Archive for the ‘Cidade’ Category

Os 5 anos da Biblioteca Popular nos pontos de ônibus de Brasília

Julho 19, 2012

Tomboy

Dezembro 18, 2011

Nos Cinemas

Aberta nova temporada do Periferias em Cena

Fevereiro 25, 2011

Moçada da periferia do Rio de Janeiro, saca esta parada que vai balançar e atualizar toda a produção e pra mostrar que vocês podem ser as novas potências da cultura da periferia.

Isto por que estão abertas as inscrições do Periferias em Cena, o Curso de Formação de Agentes Culturais Populares. Realizado como Projeto de Extensão pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRJ), o curso, que já formou três turmas desde 2009, oferecerá 30 vagas para a nova turma, com início das aulas em 6/4. As inscrições vão até 14/3.

 

É gratuita a inscrição para o curso, voltado para a preparação de jovens e adultos de favelas e da periferia para atuar como artistas e produtores culturais dos campos da música, da dança, do audiovisual, das artes plásticas, do artesanato, do teatro e da “animação cultural”.  Entre os ex-alunos do curso, há artistas como o MC Fiell, da Rádio Santa Marta, e Mano Teko, da Apafunk.

Os alunos saem do curso preparados para realizar iniciativas culturais e artísticas, desde a concepção e o planejamento à captação de recursos e realização. Aprendem sobre comunicação popular, economia da cultura, economia e gestão popular, gestão cultural, introdução à produção cultural, informática básica, internet, marketing cultural, patrimônio cultural, políticas culturais, oficinas e produção da intervenção cultural, produção de artigos, projeto cultural, teorias da cultura. A primeira turma já se formou realizando um evento que ficou para a história, o Festival Fala Favela.

O Periferias em Cena representa a continuidade de um projeto desenvolvido pelo grupo de pesquisa Observatório da Indústria Cultural (CNPq/UFF) e que teve sua primeira turma em 2009 na UFF. Atualmente, o curso está com sua 4º turma recebendo apoio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC através do PROEXT 2010.

Neste ano, há 20 vagas para o público externo, além de dez para servidores e estudantes do IFRJ e será possível a inscrição até 14/3, via site http://www.ifrj.edu.br ou no campus Rio de Janeiro (Maracanã) do IFRJ, Rua Senador Furtado, 121 sala 219 (Coordenação de Extensão), das 9h às 18h. Há mais dados no http://periferiasemcena.wordpress.com/ . O resultado final da seleção será conhecido entre 21 e 25/3 e o início das aulas ocorrerá no dia 6/4.

 

Periferias em Cena

Notícia da Agência de Notícias das Favelas

Um grito abafado, um olho vedado: o fim sem fim do Cine Belas Artes

Fevereiro 19, 2011

Do Fato

Um dos patrimônios cinematográficos do Brasil, o Cine Belas Artes  abriu as portas com o nome de Cine Ritz em 1943. Porém muito tempo passou e o Cine Belas Artes fica(va)  com este nome desde 1952 em São Paulo na esquina da Av.Paulista com Av. Consolação. Ficava pois vai realmente fechar as portas no fim deste mês (provavelmente dia 23 ou 24). Mesmo com muita luta e protestos os kinéfilos não conseguiram um trato com o proprietário do imóvel, Flávio Maluf, desta batalha que já durava anos. Com o fim do cinema naquele local o proprietário pretende abrir uma loja.

O atual dono do cinema André Sturm afirmou “Não aceitaram a proposta, querem o cinema de volta, então vamos ter mesmo que fechar”. A proposta do valor do aluguel feita por André não foi revelada mas sabe que o valor é maior que 70 mil reais. O valor pedido pelo dono  era de 150 mil reais. Depois de ter tentado vários patrocinios para cumprir o aluguel exorbitante de Maluf, tendo feito e desfeito um patrocinio com HSBC, o Belas Artes fechou suas portas, ou não …..

O prédio está em processo de tombamento do edifício organizado pela Secretaria de Cultura da cidade, que já se posicionou que mesmo que o cinema seja fechado o processo  não será desfeito ou modificado.

O fluxo kinemático ou o fim sem fim

A palavra cinema vem do grego kinema que significa imagem em movimento. Assim como a vida o cinema está em constante movimente, com momentos de repouso. Este cinema como um espaço físico, esteve realmente aberto ao kinema, para que passassem outras novas imagens e queimassem a retina dos espectadores. Sendo um cinema que não se prende em um entretenimento do shopicola e de imagens aprisionadas nos valores da classe média .

E o Cine Belas Artes era um espaço de encontros alegres, e de cinemas, vários cinemas que passaram por todos estes tipos. Obviamente passaram cinemas Bs, e até comerciais, afinal ele teve que se manter mesmo com algumas concessões.

Fachada do Belas artes em 1981- Reparem na programação: Estádio de Sítio, Meu tio da América e o O homem que virou suco

 

Apesar deste bloguinho estar distante das terras belas artes, sabemos na própria Manaus diversos cinemas que fecharam por falta de investimentos e valorização. Hoje a única opção de assistir kinemas é no kinemasófico que ocorre todos os domingos. E sabemos que a programação do Belas Artes preza pelo kinema e passa bem longe do shopicola.  O cinema e a arte é um direito de todos, não é a toa que os trabalhadores terão direito agora do vale cultura graças ao Ministério da Cultura,  para poder ir a museus, teatros, cinemas e livrarias… Tudo em busca de uma produção subjetiva criadora.

No caso do Cine Belas Artes, o cinema não é apenas um negócio comercial que deve gerar o lucro ao empresário. É uma dedicação para que haja para locais onde se veja imagens diferentes e soltas, estriadas em um processo alegre de existência.

Porém em um local rico em eventos interessantes como é São Paulo, onde a oferta-procura compensa o engendramento de culturas e industias culturais, um local que possui muita dança, música, cinema, literatura, que cheira a culinária; é um local que possui uma política pública retrograda, que permite o fechamento de um local que traz uma alternativa, uma secretaria que se preocupa muito mais em tombar um prédio do que salvar um espaço produtivo; um governador que faz que a má administração da TV estatal praticamente esteja falida, além de não irresponsável nas políticas culturais. Afinal para eles um negócio é só um negócio e quem manda é o capital que os escravizam.

Mas eles não sabem que mesmo que calem uma voz ou fechem um olho não podem conter a potência criadora da vida que abre mil olhares e envolve toda uma multidão de vozes que não podem ser abafadas e que são mais forte do que qualquer ordenamento.

 

URBANOIDES

Dezembro 21, 2009

Elemento cultural artificial. Cidade urbe nada que perturbe. Uma só via que nunca desvia. Gritalhões abarrotados como direitos requisitados. Urbe cidade intransitável. Todos querem seus direitos. Movimentos de seus veículos. Engarrafamentos resguardados em lamentos. Hora do rush! É agora, mano.

Ora, ora, ora pois, pois, ora bolas! A minoria maior quer seus direitos, enquanto a maioria menor não os tem. A minoria maior tem seus veículos, quer as ruas só para si. Engarrafa os engarrafados sentidos e entendimentos. Quer a rua para si. Protesta que as ruas então intransitáveis, mas não abrem mão de seus interesses irresponsáveis pelas ruas engarrafadas de veículos. Ninguém se move. Hora do rush. Ou vai ou rush!

Nenhum carro se move nas ruas de Manaus. Buzinaços, estardalhaços, nada de beijos e abraços! “Já fumei dois maços!” Todos são uníssonos em “diachos”! Eis que surgem jovens armados com tanques emissores de gases. Cada carro é uma baforada. Em segundos, todos os motoristas estão dormindo. As ruas de Manaus são um leito nupcial. Morfeu sem movimento. Todos dormem urbanisticamente.

Urbanisticamente, os jovens tiram os motoristas dos carros e deitam todos nas calçadas. Pegam seus veículos e levam para fora da cidade. Chegando à beira de um precipício, todos os veículos são lançados.

Quando os proprietários dos veículos acordam nas calçadas, gritam desesperados por não encontrarem seus veículos. Mais desesperados ficam quando percebem que as ruas então livres, vazias, transitáveis, ocupadas apenas pelos ônibus e táxis.

Manaus resolveu seu obstáculo do trânsito. Tudo muito fácil. A maioria menor corre alegre pelas ruas de Manaus.