocupar todo o Centro e seus espaços abandonados, alguns há mais de uma década.

E no agradável passeio pelo centro de Manaus vimos as cores encher Manaus da vivacidade das cores. Encontramos nesta caminhada pelos arredores do Centro as talentosas representantes  do grafite feminino e trocamos uma idéia com as belas Lori e Hippie Greeny que deixavam sua arte sobre a cinzas telas que eram transformadas em pulsações  visuais.

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Na verdade este evento foi bom por que fazia muito tempo que não rolava algo assim que reunia todo mundo pra fazer uma ação assim. E fazer aqui no centro pra todo mundo se rever por que tinha muita gente que pintava há muito tempo atrás e que já tinha dado um tempo e com este evento se empolgou de novo e aí está aqui pintando e isto é muito legal. Pra mim fazer este trabalho é deixar um pedacinho meu no muro, então o que eu sinto eu deixo alí, independente do que eu sinto ou não, se estou mais feliz ou mais triste, tudo eu deposito alí pra não descontar em ninguém. É uma forma de eu liberar um sentimento preso em mim.” Lori- Arte sem limites (ASL)

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Achei este evento muito bom por que tinha tempo que o pessoal não se encontrava. E o lugar está bem deteriorado, então dar uma cor para um muro totalmente sem vida é bem bacana. E não é só o grafite, são vários movimentos juntos, por isto acho que deveria ter mais. Participar de um evento assim é muito bom para o nosso crescimento, por que é uma coisa que vai ficar podemos fazer de novo e a gente vem retoca, faz diferente, sempre procurando evoluir. “Hippie Greeny

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Acima vemos um dos grandes nomes do grafite e do bomb manauara, o sempre presente Blur que também apareceu para expor sua arte no Centro.

Abaixo vemos diversas telas (paredes) sendo ocupadas e criando um fluxo artístico que alimenta as veias esclerosadas da não-cidade de Manaus. Alguns lugares como os interiores de uma casa abandonada, terrenos baldios serviram de suporte para que a arte penetrasse em suas estruturas já bastante empedernidas

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A arte das grafiteira Meg e Poly

O artista grafiteiro Broly

O artista grafiteiro Broly

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O estilo do bomb/grafite de Vapor

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No fim  da tarde agentes da Guarda Municipal apareceram para admoestar os grafiteiros por estarem utilizando de um espaço público e que foi relegado pelo poder público. Prédios como o antigo prédio do exército (foto acima) que se encontra há tempos abandonado e teve suas entradas cimentadas e percebe-se diversas plantas que se aproveitaram do abandono para crescerem nos espaços limites da construção.

Os agentes tentaram impor a idéia de que o ato de grafitar era vandalismo e que não tinha nenhuma diferença da pichação. O que prova o desconhecimento da lei de Crimes Ambientais que no seu artigo 65 diferencia e legaliza o grafite. O que os ocupantes estavam fazendo nada mais foi do que dar vida a um espaço afuncional e devolve-lo ao espaço público. Assim aos grafiteiros, cidadãos ativos não podem ser negado a liberdade de sua expressão artistica ainda mais como intervenção urbana.

Porém em um estado que onde a liberdade é tolida, a criação é desincentivada e os jovens marginalizados dificilmente se entenderá a expressividade do grafite e de uma produção como Arte Ocupa Manaus. Por isso mais vezes todos verdadeiros artistas que trazem seu talento ao mundo e as ruas continuarão a ocupar a cidade e novos eventos logo surgirão para que Manaus um dia possa vir a ser uma cidade, já que o possível já está dentro do coração da arte manauara.

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Os 100 anos do eterno Luiz “Lua” Gonzaga, o Gonzagão Rei do Baião

Dezembro 13, 2012

Luiz Gonzaga Lua Rei do Baião e festas juninas forros

Hoje, 13 de dezembro, se comemora uma grande festa dos 100 anos de nascimento de um dos grandes nomes da música brasileira: Luiz Gonzaga do Nascimento, o grande Lua, rei do baião e do povão. Muitos podem reclamar que a música do mestre Lua não evoluia, que ele não tinha um entendimento político, que é uma música resignada e deprimente, que era machista, entre outras queixas.

Mas ninguém pode negar a revolução que Luiz Gonzaga fez na música nordestina e na música popular brasileira. Gonzagão introduziu o terno (sanfona, zabumba e triângulo) em nossa música e foi responsável por introduzir as músicas e tradições juninas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste brasileiro.

Como negar a importância de composições juninas como Olha pro céu, Polca fogueteira, O maior tocadô, Forró no escuro, São João na roça, Lascando o cano Fogueira de São João, São João antigo, São João no arraiá, São João do Carneirinho, Piriri, Fogo sem fuzil, Lascando o cano, e muitas outras?

OS 07 GONZAGAS ALOÍSIO, SOCORRO, LUIZ GONZAGA, SEU JANUÁRIO, SEVERINO JANUÁRIO, ZÉ GONZAGA E CHIQUINHA GONZAGA.

OS 07 GONZAGAS: ALOÍSIO, SOCORRO, LUIZ GONZAGA, SEU JANUÁRIO, SEVERINO JANUÁRIO, ZÉ GONZAGA E CHIQUINHA GONZAGA.

Este pernambucano de Exú vem de uma família de tocadores e desde pequeno aprendeu a animar as festanças. Seu pai Januário, assim como Luiz, é um dos grandes nomes da sanfona no Nordeste e foi de grande importância para a cultura popular.

Luiz Lua Gonzaga foi pro Rio de Janeiro tocar e de lá expandiu seu mundo sonoro para o mundo. Foi pai do cantor romântico e filosofante Gonzaguinha e teve como parceiros fortes Zé Dantas, Humberto Teixeira, mas também José Fernandes, Lourival Passos, José Marcolino, Luiz Guimarães, João Silva, Luiz Queiroga,  Severino Ramos,  Nelson Valença entre outros.

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Nestes 100 anos de Lua o Brasil mudou muito, diversos novos músicos talentosos apareceram e muitos não tem a repercursão que Gonzaga conseguiu. Mesmo assim Gonzaga abriu muitas portas para que a produção musical nordestina pudesse entrar no Brasil e acabar (de diversas formas)  com o preconceito regional e musical. Infelizmente hoje temos uma cultura radiofônica doentia ditada por uma indústria musical impositora dos valores capitalismo e que se interessa em enfraquecer a música popular e regional tornando todos iguais.

Felizmente há espaços de corte como a internet, rádios comunitárias, iniciativas culturais mundo independente  que fazem um corte neste flanco duro e deixam passar a arte. Isto faz com que pessoas como Luiz Gonzaga continuem presentes nas nossas cultura musical e na memória da arte no Brasil.

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A música de Luiz se espalhou por todo o país e o tornou uma figura conhecida de norte a sul. A geração dos músicos da família Gonzaga que lançou Gonzaguinha, agora tem como representante Joquinha Gonzaga, o sobrinho de Luiz Gonzaga e Daniel Gonzaga, filho de Gonzaguinha e neto de Gonzagão.

E o Brasil todo está em festa pra comemorar uma de suas raizes folclóricas e um de seus maiores nomes da música: Luiz Gonzaga. Em Brasília, São Paulo e São Cristovão já fizeram o forró. Em Recife  na Praça do Arsenal  e no Pátio de São Pedro haverá forrós e cantorias de hoje a domingo a partir das 20 horas com artistas locais e nacionais e gente como Fagner, Alceu Valença, Azulão,  Petrúcio Amorim, Silvério Pessoa e Anastácia, no domingo. Em Exú a festa é constante até o fim do ano.

Esta singularidade que foi Luiz Gonzaga continuará nos iluminando através da música como a Estrela D’Alva que está no céu.

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Olinda está o maior jazz hoje a noite

Novembro 30, 2012

A bela cidade de Olinda com suas ladeiras próprias para o embebedar dionisíaco recebe a partir de hoje o Olinda Jazz Festival que ocorre no Mercado da Ribeira sempre com entrada gratuita e shows a partir das 21 horas, com muito bebop, ragtime, electrojazz, jazz fusion e arranca moleza.

Hoje a noite além de uma homenagem a Luiz Gonzaga que tem 100 anos na folhinha se apresentam Quinteto Violado e os espanhois do Flamenco A3.  E amanhã (1) é a vez dos brasileiros DJ Dolores, Benjamim Taubkin (SP), Bongar (PE), Oreka TX (País Basco). Então caia no jazz ou aqui se jazze-se

Hermeto Pascoal invade o Rio de Janeiro com seu forró de criolo doido

Novembro 2, 2012

O mago dos sons Hermeto Pascoal, que é alagoano de olho d’agua, promete hoje e amanhã (3) forrozear de sons o Rio de Janeiro com suas músicas, e seus instrumentos que incluem uma cozinha completa, o palco, seu corpo (barba, cabelo, bigode, entranhas, e onde mais rolar), a platéia, o mundo. Isto incluindo obviamente instrumentos mais efadonhos como flauta, violino, atabaque entre outros.

A cantoria, ou batuqueria no Rio de Janeiro, acontecerá na Sala Baden Powell nestes dois dias, às 18 e 20 horas respectivamente, com ingressos a um preço sonoro de 30 reais. Mas o Forro do doido crioulo Hermeto Pascoal será feito também em conjunto com sua banda, os também insandecidos Itiberê Zwarg (baixo), Fabio Pascoal (percussão), Vinicius Dorim (sopros), André Marques (piano), Ajurinã Zwarg (bateria) e Aline Morena (voz, viola caipira e percussão).

Não perca senão o bruxo Hermeto te cozinha no caldeirão só pra ver o som que dá. E com certeza dá coisa boa…

Festival do sol chega a São Paulo

Novembro 2, 2012

Em sua nona edição, o Festival DoSol chega a São Paulo neste sábado, 3 de novembro. O evento de música, que teve início em 2004 no Rio Grande do Norte, este ano baterá seu recorde ao reunir 90 grupos que se apresentarão, além da capital paulista, em Natal (RN), Mossoró (RN), Caicó (RN). O festival receberá bandas locais, nacionais e internacionais.

 Na cidade de São Paulo, o evento contará com apresentações de guitarras pesadas e performances arrebatadoras. Estarão presentes bandas dos estados da Bahia, do Rio Grande do Norte e de São Paulo, além da maior atração desta primeira edição, a banda sueca Truckfighters. O grupo, que vem colecionando fãs, é apontado como uma das grandes revelações do stoner mundial. A banda, em sua turnê pela América Latina, passará ainda por Buenos Aires, Goiânia, Recife, Maceió e Natal.

 O Festival DoSol é um projeto selecionado pelo Petrobras Cultural, na Linha Produção e Difusão, categoria Festivais de Música. O programa foi criado para apoiar a cultura brasileira em suas variadas manifestações, abrangendo mais de 80 áreas. Os recursos destinados desde 2004 somam R$ 32,5 milhões para música. Em 15 seleções realizadas, o setor completou 271 projetos.

 

Data: 3 de novembro (sábado)
Horário: abertura às 18h, horário previsto para o primeiro show 19h
Local: Cine Jóia (Praça Carlos Gomes, 82- Centro)
Preços: 1º Lote – R$ 60 (meia R$30)
            2º Lote – R$ 80 (meia R$40)
            Depois – R$100 (meia R$50)

Cineasta, atriz e cantora portuguesa Maria de Medeiros apresenta na cena

Outubro 25, 2012

Mais conhecida pelos trabalhos cinematográficos, a lusitana Maria de Medeiros também é uma afinada cantora e estará presente amanhã (26) às 21 horas no Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo cantando as músicas de seu novo álbum, “Pássaros Eternos”, com participação do trombonista Bocato. Esta apresentação também é parte da Mostra de Cinema de São Paulo.

Neste trabalho Maria compôs e arranjou praticamente todas as músicas. Em entrevista sobre o trabalho ela afirmou:

“Nada a meus olhos é menos eterno que um passarinho, acrobata milagroso dos ares, pequeno ser vulnerável e trêmulo quando apanhado por mãos humanas. Gostei de associar palavras tão opostas.

E no entanto, existem pássaros eternos. Como o Espírito Santo ou a Pomba da Paz. Coisas de sonhadores e idealistas, como quem se abalança a escrever canções, a gravar discos em épocas tão tormentosas e pouco propícias aos que gostam de soprar nuvens. Aos contemplativos dedico estes momentos musicais, muito diversos entre si, breves olhares à nossa quotidiana e misteriosa realidade.”

Como diretora de cinema ela dirigiu o curta Sampa (no coletivo Bem-Vindo a São Paulo), A morte do Principe, Capitães de Abril e diversos curtas. Como atriz teve participações inesqueciveis em Pulp Fiction, Henry & June – Delírios Eróticos, A Estrangeira, A Divina Comédia, Ovos de Ouro,  Deus só Atende aos Domingos, Minha Vida sem mim, Riparo e Frango com Ameixas.

Pode adquirir os ingressos pelo sítio do Ingresso Rápido.

Chico César embala a última NOITE CULTURAL T-BONE Acougues

Outubro 12, 2012

O tradicional Açougue Cultural T-Bone de Brasília encerra na semana que vêm sua programação das noites culturais de 2012. E quem vai embelezar a noite é o grande amigo, músico, secretário Chico César, o vulgo Beterraba (apesar da atual divergência capilar). Haverá a presença ainda de Beirão, Lília Diniz e Gessé Lima a partir das 19 horas com o Recital Poiético. Entrada franca e cortante da carne velha de vocês para fluir a nova e pulsante carne.

Tom Zé leva o Lixo Tropicália para São Paulo, QG do Nordeste

Setembro 21, 2012

Nesta sexta-feira (20), e também no sábado e domingo (21 e 22) o músico completo bahiano Tom Zé levará para São Paulo a sonoridade de sua nova composição em CD Tropicália Lixo Lógico, que já está por aí para ouvir, baixar mp3, e até para comprar. Tom Zé que passeou por entre os tropicalistas, sentiu a parada e fez a sua. Uns 10 anos depois Tom Zé compôs em repouso no seu periodo de ostracismo.

Mas logo tom Zé entrou em outra e até hoje continua. Hoje e neste fim de semana (20, 21 e 22) ele  se apresentará sempre a partir das 18 horas no Sesc Vila Mariana. Os ingressos estão a preços de arrastão em 10 reais (pra cima). No palco como o próprio Tom Zé disse é uma produção artística constante. Abaixo deixamos a capa do CD Tropicália Lixo Lógico..E vamos balançar São Paulo por todas Augustas, Angélicas e Consolações….