Archive for the ‘Hip-hop’ Category

INCLUSÃO DA CULTURA HIP-HOP NAS ESCOLAS É O QUE PRETENDE O PROJETO “DAS RUAS PRO CEU”

Setembro 22, 2015

55d602c6-e160-4b7e-a79c-825934ae8275Nós últimos anos os moradores das periferias conseguiram produzir novas formas de saberes e dizeres que mudaram não só suas existências como também criaram outras formas de percepções para quem não habita esses territórios. Esses saberes e dizeres constatam dois sentidos. Um de que eles são também autores de suas histórias. Outro que a democracia não pode ser reduzida às decisões dos partidos políticos que em a maioria deles é calculistas e não sabe o que é de direito da sociedade.

Essas novas formas de existências foram possíveis porque os moradores das periferias, principalmente os jovens, fizeram uso da potência-criativa como devir-cultural. A música, o teatro, o cinema, a poesia, o quadrinho, o grafite, as artes nelas mesmas fomentaram o novo quadro estético desses territórios.

Agora, como ideia e forma estabelecida como realidade das cidades, o movimento hip-hop com o Projeto Das Ruas Pro CEU, da prefeitura de São Paulo, em Sapopemba, pretende que essa manifestação estética-política- social seja incluída na grade de ensino das escolas públicas. Como impulso para colocar em ação o projeto, no domingo, dia 4, vai ser realizado um encontro entre os principais corpos do hip-hop: MC, DJ, Grafite e Break Dance.

Os participantes do projeto que pretende a inclusão da cultura hip-hop na rede de ensino pulico, para realização de seus objetivos, se apoiam na Lei 10.639 que obriga que a História da África e a História e Cultura Afro-brasileira sejam ensinadas na educação fundamental e no ensino médio.

O encontro que vai reunir vários artistas da cultura hip-hop é patrocinado pela subprefeitura, Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) e Centro de Direitos Humanos de Sapopemba (CDHS). Na atração musical se apresentarão Armamentes, Monarkas, SubZero e Doctor MCs. Haverá também apresentações de skatistas, competições de streetball e batalha de B. Boys e B. Girls.

O local será na Rua Manuel Quirino de Matos s/n. 

IN-EDIT BRASIL – FESTIVAL INTERNACIONAL DO DOCUMENTÁRIO MUSICAL

Julho 2, 2015

d3567e9c-190a-4df8-b5a0-520c542dd27aAté o dia 12 de julho, no Cine Olido, no CCSP, na Matilha Cultural e Cinemateca estará sendo realizada a 7ª Edição do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical. Além das sessões ao ar livre, o festival também apresentará debates entre diretores, artistas, produtores e o publico, shows, feira de vinil e zines, apresentações de DJs.

O festival que começou ontem foi aberto com o filme de Curro Sánchez, Paco de Lucía: La Búsqueda. O documentário narra os percursos de Paco de Lucía um dos maiores músicos da guitarra flamenca. A produção foi realizada pelos filhos do músico. Sem Dentes: Banguela Records e A Turma de 1995, dirigido por Ricardo Alexandre, é a estreia brasileira esperada entre outros filmes. O filme narra a criação do selo independente criado pelos Titãs junto com o produtor Carlos Eduardo Miranda, que também lançou Os Raimundos, Mundo Livre S/A, Maskavos Roots e Graforreia Xilarmônica.

Serão cinco longas-metragens na competição nacional. Eu Sou Carlos Imperial, de Renato Terra e Ricardo Kalil; My Name Is Now, Elza Soares, de Elizabete Martins Campos; Samba e Jazz, de Jefferson Mello; Yorimatã, de Rafael Saar; e Premê Quase Lindo, de Alexandre Sorriso e Danilo Moraes.  Serão exibidos 19 documentários na mostra Panorama Brasil, Brasil. Doc e Curtas. Entre os 19 estão Os Guardiães do Samba, Samba Lumière, Sete Corações, Sintonizah, Reverberações – Itamar Assumpção e Racionais MC’s – 25 Anos no Movimento. O destaque dos documentários internacionais ficou com o produzido por Mike Jagger, Mr. Dynamite: The Rise of James Brown, dirigido por Alex Gibney. O documentário conta a trajetória de James Brown até seu engajamento na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.

O festival também ocorrerá em Salvador entre os dias 14 e 19.

MÊS DO HIP HOP: DE LAS CALLES PARA AS RUAS

Março 4, 2015

1362b8d3-dbaf-459d-8626-7159e8423a7cA cidade de São Paulo tem o mês de março como o mês do hip-hop, por tal até o dia 28 desse mês estará sendo realizado o evento promovido pelas secretarias municipais de Cultura, Educação Promoção de Igualdade Racial e o Movimento Hip Hop, Mês do Hip Hop: De Las Calles Para as Ruas.

O festival que tem o cunho internacional de distribui com apresentações de freestyle, danças, rimas, grafite, sessões de bate papo, oficinas tratando dos elementos DJ, Mc, grafite e break que se materializarão em 40 Centros Educacionais Unificados (CEUs). Nas sextas-feiras, os Polos, espaços para reunião de discussões, ocorrerão às mesas redondas com o tema Genocídio contra a Juventude Preta, Pobre e Periférica.

O mês do Hip Hop tem como principal objetivo fortalecer o pertencimento cultural periférico da cidade. É o que defende um dos idealizadores, jornalista André Luiz, o Rapper Pirata.

“A semana do Hip Hop já é uma lei na cidade de São Paulo. O Fórum Hip Hop MSP dialoga com o poder público para sua efetivação. Trata-se de um patrimônio cultural da cidade e é preciso investir nesse bem cultural imaterial e político que é o movimento hip hop.

Temos números assustadores de 5 mil mortos por ano somente no estado de São Paulo. Uma violência propagada por políticas públicas de segurança, com seus carros pretos e motoqueiros que são verdadeiros esquadrões da morte. Ela estereotipa o jovem preto pobre e periférico como perigo para a sociedade. Com isso a sociedade normaliza essa violência contra os moradores da periferia. O hip hop torna-se a mídia par alertar a população de como se dá o racismo institucional do estado”, analisou André.

Como o festival homenageia personagens que se encontram na essência do hip-hop como Zapata, Frida Khalo, Simon Bolívar, Dina Di, Milton Santos, Paulo Freire, Sabotage, Zumbi dos Palmares, entre outros, este ano vai homenagear Abdias do Nascimento e a princesa Aqualtune, do Congo.

“Abdias foi uma liderança do movimento negro que sempre lutou contra o racismo no país. Ele traz à tona a analise do tema genocídio por perceber que o estado brasileiro utiliza sua força para manter os pretos pobres. Já a rainha Aqualtune foi uma mulher guerreira no continente africano. Quando veio ao Brasil, na situação de escrava, se libertou e foi para Palmares. Lá, ela lutou pelas vidas dos pretos e do movimento hip hop por serem lideranças que não aparecem nos livros brancos das escolas”, observou  André.

SABOTAGE: NÓS DOCUMENTÁRIO

Janeiro 26, 2015

49da560220707O documentário sobre a existência-estética do rapper Sabotage que foi assassinado aos 29 anos. Uma criação cinematográfica de Guilherme Xavier Ribeiro que mostra o além da estruturação social perversa do sistema capitalista com sua face narcisista que seduz os incautos os sensibilizados neuroticamente.

Sabotage: Nós Documentário narra e mostra o revolucionário Sabotage como um artista que fere o narcisismo da sociedade que ilude um princípio de prazer-sádico. Guilherme conseguiu reunir vários dos companheiros de Sabotage que exprimem as representações de suas vivências.

Veja, analise

E depois tome seu movimento!

RICO DALASAM, O RAPPER GAY ENGAJADO E SEUS SABERES E DIZERES

Janeiro 9, 2015

rico-dalasamO rapper Rico Dalasam, 25 anos, encontra-se despontando nos territórios febris da música brasileira de protesto. Mas, não trata- se apenas do ato de fazer música tocante e vibrante com textos e sonoridade política. Mas, também, pela sua atuação política como o único rapper engajado gay.

Seus percursos, como habitante da periferia que luta primeiramente para subviver e depois para sobreviver, são mostrados através de seus saberes e dizeres existenciais que são múltiplos. Vivências eu se fizeram como percursos necessários à percepção e o entendimento em encontra-se envolvido. O mundo das mutilações, perseguições, discriminações e anulações.

Sobre os Saberes e Dizeres.

Da unicidade: “Eu gostaria de dialogar com todos. Não existe esse cara mediador de conflitos que propõe novos caminhos possíveis. Isso porque, muitas vezes, esses conflitos se encontram dentro de um mesmo lar”.

Do Sentimento de Culpa: “As pessoas sentem muita culpa na periferia. Culpa por ser negro, culpa por ser pobre. Muitos nascem e morrem sentindo essa culpa. Eu chamava amigos para irem ao Sesc Vila Mariana e eles diziam que não iriam porque diziam que lá era lugar de playboy. Não era isso. Eles não iam porque tinham certeza de que sofreriam olhares atravessados, de que as mulheres iriam segurar a bolsa com mais força”.

Da experiência no colégio de classe média alta, através de bolsa: “Eu fiz amigos, mas muitas vezes me sentia como um animal trazido da África”.

Da vivência religiosa e o modo de ser gay: “Enquanto eu frequentava os cultos, só algumas pessoas sabiam que eu era gay. No momento em que eu decidi ser eu mesmo, não pude mais ficar por lá. Em algum momento, aquilo passa a não caber mais”.

Da minoria: ”Aqui na periferia, a gente olha no olho, pega firme na mão. Se o papo for minoria, eu sou várias”.

Escute Aceite-C e estabeleça sua posição.

FLÁVIO RENEGADO MOSTRA QUE O HOMEM NÃO É “COISAS DESSE TIPO”

Setembro 14, 2014

O homem é um ser biológico, sensorial e racional. Como ser biológico ele tem necessidades como comer, beber, habitar, se locomover, dormir, ter prazer. Os elementos das satisfações dessas necessidades encontram-se fora. É fora de si que se encontram, por exemplo, a comida e a água. No início de sua existência esses elementos encontravam-se logo ali, à sua disposição, mas com complexidade de uma sociedade estratificada, essa relação como o mundo exterior mudou.

O homem precisou entrar em um mundo de trabalho assalariado para poder adquirir os elementos de suas satisfações através do dinheiro. O que significa dizer que é com seu salário que ele se mantém vivo. Assim, dependendo do tipo de governo de um país, esse homem-trabalhador pode ou não ter suas necessidades satisfeitas de maneira natural, razoável ou desumana. É a sociedade, sob as determinações governamentais, que pode fornecer ao homem suas possibilidades de vida biológica, sensorial e racional.

Em um governo embrutecedor, que oprime com suas normas econômicas e políticas o homem, a sensibilidade e a razão são frontalmente atacadas forçando a insensibilidade e irracionalidade social. Com fome, com sede, sem habitação e sem prazer o homem tem sua potência de agir diminuída, já afirmavam os filósofos Spinoza e Marx. Quanto mais o homem sofre, mais ele padece e é atrofiado.

É por esta razão óbvia, que em tempo de eleição o eleitor tem que ter atenção e capacidade de discernimento político-social para saber escolher em qual candidata ou candidato votar. Porque, mesmo sendo o voto individual, ele é , em verdade, a opinião política social do eleitor. Ou seja, ele expressa o corpo, os sentidos e a razão do eleitor. Escolher um candidato que é contra as satisfações do homem, é ser contra o homem e confirmar a brutalidade em que esse eleitor se encontra. O que significa dizer que ele vota infeliz querendo que a sociedade em si, seja também infeliz.

Pois bem, o candidato ao governo de Minas Gerais, Pimenta da Veiga, do partido representante maior das direitas, PSDB, em conversa com seus pares, se referiu aos índios, negros, movimentos sociais, LBGT, juventude, minorias, como “coisas desse tipo”.

“Vamos ter um encontro com alguns setores específicos, juventude, algumas minorias, negros, índios, coisas desse tipo”.

Ora, coisa, que no latim significa res, representa os objetos, e tipo representa uma identidade dos objetos catalogados, sem ação. Objetos e tipos são corpos manipuláveis, Não tem voz-ativa. Uma pedra. Exemplo nas relações sociais e políticas, os sujeitos-objetos-coisas que só respondem à semiótica de consumo do capitalismo, como os que são replicantes dos meios de comunicação de massa, como a Rede Globo.

Como o artista antes de ser artista é homem e tem suas necessidades a serem satisfeitas, o compositor e cantor Flávio Renegado, foi em cima e realizou a análise do enunciado embrutecedor do candidato Pimenta da Veiga. Ouça, veja e analise o vídeo.

OS DIAS DO RAP

Agosto 7, 2014

RAPizando na parada. Uma playlist ouvir, dançar e raciocinar. RZO, O Trem. 

O RAP DEVIR-SOCIAL DE MARQUINHOS DO GRUPO TROPA DE ELITE

Junho 3, 2014

Todo obra artística é uma expressão social. Mas nem toda obra artística expressa um devir-social. O devir que desloca o espectador, ao vivenciá-lo, do estado em que se encontra. Há obras que só expressam códigos para manter o espectador no mesmo estado que se encontra. É a obra burguesa, visto que ela existe para manter os sentimentos estratificados e cristalizados como forma de defesa de um mundo tido como único. É lógico, que todos sabem que esta obra é a expressão da alienação social do considerado artista cuja função é embalar os salões imperiais, já que os nababescos imperadores não têm sentidos, têm couraças.

Já a obra de expressão de um devir-social não é para manter os estados de coisas. Ela existe para causar, pelo menos, trepidações nos sentidos e nas cognições dos espectadores. Elevá-los a outras dimensões. Mas não como transcendência mística. Como concepção sensorial e cognitiva mais fina, mais tênue, tornar o imperceptível perceptível. Mostrar o que a maioria não quer ver. Ou não pode ver. O filosofo Friedrich Schlegel diz que “é impossível irritar quem não quer ser irritado”. Uma questão que não importa ao artista do devir-social, porque ele sabe que sua vocação-estética é, pelo menos, arranhar a forma pétrea da chamada realidade.

Foi assim que o rap se manifestou como novo: arranhar, tocar, incitar a dita realidade com seus signos transcendidos de seu mundo urbano selecionador, classificador e hierarquizador. Fazer vazar a potência criadora dos impedidos socialmente. Daí, ser conhecido como um agente do discurso político-social. A música, o texto e a performance são os corpos que imprimem a possibilidade de elevação.

Marquinhos do grupo Tropa de Elite, que participou da Expo Hip Hop do Brasil, que contou com as apresentações de artistas de todo o Brasil e alguns do exterior, como do Haiti, em Ceilândia, que é considerada a expressão nacional do rap, confirma esse entendimento quando afirma que o hip hop, o rap, o grafite, o break são revolucionários, porque “estão sempre em movimento”. Ele afirma que agora o foco mudou: é menos ataque político ao governo, é mais social.

“Quem governa somos nós. Se nos juntarmos, somos fortes. Sozinho não se faz revolução. O hip hop que inclui o rap, a discotecagem, o grafite e o break, é uma revolução da comunidade, está sempre em movimento.

Hoje, o rap, é mais social e atualizado. Ou acompanha a revolução, ou para. Chegou a internet, temos meios mais eficientes de melhorar” analisou Marquinhos para quem há 20 anos havia razão para o foco ser político.

O sentido da potência transformadora do rap, também é compartilhado por Beto SDR, do grupo Sobrevivente de Rua.

“Ritmo, arte e poesia ou revolução através das palavras, é confrontar e conquistar o espaço. O rap fala com as populações de periferias”, disse Beto SDR.

O devir-rap não é para manter o estado de coisa tido como único e eterno. O devir-rap é o entendimento sobre o mundo e sentido de transformação projetado.

 

Manaus tem oficina de grafite para iniciantes

Março 7, 2014

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Os muros da cidade de Manaus serão os primeiros alvos do Coletivo Miscelânea, com a oficina “Grafite para Iniciantes”, que promete dar um visual mega criativo às ruas do Centro. O projeto é realizado em parceria com o Ponto de Cultura Casa do Centro, da Companhia de Teatro Vitória Régia e o programa da Rádio Batukada, Banzeiro de Ideias.

Ministrada pelo artista e ilustrador Robson Silva, a oficina tem como objetivo desenvolver aulas práticas para alunos iniciantes. Não serão aceitos participantes com idade inferior a 17 anos. Os interessados deverão solicitar a ficha de inscrição por e-mail: coletivomiscelanea@gmail.com. O pagamento da taxa de inscrição (R$ 15) será realizado no momento de sua confirmação, que acontecerá meia hora antes do inicio das atividades. São apenas dez vagas. Então, não perca a oportunidade de conhecer o nosso trabalho!

As interações acontecerão na Casa do Centro, localizada na rua Frei José dos inocentes, nº 150 – Centro antigo.

Discussão e exibição de documentário sobre grafite com a participação de Criolo no GrajaúEx

Janeiro 25, 2014

O Grajaú(Ex) com sua moçada  espertex receberá amanhã (26x) às 18 hrs, o cinemex “Cidade Cinza”, um documentário que fala sobre a produção do grafite em São Paulo e o movimento pixo/grafite/arte apagado por ordem do poder. No cinema por “engano” a prefeitura apagou um mural na 23 de maio com 700 m2.

O evento acontece na Casa de Cultura Palhaço Carequinha é promovido pelo CineClube da Comunidade contará com uma conversa ao fim da projeção com os diretores do doc. Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo, e com um dos autores da trilha, o rapper Criolo. Como o evento é de nois pra nois a entrada é nois.

No cinema vemos um pouco da trajetória também dos grafiteiros Os Gêmeos, Nina e Nunca que são conhecido em galerias, avenidas e becos de todos o mundo.O evento também trará debate com os educadores Mauro e Wellington Neri e o grafiteiro Nunca. É só tomar o trem até a Estação Grajaú onde a artex mostra quem ex.