Archive for the ‘Capoeira’ Category

ESTUDANTES DO CURSO DE LETRAS DA UEA PROMOVEM FESTA ESTÉTICA-POLÍTICA: SARRADA LITERÁRIA DO BODOZAL

Setembro 16, 2017

Estudantes inquietos e engajados do Curso de Letras da Escola Norma Superior (ENS) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), promoveram na noite de ontem uma das mais sensíveis e epistemológicas expressões estética-política que há anos não se vivenciava nos territórios dos saberes e dizeres escolares de Manaus.

Uma heterogeneidade de produções artísticas-cognitivas se deslocaram no interior da escola que contou com as frequências de pessoas de várias idades e procedências. Uma enebriante festa. Diria o deus da alegria, Dionísio. Embora fosse Apolo, o deus da poesia, o ser estimulador da Sarrada Literária, entretanto, foi Dionísio quem prevaleceu com seu espírito lúdico-criativo-transgressor.

Uma mostra foi a apresentação do grupo de rap, hip-hop, composto por quatro jovens, As Minas, que encantaram a platéia com músicas cujos temas tratavam dos direitos-revolucionários e singulares das mulheres. No mesmo seguimento inquieto, houve a apresentação do grupo de teatro da Associação Filosofia Itinerante, Teatro Maquínico, com sua nova peça “Pois é, Seu Zé, Tudo é Política, Né?”. Jogo de capoeira, banda de rock, exposição de pinturas, charges, como a do artista plástico Ismael, fanzines, artesanatos, projeção de cinema, guloseimas, bebidas, entre outras ideias e objetos movimentaram a grande Sarrada do Bodozal cuja potência virtual foi atualizada pelas criativas e criativos discípulas/discípulos de Dionísio e Apolo Raquel, Jéssica, Ismael, Adriano, Matheus, entre outros festeiros sarradores.

Fiquem com as imagens criadas pela foto-poiética, Jéssica.

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PESQUISA MOSTRA QUE PRÁTICA DA CAPOEIRA É TERAPIA PARA REFUGIADOS

Setembro 15, 2015

capoeira_para_refugiadosO Projeto Capoeira para Refugiados surgiu em 2007, na Síria. É um projeto sem fins lucrativos e que atua também na Palestina cujo objeto é, como terapia, auxiliar os refugiados, principalmente crianças e adolescentes, a elaborarem suas tensões emocionais e físicas provocadas pelas guerras.

Como expressão-cultural afro-brasileira que encadeia corpos afetivos, ético, psicológicos e físicos, o projeto tem funcionado como terapia importante para esses casos que já vem sendo considerado como necessária a sua continuação e quem sabe espalhado para outros territórios.

Diante dessa realidade, pesquisadores da Universidade do Leste de Londres realizaram uma parceria com o Projeto Capoeira para Refugiados e compuseram um estudo para saber tanto da prática, como dos resultados do exercício da capoeira com refugiados em áreas de conflito. Assim, eles coletaram dados entre os anos de 2013 e 2015 e tiveram como resultado da pesquisa a certeza de que a prática da capoeira auxilia os que a praticam a elaborar seus estados de ansiedade, medo e ódio decorrente da opressão e da perda de segurança.

capoeira_para_refugiados_instrumentoPara os pesquisadores a prática de capoeira desenvolve cinco pontos chaves: estabilidade emocional, tolerância, amizade, força interior e capacidade de brincar. Os apelidos que são dados aos participantes e que faz parte do ritual da capoeira, junto com as relações movidas por brincadeiras; auxilia aos praticantes no fortalecimento de suas identidades, afirma o estudo.

“A capoeira promove a melhora do condicionamento físico e o desenvolvimento das capacidades, o que gera autoestima. Ao mesmo tempo como outras artes marciais, exige autocontrole disciplina. Por meio da incorporação da música e da dança, permite espaço para a criatividade e a expressão pessoal, oferecendo uma dimensão que falta em outras atividades físicas”, mostrou Hannah Prytherch, uma das pesquisadoras.

Os dados obtidos pelo estudo foram obtidos através de discussão com grupos de crianças, entrevistas com treinadores, professores, conselheiros escolares e alunos. O resultado do estudo recebeu o nome de teoria da mudança que tem como corpo principal a capacidade de brincar da criança.

“A ampliação da capacidade de brincar garantiu aos alunos meios de expressar e chances de aproveitar a infância, levando a um sentimento de felicidade, prazer e liberdade psicológica”, diz trecho do relatório da pesquisa.

Uma menina e um menino falam sobre suas experiências na capoeira.

Menina – “Em vez de sair e agredir uma pessoa que odiamos, jogamos capoeira. Deixamos toda a energia e a dor saírem na capoeira. Deixam a raiva sair. Quando estamos muito preocupadas ou tensas, jogamos capoeira e relaxamos, esquecemos”.

Menino – “O que mais gosto na capoeira é que, sempre que vou para a aula, eu volto para casa feliz. Eu vou para casa relaxado e continuo de bom humor. Estou sempre com o humor da capoeira, cantando as canções até eu dormir. Eu lavo as louças ouvindo canções”.

Não esquecer que no ano de 2014, a capoeira do Brasil recebeu o título de  Patrimônio Cultural da Humanidade.

CINE CAPOEIRA

Março 11, 2015

dsc01804O grupo de capoeira Manduca da Praia, coordenado e dirigido pelo mestre Salvador, com o objetivo de envolver mais ainda a comunidade do bairro Nova Cidade na prática artística-esportiva-cívica do jogo da capoeira iniciou mais um exercício cultural no Pórtico das Artes, local onde o grupo se encontra e joga capoeira.

Trata-se do Cine Capoeira. Durante um dia da semana será exibida uma sessão de cinema com o tema capoeira. Como se trata de um trabalho coletivo, as sessões não serão apresentadas somente às crianças e adolescentes que praticam a capoeira, mas também para seus pais, parentes e a comunidade em geral. O que levará durante o fim da sessão a um debate incluindo temas da própria comunidade.

O fator pedagógico importante das sessões de cinema é mostrar como a prática da capoeira é uma forma de incluir as crianças e adolescentes em um contexto produtivo social, já que contribui para o aumento da autoestima delas. E conjuntamente com os moradores do bairro pode ampliar suas visões sobre sua comunidade.

É uma grande jogada, porque apresenta a capoeira como o elemento impulsionador das crianças, adolescentes e a comunidade às novas perspectivas que se encadeiam com outros códigos sociais que o cinema possibilita. O fato de um filme contar a temática histórica de um personagem capoeirista e suas relações familiares e comunidade, leva o espectador a compreender como foi fundamental, para a brasilidade, a criação da capoeira como forma de expressão cultural-política-libertária-africana.

dsc01906Agora, com o Cine Capoeira, as crianças, os adolescentes e a comunidade têm um endereçamento estético para vivenciar suas alegrias, apesar de suas cotidianidades sempre previsíveis, visto que a Nova Cidade faz parte do conglomerado de bairros de Manaus abandonados pelos governos. Não há qualquer produção de entretenimento público.

E uma das razões dessa miséria artística-cultural não é produção somente dos ineptos e anêmicos governos, mas também da alienação da maioria dos chamados artistas manauaras que edipianamente, atavicamente, sempre estiveram aliados como capachos desses desgovernos. Tipos que o filósofo Nietzsche chamaria, de forma desprezível, de ‘gente miúda’. Alienados artisticamente e vazios politicamente, não podem exigir destes desgovernos uma política de entretenimento público. Exigir é  demais para suas condições-indigentes cognitivas e sensíveis.

Por tal, o Cine Capoeira tem o tom, o som e o gestual mobilizador de nos presenteia a negritude! O modo ontológico livre de jogar a caporira! 

CAPOEIRA DE RODA PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE

Novembro 23, 2014

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O Comitê Intergovenamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural e Imaterial da Unesco, se reunirá, em Paris, nessa semana para reconhecer a Capoeira de Roda como Patrimônio Cultural da Humanidade. Com o reconhecimento a Capoeira de Roda toma posição ao lado do Cristo Redentor como Patrimônio Cultural da Humanidade.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) apresentou um dossiê de candidatura de 25 páginas, onde são apresentadas uma séria de ações para propagar e salvaguardar a Capoeira de Roda, com um orçamento de mais de R$ 2 milhões que também será usado para a produção de encontros e catálogos.

O documento ainda apresenta fundamentos que mostram que a capoeira tem o papel de combater o racismo e a discriminação. Na parte histórica do documento ele mostra a perseguição que a capoeira sofreu no Brasil sendo considerado crime pelos colonizadores e brasileiros submissos a política imperial.

“A roda funciona como uma afirmação de respeito mútuo entre comunidades, grupos e indivíduos e promove a integração social e da memória da resistência à opressão histórica”, diz parte do documento.

“A capoeira é uma manifestação cultural de muitas dimensões. É ao mesmo tempo luta, dança e jongo, tão ligada à nossa história, à nossa sociedade, que é um pouco do que é o povo brasileiro”, afirmou Célia Corsino, diretora do Departamento do Patrimônio Imaterial do Iphan.

Para o mestre Paulinho Salmon, professore de capoeira há mais de 50 anos, a capoeira se confunde com a história do Brasil.

“A capoeira não é só um jogo, a capoeira é muito mais do que isso, a história da capoeira se confunde com a própria história do país, já foi utilizada até em guerra como a do Paraguai”, disse o mestre.

A “NOITE NEGRA” SE MOSTROU NEGRITUDE NO PÓRTICO DAS ARTES DA AFIN COMO CINEMA, PALESTRA, MÚSICA, POESIA, CAPOEIRA E, PRINCIPALMENTE, CRIANÇA

Novembro 22, 2014

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A intenção era atualizar o virtual ou realizar o possível. E aconteceu. Artistas, capoeiristas e crianças como composto-estético produziram outras formas de sentir, ver, ouvir e pensar no Pórtico das Artes da Associação Filosofia Itinerante (Afin) no Bairro Nova Cidade, em Manaus.DSC01804 DSC01809 DSC01825 DSC01832 DSC01834

Foi uma Noite Negra que se mostrou singularmente Negritude: a consciência livre do negro sobre si mesmo fora da brancura opressiva do sistema capitalista. Seu engajamento história em viver por si mesmo, sem modelo macho, homem, branco e europeu, como mostram os filósofos Deleuze e Guattari.

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A Negritude do eu-mesmo como liberdade do negro, negando a história branca que o oprimiu, como diz o filósofo da liberdade, Jean Paul Sartre. A estrutura ontológica do negro como resultantes da reflexão que fez sobre a a-história imposta pela voracidade branca. O negro deixando de ser objeto de dominação do olhar do branco para se tornar sujeito de seu próprio olhar sobre o branco. Mostrar o branco como objeto do olhar do outro. Sendo o olhar do negro sua potência criadora livre. Sua Negritude.

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Já na quinta-feira, membros da Afin estiveram na Escola Francisco Guedes de Queiroz, no Bairro Tancredo Neves, mais um bairro pobre da pobre Manaus. Lá, realizaram, junto com os estudantes, professores e pedagogos, a conferência, O Entendimento da Filosofia Política sobre o Conceito de Negritude. Foi uma festa filosófica-política, já que trata-se de poiesis e práxis. Os corpos que produzem transformação.

DSC01909 DSC01914 DSC01915 DSC01916DSC01922 DSC01924 DSC01925Como a vivência não pode ser traduzida em palavras, visto que viver é atuar em consistência e existência em presença, como dizem os filósofos existencialistas, oferecemos aos acessantes deste blog algumas imagens, movimentos e sons, criados nos acontecimentos Negritude. 

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CONVITE PARA AÇÕES DA CAPOEIRA SENZALA NEGRA

Março 20, 2013

16º Evento Da Senzala Negra

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Quinta Feira – Dia 21/03/13 Ás 19:30 H – Realizaremos Uma Roda De Boas Vindas Na Bola Do Produtor Para Recepcionar Nossos Convidados Para Este 16º Evento Da A.C.S.N

Sexta feira – Dia 22/03 Ás 19:00 Hrs – Ocorrerá A Abertura Do Evento Com Roda E Participação Do M. Armando Babalú – (Ginga Bahia)São Paulo.

Local. Arar Do Mutirão – Zona Leste.

Sabado – Dia 23/03 Ás 18:00 Hrs – Ocorrerá Batizado E Troca De Graduação E Formatura De Capoeira

Local Sest-Senat  Av: Autaz Mirim Prox. A Bola Do Produtor Cidade De Deus.