Archive for the ‘Minicontos’ Category

Minicontos

Novembro 13, 2011

Os pais eram amigos de escritório. Juntaram as famílias e desceram à praia. Ela, 12. Ele, 13. Pôr do sol. O barulho das ondas. A leve e refrescante brisa do mar. Olharam-se profundamente nos olhos e descobriram.

A DescobertaConto de Carlos Pit

As luzes da cidade se apagaram. Um manto de tristeza bordado a fios de nostalgia cobriu a Consolação desconsolada. Os carros emudeceram no silêncio de um minuto para ouvir o último suspiro anunciando o retumbar de um abril despetalado.

A Última Sessão de Cinema (Ao Cine Belas Artes)- Conto internautico de Pami

A menina virou para a amiga: – Vamos fazer uma banda? – Vamos – disse a outra, com grande empolgação. – Eu toco – lançou a primeira. – E eu, o que faço? – Ué, você faz o tambor. – Ah, então não brinco mais! – E acabou-se a brincadeira.

A Banda- Conto de Pami

Minicontos

Novembro 6, 2011

Lava carros o dia inteiro, com o único braço. Só sente falta do membro amputado, quando chega em casa,

e abraça pela metade a mulher amada.

Abraço Partido- José Rezende Jr.

Vazio

De tanto pensar, seu peito ficou sem dor. Agora só resta um vazio, que preenche com um copo de vinho e o som dos passarinhos ao seu redor.

Pamis

Era uma vez uma menina que adorava roubar os corações alheios. Ela fazia isso traduzindo, escrevendo minicontos, cantarolando antigas modinhas e sorrindo. De tão doce que era seu olhar, os passarinhos vinham beijar-lhe feito mel. Num belo dia, ela conquistou o reino mais cobiçado pelos humildes: o reino da ternura e do amor! Agora, ela se faz rainha e toda alegria se espalhou pelo palácio, que se encanta com sua voz e seu frescor!

Contos náuticos de Flávia Pacano

 

Minicontos

Outubro 9, 2011

Ele a convidara para ver a tão esperada estreia no cinema. Ela aceitou, pois a melancolia já lhe doía o peito. No findar do filme, ele percebeu as lágrimas escorrendo dos olhos de sua amada. Pensou ele: “a película lhe foi emocionante”! Mal sabia, o pobre, que as lágrimas que caíam, eram de dores de amor.

Engano


Durante o dia, ela se olha no espelho, passa batom, observa o Sol da janela e vai trabalhar. Ela conversa, ela ri. Ela não percebe o quanto sua cabeça está baixa. Ela tem certeza de que convenceu a todos. Só esqueceu, que no escuro do seu quarto, sua sombra não mente, nem esconde quanto sofrimento guardam aqueles olhos cheios d’água!

Sombra

Contos internáuticos de Flávia Pacano

Minicontos

Setembro 25, 2011

Punhos

Todos estavam excitados. Algo comum e inexplicável tomava seus espiritos. De repente todos ergueram os punhos e celebraram: viva a greve!

louca

Ela cantava pela rua tão lindamente que era assustador aos ouvidos poluídos. Ofensa moral à ordem pública. Foi repreendida; retrucou a advertência, e tinha razão. Mais uma vez voltará ao psiquiatra antes de ir a primeira a um concerto.

Onde não há solidão

Acordara cedo na solidão de seu quarto. Rumando em direção a estação, a expectativa era grande. E elas foram superadas: A multidão acalorada tomou-a nos braços.

Contos do internauta Lean Dromoi

Minicontos

Setembro 6, 2011

Quatorze graus de míopia

Há uma garota, em algum lugar desta cidade, que não tira os óculos nem pra tomar banho. Quando percebe que a água cai nas lentes, já é tarde: o mundo tornou-se liquido.

Ela mora com a avó. Seu pai é desconhecido e sua mãe morreu quando ela tinha tres anos de idade. Sua avó não é míope.

Esta noite, talvez, ela tenha adormecido com os óculos no rosto.

Olha O Som Do Perfume

Você estava no meu sonho. Mostrava uma caixa cheia de pequenos perfumes. Você mexia nos vidrinhos e dizia: olha o som que isso faz. Ouve o som do perfume.

Contos interneticos de Travis Bickle

Minicontos

Setembro 4, 2011

Casamento de Brinquedo

O menino olhou para a menina e disse num tom solene: “Vamos casar?” – “Vamos”, disse ela, sem saber direito o que era aquilo. “E o que é que a gente faz?” – “Eu te abraço assim,” – e passou o braço por cima do ombro dela. – “e pronto, estamos casados”. E ficaram casados o resto da tarde. “E agora, o que é que a gente faz?” – “Agora a gente se separa” – e fez-se o divórcio.

Uma Menina Chamada Prolixa

Prolixaeraumameninapraládedanadinhaquegostavadeescreverabsurdões.Seusonhoeraescreverumminiconto

mastodavezquecomeçavasósaíamgigantezas.Jádanadacomaquiloresolveuescangalhar,comeutodososespaços

eotremficouassim,difícildelermascom300caracteres,cravadinhofeitojabuticabeira.Sevocênãoacredita,uai,ésócontar.

Contos internéticos de Pami