Archive for the ‘Documentário’ Category

“UM RIO DE HISTÓRIAS”, DOCUMENTÁRIOS PRODUZIDOS PELA TELEVISÃO DOS TRABALHADORES (TVT) SOBRE A CATÁSTROFE DE MARIANA

Dezembro 18, 2016

Assista e analise os documentários, Um Rio de Histórias, sobre a catástrofe de Mariana e contaste a violência produzida pela ambição capitalista que se quer como a realidade única para o homem. Documentários onde os personagens principais são os moradores da cidade que desapareceu sob a força de Mamon, o deus da ambição do lucro. O lucro que não envergonha os seus fiéis.

Uma realização da Televisão dos Trabalhadores (TVT). A TV que entendem do ódio que a burguesia tem pelo trabalhador.

 

VAI UM CINEMINHA AÍ? Meu amigo Nietzsche

Março 23, 2016

“IMAGENS DO INCONSCIENTE”, EM BUSCA DO ESPAÇO COTIDIANO, DOCUMENTÁRIO DE FERNANDO DINIZ

Março 6, 2016

O documentário foi realizado pelo cineasta Leon Hirszmann sobre o trabalho da psiquiatra Nise da Silveira. Mostra as formas cruéis de psicoterapias e as novas psicoterapias.

A trilha sonora é de Edu Lobo.

A LISTA DE FURNAS, DOCUMENTÁRIO DE MAX ALVIM

Fevereiro 29, 2016

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O documentário A Lista de Furnas é uma produção cinematográfica dirigida pelo talentoso cinegrafista Max Alvim com roteiro escrito pelo jornalista Joaquim de Carvalho que mostra o esquema de corrupção em que o senador Aécio Nunes é acusado de ser o grande coordenador.

Uma artística-política que o povo brasileiro não deixar de assistir e tomar sua posição para que a democracia brasileira seja solidificada sem farisaísmo, onde os corruptos se apresentam como honestos, ilibados, probos muitos amparados pelas mídias aberrantes e setores institucionais que agem contra o Brasil.

Esse documentário é uma grande colaboração para a construção da consciência  democrática do povo brasileiro que o site Diário do Centro Mundo dirigido pelo jornalista Paulo Nogueira, proporciona com magnífica honestidade.

Assista! Se possível saboreando pipoca entre boas gargalhadas ao comparar o que falam as testemunhas com os comportamentos dos “honestos”.

 

“DUBLÈ DE ELETRICISTA”, DOCUMENTÁRIO PRODUZIDO PELO SINDICATO DOS ELETRICITÁRIOS DE MINAS GERAIS

Novembro 23, 2015

7491454b-9208-4e80-8ac3-ae91c33c5c01Através de narrativas e depoimentos de trabalhadores da Companhia Energética do estado de Minas Gerais O documentário Dublê de Eletricista, produzido pelo Sindicato dos Eletricitários do estado de Minas Gerais com parcerias com a Faculdae de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, A Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista, Centro de Referência da Saúde do Trabalhador de Piracicaba e o Ministério do Trabalho, mostram as formas como os trabalhadores realizam suas funções, os perigos que passam os trabalhadores terceirizados que não conhecem a profissão e a questão do treinamento do pessoal.

“Eles não têm o treinamento que nós temos, não têm cuidados que nós temos. Tem muitos casos de pessoas que vêm, por exemplo, da construção civil e já está subindo na rede elétrica e correndo risco.

A eletricidade pressupõe que as pessoas sejam bem treinadas, e isso não acontece nas empresas terceirizadas. As empresas terceirizadas pegam o trabalhador, levam ele para fazer um treinamento que na verdade é muito mais um trabalho de persuasão do instrutor que diz ‘Olha, quando eu trabalhei eu fazia isso e aquilo, você vai fazer você se vira’”, disse o eletricista Marco Aurélio

Para o dia 25 os trabalhadores tem indicativo para iniciar grave para reivindicara campanha salarial, fim da terceirização e estabelecimento de concursos públicos.

FESTIVAL DE FILMES DOCUMENTÁRIOS SOBRE OS 450 ANOS DO RIO

Outubro 8, 2015

027844Até o dia 14 desse mês o Festival Rio Première Brasil vai exibir seis documentários que narram à história do Rio de Janeiro em seus 450 anos, através de seus corpos sociais, políticos, antropológicos, artísticos, afro-brasileiro e esportivo. O documentário responsável pela abertura da mostra foi São Sebastião do Rio de Janeiro, produzido e dirigido pela cinegrafista Juliana de Carvalho. O documentário narra a formação do Rio de Janeiro desde seus documentos arqueológicos, primeiros grupos urbanos, seus primeiro habitantes e as lutas que eles travaram para construir seu hábitat. O documentário dura 90 minutos.

Para realizar São Sebastião do Rio de Janeiro a cinegrafista Juliana de Carvalho selecionou imagens antigas de 30 instituições do Brasil, França e Inglaterra que mostram como o povo carioca se originou e se constituiu como habitantes da região.

Também, serão exibidos Pedra Que Samba, de Camila Agustini e Roman Lechapellier, trata da roda de samba da Pedra do Sal; Projeto Beirute, de Anna Azevedo que trata do comércio na região do Saara, no centro do Rio, onde há um grande número de lojas de libaneses; Solte os Bichos de Uma Vez, de Marcelo Goulart que narra o grupos de bate-bola do carnaval carioca; Porto do Rio, de Pedro Évora e Luciana Bezerra que narra, através de entrevistas, as transformações da região portuária; e O Rio Por Eles, de Ernesto Rodrigues, narra o olhar dos estrangeiros e sua opiniões sobre o Rio.

“Nossa opção foi fazer um filme que narra a história do Rio através do ponto de vista geográfico, em que todos os depoimentos colocam o Rio como protagonista. É uma viagem no tempo”, disse a cinegrafista Juliana de Carvalho.

A HISTÓRIA DAS LUTAS DOS MORADORES NO ABC É CONTADA NO DOCUMEENTÁRIO “VIDAS E VIELAS, A HISTÓTIA DO MOVIMENTO DE FAVELAS DE SANTO ANDRÉ”

Setembro 12, 2015

2d08414d-6704-422d-9318-3d391cbf172cQuando o Poder Público, que é uma expressão do Estado cuja finalidade é garantir os direitos de seus habitantes, falta, e quase sempre falta, a parte da população que se sente suprida desse direito tem que se organizar e lutar pela conquista deste direito. Mudar o estado de coisa em que se encontra. Foi assim que nasceram os movimentos sociais no Brasil e que hoje se expressam como realidades relacionadas às políticas sociais do governo popular. Essa relação não significa submissão, mas direito à voz no conjunto dessas políticas.

Hoje os movimentos sociais se encontram em ação em todos os estados do Brasil. Em alguns são mais atuantes, em função da dimensão política de seus membros que os tornam capazes de pensar a sociedade muito além do que imaginam os governantes e o Poder Público. O elemento que os colocam em posição política transcendente aos governantes é que os movimentos sociais são originários das condições das classes menos favorecidas no contexto das determinações governamentais. É por isso que não existe movimento social saído das classes privilegiadas, porque elas são as mais beneficiadas com as determinações governamentais. Daí ser verdadeira fábula gente como Aécio Neves afirmar que a oposição contra o governo Dilma tem apoio dos movimentos sociais.

Foi exatamente entendendo essa realidade politica, social e econômica que os moradores do ABC paulista criaram o movimento em defesa dos direitos dos moradores da região que recebeu o nome de Movimento de Defesa de Direitos dos Moradores em Favelas de Santo André (MDDF) que já existe há quase 30 anos. Com tantas lutas e tantos ganhos e perdas eles resolveram produzir o documentário Vidas e Vielas, a História do Movimento de Favelas de Santo André para mostrar a vida dos moradores desses territórios. O documentário que teve sua ideia inicial no ano de 2012 pretende, além de mostrar a realidade das favelas, atrair novos militantes. Uma forma de dialogar com a comunidade e ser exibido também em universidades e outras favelas.

“É um instrumento não só das comunidades. Pensamos em algo que pudesse ir para o meio acadêmico, promover debates. Buscamos sair desse fluxo de informação onde as universidades ou o poder público relatam as favelas, mas sim que as favelas narrem todo esse processo de construção, de lutas. É o que sentimos falta. Porque o que nós encontramos de registro hoje são coisas muito institucionalizadas.

Começamos a percorrer as favelas com nossa “grande estrutura”: uma câmara fotográfica portátil. Percorremos para fazer registros dos locais e recolher depoimentos. Essa produção não tem interesse comercial. Nossa intenção é que funcione como instrumento para dialogar com a juventude nas comunidades, e não um produto para vender.

A vida na favela é dinâmica. Ela tem muita gente boa produzindo cultura, produzindo arte, trabalhando estudando. E, muitas vezes, isso não é retratado. A visão da favela é estigmatizada, segmentada. E isso é ruim porque você acaba reforçando preconceitos e criando barreiras na sociedade”, observou Edi Ferreira dos Santos, presidente do MDDF.

Valorosa expressão artística que movimenta além dos corpos imateriais que fluem como estética, movimenta também os corpos matérias que resultam dos processuais das lutas das comunidades diante do Estado.

VÍDEO POPULAR – 30 ANOS DEPOIS, SÉRIE DO DOCUMENTARISTA JOEL ZITO ARAÚJO QUE SERÁ APRESENTADA NA TVT

Agosto 6, 2015

8010d8a1-95ba-4e51-ae61-9f5ca8854eb0Ao completar cinco anos de existência, a TVT, emissora cuja grade de programação representa o significado democrático da comunicação real, disciplina cívica e serviço público, como ocorre com a TV Brasil, a televisão aberta que representa a consciência do telespectador que se respeita e tem autoestima elevada eticamente, iniciou a apresentação da série Vídeo Popular – 30 Anos Depois, produzido pelo cinegrafista premiado e documentarista engajado nas causa sociais, Joel Zito Araújo.

A série vai mostrar o começo do movimento documentarista nos anos de 80. Serão documentários mostrando a abolição da escravatura, os primeiros grupos libertários negros em São Paulo, a participação dos negros nas lutas políticas e sindicais, a Frente Negra de 1930. No todo serão 26 vídeos que contará com o premiado Além do Trabalhador, Negro. É um trabalho que venceu o concurso O Negro no Brasil promovido pela Associação Brasileira de Vídeo Popular (ABVP) e a Fundação Ford. O programa tem parceria com a TV PUC.

 “Vou contar histórias de como foram feitos vídeos no Brasil. Quando tudo começou, lá nos anos 80, éramos jovens idealistas querendo mudar o mundo, com uma câmera no obro e muitas ideias na cabeça”, observou Joel Zito.

Assista os vídeos I e II e conceba suas ideias sociológicas, estéticas e políticas através do documentário.

 

MULHERES BRASILEIRAS – DO ÍCONE MIDIÁTICO À REALIDADE, DOCUMENTÁRIO PRODUZIDO POR PUEBLOS

Julho 20, 2015

381db1a9-ef79-4dbf-8974-bb1754997aa2O documentário, Mulheres Brasileiras – do Ícone Midiático à Realidade é uma produção da Pueblos – Revista de Informação de Debate e Paz com Dignidad, são organizações espanholas que trabalham com os direitos humanos. O conteúdo do documentário traz discussões sobre os temas que atuam com o objetivo de impor as mulheres formas de comportamentos que interessem a sociedade capitalista de consumo através de clichês para que elas permaneçam mercadorias submissas às leis da dominação patriarcal.

O documentário mostra o papel nefasto da mídia de mercado como produtora da imagem da mulher mercadoria que deve ser valorizada pelos atributos artificias impostos por essa mídia aos incautos consumidores que servem de aliados, para que a alienação da mulher prevaleça sobre seus direitos.

“É fundamental entender entre a estreita relação dos direitos efetivos da mulher e a ruptura dos estereótipos sociais. Nesse terreno, parece inegável o papel dos grandes meios de comunicação para configurar modas, clichês, orientar os hábitos de consumo e reforçar os modelos de conduta”, diz o documentário.

Veja e analise o documentário na íntegra e forme sua opinião.

SIMONE DE BEAUVOIR – UMA MULHER ATUAL, DOCUMENTÁRIO DE DOMINIQUE GROS

Junho 30, 2015

Simone-de-Beauvoir-e1429817976184A filósofa Simone de Beauvoir embora tenha sido o amor necessário de Jean Paul Sartre, segundo afirmação dele, não ficou presa a sua sombra já que o baixinho conseguiu ser o maior filósofo do século XX com influentes enunciados no pensamento atual.

Simone de Beauvoir é conhecida pela maioria das pessoas ligadas a filosofia ou não, por sua obra o Segundo Sexo editado em dois volumes que trata da condição biológica da mulher e de da condição ontológica. A mulher como um ser histórico.

Entretanto, além de escrever outras obras de valor literário inconteste como Os Mandarins, Todos Os Homens São Mortais, Quando o Espiritual Domina, A Convidada, Diário de Uma Moça Bem Comportada, entre artigos, roteiros, críticas teatrais, obras bibliográficas sobre suas atuações junto a Sartre, como A Força das Coisas, ela foi verdadeiramente uma mulher radicalmente engajada. Radical no sentido de ser a raiz, como diz Marx.

Foi a mais coerente e atuante militante do feminismo. Enquanto estava junto com Sartre viajando pelo mundo em contato com lideranças políticas, como ocorreu em Cuba, no pós-revolução, com Fidel Castro e Che, ela defendia a importância mulher para as transformações sociais. Não se nasce mulher, se faz mulher. Mulher e homem é uma questão cultural e como a cultura é patriarcal a mulher é oprimida. E muita delas conformadas e dependentes como as mulheres burguesas, pensou Simone.

Simone de Beauvoir que nasceu em 1908, três anos depois de Sartre, e se compôs substância caosmótica em 1986, teve parte de seus percursos documentados por Dominique Gros no ano de 2008, na obra cinematográfica, Simone de Beauvoir – Uma Mulher Atual.

Nesses tempos em que as mulheres se encontram em movimentação intensiva para produzir seus direitos, apesar dos misóginos, nada como assistir esse documentário da única filósofa verdadeiramente singular em relação ao movimento feminista. Existiram e existem outras mulheres, mas, dada a realidade histórica em que viveu, Simone Beauvoir toma essa condição. Embora a história seja um devir e cada ser atue nesse devir histórico.