Archive for the ‘Documentário’ Category

VIDA PRIVADA DOS HIPOPÓTAMOS, DOCUMENTÁRIO DE MAÍRA BÜHLER E MATIAS MARIANI SOBRE A VIDA DE CHRISTOPHER KIRK

Maio 7, 2015

d0d7ad8a-1f6a-4bfe-961a-09c8bcd07e1aChristopher Kirk é um per personagem que vivia nos Estados Unidos entre suas fantasias proporcionadas pelo mundo informático. Para ele uma existência banal que não dizia nada com o que entendia sobre um existir rico.

Foi então que ele, através da internet, soube da morte do traficante colombiano Pablo Escobar. O colombiano criava hipopótamos em sua fazenda, o que preocupou Kirk. Queria saber o iriam fazer com os animais. Porém, fora das preocupações de Kirk, os animais procriaram e passaram a ser tidos como ameaças pelos moradores das circunvizinhanças.

Ele resolveu partir para Colômbia, mas ao invés de encontrar os hipopótamos, encontrou uma jovem singela nipo-colombiana V. Por ela ele se apaixonou. Daí, então, tudo mudou em sua existência. Até que no ano de 2009, foi preso no Brasil por tráfico de drogas. É sobre a existência desse personagem suave, calmo, compreensivo, pelo menos em sua exterioridade, que os cinegrafistas Maíra Bühler e Matias Mariani, criaram o documentário A Vida Privada dos Hipopótamos.

v.Para a criação do documentários os cinegrafistas usaram arquivos, vídeos, fotos, músicas e reprodução de bate-papos, o HD do computador e as próprias narrações apresentadas por Kirk. Para alguns espectadores, parece que o principal personagem é Kirk, mas para outros é seu V, que jamais aparece a não ser em fotos sombreadas. Ela toma todo o espaço do documentário.

 O documentário que tem 91 minutos de duração, gravado em inglês e espanhol, é a primeira exibição do Circuito São Paulo de Cultura da Prefeitura Municipal.

 Veja o trailer.

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GLOBO, 50 ANOS DE ASSALTO ÀS MENTES DOS SUJEITOS-SUJEITADOS COMO CONSPIRAÇÃO CONTRA A DEMOCRACIA

Abril 26, 2015

skid-globoHoje, dia 26, várias manifestações serão realizadas em todo o Brasil como formas de protestos contra a TV Globo, por sua atuação alienadora e desrespeitosa contra os sentidos e os intelectos dos telespectadores. Embora se saiba que os telespectadores que ligam seus aparelhos no sinal da TV Globo fazem porque a escolhem. Por isso, são responsáveis por suas auto-alienações. O controle remoto é seu instrumento de ação televisiva. Não usam porque lhes satisfaz o tele-masoquismo. Logo, estão comemorando, também, os 50 anos de assalto às mentes como conspiração contra a democracia, já que são sujeitos-sujeitados.

Como se entende, facilmente, a grade de programação da emissora da família mais rica do Brasil, é um atentado contra a comunicação como serviço público e disciplina cívica. A TV Globo é eminentemente uma emissora reacionária porta-voz das direitas que trabalha com imagens e textos selecionados para propagar seus interesses e atacar os governos populares como o implantado por Lula e continuado por Dilma. Não é de surpreender ninguém, visto que sua ideologia é a perseguição ferrenha do capital como lucro máximo.

Suas posições em defesa de personagens patéticos como Fernando Henrique, Aécio Cunha, Eduardo Cunha, Geraldo Alckmin, e outros da mesma estirpe que ocupam cargos de direção em outras instituições, é resultado das benesses que recebeu durante os governos de direita. A TV Globo, ou, melhor dizendo, a família Marinho, sempre perseguiu e se abraçou com essa ideologia de mercado que lhe sustenta. Foi assim quando de sua criação, sua defesa da ditadura civil-militar para aumentar seus interesses, foi assim contra Brizola, na campanha em favor de Collor contra Lula, foi assim com José Sarney e Itamar Franco, quando teve aumentado seus lucros, como, também, nos desgovernos de Fernando Henrique. E agora a perseguição paranoica contra os governos populares.

Para você conferir a ganância e a falta de escrúpulo da TV Globo de forma mais detalhada nós lhe apresentamos o documentário de Simon Hartog, com a participação da Televisão Pública, BBC de Londres, de 1993, Muito Além do Cidadão Kane, criado a partir das obras de Romero Machado, A Fundação Roberto Marinho, e Daniel Herz, A História Secreta da Rede Globo.

Veja, ouça, analise e tome sua posição! Se é que ainda não tomou!

REVOLUÇÃO SEXUAL EM CUBA, DOCUMENTÁRIO DO CINEGRAFISTA JOAN ALPERT

Abril 25, 2015

248e3ec7-5989-469e-b4f4-49f3dc7070edEm 47 minutos, o documentário longa-metragem Revolução Sexual em Cuba, do cinegrafista norte-americano Jon Alpert, mostra a luta da comunidade LGBT contra a discriminação, o preconceito e a opressão. A promoção é da competência da programação Cine Direitos Humanos.

O Projeto Cine Direitos Humanos foi iniciado no ano de 2013 e tem como objetivo precípuo exibir produções cujas temáticas mostrem a realidade das minorias, suas formas de enfrentar as adversidades e suas lutas pelos direitos que lhes são negados. Os filmes que são exibidos no projeto são tanto nacionais como estrangeiros. Basta apresentar essa temática. O projeto é uma realização da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, apoiada pelo Grupo Espaço de Cinema.

O documentário, Revolução Sexual em Cuba, conta com a participação da filha do presidente de Cuba, Raúl Castro, e sobrinha do comandante Fidel Castro, Mariela Castro que é a principal militante da causa LGBT no país.

O documentário, Revolução Sexual em Cuba foi filmado em espanhol com legenda em inglês. Após a exibição haverá um debate sobre o tema e o documentário  com o diretor Jon Alpert, o secretário municipal de Direitos Humanos Eduardo Suplicy e o secretário-adjunto, Rogério Sottili.

 

UM SONHO INTENSO, DOCUMENTÁRIO DE JOSÉ MARIANI SOBRE O DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO DO BRASIL EM 1930

Abril 24, 2015

8fe88ee2-452f-4be9-adb3-e489a80d3341O cinegrafista-documentarista José Mariani, desenvolveu uma técnica dentro da estética cinematografia das mais importantes para que lança na concepção pedagógica do documentário. Ele constituiu o entrelaçamento entre a pesquisa sobre os temas que deseja filmar e a análise dos depoimentos dos personagens apresentadas coesas às imagens de filmes relacionados com esses depoimentos. Assim, ele fez com o seu longa O Longo Amanhecer – Cinebiografia de Celso Furtado.

Agora, com o documentário Um Sonho Intenso, José Mariani deixa deslizar sobre o écran a técnica reveladora. Assim, o publico terá, de forma comercial, a oportunidade de assistir esse seu novo documentário que já fora exibido antes em centros culturais e universidades. O documentário narra o desenvolvimento socioeconômico do Brasil na década de 1930.

Para compor sua obra, José Mariani entrevistou algumas personalidades e autoridades do pensamento econômico do pai como Conceição Tavares, João Manuel Cardoso de Mello, Celso Amorim, Luiz Gonzaga Belluzzo, Lena Lavinas, o historiador José Murilo de Carvalho e os sociólogos Adalberto Cardoso e Francisco de Oliveira. O cinegrafista-documentarista faz a análise de Getúlio Vargas deixando de lado sua personagem de ditador para focar no homem que contribuiu para o desenvolvimento do Brasil.

“Este documentário, de certa forma, é um desdobramento daquele sobre Celso Furtado. Só que desta vez o protagonista é o processo, uma visão de história que inclui a história social, cultural, econômica, uma forma de ver a economia de modo orgânico”, disse José Mariani.

 Veja e ouça o trailer.

ARANDU ETE, DOCUMENTÁRIO DO CONEGRAFISTA GUARANI, LUCAS BENITES

Abril 20, 2015

005cineastaO público que foi ontem ao Museu do Índio, no Rio de Janeiro, teve oportunidade de assistir o documentário inédito Arandu Ete, do cinegrafista Guarani, Lucas Benites, como uma das atrações da passagem do Dia do Índio. Deixando de lado, um pouco, a atração cinematográfica, não devemos esquecer que quanto à comemoração do Dia do índio, índio não é objeto para ter dia. Aliás, índio não é nem índio. A palavra índio é uma sobrecodificação semiótica imposta pelos europeus como forma de violência cultural contra o habitante da floresta que diante de toda essa atrocidade tenta diminuir as consequências da violência para poder viver em seus direitos.

Seguindo com a atração de Lucas Benites. Na língua Guarani, Arandu Ete, significa sabedoria milenar. O filme narra o ritual de batismo das crianças Guarani Mbyá, que ocorre entre os meses de janeiro e dezembro quando as elas recebem os nomes que correspondem aptidões e fraquezas para a vida, além de servirem de protetores contra possíveis males.

Em seus 30 minutos, o documentário também apresenta o batismo de alguns vegetais como o milho e erva-mate. Nara, também, as relações nas casas, a reza, a prática da caça e a fabricação de armadilhas. Lucas Benites que mora na aldeia Sapukai, em Angra dos Reis, tem mais de 38 mil horas gravadas sobre o tema da cultura indígena. Ele produziu, em 2014, o documentário que trata da arte indígena, Mbyá Rembiapo, e posteriormente uma película sobre o intercâmbio Cultural Guarani, Argentina, Paraguai e Brasil.    

“Ser documentarista valoriza a cultura indígena nos aspectos que são realmente importantes para os índios.

Pretendo fazer vários pequenos filmes, de 15 e 20 minutos, par aproveitar as imagens que tenho”, disse Lucas Benites.

José Carlos Levinho, diretor do Museu do Índio, falou sobre o cinema de Benites como também a política da instituição em relação à cultura indígena.

 “Para filme de Lucas Benites é isso: resultado do diálogo dentro da comunidade, sob a visão do mundo dele que é completamente diferente da minha, por exemplo.

Os Kaiapó, que têm complexidade enorme nos rituais, registram tudo que acontece na aldeia. Já os guarani, registram a fala, o discurso, que, para eles é algo que merece atenção especial, não o cotidiano”, observou Levinho. 

VAI UM CINEMINHA AÍ? QUE TAL “TERCEIRIZADOS, UM TRABALHADOR BRASILEIRO”

Março 29, 2015

4B9D0B79302B456B8E1DD3322FB485B5FCB1CAFFD225B5E2A8DB8AF727FF6833As grandes corporações pressionam o Congresso Nacional através da PL 4.330/4 e o Supremo Tribunal Federal (STF) com a ARE 713211 para terem poder irrestrito sobre a interferência na mão-de-obra. Não esquecer que algumas destas corporações estão envolvidas em casos gritantes de corrupção.

Com a terceirização o trabalhador não é somente lesado em seus direitos trabalhistas, mas também humilhado já que sua força de trabalho é sua potência que lhe auxilia, mesmo parcamente, em sua forma de existência. Mas as corporações pretendem enfraquecer, como já estão enfraquecendo, essa potência natural do trabalhador. Na terceirização, no serviço público, facilita o desvio de verbas do erário. O que significa que além de oprimir o trabalhador, as corporações, enriquecem através de atos ilícitos dissimuladamente como corretos.

Mas vamos ao documentário Terceirizado, Um Trabalhador Brasileiro, produzido pelo Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital, da Faculdade de Direito da USP, sob a coordenação do professor Souto Maior. Como dizem seus realizadores: trata-se um documentário-denúncia.

Assista, analise e crie sua atitude! Aproveite para exibi-lo nas escolas, centros comunitários, casas de mãe e pai de santo, igrejas, penitenciárias, feiras, mercados, fábricas, hospitais, clínicas, shoppings, onde se apresentar o trabalhador ou seus parentes.  

“SAL DA TERRA”, DOCUMENTÁRIO DE WIM WENDERS SOBRE O FOTÓGRAFO E AMBIENTALISTA SEBASTIÃO SALGADO

Março 27, 2015

70b88eb3-5648-4a7d-9d46-801b076d65a4Sebastião Salgado é o fotógrafo da singeleza do olhar. Ele é a sensibilidade que alcança a espiritualidade invisível do homem e a emanação efémera criadora da natureza. Daí sua importância no mundo que destrói para construir seu mundo quase sempre sem qualquer racionalidade e emotividade protetora.

O cinegrafista Wim Wenders observou o esteta fenomenológico Sebastião Salgado, e, juntamente com Juliano Ribeiro Salgado, filho do homem do olhar revelador, criou o documentário Sal da Terra que tem como elemento cinematográfico a vida e a produção desse insigne artista da visão que escapa dos objetos com suas implicantes objetividades.

Sebastião Salgado juntamente com sua mulher Lélia Wanick construíram o Instituto Terra que é compromissado com a proteção ambiental tanto como preservação como criação: plantação de espécies. Do entendimento sobre as ações dos homens, os dois analisam as dores profundas das cidades que sofrem com violência sobre a natureza como a crise hídrica, resultado das destruições dos rios e dos mananciais.

“Tinha acabado de lançar o Êxodos estava profundamente deprimido, afundava no pessimismo. Vi coisas terríveis na África e na antiga Iugoslávia. Pensei então em um projeto para denunciar e a poluição das florestas. Foi nesse momento que Lélia surgiu com a ideia de replantar.

A solução para a crise hídrica é simples: não medir esforços. O Brasil é um País incrível, mas parece que o brasileiro não percebe isso. Ainda somos muito pessimistas em relação a nossa própria gente”, observou o fotógrafo da fenomenologia do olhar.

Como sempre fora um homem engajado, por isso foi perseguido no período da ditadura, Sebastião Salgado, tem um entendimento de que a política ambientalista é capaz de mudar o estado de coisa ameaçador contra a natureza e propiciar formas de existências harmoniosas e justas.

Por tal, ao analisar as mudanças que ocorreram no Brasil, produzidas pelos governos populares, onde mais de 40 milhões de pessoas deixaram a faixa da miséria, ele pode afirmar que essas mudanças também se encontram ligadas as ações políticas referentes à água.

“Depois do segundo governo do PT, há um acesso de 40 milhões de pessoa à classe média. Isso nunca aconteceu e é positivo, mas gera demanda de água. A solução para o problema é preservar nossas nascentes. É absolutamente necessário que todas as instituições, sejam públicas ou privadas, façam sua parte”, observou Sebastião Salgado.

 Veja o trailer do cinema Sal da Terra cuja estreia foi ontem.

“RETRATOS DE IDENTIFICAÇÃO”, DOCUMENTÁRIO DE ANITA LEANDRO

Março 21, 2015

2a2709f9-6276-4c17-a7ba-0f82810710c4Os indigentes afetivos e cognitivos, os sujeitos-sujeitados que não analisaram suas biografias domésticas e muito menos analisaram a história do Brasil, fantasiam protestos contra o governo federal. Como Freud afirmou sobre o conceito de ilusão: um desejo sem objeto real. É assim que esses tipos replicam seus sons saídos de um terminal fantasmagórico.

O documentário, Retratos de Identificação, de Anita Leandro, que levou quatro anos pesquisando acervos com fotos de presos e presas políticas durante a ditadura civil-militar, é uma obra que deveria ser assistida pelos ensandecidos que alucinam sua  volta (nada volta, o tempo é um devir, ou, para quem não sabe o que é devir, uma evanescência, o efêmero, o que acontece uma única vez como singularidade. Ditadura não tem singularidade). Mas, esse tipo não pode assistir o documentário. Não têm corpos afetivos e cognitivos, capazes de serem atingidos pelos fatos, imagens e ética.

O longa-metragem que tem 71 apresenta as histórias de quatro personagens que foram presos e torturados pelos agentes da ditadura. Hoje, somente dois estão vivos. As fotos, realizadas pelos órgãos de repressão, tinham como objetivo controlar os prisioneiros. O documentário apresenta provas irrefutáveis das ações dos poderes da repressão contra os presos.

Ao assistirem o documentário, Antonio Roberto Espinoza, comandante da VAR-Palmares, e Reinaldo Guarany, da Ação Libertadora Nacional (ALN), que foram cruelmente torturados, viram pela primeira vez suas fotos. As torturas, a vida no exílio e o suicídio da combatente Dora, foram são os fatos que mais os tocam.

Há quem acredite que os ensandecidos acreditam que esses fatos ocorreram?

Vejam e ouçam o trailer.

“CLANDESTINAS”, DOCUMENTÁRIO DE FADHIA SALOMÃO

Janeiro 8, 2015

clandestinasFoi assim. Renata Corrêa idealizou e realizou o roteiro, Babi Lopes fez a produção e Fadhia Salomão dirigiu o documentário As Clandestinas. Uma obra cinematográfica revolucionária porque trata de uma das maiores e piores patologias sociais travestida de moral: o aborto. A perversa – persa no sentido de desvio do desejo – hipocrisia de algumas instituições e pessoas que se tomam como representantes da moral familiar e do direito à vida. Perversão sublimada do instinto masoquista dessas instituições e pessoas.

O documentário, Clandestinas mostra o depoimento de mulheres que praticaram o aborto no Brasil por razões diferentes. Algumas foram estupradas, outras se equivocaram quanto à gravidez e outras optaram conscientemente a relação sexual. O certo é que o documentário de 23:51 serve para confirmar o estudo realizado pela Pesquisa Nacional de Aborto da Universidade Nacional de Brasília (UNB) que mostra que entre cinco mulheres uma já praticou o aborto uma vez em sua existência. Algumas são católicas, mas não se submeteram à dogmática judicativa e condenatória da igreja. Transcenderam ao medo, a culpa e a punição propagada pela dogmática.

Clandestina é uma obra cinematográfica que não deve ficar direcionada apenas para salas de discussões específicas sobre o tema com pessoas usando mais seus conceitos intelectuais do que atuando em sociedade para mudar a concepção hipócrita que predomina nos perversos.

Clandestina deve se torna obra divulgada nos centros comunitários, escolas, teatros, sindicatos, terreiros de umbanda e até, se possível, em igreja dada à importância para saúde da mulher que carrega o tema. Discutir Clandestina é uma obrigação de todos que estão engajados, ou não, na questão da liberdade da mulher e nos direitos humanos.

O aborto não pode ser usado como arma de chantagem das consciências-persecutórias. Não deve ser usado como mecanismo de defesa da culpa dos que sequer entendem o que seja o significado ontológico de existência. Como nos mostram o deputado misógino, homofóbico e racista Jair Bolsonaro (PP/RJ), Feliciano, pastor Malafaia ente outros contrários aos direitos das mulheres escolherem ser responsáveis por seus corpos e suas consciências.

Se o aborto for discutido de forma filosófica, científica, antropológica, ética, psicológica, social, biológica, entre outros discursos, ele deixará de ser usado como forma de ameaça pelos pervertidos na ordem do misticismo e misticismo. Principalmente como elemento ameaçador ao candidato que entende o tema como incluído nos direitos concretos das mulheres e não nos devaneios do Topos Uranos platónico-teológico.

Veja, escute, analise e Clandestinas, um filme-documento para mulheres e homens reais e não abstratos, e depois tome sua posição.

“O HOMEM QUE ENGARRAFAVA NUVENS”, DOCUMENTÁRIO DE LÍRIO FERREIRA

Janeiro 3, 2015

homem-engarrafava-nuvensQuem é o engarrafador de nuvens? Humberto Texeira. Que é Humberto Teixeira? O compositor dos maiores sucessos cantados por Luiz Gonzaga, o Gonzagão. Humberto Teixeira é o “doutor do baião”, segundo seu amigo Gonzagão.

Só mais uma nota: O engarrafador de nuvens é o autor de Asa Branca que o cinegrafista Lírio Ferreira criou através da narrativa de sua filha, interpretada por Denise Dumont. Da narrativa da filha vai brotando, ou se revelando, o Nordeste. Ou melhor, o povo nordestino em vigor e potência de vida.

São nuvens engarrafadas como estética nordestina-ontológica. O ser-nordestinação.

Vejam e flutuem na poiética intencional criada no ano de 2008.