Archive for the ‘Livros’ Category

A BOITEMPO EDITORIAL LANÇA PARAO PÚBLICO INFATIL O SELO BOITATÁ: POLÍTICA PARA CRIANÇAS

Janeiro 16, 2016

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Editora Boitempo é uma enunciação que pronunciada em qualquer lugar do Brasil  leva o ouvinte-leitor a lembrar de Marx. Ou outros cientistas políticos que desdobram o pensamento marxista. O que significa que ela é uma editora que conhece o princípio essencial do conceito política.

A Editora Boitempo, assim pode ser considerada a editora comercial do país que trabalha unicamente com um discurso: o discurso político. Ela, diferente de outras editoras, não tem interesse de representar o mercado geral da indústria editorial de consumo. Como se diz: a indústria de variedades que só objetiva o lucro.

Um exemplo de seu engajamento são as obras de Marx publicadas com farta documentação e impecável tradução. Foi à primeira tradução que se preocupou com o conceito básico da relação patrão-empregado: mais-valia. Todas as outras traduções sempre apresentaram no Brasil, a exploração do trabalhador pelo patrão através de seu salário, com o nome mais-valia. A Boitempo apresenta a tradução como mais-valor. Essa uma pequena demonstração de seu valor-editorial.

Agora, seguindo sua essencialidade política, a editora lança ao público infantil o selo Boitatá que inicia as publicações com os títulos A Democracia Pode Ser Assim e a Ditadura é Assim que tem o objetivo de mostrar e ensinar às crianças as noções de política e ciências sociais que tem como editora responsável, Thaisa Burani.

“A criança vê na TV, na Internet, que vai ter impeachment, que fizeram manifestações, elas querem saber o que é, o que corrupção, e os professores não têm material de apoio para trabalhar em sala de aula.

São livros paradidáticos que trazem conceitos importantes para a criança entender sobre questões sociais, políticas.

A democracia é como um recreio. A gente pode brincar de tudo, só que como toda brincadeira e todo jogo, tem regras”, mostra a editora.

Se você mora em São Paulo e tem intensão de participar do lançamento, anote o endereço e o horário da festa infantil. Livraria da Vila. Rua Fradique Coutinho. Número: 915. Bairro: Pinheiros. Horário: 16 horas.

Vá lá! A artista Kyara Teles vai contar histórias, apresentar músicas e realizar atrações infantis.

Vai lá encontrar o Boitatá que virou a Boitatá que no final tudo é Tatá.

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“32 – UM HOMEM PARA CADA ANO QUE PASSEI COM VOCÊ”, LIVRO DE ISABEL DIAS QUE TRATA DE SEUS ENCONTROS PÓS-SEPARAÇÃO

Outubro 22, 2015

4e33186a-1e34-48c5-b8b3-2c9e4fe72030Sem moralina, como diz o filósofo Nietzsche! Antes da vingança, que é um triste caso reativo de ressentimento: sou infeliz por tua causa, há um desejo que dormita como antecessor de outra existência. Talvez tenha sido esse antecessor que colocou Estela, personagem do livro autobiográfico de Isabel Dias, 32 – Um Homem Para Cada Ano Que Passei com Você, em movimento depois do transbordamento insuportável do casamento.

Isabel Dias é uma empresaria que depois de 32 anos – aí o nome do livro – vivendo conjugalmente com um homem, com direito a álbum de família, batizados, aniversários, formaturas, festas natalinas, fins de anos, e outros adereços que enfeitam o casamento burguês, descobriu que ele tinha quatro amantes e, então, resolveu se separar e na sequência escrever o livro onde narra seus encontros com homens de várias idades até atingir 32, tempo que conviveu com o marido Don Juan. Para encontrar os homens com quem iria se relacionar Isabel Dias, criou um site.

“A última à saber ficou sabendo, caiu a casa, o lar doce lar desmoronou depois de 32 de vida conjugal, três filhos e um farto álbum de retratos de família aparentemente feliz do interior paulista. E da fúria de uma mulher ferida, a administradora de empresas Isabel Dias, de 50 e alguns anos, viveu o luto amoroso e refez, sob a lei do desejo, a dignidade de estar viva e no jogo da existência”, foi o que escreveu Xico Sá no prefácio do livro.

Traspassada por preconceitos de classe, Isabel Dias, foi aos pouco se liberando e assumindo uma nova condição de mulher livre. Pelo menos livre nesses modos. Daí porque seu livro tem na capa a fotografia da filósofa Simone de Beauvoir nua, no banheiro de seu namorado Nelson Algren, diante de um espelho.

“Mas cada um dos 31 encontros foi real dentro do processo de mudança na minha imaginação, me deu tudo que eu queria, ou o que eu precisava. Não sei bem por que sinto que mais os usei do que qualquer outra coisa. A intenção era aprender, me sentir no controle. Provar que eu não era só aquilo e que cada um deles abriria uma porta, entre as tantas que estavam trancadas. Nem que fosse para arromba-las, uma a uma. Nem que a dor fosse maior que o prazer, nem que o asco superasse o gozo”, observou Isabel Dias.

O livro foi publicado pela Editora Livros de Safra, 216 páginas ao preço de R$38,60.

SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS DIZ QUE AUMENTOU A VENDA DO OBJETO LITERÁRIO

Setembro 29, 2015

feira_do_livroEntre os meses de agosto e setembro desse ano, comparado com o ano passado, houve um aumento na venda de livros no varejo. O aumento foi de 0,8% em volume e 2,2% no valor, de acordo com divulgação do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel).

A mensuração da politica de venda de livros é possível ser confirmada através do uso do Painel das Vendas de Livros no Brasil que foi criada para permitir maior transparência no desempenho do setor. É um serviço de monitoramento de vendas de livros que atua em dez cujos dados são coletados diretamente do caixa das livrarias, do e-commerce e outros varejistas. É um método conhecido como BookScan.

“Vamos aguardar os números do próximo painel para ver se os lançamentos da Bienal do Livro do Rio tiveram o impacto esperado no mercado”, disse Marcos da Veiga Pereira, presidente do Snel, que acredita que o ano feche em 6% de receita da indústria editorial brasileira.

EM 1955, UM VEREADOR EXPÔS ALGUNS LIVROS NA FRENTE DA CÂMARA. NASCIA A 1º FEIRA DO LIVRO ITINERANTE NO RIO QUE HOJE COMPLETA 60 ANOS

Setembro 2, 2015
973926-01092015-_dsc4684Na década de 70, no período brabo da ditadura civil-militar, o Grupo de Teatro Universitário do Amazonas (Gruta), envolvido com o movimento Teatro de Encontro ao Povo, criou o slogan: Se Você Não Vai ao Teatro o Teatro Vai ao Seu Encontro. Era a práxis politica-estética do Gruta. Teatro nas praças, nas ruas, nas igrejas, nos centros sociais, lá onde o povo se encontra e constrói seu espaço.

Pois é nessa similitude que a Feira do Livro Itinerante do Rio de Janeiro, que hoje completa 60 anos, se autoproduz. E quem diria. Nasceu no momento em que um vereador, no ano de 1955, decidiu expor alguns livros na frente da Câmara Municipal e, em 1957, a Associação Brasileira do Livro (ABL) assumiu sua organização. Iniciada na Cinelândia, agora a feira se expressa em várias praças do Rio com uma oferta de livros com temas múltiplos.

Como é itinerante, a Feira do Livro, que no momento encontra-se situada no Largo da Carioca, e vai aí ficará até o dia 30 de setembro, logo em seguida se deslocar para a Ilha do Governador e também se apresentará na Bienal do Livro, no Rio Centro, entre os dias 4 e 6.

“O grande diferencial dessa feira para as livrarias já estabelecidas é o preço, porque a ideia é facilitar o acesso ao livro, ao conhecimento. A feira é acompanhada de uma série de intervenções artísticas e culturais, com performance teatral, música e sarau. Vários escritores participam de um café da manhã. Entre eles Conceição Evaristo, que fará uma tarde de autógrafo.

Também este ano, a ABL inaugurou o formato de Bienal Cultural, com evento de 20 dias na Rocinha em agosto, com saraus, performances de atores e lançamento de novos autores. As comunidades do Alemão e da Maré, também devem receber o evento este ano, ainda sem data programada.

A gente tem uma agenda no Estado. Tem a Flim de Marica, que é um projeto da ABL. Em alguns municípios, conseguimos criar uma estrutura e fazer com que esse evento faça parte do calendário cultural. Temos feito um circuito em algumas cidades”, observou Sérgio Lupper, produtor cultural da ABL.   

“TRAVESTI NÃO É BAGUNÇA” MAIS UM CORDEL DA MILITANTE JARID ARRAES

Agosto 25, 2015

SCAN-TRAVESTI-NÃO-É-BAGUNÇA2-890x395Jarid Arraes é militante não só da causa feminista, mas de todas as causas que lutam contra a opressão da liberdade humana. Embora seja conhecida mais por seu engajamento na causa de combate ao racismo.

Mas há um talento dessa engajada militante que poucos conhecem, mas que devem procurar conhecer, que é seu talento de cordelista. Artista que recorre à forma literária do cordel para expressar os conteúdos de suas lutas. O cordel por sues corpos-estrofes rimados, mais seu movimento sonoro, tem um devir-pedagógico capaz de criar novas formas de entendimentos que impulsionam novos saberes.

Há, no cordel, uma potência que leva e eleva o ouvinte. Além de, muitas vezes, ser carregado por corpos-cômicos. Que é um recurso muito usado pelos cordelistas, principalmente do Nordeste. Exemplo, Lampião no Inferno.

Hoje publicamos mais uma obra de cordel da militante Jarid Arraes. Trata-se do esclarecedor e político – a autora chama de insurgente – Travesti Não é Bagunça. Antes publicamos Quem Tem Crespo é Rainha e As Lendas de Dandara, Sobre a rainha africana.

Leia para comprovar que travesti não é bagunça.

Por Jarid Arraes

Quase todo mundo sabe
O que é uma travesti
Mas se faz de ignorante
Pra xingar e pra agredir
Porque sente intolerância
Por quem sabe transgredir.

Travesti não é uma coisa
Nem um bicho anormal
É somente uma pessoa
Com força fenomenal
Que se assume como é
E que vive tal e qual.

Muita gente vai pensando
Que é dona da verdade
Sai julgando a vida alheia
Com muita facilidade
Com nóia de pode-tudo
Em toda oportunidade.

Essa gente amargurada
Desconhece a realidade
Não sabe que a travesti
Enfrenta a dificuldade
Passando por violência
Sem receber caridade.

Muitas não podem estudar
Pois na escola vão sofrer
Com deboche e exclusão
De pequena até crescer
Porque a tal educação
Só uns poucos podem ter.

As famílias não aceitam
E as expulsam de casa
Muitas que vão para a rua
Foram antes deserdadas
Sem saída e sem carinho
Acabaram abandonadas.

Tantas ficam sem escolha
Vão pra prostituição
Pois só assim tem dinheiro
Pra comprar a refeição
Não que isso seja errado
Mas não há muita opção.

O estigma é criado
Faz-se o dito popular:
Travesti é tudo puta
Não se pode respeitar
E o povo pra agredir
Chega até a espancar.

Muitas são assassinadas
Sem a chance de viver
Só porque não são iguais
Aos que querem prescrever
Um jeito certo pra tudo
Sem a nada compreender.

Isso tudo é lamentável
É tão triste e revoltante
Travesti também é gente
Ser humano e importante
Quem não pensa desse jeito
É que é intolerante.

Não há nada nesse mundo
Que possa justificar
A falta de sentimento
De quem deseja matar
Seja o corpo que se toca
Ou a gana de sonhar.

Não tem nada horroroso
Em querer ser diferente
No mundo tem muita regra
Que não se faz coerente
Ser homem ou ser mulher
Não é marca com patente.

E por isso as travestis
Podem ser como quiserem
São livres desimpedidas
Onde quer que estiverem
Para mim são bem mulheres
Se isso também proferem.

O que temos que fazer
Para paz proporcionar
É ensinar nas escolas
Que se deve respeitar
E acolher com afeto
A travesti que estudar.

Pois não há nada melhor
Do que a pura educação
Para despertar carinho
E passar informação
Além de proporcionar
Caminho pra profissão.

Com acesso ao ensino
Travestis podem escolher
O que desejam da vida
Qual emprego querem ter
Se for prostituição
Então também pode ser.

O que importa é gerar
Várias possibilidades
Não apenas para poucos
Que tem mais facilidade
Mas pra todas as pessoas
Lá no campo ou na cidade.

Travesti também merece
Uma digna existência
Pois os direitos humanos
Não são de ambivalência
Valem para todo mundo
Com muita polivalência.

Se você abrir os olhos
Na internet pesquisar
Acabará encontrando
Muitos fatos de assustar
E verá por conta própria
Tanto pra se lamentar.

É espancamento e morte
Preconceito e exclusão
É um ódio muito extremo
Chega dói no coração
Isso tudo é crueldade
Essa é minha conclusão.

Se você não compreende
Não consegue aceitar
Vou te dar alguma dica
Para então facilitar
O seu puro raciocínio
Que deve se iniciar.

Travestis são como eu
Também são como você
Gostam de felicidade
Nisso você pode crer
Vivem procurando paz
Para enfim sobreviver.

Travestis são talentosas
Alegres e inteligentes
Criativas e esforçadas
Com espírito insurgente
Sabem vencer a batalha
Contra o ódio incoerente.

Não há nada de errado
Não há nada de anormal
Cada um deve ser livre
De sua vida o maioral
Porque liberdade plena
Sempre é primordial.

Quando vir uma travesti
Tenha muita gentileza
Ponha-se em seu lugar
Aja assim com esperteza
Só quem sabe respeitar
É que vive com grandeza.

Também vou lhe convocar
Para se juntar à luta
E falar aos sete ventos
Provocando essa escuta
Pelo bem, pela igualdade
Pelo fim dessa labuta.

Quando tiver uma chance
Fale em prol da travesti
Diga que aprendeu comigo
E sem medo de insistir
Não aceite preconceito
Que não deve coexistir.

Pra acabar o meu cordel
Uso uma chave de ouro
Pois nessa literatura
Travesti é um tesouro
Pra nossa diversidade
Trazem muito bom agouro.

Se não concordar comigo
Deixe logo de furdunça
Pois não tenho paciência
Pra trepeça, nem jagunça
O recado é muito claro:
Travesti não é bagunça!

FIM

AS LENDAS DE DANDARA, LIVRO DA ESCRITORA JARID ARRAES CONTA, EM DEZ CONTOS, A LUTA DA GUERREIRA QUILOMBOLA DOS PALMARES

Julho 17, 2015

aslendas-890x395Dandara não é uma lenda, mas sua existência, em razão de seus comprometimentos libertários contra a força opressiva de seu povo imposta pelos colonialistas, carrega nuances que parecem lenda. Dandara é uma mulher afro-brasileira que a chamada história oficial, de certa forma, despreocupada com os que agem diferentes dela, não tomou conhecimento. 

O certo é que Dandara surge com sua potência de mulher negra, ou seu devir-mulher, desde seu nascimento para contribuir com suas ações, aos universo dos direitos dos que são oprimidos pelo modelo estabelecido hierarquicamente por uma classe bruta e discriminadora.

Ilustrado por Aline Valek, As Lendas de Dandara é uma obra literário-história indicada a todas as idades não se situando no âmbito do chamado leitor adulto ou jovem, mas saltando, também, no mundo da criança dado aos seus signos mágicos e recheado de aventuras.

Então, fica combinado. Dia 24 de julho, na Casa de Lua, próximo ao Terminal Vila Madalena, a partir das 19h, é o grande momento de encontra As Lendas de Dandara. O lançamento vai contar com sorteio de cordéis, debates com temas sobre a dificuldade de escritoras negras publicarem suas obras, limitação de escritores negros que possam mostrar a criatividade e atuação na cultura afro-brasileira.

O livro só pode ser adquirido a partir do dia do lançamento, 24 de julho, através do site http://www.aslendasdedandara.com.br

Vamos ao encontro de Dandara a guerreira quilombola dos Palmares!

POR DENTRO DA AMAZÔNIA, UMA VIAGEM AO CORAÇÃO DA FLORESTA, LIVRO DE SÍLVIO AMORIM

Julho 14, 2015

e6cfaad7-c9b5-41f1-b010-a3aa5ef7a5eeO sentido da aventura, uma intenção, uma moto e um mapa amazônico. Lá foi Sílvio Amorim, de Recife ao coração da Amazônia traçando os percursos geopolíticos da Transamazônica: 4.332 quilômetros. Uma ponte urbana-florestal: Recife-Floresta Amazônica. No todo foram 76 municípios percorridos.

Dessa aventura em que a moto foi a inseparável companheira, Sílvio Amorim, produziu sua obra narrativa Por Dentro da Amazônia, Uma Viagem ao Coração da Floresta. Um relato que conta os lugares, costumes, tradições, festividades as pessoas, suas realidades social, econômica, antropológica, religiosa, estética e as perspectivas dos habitantes das localidades.

Índios, colonos, comerciantes, religiosos são alguns dos muitos personagens que Sílvio Amorim contatou na viagem de Recife até o município de Lábrea no Amazonas. 

download“Recomendo para aquele que deseja conhecer o Brasil real, que faça o trajeto da Transamazônica de motocicleta, ou em veículo 4×4. E que não vá só! Além do perigo é cansativo. O sentimento de liberdade, no início, passa a ser de exaustão mais adiante. Faça-o ao lado de pessoas amigas, com todo cuidado e sem pressa, para aproveitar ao máximo o que a Floresta Amazônica tem a lhe oferecer”, disse Sílvio Amorim.

O livro foi publicado pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). Para o publicitário José Nivaldo Junior, que comentou a obra, o livro é atraente e envolvente.

“O texto de Amorim envolve porque, primeiro, tudo que acontece é atraente. Leva o leito a paisagens mais diversificadas, apresenta tipos humanos e descreve situações pessoas e físicas espetaculares, mostrando contrates e uma natureza que a gente sabe que é exuberante”, disse Junior.

FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL E A ACADEMIA CARIOCA DE LETRAS ELEGEM 45 AUTORES SELETOS DO RIO

Julho 7, 2015

biblioteca_nacionalAinda em comemoração a passagem dos 450 anos do estado do Rio de Janeiro, a Fundação Biblioteca Nacional e a Academia Carioca de Letras, elegeram, através de votação, entre 130 autores, 45 autores como expressões da realidade literário do Rio.

Os autores selecionados, assim como os que não foram selecionados, são aqueles que escreveram sobre o Rio, refletiram sobre o Rio e conseguiram assimilar e apresentar a alma carioca em suas obras.

Uma comissão mista composta por 80 membros passou um mês estudando as obras dos inscritos para poder eleger os 45 autores. A comissão foi formada por personagens ligadas à literatura, a Academia Carioca de Letras e os presidentes da Academia Brasileira de Letras, União Brasileira de Escritores, Academia Luso-Brasileira de Letras, Instituto Histórico Geográfico Brasileiro e Pen Clube.

Machado-008O escritor mais votado foi Machado de Assis com 53 votos, seguido por Lima Barreto com 39 votos, João do Rio, com 33 votos, Nelson Rodrigues, com 25 votos, Rubem Braga, também com 25 votos, Joaquim Manuel de Mcedo, com 24 votos, Carlos Drummond de Andrade, também com 24 votos, Vinícius de Moraes, também com 24 votos, entre os outros que tiveram votação inferior.

“Não há nenhuma outra que chegue à intimidade com os costumes e a mentalidade da época, maior que o próprio Machado, mas toda a lista dos 45 é muito boa.

 Um dos maiores propósitos dentro das comemorações dos 450 anos do Rio é justamente resgatar e revisitar essa memória carioca e especialmente dessas pessoas que tanto contribuíram para nossa identidade”, observou Geraldo Holanda Cavalcanti, presidente da Academia Brasileira de Letras.

A REALIZAÇÃO DA FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATY FEZ CRESCER OS NÚMEROS DE BIBLIOTECAS E LIVROS NA CIDADE

Julho 6, 2015

966538-_abr9481Não era para ser diferente já que se trata de um evento que está relacionado diretamente com a literatura e, consequentemente, com livros. De sua primeira edição, em 2003, até hoje, o evento contribuiu para o aumento das bibliotecas e livros. São 44 quatro bibliotecas na cidade e 40 mil livros que foram doados para a cidade. Antes a cidade tinha apenas uma biblioteca municipal e duas bibliotecas escolares.

“Estamos chegando a 40 mil livros doados para Paraty, que entraram na cidade com o Flip. O número de bibliotecas subiu para 44. Estamos fortalecendo a rede de bibliotecas comunitárias e a Secretaria de Cultura está dando força para uma rede municipal de bibliotecas”, disse Izabel Costa Carmelli, curadora do evento.

Para Mauro Munhoz, este ano, a escolha do nome de Mário de Andrade, para ser homenageado, contribuiu para maior aproximação dos moradores da cidade com a Flip.

“Na década de 1960, Paraty teve a experiência de receber intelectuais,o que deu essa identidade à cidade, que está muito relacionada com a Flip, como território que acolhe o evento. A escolha de Mário de Andrade teve essa reverberação interessante, integrando as ações,, como trabalho de memória oral”, observou Munhoz.

Embora seja um evento eminentemente literário, há espaço para discussões sobre temas científicos, que segundo o curador Paulo Werneck tem tido boa repercussão.

“Sempre teve mesas de ciência, não foi ideia minha. Não sei bem porque, mas ciência tem o envolvimento do público, no ano passado foi astronomia. Este ano tivemos o livro Amor e Matemática como o quarto livro mais vendido”, disse Werneck.

AGORA QUE OS COXINHAS VÃO EXPELIR MAIS COLESTEROL! A EDITORA BOITEMPO VAI PROMOVER CURSO SOBRE MARX E ENGELS NA PERIFERIA DE SÃO PAULO

Junho 25, 2015

 

0473883f-3a7a-4c64-94c8-b6401ffdddbcNos desfiles nazifascistas promovidos pelos coxinhas de São Paulo havia toda forma grotesca de irracionalidade usada como expressão de quem nem precisa se expressar por ser tão óbvia. Formas delirantes lançadas como bumerangue: em direção a Dilma com volta sobre os próprios coxinhas.

Entre esses delírios havia os que pediam a volta da ditadura militar e a condenação do método do educador transformador Paulo Freire: A Pedagogia do Oprimido. Os cartazes afirmavam que Paulo Freire era marxista. Lógico que os que afirmavam mostravam que não tinham nunca lido Marx. Por dois evidentes motivos: não sabem quem é Marx, e não tem elementos epistemológicos para entendê-lo. 

Agora, a forma se obscureceu, a linha tremeu e o plano ficou mais vazio para os coixinhas. A Editora Boitempo em parceria com a Secretaria de Cultura de São Paulo, do prefeito Fernando Haddad vai promover na periferia cursos de introdução as obras e vidas de Karl Marx e Friedrich Engels. Colesterol vai espirrar.

Com data marcada para os meses de setembro e outubro o primeiro encontro se dará no Centro Cultural da Juventude da Zona Norte. Para realização da singular iniciativa estão convidados os intelectuais, o cineasta Felipe Bragança, a socióloga Silvia Viana e o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o filósofo Guilherme Buolos.

A Editora Boitempo que realiza seus 20 anos de grande difusão cognitiva e afetiva ao publicar autores e autoras singulares que escapam da segmentaridade dura da expressão burguesa dominante, já realizou um seminário com personalidades nacionais e internacionais com o tema fundamental para a pós-modernidade: Cidades Rebeldes.

“A editora está organizando uma série de eventos no segundo semestre para comemorar seus 20 anos e um dos planos é organizar uma nova edição do Curso Marx e Engels, junto com a Secretaria Municipal de Cultura.

Muitas vezes pensamos no que não queremos, mas pensar o que queremos concretamente, pensar utopias e uma cidade construída por afirmações é um grande desafio e esses eventos vão no sentido de responder a esse desafio.

Temos o entendimento que organizar eventos inclusivo, democráticos e agregadores é importante para promover o pensamento crítico, sobretudo porque é uma forma de ocupar o espaço público”, observou Kim Doria, representante da editora.

O evento toca dolorosamente nos coxinhas e excita suas invejas e ódios que lhes deixam mais inferiorizados. E o pior, para eles, é que colesterol de coxinha não serve para reciclar.