Archive for the ‘Exposição’ Category

MUSEU DA IMAGEM E DO SOM COMEMOROU 50 ANOS

Setembro 4, 2015
Cerimônia na Sala Cecília Meireles em comemoração aos 50 anos do Museu da Imagem e do Som (MIS) faz homenagem a artistas, servidores e dirigentes (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Cerimônia na Sala Cecília Meireles em comemoração aos 50 anos do Museu da Imagem e do Som (MIS) faz homenagem a artistas, servidores e dirigentes (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Na festa de comemoração dos 50 anos de existência do Museu da Imagem e do Som vários artistas-reais e falsos artistas, como profissionais de partidos políticos, se fizeram presentes na Sala Cecília Meireles, onde foi realizada a cerimônia. De acordo com os artistas-reais, a festa foi verdadeiramente imaginaria e sonora: Estética!

Vejam as fotos dos artistas-reais.

O musicólogo Ricardo Cravo Albin na cerimônia na Sala Cecília Meireles em comemoração aos 50 anos do Museu da Imagem e do Som (MIS) (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O musicólogo Ricardo Cravo Albin na cerimônia na Sala Cecília Meireles em comemoração aos 50 anos do Museu da Imagem e do Som (MIS) (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O ator Paulo José na cerimônia na Sala Cecília Meireles em comemoração aos 50 anos do Museu da Imagem e do Som (MIS) (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O ator Paulo José na cerimônia na Sala Cecília Meireles em comemoração aos 50 anos do Museu da Imagem e do Som (MIS) (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Paulinho da Viola e Paulo José na cerimônia na Sala Cecília Meireles em comemoração aos 50 anos do Museu da Imagem e do Som (MIS) (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Paulinho da Viola e Paulo José na cerimônia na Sala Cecília Meireles em comemoração aos 50 anos do Museu da Imagem e do Som (MIS) (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Fernanda Montenegro e Paulinho da Viola na cerimônia na Sala Cecília Meireles em comemoração aos 50 anos do Museu da Imagem e do Som (MIS)(Fernando Frazão/Agência Brasil)

Fernanda Montenegro e Paulinho da Viola na cerimônia na Sala Cecília Meireles em comemoração aos 50 anos do Museu da Imagem e do Som (MIS)(Fernando Frazão/Agência Brasil)

Cerimônia na Sala Cecília Meireles em comemoração aos 50 anos do Museu da Imagem e do Som (MIS) faz homenagem a artistas, servidores e dirigentes (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Cerimônia na Sala Cecília Meireles em comemoração aos 50 anos do Museu da Imagem e do Som (MIS) faz homenagem a artistas, servidores e dirigentes (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Cerimônia na Sala Cecília Meireles em comemoração aos 50 anos do Museu da Imagem e do Som (MIS) faz homenagem a artistas, servidores e dirigentes (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Cerimônia na Sala Cecília Meireles em comemoração aos 50 anos do Museu da Imagem e do Som (MIS) faz homenagem a artistas, servidores e dirigentes (Fernando Frazão/Agência Brasil)

AS FOTOGRAFIAS DE 25 FAMÍLIAS, REALIZADAS POR GUSTAVO GERMANO, QUE PERDERAM PARENTES PARA A DITADURA CONFIRMAM QUE O ESPAÇO NÃO É PERCEPTIVO

Agosto 26, 2015

images-cms-image-000452738Um dos estudos principais das especulações filosóficas e cientificas é o espaço. Muito mais que o tempo. Embora muitos filósofos e cientistas não os tenham separados. Há aqueles que não conseguiram estudar o espaço sem o tempo, visto que são duas condições imprescindíveis para a vida. Heidegger com seu O Ser e o Tempo. Ou Sartre com o seu O Ser e o Nada.

Por exemplo, na antiguidade a escola estoica se dedicou profundamente ao estudo do espaço, assim como a escola epicurista. Entretanto, apesar de ser objeto de estudos de todos os momentos da história, todavia, foi exatamente na modernidade que os temas tornaram-se mais presentes nos estudos filosóficos e científicos.

620_600x189_503193874_600x189 621_600x189_366979702_600x189 625_600x455_862482508_600x455Por que se afirma que o espaço é mais importante, como estudo, do que o tempo? Simples. Porque o tempo é construído pelo espaço. Mas é preciso observar: o espaço que se trata não é o espaço perceptivo, que é a representação resultante da experiência dos sentidos com a matéria exterior, como mostra o empirismo, porque ele em si mesmo não provoca o tempo. O espaço constrói o tempo por sua singularidade como devir. O espaço é o movimento que as pessoas e os objetos criam. São seus percursos.

A história de uma pessoa é a história de seus espaços construídos. Seus atos, suas práxis, seus enunciados, suas relações, seus afetos, são espaços. Quando uma pessoa amiga morre, nós não recordamos dela simplesmente por sua imagem, mas pelos espaços que ela construiu. Ou melhor: por onde ela passou. Na nossa lembrança esta pessoa encontra-se sempre em algum lugar. E como a construção desses espaços, decorrem das práxis da pessoa, essas práxis fundam o tempo. Todo espaço construído provoca a revelação-temporal. Por isso podemos dizer: Foi no dia tal.

631_600x291_122574618_600x291 632_600x453_168769947_600x453 633_600x187_501014432_600x187 634_600x393_687092792_600x393 635_600x189_183760825_600x189 660_600x189_769036533_600x189 661_600x187_313342235_600x187 662_600x428_916675810_600x428O criador da Psicanálise Freud, possibilitou, com sua consideração sobre o luto, o desdobramento do sentido da ausência de uma pessoa que morreu. Em um desses desdobramentos, outros psicanalistas, com seus estudos, vão mostrar o que realmente é o luto. O luto é a procura da pessoa que morreu onde ela não se encontra mais. Aí a grande angústia: encontra-se a imagem, mas sem espaço. É isso que desespera, porque  pessoa não tem mais práxis produtora de espaço. Aquilo que foi a revelação de sua história. E quando identificamos essa pessoa em espaços que ela construiu, aí o nosso sofrimento. A gente pode até imaginar a pessoa conversando com a gente, mas ela não se mostra espacializada. Sabe por quê? Porque ela não atua mais. Não cria espaços.

O fotografo Gustavo Germano, realizou uma criação fotográfica que clarifica melhor o que foi escrito aqui. Ele selecionou 25 fotografias de famílias que tiveram parentes mortos pela ditadura civil-militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Nessas fotografias, que reportam ao tempo da ditadura, aparecem parentes, amigos, juntos com pessoas que foram mortas pela repressão. Então, ele resolveu fotografar os amigos e parentes dos mortos, nos mesmos lugares em que eles foram fotografados no passado. Os mortos estão ausentes perceptivamente, mas estão presentes, embora não especializados, já que o espaço é produção deles.

663_600x188_172054804_600x188 665_600x189_175472654_600x189 666_600x187_407993059_600x187 667_600x354_438910893_600x354 668_600x218_859587171_600x218 665_600x189_175472654_600x189 666_600x187_407993059_600x187 Vejam as fotos e comparem com fotos em que vocês observam pessoas já falecidas, mas que aparecem nas fotos. Bem diferente dos que desapareceram das fotos. Mas não termina aí o que mostra Gustavo Germano. Entre as fotos em que aparecem os que foram mortos e as fotos atuais em que eles não aparecem, surgem seus espaços de combatentes que nós não testemunhamos perceptivamente nas fotos.

669_600x197_967173743_600x197 670_600x428_495159629_600x428 672_600x196_353958320_600x196 673_600x165_265247629_600x165 674_600x194_147420516_600x194 675_600x445_524604456_600x445 679_600x194_131497381_600x194 680_600x437_112365875_600x437Na verdade, seus espaços construídos como lutadores pela liberdade.

SÃO 75 FOTOS REALIZADAS ENTRE OS ANOS DE 1984 e 1993 QUE COMPÕEM A EXPOSIÇÃO “AMAZÔNIA OCUPADA” DE JOÃO PAULO FARKAS

Julho 25, 2015

image_largeO fotógrafo João Paulo Farkas, filho de pai também fotógrafo, o húngaro Thomas Farkas, realizou entre os anos de 1984 e 1993 nove viagens a região da Amazônia que lhes renderam mais 120 mil fotografias do mundo cobiçado internacionalmente pelo capital estrangeiros.

Parte desse acervo é resultado de suas primeiras viagens a convite de garimpeiros de ouro e cassiterita para compreender a vida que eles eram submetidos pela corrida do nobre metal. Ele então, impulsionado e envolvido com a realidade da região, passou a estudar e explorar outros territórios da Amazônia.

a9c209e5-5fe1-432c-9ae1-dd724aa7e24bDessa vivência ele escolheu 75 fotografias para compor sua Exposição Amazônia Ocupada que começou a se exibida ontem e vai até o dia 1° de setembro no Sesc Bom Retiro de terça a sexta-feira às 10h e às 20h30 com participação grátis.

Garimpeiro“Escolhi as imagens que me pareciam melhor contar aquela grande história da ocupação da Amazônia e passei a mostrar para alguns fotógrafos e amigos que eu respeito, como Edu Simões, a Cláudia Andujar e Milton Guran.

Também tem um gosto muito especial para mim o fato de que a Amazônia estava no radar fotográfico e cinematográfico do Thomas Farkas, meu pai, a quem eu devo boa parte de minha formação humanística e o amor pelo Brasil e pelo povo. Ele adoraria estar aqui para ver isto na parede.

Aprendi que a aventura humana é sempre rica em histórias e é preciso dar voz para aqueles que fazem a história todos os dias e não apenas aos grandes fatos e grandes personagens. O brasileiro anônimo nos confins da Amazônia tem muito a nos contar sobre os destinos da região”, observou João Paulo Farkas.

PROGRAMAÇÃO DA EDIÇÃO 2015 FOTO RIO APRESENTA MOSTRA “DESORDEM”

Julho 21, 2015

12_fchemale_desordem_ophelia_2013_02_06_201_webA partir do dia 24, sexta-feira, começará a mostra Desordem, da programação Edição 2015 Foto Rio, um evento anual composto, além de fotografia, também de poesia. A mostra ocorrerá no Espaço Cultural Ateliê da Imagem no Rio de Janeiro.

A mostra exibirá 20 fotos da reconhecida artista visual e fotógrafa Fernanda Chemale onde desfilam personagens do universo cotidiano fragmentado da vida urbana. Em verdade as fotos foram criadas para serem expostas no livro de poesia da poetisa Gisela Rodriguez, que é atriz, diretora de teatro e roteirista de cinema, com o título Desordem. Durante a abertura será lançado o livro onde as fotos se encadeiam com os poemas mostrando uma narrativa simbólica do homem contemporâneo envolvido pela solidão e a desordem.

Para a concepção da mostra, que apresenta 20 cenas ilustradas, Fernanda Chemale contou com os talentos de figurinistas, assistente de direção e produção, maquiador e cenógrafo além de 22 modelos que posaram para as fotos. A própria Fernanda Chemale também posou na foto Ophélia.

Os olhares de Gisela e Fernanda sempre são acompanhados por um leve ar libertador, um elemento emblemático que parece ser uma compreensão do momento atual: dedicar-se ao seu mundo com paixão e ironia”, disse o curador da mostra, Titus Riedl.

Você tem até o dia 26 de setembro para vivenciar a mostra!

EXPOSIÇÃO SOUL BLACK, DA ARTISTA NINA FRANCO

Julho 11, 2015

88e59c6e-c34c-429c-8650-b65398582bedAté o dia 26 de julho o público poderá vivenciar, no Sesc Ramos, Rio, a exposição Soul Black, da artista Nina Franco que mostra elementos estéticos que tocam em temas como raça, gênero e identidade. Uma exposição que vai além das concepções dominantes do modelo homem.

A artista apanha depoimentos e fotos de mulheres negras e concede ao público um momento de reflexão sobre a condição das mulheres diante da opressão promovida pela cultura do homem. Para que a reflexão seja sobre a invisibilidade das mulheres na sociedade brasileira, as fotos trazem mulheres de costas. Daí o sentido artístico, estético e político da exposição. Cartas são instrumentos usados por Nina Franco para conseguir a expressão do público.

“Dupla jornada de trabalho, má remuneração, machismos, sexismo, abuso sexual, físico, moral, violação dos direitos fundamentais, morte, etc. Esses são os frutos que a sociedade patriarcal oferece as mulheres. Além de nos alimentarmos destes frutos, nós, mulheres negras, somos obrigadas a completar nossos cardápios com um bocado de racismo”, diz trecho de uma das cartas.

Nina Franco mostra a importância do uso das cartas em parágrafos.

“Nesta série, eu analiso a representação do corpo feminino pela fotografia e pelas cartas, que são baseadas em uma questão: ‘Como você se sente sendo uma mulher negra em um país patriarcal e racista?’. Os parágrafos destas cartas parecem ser monólogos, por isso decidi não mostrar os rostos. Embora cada pessoa tenha uma experiência própria, a história das mulheres negras, é a história de todas”, observou Nina Franco.

Você tem condições de vivenciar a exposição? Então, não espere: vá lá! Produza uma opinião política sobre a questão da opressão produzida pelo modelo-castrador-castrado-homem!

PORTINARI NO PARQUE

Julho 1, 2015

meninos_brincando_1955-altaO Parque Urbano Cândido Portinari, na zona oeste de São Paulo, se duplicou em Portinari. Portinari em Portinari. Simples. A empresa Via Rosa Porcelanato, através da prefeitura, gestão Fernando Haddad, reproduziu 12 obras em porcelanato do pintor modernista Cândido Portinari com temas referentes à infância. As obras foram instaladas ontem no Parque Urbano Cândido Portinari e ficarão em exposição permanente.

As obras escolhidas para serem expostas são:

– Menino Soltando Pipas de 1938.

– Meninos Com Carneiro de1954.

– Menino Com Carneiro de 1955.

– Meninos no Balanço de 1955.

– Danças de Rodas de 1955.

– Meninos Brincando de 1955.

– Papa Ventos de 1956.

– Palhacinhos na Gangorra de 1957.

– Meninos Brincando de 1958.

– Meninos Soltando Pipas de 1959.

– Denise com Gato de 1960.

– Denise a Cavalo de 1960.

“Pensando no grande amor que Portinari dedicava às crianças, elegemos o tema da infância para decorar este espaço que, naturalmente, será frequentado por meninos que se verão retratados pelo artista.

Conseguimos as imagens originais em alta definição e reproduzimos com impressão digital no porcelanato. Essa técnica é o que tem de mais moderno para o revestimento de porcelanato. A gente consegue pegar qualquer tipo de desenho, seja na tela, na pintura, um mármore, numa superfície de madeira, a gente consegue captar numa fotografia e transformar em imagem, para transpor numa superfície de porcelanato”, observou Eduardo Scoco, da Via Rosa Porcelanato.

Como se trata de uma exposição permanente, você que não mora em São Paulo, mas que um dia qualquer puder chegar por lá, Portinari, candidamente, lhe espera. Se você for criança vai ser um barato encadear devires lúdicos-atuais, e se você for adulto também vai ser outro barato poder encadear ludicidades através das imagens-lembranças agradáveis.

EXPOSIÇÃO MULHERES ARTISTAS: AS PIONEIRAS (1880-1930)

Junho 22, 2015

tarsilaok80716Até o dia 6 de setembro a Pinacoteca de São Paulo estará exibindo a exposição Mulheres Artistas: As Pioneiras (1880-1930). Serão mais de 50 obras entre pinturas, desenhos, esboços e esculturas, algumas inéditas. Da exposição pode ser inferido como essas mulheres artistas construíram suas participações em um mundo eminentemente masculino. É possível perceber, por exemplo, que estas primeiras mulheres artistas não tinham intenção, em suas primeiras, de criar um estilo propriamente feminino, mas entrar no sistema dominado pelos homens.

As obras que o público poderá apreciar são das artistas Anita Malfatti, Beatriz Pompeu de Camargo, Tarsila Amaral, Abigail de Andrade, ganhadora da primeira medalha de ouro na 26ª Exposição Geral de Belas Artes, em 1888; e Julieta de França, escultora pioneira a ganhar, como prêmio, uma viagem ao exterior, fato ocorrido em 1900.

“O sistema artístico acadêmico no Brasil foi implantado com base no modelo francês, que chegou ao Brasil em 1816, mas só foi implantado em 1826. Esse sistema não previa as mulheres como parte do corpo discente porque era considerado completamente inapropriado para o sexo feminino o acesso ao estudo do modelo vivo, uma etapa central da formação dos artistas.

As mulheres vão acessar esse tipo de formação muito tardiamente. No Brasil, a academia passa a aceitar as mulheres como membros a partir de 1892. Na França, só em 1897, ou seja, muito tardiamente.

coeur-meurtri-c-1913-de-nicota-bayeux-oleo-sobre-tela-87-x-67-cm-acervo-da-pinacoteca-do-estado-de-sao-paulo-1434132898004_615x300Não bastava ter a lei que permitia que elas pudessem frequentar a instituição. Imagine o que era, em 1900, uma mulher acessar um modelo vivo. Tem cartas da época que relatam que os pais não permitiam que elas frequentassem essas aulas até porque muitas eram ministradas no período noturno e isso considerado inapropriado principalmente para mulheres de elite ou das classes mais altas.

Uma coisa era a mulher a aprender a recitar poesia, mas ficar dentro de casa. Outra coisa era transcender o espaço doméstico, que era visto como o espaço das mulheres por excelência, e mandar sua sobras para uma exposição pública e se mostrar de forma pública. Sair do espaço privado e se profissionalizar era quebrar um tabu naquela época.

Nessa primeira geração de artistas profissionais o que se almeja é justamente ingressar no sistema e dominar aquele vocabulário ou conjunto de regras que só era acessível para os homens. Essa é a grande conquista: aprender uma linguagem em um sistema que até então as excluía”, analisou Ana Cavalcanti Simioni, umas das curadoras da exposição. 

“POR CONTATO” – EXPOSIÇÃO DO PROJETO PERNAMBUCANO FOTOLIBRAS

Junho 4, 2015

image_large (1)São 73 imagens que compõem a exposição Por Contato do projeto pernambucano Fotolibras e que fica até o dia 5 de julho em cartaz no Museu de Arte do Rio (MAR). Só que tem um singular sentido: todas as fotografias foram realizadas por alunos do projeto que tem diminuição de audição. É uma forma de pelo olhar, conceber a participação no meio social entre as pessoas. Para compor o objeto-ser de constituição das fotografias, foram percebidas crianças em praias, idosos e paisagens coloridas de Recife.

O projeto se mostra como uma criação de imagens que proporcionam o diálogo entre quem é constituído de diminuição auditiva e quem é ouvinte. Uma forma de apresentar o direito da comunicação das pessoas com compromisso com a audição. Diria o filósofo Kant que se trata de uma intuição das modulações dos tons que representam o fundamento para o juízo do gosto de comunicar-se como sujeito reflexionante de uma das belas artes natural e artística.

O projeto que foi criado em 2007, tem como seguimento a formação de fotógrafos constituídos com implicações de audição e é concretizado através da Língua Brasileira de Sinais – Libra. Ele é uma iniciativa do Grupo de Educação e Mudança pela Arte (gema) que trabalha sem fins lucrativos em políticas educacionais e culturais no estado de Pernambuco.

Quem pode deve vivenciar as fotos transauditivas. É uma forma de observar o que antes não havia sido observado. Um alcançar do novo.   

O HIPÓCRITA CONCEITO DE MERITOCRACIA DA BURGUESIA EM QUADRINHOS DE TOBY MORRIS

Junho 2, 2015

Em uma sociedade capitalista onde as formas de comportamentos são segmentadas pela consciência burguesa tudo que reluz não é ouro. Embora a burguesia assim pretenda em sua oralidade de lucro. Os valores da classe burguesa são apresentados como luzes que servem para dignificar a alma humana. Mas na verdade esses valores não passam de vícios por ela propagados e defendidos. Por exemplo, são virtudes para ela, a ambição, a trapaça, a inveja, o ódio, a cobiça, a hipocrisia, a traição, a covardia, a prepotência, a arrogância, falsidade, etc.

Nos últimos anos ela inventou e passou a usar mais uma de suas virtudes: a meritocracia. O patrão, o pai, o pastor, todas as principais expressões da sociedade burguesa passaram a fazer uso do termo meritocracia. Fazer uso, mas no tagarela, pois como práxis não passa de um engodo para ela continuar mantendo seus privilégios de classe.

O candidato das direitas, Aécio Cunha, representante maior da burguesia, derrotado pelo povo através de Dilma, em sua campanha, usou e abusou do termo meritocracia para mostrar que era um homem justo quanto à escolha de pessoas para ocuparem cargos, principalmente em órgãos público. Quem conhece sua vida pública como governante em sua terra, Minas Gerais, sabe muito bem o que representa a meritocracia.

Diante dessa nova hipocrisia da classe burguesa e a forma acintosa como é expressada por essa classe ‘que deu certo por mérito’, Toby Morris, ilustrador australiano através de duas histórias em quadrinho desmonta toda essa falsidade ideológica que a burguesia propaga com sua meritocracia.

Veja, leia, analise e tome sua posição, mas sem meritocracia. A versão é do Catavento de forma livre. On a Plate, De Bandeja, em tradução para o português.

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MOSTRA FOTOGRÁFICA: “ASSISTÊNCIA À SAÚDE EM PERIGO – LÍBIA E SOMÁLIA NO OLHAR DE ANDRÉ LIOHN”

Junho 2, 2015

929183-andre fotografo cruz vermelha_270 fotos tiradas em hospitais ameaçados e nas linhas de combates entre os anos de 2010 e 2013, principalmente na Líbia e na Somália, compõem a mostra fotográfica Assistência à Saúde em Perigo – Líbia e Somália no Olhar de André Liohn que está sendo realiza na Biblioteca do Parque Villa Lobo, em São Paulo. A mostra faz parte do projeto do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV): Assistência à Saúde em Perigo.

Durante esse período o fotógrafo André Liohn presenciou as atrocidades, as mortes e as apreensões dos trabalhadores da saúde nesses territórios de guerra e fotografou alguns desses momentos angustiantes e o desespero desses profissionais em que alguns perderam a vida.

O olhar-fotográfico de André mostra como é perigoso trabalhar como agente de saúde nesses territórios em guerra, visto que as armas não atingem apenas quem ataca e se defende, mas também quem trabalha na proteção e tratamentos dos feridos que nem sempre são combatentes. São profissionais e civis que vivem sob constantes ameaças.

929185-andre fotografo cruz vermelha_6André contou qual era o ambiente momento antes que uma bomba foi lançada matando dois jornalistas no local.

“Omar não queria pegar em armas, porque ele tinha medo. Mas ele queria participar de alguma forma, então começou a dirigir a ambulância, resgatando vítimas do conflito.

Aqui era um momento em que estávamos esperando algum ferido, a situação era sempre de tensão, aqui Omar estar bastante abatido, na espera do próximo paciente que eles teriam que resgatar”, contou André.

Depois ele contou outro episódio mostrando a foto de um motorista que morreu em um atendado.

“O grupo que foi na frente, com luzes apagadas, foi bombardeado por um avião da Otan, eu não sei de qual país. Eu estava nessa ambulância de trás com luzes acesas. Esse motorista na foto tinha entrado em uma briga quase física com o motorista da ambulância que morreu. Eles haviam discutido por ter ou não acesa. Então, naquele momento da fotografia, ele estava num choque emocional bastante forte”, narrou André.

As imagens são chocantes, mas precisam serem observadas para o público possa produzir modos de entendimentos melhores sobre as ambições que determinam as guerras totalitárias que não contam, em nenhum momento, com a vida.