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VÍDEO JUNINO DE MARIANA AYDAR E CHICO CESAR: O FUTURO JÁ SABIA

Junho 24, 2021

BOM SÃO JOÃO PARA VOCÊS

Junho 24, 2021

No Nordeste, o povo diz “Bom São João” como, em dezembro, as pessoas costumam dizer: Feliz Natal

RedaçãoBrasil de Fato | Recife (PE) | 24 de Junho de 2021.

Festas juninas são marcadas pelo solstício do inverno: o sol que ressuscita e recomeça a nos dar dias mais longos e luminosos – Foto: Elói Corrêa/GOVBA

Aqui no Nordeste, o povo diz isso como, em dezembro, as pessoas costumam dizer: Feliz Natal. Agora, a pandemia nos rouba até isso, mas teimamos em dizer: Bom São João para você.

Não é difícil compreender o que está por trás das festas juninas. Aliás, para dizer a verdade, o espírito da festa está no DNA do povo e quanto mais simples e ainda mantiver o jeito de viver comunitário, mais gosta de festa, de toda e qualquer festa.

:: Artistas do ciclo junino buscam formas de sobreviver no segundo ano sem a festa :: 

A realidade social e política do nosso país não nos convida à festa. Ao contrário, as perspectivas são cada dia mais difíceis. Na quarta-feira (23) a Constituição de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados votou favorável à PL 490 que praticamente legaliza a invasão das terras indígenas e acaba com as conquistas que os índios tinham conseguido na Constituição de 1988.

Cânticos

No entanto, esses desalmados podem fazer o que quiserem e aprovar a lei que quiserem, nós continuaremos a luta pela justiça e pelo direito de fazer festa. Como expressa um dos mais belos e antigos cânticos litúrgicos da Páscoa: “A vida e a morte se batem em um duelo estranho. O rei da vida, morto, reina vivo”.

O cântico pascal dizia isso de Jesus ressuscitado, mas nos tempos da ditadura militar, na clássica canção Pesadelo, Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro zombavam dos torturadores e algozes da ditadura, cantando: “Você me prende vivo, eu escapo morto. De repente, olha eu de novo”.

Toda festa, qualquer uma, tem esse sabor de ressurreição. O espírito de festa do povo se mantém, resiste e quase sempre acaba se sobrepondo.


Toda festa, qualquer uma, tem esse sabor de ressurreição. O espírito de festa do povo se mantém, resiste e quase sempre acaba se sobrepondo / Eriuz Tiaraju/Comunicação MST

Solstício

E tem de ser assim porque originalmente na natureza, essas festas juninas são marcadas pelo solstício do inverno (o sol que ressuscita e recomeça a nos dar dias mais longos e luminosos).

E no Cristianismo, o nascimento de São João Batista significa um solstício dentro do coração da gente: ele anuncia o nascimento do Sol da Justiça que é o Cristo.

Quando anunciou ao pai Zacarias o nascimento do seu filho (João), o anjo previu: “Por seu nascimento, muitos haverão de se alegrar”.

É a alegria messiânica, uma alegria meio louca e radical, mesmo no meio das dores da vida, a alegria que antecipa a vitória da salvação, ou seja, da libertação definitiva e revolucionária da vida e do universo.

Essa subversão divina é profetizada por dois sinais familiares que parecem milagres e o são em um mundo onde nada é gratuito.

Deus faz a mulher estéril dar à luz e assim iniciar o tempo novo da salvação. Deus faz o mudo falar e profetizar o novo tempo que surge com esse nascimento. Ao dar a luz a João (o nome significa Deus acha graça na gente e nos dá a sua graça), Isabel abre o mundo ao Novo Testamento.

Muito concretamente, hoje, peço a Deus que me faça sempre de novo ter a graça de passar de um tipo de fé do Antigo Testamento (que eu amo, respeito e acredito ser atual, embora incompleta) para o Novo Testamento. Hoje, a compreendo como fé profética, baseada na graça do amor e na confiança total do Espírito presente no mundo.

Quando uma florzinha brota

A profecia é revelar que o Espírito nos fala e o reino de Deus já começa, seja quando uma florzinha brota na secura das estradas do mundo, seja quando duas pessoas vivem o amor, seja em todos os gestos de generosidade humana, empoçada no coração de cada um/uma de nós.

Como no evangelho que conta o nascimento do profeta João Batista, o Amor Divino em nós nos faz passar da esterilidade para a fecundidade, da mudez para a comunhão.

Que Deus abra o útero envelhecido, meio endurecido de nossos corações quando parecemos estéreis e nos faça parir o mundo novo do qual tanto precisamos. Solte nossa língua presa a tantas convenções para dizer: o novo chegou. Somos todos e todas, profetas e profetizas dessa alegria messiânica.

*Marcelo Barros é beneditino, pernambucano e de convicções inter-religiosas.

**Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato.

Edição: Vivian Virissimo

A HORA E A VEZ DE FRANTZ FANON

Junho 23, 2021

É oportuno (re)visitar a leitura dos ‘Escritos políticos’, volume recém lançado do destacado pensador da periferia do mundo nos anos 50-60 do século passado

Por Léa Maria Aarão Reis 06/2021.

 

 
Colonialismo, capitalismo, racismo. São os três eixos interdependentes em que se construiu a obra do médico psiquiatra, militante inteiramente dedicado à causa da independência da Argélia e pensador da mais luminosa esquerda política, o martinicano Frantz Fanon (1925-1061). O autor de clássicos que mobilizaram boa parte de grupos da contracultura profunda dos anos 50/60 vem sendo agora revisitado e mais do que nunca é leitura necessária neste momento de encruzilhada da nossa contemporaneidade e do belo movimento de articulação organizada pelos diversos grupos antirracistas deste país.

O lançamento do momento é o volume de Fanon, Escritos políticos, pela Editora Boitempo, uma seleção de textos jornalísticos históricos de autoria do pensador e produzidos entre 1957 e 1960 para o jornal El Moudjahid, o arauto da Frente de Libertação Nacional da Argélia da qual ele foi destacado lutador.

Num estilo corajoso e sem academicismos, às vezes poético, e sempre franco e aberto, esses textos de Fanon seguem o cotidiano do colonialismo francês na Argélia, o desenvolvimento da luta de libertação nacional do povo argelino e a formação de um movimento internacional dos países colonizados e do terceiro mundo em meados do século XX.

Mostram como é indispensável o autêntico trabalho de agitação política e as estratégias de agitprop direcionadas para conflitos de grande escala – como os de rua envolvendo multidões, e a revolução.

Extremamente bem produzido, no volume estão presentes três das lideranças mais brilhantes dos movimentos antirracistas brasileiros. A deputada Talíria Petrone escreve na orelha do livro: “É inspirador ler sobre um povo tomando para si a própria história”.

O professor Deivison Mendes Faustino, autor do prefácio, anota em boa hora: ”Alguns fantasmas enfrentados por Fanon, no entanto, ainda hoje nos assombram: a dificuldade das esquerdas – revolucionárias ou institucionais – para entender a relação entre capitalismo, colonialismo e racismo; as permanências e atualizações do (neo)colonialismo e suas diversas manifestações de colonialidade do ser, do saber e do poder (…)”.

E o historiador Jones Manoel da Silva, também professor, escritor e comunicador popular no YouTube, apresenta, sucinto, em um texto irretocável, a breve e empolgante trajetória do autor nascido na Martinica: ”(…) Fanon compreendia que só a praxis revolucionária pode construir o homem novo e destruir o colonialismo (…)”.

Relembrando a breve vida de Fanon, que morreu aos 36 anos, num hospital, vítima de leucemia, meses antes da libertação da Argélia, Jones Manoel percorre a trilha iniciada pelo jovem estudante do liceu particular onde ele estudou, em Fort-de-France, como filho que era de família de classe média abastada da Martinica.

Quando muito jovem lutou na resistência francesa contra a ocupação e contra o governo francês de Vichy e ao terminar a guerra estudou Medicina e Psiquiatria em Paris. Dedicou sua vida à luta pela independência da Argélia, na corajosa Frente Nacional de Libertação.

O primeiro livro de Fanton publicado foi o conhecido Pele negra, máscaras brancas, obra de conclusão do seu curso. É um estudo crítico do racismo, tendo sido rejeitado, na ocasião, pela banca que o examinou. Mas foi o fascinante Os condenados da terra que consolidou sua posição como ”um dos ‘principais pensadores do terceiro-mundismo, do pan-africanismo, do anticolonialismo e do marxismo periférico”, registra Jones Manoel.

O prefácio de Les damnés de la terre é de Jean-Paul Sartre, que conheceu Fanon em Paris – quando se conheceram os dois passaram quase um dia inteiro conversando. O livro é um autêntico roteiro precioso sobre a revolução iraniana, a resistência dos negros nos Estados Unidos, as guerrilhas comunistas na Índia e as lutas revolucionárias em todos os lugares distantes dos grandes ”blocos políticos”. Foi essa obra que catapultou o autor para a linha de frente dos movimentos de esquerda, da ”periferia do sistema”.

Como escreve Jonas Manoel concluindo seu texto, no final de Escritos políticos: ”Mais recentemente, com a falência da promessa neoliberal e a intensificação das lutas na periferia do sistema capitalista, ocorre uma ‘ redescoberta’ da obra fanoniana (…)”

E as palavras de Sartre, no seu célebre prefácio de Os condenados da terra completa o pensamento de Manoel e parecem escritas nos dias de hoje: ” Servir-nos-á bem a leitura de Fanon; essa violência irreprimível, demonstra-o plenamente, não é uma absurda tempestade nem a ressurreição de instintos selvagens, nem sequer um efeito do ressentimento: é o próprio homem que se reintegra”. E para quem tenta comprar a boa consciência, Sartre adverte: ”As nossas belas almas são racistas”.

É oportuno portanto, neste momento, revisitar a obra de Frantz Fanon e refletir na sua advertência que vem bem a propósito para o que se vive atualmente no Brasil: ”Uma sociedade que encurrala os seus membros em soluções desesperadas é uma sociedade inviável; é uma sociedade a ser substituída”.

***

Para a degustação do leitor, um trecho de um dos textos de Escritos políticos: ”Por sua própria natureza, a revolução argelina não pode deixar de brilhar e suscitar ajuda e simpatia no exterior. Foram-se os tempos sombrios em que a mártir Argélia gemia como numa imensa masmorra. Quebrando as correntes e as grades, o povo argelino retomou o contato com os povos irmãos. A revolução argelina, segura do apoio de todas as forças de liberdade, já é vencedora. Todas as estratégias colonialistas estão fadadas ao fracasso. Não está longe o dia em que toda a Argélia estará interditada para o Exército francês”.

FILME QUE EXPÕE CONTRADIÇÕES DO PLANTIO DA SOJA TRANSGÊNICA SERÁ EXIBIDO EM CANNES

Junho 22, 2021
  1. CULTURA

MOSTRA INDEPENDENTE

Longa “Casa Vazia” mostra que tradição da criação de animais vêm sendo sobreposta por imensas plantações de soja

RedaçãoBrasil de Fato | Porto Alegre (RS) | 22 de Junho de 2021.

Longa-metragem conta a história de vida de Raúl, um peão desempregado que vive numa casa isolada na imensidão do pampa – Reprodução

O filme de longa-metragem “Casa Vazia”, do diretor e roteirista Giovani Borba, foi selecionado para participar da mostra Goes to Cannes Marché du Film, na França. 

A produção foi filmada no extremo sul do Brasil e expõe a vida de Raúl, um peão desempregado que vive numa casa isolada na imensidão do pampa, uma região atualmente marcada pelo empobrecimento das famílias que vivem no campo. 

Nessa área onde Rául mora, a tradição da criação de animais vêm sendo sobreposta por imensas plantações de soja e eucalipto, cultivos que são nocivos ao meio ambiente com agrotóxicos e produção de transgênicos. Neste lugar, os trabalhadores do campo tentam se reorientar e lutar pela sua sobrevivência e preservar sua tradição. 

O filme retrata a violência rural como uma das consequências da industrialização na agricultura. De acordo com o Giovani Borba, a tensão e a violência que acompanham a narrativa do filme, apresentada, por exemplo, quando a tecnologia invade a área rural e transforma as relações de trabalho e humanas no campo, é uma forma de refletir metaforicamente os “tempos em que estamos vivendo”, ou seja, “uma reação aos eventos políticos que estão passando no Brasil”. 

Não-atores

A obra chama atenção pelo fato de empregar não-atores em frente à câmera, inclusive o protagonista. O personagem Raúl é interpretado pelo ex-peão de estância Hugo Noguera, selecionado em um teste realizado com moradores da região. Ele contracena com atores profissionais consagrados, como Araci Esteves, Nelson Diniz, Roberto Oliveira e Liane Venturella, que também assina a preparação do elenco.

:: Documentário que retrata comunidade indígena Yanonami é premiado em Berlim ::

Casa Vazia é a primeira obra de Giovani Borba na direção e roteiro. O filme é produzido pela jornalista e diretora de cinema Tatiana Sager (Central – o filme, 2017), da Panda Filmes. 

Mostra independente

A 9ª edição do Goes to Cannes exibirá uma seleção especial de 25 produções audiovisuais da Europa, Ásia e América Latina escolhidas a partir de cinco grandes festivais. O filme de Giovani Borba, que está em pós-produção, será apresentado entre 6 e 12 de julho durante o tradicional Festival de Cannes. Conheça todos os projetos que serão exibidos no site do Festival.

Fonte: BdF Rio Grande do Sul

Edição: Marcelo Ferreira e Vivian Virissimo

“A ÚLTIMA FLORESTA”, DOCUMENTÁRIO QUE RETRATA COMUNIDADE INDÍGENA YANOMAMI É PREMIADO EM BERLIM

Junho 21, 2021
  1. CULTURA

FESTIVAL DE BERLIM

Filme “A Última Floresta” é dirigido pelo cineasta Luiz Bolognesi e contou com o apoio do xamã Davi Kopenawa Yanomami

Rui MartinsBrasil de Fato | Berlim (Alemanha) | 21 de Junho de 2021.

Ouça o áudio:Play01:2402:11MuteDownload

Filme brasileiro “A última floresta”, de Luiz Bolognesi, vence prêmio do público em Berlim – Divulgação

O filme brasileiro “A Última Floresta”, dirigido pelo cineasta e antropólogo Luiz Bolognesi com o apoio do xamã Davi Kopenawa Yanomami, ganhou o Prêmio do Público, na seção Panorama Documentário, no Festival de Berlim, que se encerrou neste domingo (20).

Em imagens poderosas, alternando entre observação documental e sequências encenadas, além de paisagens sonoras densas, Luiz Bolognesi documenta a comunidade indígena Yanomami e retrata seu ambiente natural ameaçado na floresta amazônica.

:: Garimpeiros atacam 3ª comunidade indígena (RR); já são 9 pedidos de socorro ignorados ::

Em consequência das restrições decorrentes da pandemia do coronavírus, a importante Berlinale, como é conhecido o Festival, modificou este ano seu calendário e apresentações. Em março, houve um festival online reservado para os profissionais do cinema e para a crítica. Agora, em junho, houve pela primeira vez um Festival de Verão.

O filme A Última Floresta despertou bastante interesse, em consequência da situação vivida atualmente pelo Brasil, onde não só os garimpeiros como os madeireiros estão destruindo a Floresta Amazônica e invadindo comunidades indígenas.

Na verdade, destruir as florestas faz parte de um antigo projeto da época da ditadura militar (1964-1985), adotado pelo então candidato Jair Bolsonaro, que lhe valeu o apoio na campanha eleitoral de grandes empresas interessadas em plantar cereais, como a soja, e desenvolver, na vasta área desmatada, a criação de gado bovino e suíno. Tanto o garimpo, como as madeiras seculares, os cereais e o gado serão destinados à exportação.

:: Garimpeiros armados invadem terra indígena em RR, agridem e atiram crianças em rio ::

A exibição do filme foi precedida com a distribuição de uma nota explicativa para o público alemão e para a imprensa: desde que Jair Bolsonaro assumiu o cargo em 2019, os garimpeiros de ouro e pedras preciosas voltaram a penetrar de forma massiva no ambiente de vida dos Yanomami na região da fronteira entre o Brasil e a Venezuela.

Os invasores não apenas envenenam a água com mercúrio, como também trazem doenças mortais – mais recentemente a covid-19 – para essas comunidades indígenas isoladas. Com suas promessas de um mundo moderno, os garimpeiros também tentam cada vez mais os jovens a abandonar suas vidas tradicionais na floresta.

Tendo documentado a vida do Paiter Suruí em Ex Pajé, o cineasta e antropólogo Luiz Bolognesi agora se aproxima de outra comunidade indígena nas florestas tropicais da Amazônia.

Em seu novo trabalho, ele alterna filmagens tradicionalmente observacionais com sequências encenadas desenvolvidas em colaboração com o xamã Davi Kopenawa Yanomami, um dos porta-vozes dos Yanomami mais conhecidos internacionalmente.

Desdobrando-se em imagens impressionantes, paisagens sonoras em várias camadas e seções musicais sutilmente editadas, essas sequências descrevem os mitos da criação Yanomami, sua relação com a natureza e sua luta contínua para preservar seu ambiente natural.
 

Edição: Vivian Virissimo

VÍDEO: “ARRAIAL DA MARIANA” DE MARIANA AYDAR

Junho 20, 2021

ARTISTAS DO CICLO JUNINO BUSCAM FORMAS DE SOBREVIVER NO SEGUNDO ANO SEM A FESTA

Junho 19, 2021
  1. CULTURA

SÃO JOÃO

Profissionais pedem valorização e reconhecimento no período em que mais sofrem os impactos da pandemia

Lucila BezerraBrasil de Fato | Recife (PE) | Junho de 2021.

Ouça o áudio:Play02:1503:40MuteDownload

Após o segundo ano consecutivo sem São João, os artistas encontram novas formas de se apresentar, mas ainda sentem falta de estar cara a cara com o público
Após o segundo ano consecutivo sem São João, os artistas encontram novas formas de se apresentar, mas ainda sentem falta de estar cara a cara com o público – Reprodução

A festa de São João é uma das principais manifestações da cultura popular do Nordeste, e costumava reunir milhares de pessoas. Mas desde 2020, não é possível celebrar a festa do jeito que o povo está acostumado por causa da pandemia.  Em Pernambuco, a festa que movimentava a economia e celebrava a cultura popular do litoral ao sertão não vai acontecer, mas os profissionais da cultura continuam buscando formas de garantir a sobrevivência. Confira a reportagem:

https://www.youtube.com/embed/YjCnaV-goN8

O município de Arcoverde, no sertão, tem uma das mais tradicionais festas juninas do estado, mas atualmente está em um lockdown por causa da intensificação dos casos na região. O grupo Samba de Coco Raízes de Arcoverde é uma referência internacional da região e atraía centenas de pessoas para o seu polo no Alto do Cruzeiro todos os anos, hoje convive com as dificuldades impostas pela covid-19 e pela falta de eficiência no enfrentamento do vírus, como conta a produtora e integrante do grupo, Iran Calixto.

“Principalmente os artistas da cultura popular, estão passando por uma dificuldade financeira muito grande. Está sendo muito difícil conviver com essa pandemia, com essa luta, está sendo difícil para todo mundo. A sorte é que a gente entre os artistas e amigos, produtores culturais se ajudam muito, inventam uma live, uma entrevista, faz um projeto, uma coisa e outra, mas está chegando ao fim. A gente não está aguentando mais, chega um momento em que a gente não sabe para onde ir, o que fazer, nem para onde correr”, afirmou Iran Calixto.

Todos os integrantes do grupo fazem parte da família Calixto, desde os mestres Assis e Lula Calixto até seus netos e netas, o que faz da preocupação com o trabalho estar diretamente relacionada com  as questões familiares.

“Eu não sou de esperar por ninguém, até porque, eu nem posso. O grupo tem 12 pessoas, é uma família, a gente vive da música. Paga as contas, faz a feira, paga aluguel, água, luz, tudo com o dinheiro da música, e não aguento ficar esperando”, disse Iran. 

Em Olinda, a banda As Januárias, trio de forró da cidade, também sente o impacto do cancelamento da festa, como acredita Mayra Barbosa, integrante da banda.

“Primeiro que é muito triste não ter São João, mesmo que a gente saiba da necessidade e que é a coisa mais responsável a se fazer é não ter São João e evitar aglomerações. Mas para a gente é muito triste, não só para a gente; mas para todos os profissionais envolvidos na cultura, não só o artista que está no palco. Existe uma cadeia produtiva gigantesca que as pessoas não veem”, contou a Januária.

Para vencer as dificuldades, os artistas têm buscado novas formas de estar mais perto das pessoas. As lives são uma possibilidade, mas esfriam a troca com o público.

“A gente gosta muito do calor humano, todo artista gosta, né? Porque a gente vê a reação do público, a gente sente qual música está tocando mais, que anima mais o público. A gente consegue ler os comentários, mas não durante o negócio. Para a gente – ‘Nossa Senhora!’ – a gente demorou muito para se acostumar. Agora com um ano, a gente já está mais acostumada, de se inteirar mais dos comentários e do que eles estão achando ou não estão achando”, disse Mayra.

Além disso, os artistas têm sentido a desvalorização da cultura popular.

“Não está sendo fácil segurar o samba de coco, segurar esta família nessa pandemia, porque se eu não tivesse o pulso firme, não fosse uma pessoa forte, de garra, de coragem, de correr atrás; o grupo já tinha se acabado, porque a tendência é essa. Não só o coco, mas todos os grupos da cultura popular, a caminhada é para se acabar. Por isso que eu acho que a gente precisa ser mais valorizado, precisam olhar mais pra gente”, lamenta Iran.

O Governo de Pernambuco sancionou o Auxílio Emergencial Ciclo Junino de Pernambuco, através da Lei nº 17.321/2021, para artistas e grupos culturais que não poderão realizar suas atividades por causa da pandemia. Os beneficiados serão aqueles que foram contratados nos ciclos juninos de 2018 e 2019 pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) ou pela Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur). Um valor de R$3mil até R$15mil deve ser pago apenas no dia 30 de julho.
 

Fonte: BdF Pernambuco

Edição: Monyse Ravena2

18 DE JUNHO É DIA NACIONAL DO TAMBOR DE CRIOULA

Junho 18, 2021
  1. MOSAICO CULTURAL

PATRIMÔNIO IMATERIAL

Tradição maranhense que nasceu nas senzalas é patrimônio imaterial do Brasil desde 2007

Raquel Setz18 de Junho de 2021.

Ouça o áudio:Play05:1705:19MuteDownload

Nos grupos de tambor de crioula de São Luís (MA), as mulheres dançam e os homens cantam e tocam – Acervo Tambor de Crioula Alto São Benedito

Até hoje, é comum que as pessoas façam roda de tambor como forma de agradecimento ao santo

O ritmo acelerado da percussão é marca do tambor de crioula, uma tradição cultural maranhense que também é patrimônio imaterial do Brasil. A brincadeira nasceu nas senzalas durante a época da escravidão, como explica Neto de Azile, diretor da Casa do Tambor de Crioula, de São Luís.

“Após o trabalho na lavoura, eles se juntavam e começavam essa batucada, aqui já no Maranhão. Ele não veio da África, da África vieram os escravizados e trouxeram seu modo próprio de visão de mundo, que é essa relação direta com a natureza, e a comemoração, a louvação dos seus deuses através de festas com tambores e animação”.

:: Fé e festa: conheça a tradição do Banho de São João :: 

O tambor de crioula geralmente é ligado à devoção a São Benedito. Até hoje, é comum que as pessoas façam roda de tambor como forma de agradecimento ao santo. Foi assim com a família da professora Sildiléia Melonio, do Tambor de Crioula do Alto São Benedito.

Nos anos 1950, a avó dela organizou uma roda depois que o marido sobreviveu a um acidente de trabalho. 

“Aí chamava quem sabia bater, quem sabia cantar, mulheres que sabiam dançar. E formava aquele tambor bem descontraído mesmo, sem compromisso com nada. Era o tambor de amanhecer. Era muita comida, muita fartura”, conta. 

No tambor de crioula são usados três instrumentos de percussão: o tambor grande, o meião e o crivador.

::Solidariedade, fé e jejum: entenda o que é o Ramadã, o mês sagrado para os muçulmanos::

O ritmo é complexo, cheio de contratempos. E não basta ter habilidade para tocar – afinar os tambores também não é tarefa fácil, como explica mestre Lázaro de Oliveira Pereira, do Tambor de Crioula Tijupá. 

“A parelha de tambor de crioula é afinada a fogo. Você faz uma fogueira e aproxima esses tambores. Tudo isso com muito cuidado. Se você aproximar o couro frio do fogo, ele vai rachar. A temperatura deixa o tambor mais agudo, com a sonoridade mais aguda, porque enrijece as fibras do couro, e esse couro rígido vai proporcionar um som mais agudo. Se não afinar, os tambores vão ter praticamente a mesma altura do som, da nota. A partir do momento que você aquece, você tem diferenciação”.

E é esse som que guia as dançarinas, conhecidas como coreiras. Com blusas brancas e saias de chita bem coloridas e bem rodadas, elas formam um círculo. Uma entra e dança na frente dos tambores.

:: Saiba como tradições africanas influenciaram em tradições cristãs na América Latina ::

Então, uma outra coreira entra, elas brincam juntas e dão uma umbigada, também chamada de punga. É um movimento que aparece em várias manifestações culturais afro-brasileiras, e se relaciona à fertilidade feminina.

Neto de Azile comenta que a dança do tambor de crioula é cheia de símbolos e significados.

“É uma relação meio romântica entre o tocador que está com o tambor grande e a coreira que está dançando pra ele. Nesse momento, há uma relação de sedução. Nessa hora, o tambor grande é um símbolo fálico, se pode entender assim, e a mulher dança sedutora para o coreiro.” 
 


Desde os anos 1960, o tambor de crioula se consolidou como produto cultural maranhense / Acervo Iphan

Na maioria dos grupos da capital, São Luís, as mulheres só dançam, e os homens só tocam e cantam. Mas no interior do estado, há mais variedade: lá existem mulheres batendo tambor e homens dançando, inclusive de saia.

No município de São Benedito do Rio Preto, há grupos que fazem a roda no cemitério, em homenagem às almas. 

Hoje, além de ser uma manifestação ligada à devoção popular e à festa espontânea, o tambor de crioula também é um produto cultural. Mas sem perder o respeito e o amor pela tradição, como afirma Sildiléia.

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“Eu sou apaixonada por tambor de crioula. Quando eu vou lá no centro histórico, a primeira coisa que eu procuro é onde está tendo uma roda de tambor. É um símbolo de resistência: resistência negra, resistência religiosa”.

Mestre Lázaro também é do time dos apaixonados pelo tambor.

“Você tem essa sincronia com coreiras dançando, você tem essa coisa do olhar, da energia passando, da alegria, do sorriso. E chega um momento de quase transe. Você viaja no ritmo, é como se saísse do chão tocando tambor de crioula. E aí você não sente a mão, no outro dia está de mão inchada, mão ferida de tocar. mas não sentiu nada, porque ali você está extasiado”.

Edição: Douglas Matos

EDUARDO COUTINHO E A ARTE DO ENCONTRO

Junho 17, 2021

No Dia do Cinema, três filmes do cineasta estarão disponíveis para streaming gratuito. Com a fricção entre mundos, ele revolucionou o documentário com premissa simples: ouvir o outro faz com que ele se revele (ou se reinvente) diante das câmerasOUTRASPALAVRASPOÉTICASpor José Geraldo Couto

Publicado 17/06/2021.

Por José Geraldo Couto, no Blog do Cinema do Instituto Moreira Salles

Como todo dia é dia de alguma coisa, 19 de junho, sábado, é o dia do cinema brasileiro, essa criatura hoje tão maltratada. Para comemorar a data, o Sesc Digital resolveu colocar no ar por um mês, gratuitamente, três filmes do nosso maior documentarista, Eduardo CoutinhoSanto forte (1999), Peões (2004) e Jogo de cena (2007). Completa a programação o ótimo documentário Eduardo Coutinho, 7 de outubro (2013), de Carlos Nader, em que o diretor comenta momentos de sua filmografia e explicita suas concepções.

A escolha dos filmes foi bastante feliz, pois ilumina o percurso das inquietações éticas e estéticas do diretor na última e mais fértil fase da sua obra. O marco inaugural dessa etapa tardia, iniciada quando Coutinho estava com 66 anos, é justamente Santo forte, extraordinária incursão, ou antes imersão, no imaginário religioso popular. O filme consiste unicamente de conversas com moradores da favela carioca Vila Parque da Cidade, divididos entre o catolicismo, as igrejas evangélicas, a umbanda e o espiritismo kardecista, frequentemente mesclando várias dessas religiões.

Ouvir o outro

Quando mostrou Santo forte aos amigos mais próximos, alguns deles disseram que ninguém iria querer ver aquela sucessão de cabeças falantes. Mal sabiam que ali estava o cerne de um método cinematográfico que daria notoriedade internacional ao diretor e que se baseia numa atitude aparentemente muito simples: ouvir o outro, fazer com que ele ou ela se revele e se reinvente diante da câmera.

“A fala humana, o corpo que fala”, resume Coutinho no documentário de Carlos Nader. Existe coisa mais essencial e empolgante? Pouco importa se o que a pessoa diz é verdade ou mentira. O que importa é essa autoimagem construída no encontro com o realizador. A câmera não está lá para captar uma realidade dada, mas sim para suscitar o encontro, que é o verdadeiro objetivo.

Santo forte, a despeito de seu assunto de grande impacto – a presença do sagrado no cotidiano de um punhado de indivíduos –, pode ser visto ainda como um esboço, ou a primeira sondagem de um território novo. O próprio Coutinho, anos depois, lamentaria ter recorrido no documentário a algumas muletas do cinema convencional, como por exemplo o plano “ilustrativo” em que aparece uma imagem da pomba-gira, sobre a qual estava falando um personagem (o termo que ele preferia para seus entrevistados).

Falei em método alguns parágrafos acima. Talvez o mais correto fosse dizer “métodos”, no plural, pois a cada um de seus filmes seguintes Coutinho criaria um, embora todos partissem dessa mesma base: ouvir o outro. Em cada um deles o diretor estabelecia suas regras e suas interdições – sua “prisão”, como ele mesmo dizia. Em Babilônia 2000, por exemplo, tratava-se de ouvir moradores do morro Babilônia, na zona sul do Rio, na véspera do ano novo, sobre seus projetos e perspectivas para o novo milênio. Em Edifício Master, entrava-se num punhado de apartamentos de um prédio de Copacabana para conversar com seus moradores.

Eduardo Coutinho no set de Moscou, 2008. (Foto de Bianca Aun)

A diferença como trunfo

Nesse contexto, Peões ocupa um lugar singular. Seu projeto (sua “prisão”) é reencontrar operários do ABC paulista que participaram do movimento sindical liderado por Lula no final dos anos 1970 e início dos 80. Diferentemente do que ocorre nos outros filmes dessa última fase, o documentário utiliza material de arquivo daqueles anos, ainda que de forma discreta e original.

Alguns dos personagens encontrados se aposentaram, outros continuam na ativa, outros fazem bicos para sobreviver. A partir dessas histórias pessoais, Peões acaba traçando indiretamente um quadro das transformações sofridas pelo movimento operário brasileiro – e pela própria estrutura da indústria – nas últimas décadas. E o filme se conclui com um dos momentos mais sublimes da obra de Coutinho, aquele em que, depois de explicar por que não quer que seu filho seja peão de fábrica, o operário olha para o cineasta e pergunta: “Você já foi peão?”

No documentário de Carlos Nader, Coutinho desdobra essa pergunta em outras: você já foi mulher? Já foi negro? Já foi índio? Ele será sempre o não peão, o não negro, o não mulher, o não índio. Por isso o outro, ou outra, será sempre único e terá algo de inacessível, irredutível. Mas o cinema pode suscitar e registrar o encontro, a fricção, entre esses diferentes, e a faísca de vida resultante. “Fazer da diferença um trunfo”, dizia ele.

A ideia dos entrevistados como personagens que se autoconstroem diante da câmera, num misto de sinceridade e fingimento, é elevada a um novo patamar em Jogo de cena, no qual se embaralham os depoimentos de mulheres “comuns” e de atrizes conhecidas (Marilia Pêra, Andrea Beltrão, Fernanda Torres) que relatam em primeira pessoa as mesmas histórias de vida.

As balizas limitadoras aqui são duas: todas as personagens são mulheres e todos os depoimentos são dados num palco de teatro vazio. O resultado é desconcertante, sobretudo porque há uma atriz desconhecida (ou pouco conhecida) que repete uma das histórias narradas, de tal maneira que ficamos sem saber qual das duas é a mulher que viveu aquilo e qual a atriz que simulou ter vivido. Em algum momento, todo mundo “chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”.

O documentário Eduardo Coutinho, 7 de outubro é o complemento perfeito para essa visão ou revisão da obra de Coutinho como um vívido e inquieto work in progress. Ali, além de momentos marcantes de outros filmes (Edifício MasterO fim e o princípioAs canções) comentados pelo próprio cineasta, somos brindados com suas reflexões sobre a vida (“um absurdo sem remissão”), sobre as entrevistas como “relações eróticas no sentido mais amplo”, sobre sua recusa ao que é perfeito e acabado (“Gosto de tudo que é inacabado, impuro, imperfeito, precário”) e sobre o ato de filmar, que ele definia como “um meio de estar vivo”.

É isto: Eduardo Coutinho (1933-2014) continua vivo nas centenas de encontros que ele construiu e filmou.

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CAROL PANESI CONVIDA FÁBIO LEAL PARA PROJETO ARTE É ORAÇÃO

Junho 16, 2021

Desde seu álbum “Em Expansão”, a musicista vinha amadurecendo a busca por outros canais de conexão, e o isolamento amplificou essa jornada com seu aprofundamento em terapias energéticasPor Jornal GGN O jornal de todos os Brasis -junho de 2021.

Jornal GGN – Ao receber um convite para reabrir a programação da série SESC Instrumental, em setembro de 2020, a multi-instrumentista e compositora Carol Panesi convidou seu parceiro de longa data, o guitarrista, compositor e arranjador Fábio Leal, para apresentar um repertório especial para o projeto. O resultado dessa performance inspirou o duo a gravar Arte é Oração, um álbum com composições inéditas, que será lançado no dia 18 de junho, nas plataformas digitais.

Provocada pela pandemia, Carol Panesi começou a desenvolver músicas com foco em questões espirituais e filosóficas. Desde seu álbum “Em Expansão”, a musicista vinha amadurecendo a busca por outros canais de conexão, e o isolamento amplificou essa jornada com seu aprofundamento em terapias energéticas como Reiki, Cristaloterapia e Círculo de Luz Pleiadiano. Nesse período, compôs sobre o poema Prece pela Poesia, de autoria da professora filósofa, escritora e poetisa, Lúcia Helena Galvão. E então, a partir da  perspectiva de entender a música como uma ferramenta energética para elevar a vibração e trabalhar a cura, nasce o conceito de que Arte é Oração. “É ponte entre o plano das ideias e o plano material. É ponte com o Divino que habita cada um de nós.”, afirma Carol.

Aquarius (Carol Panesi), Seres Estelares (Carol Panesi), Quarentena (Carol Panesi e Fábio Leal), O Grande Sol Central (Carol Panesi), Os Sete Raios (Carol Panesi), Sou Grata (Carol Panesi), Arte é Oração / Luz no Caminho (Carol Panesi), Prece pela Poesia (Carol Panesi e Lucia Helena Galvão), O Joio e o TrigoValsa Celeste (Fábio Leal), Suíte os Sete Chakras (Carol Panesi) formam o repertório do disco. A direção musical, arranjo, violino, piano e voz é de Carol Panesi, e na guitarra, Fábio Leal.

Carol Panesi évencedorado Prêmio Profissionais da Música 2019 como Autora e Instrumentista. Em 2018, venceu o Prêmio MIMO Instrumental. Carioca,  tem como formação a música universal difundida por Hermeto Paschoal. Foi integrante, por 13 anos, do Itiberê Zwarg & Grupo (antiga Itiberê Orquestra Família), com quem viajou e se apresentou pelo Brasil e em outros países. Dividiu o palco com grandes nomes como Hermeto Pascoal, Daniela Spielmann, Quinteto da Paraíba, Léa Freire, Nicolas Krassik, Ricardo Herz, Clarice Assad e Jongo da Serrinha. Lançou, em 2018, seu primeiro álbum autoral, “Primeiras Impressões”, com participações de Hermeto Pascoal e Léa Freire e, em 2019, o segundo álbum, “Em Expansão”, pelo selo BALXTREAM, ambos com sua banda Carol Panesi & Grupo. Em fevereiro de 2021, lançou seu terceiro álbum, o EP “Carol Panesi e Eleva Big Band”, projeto realizado à distância durante a pandemia do Covid 19 com uma big band feminina de Córdoba/Argentina, contemplado pelo projeto IBERMÚSICAS e FUNARTE.

Fábio Leal começou seus estudos musicais aos 14 anos de idade e sempre teve como inspiração o jazz e a música brasileira. Em 2000, formou o grupo Mente Clara, reconhecido por suas composições ricas em ritmos e harmonias. No decorrer da sua carreira, gravou cinco CDs, todos com arranjos e composições próprias. Seu grupo Brazú Quintê, em 2018, foi finalista do concurso Samsung E- Festival e contemplado pelo Proac para gravação de seu álbum. Em 2018, gravou com Hermeto Pascoal o CD “Hermeto Pascoal & Big Band”, álbum que ganhou o Grammy Latino 2019. Tocou com grandes músicos da cena musical brasileira como Heraldo do Monte, Nenê, Vinicius Dorin e Toninho Ferragutti. Atualmente integra os trabalhos de Yaniel Matos Quarteto, Cuca Teixeira Groove Reunion, Cleber Almeida Septeto, Vanessa Moreno, Hermeto Pascoal Big Band, Carol Panesi & Grupo, além de desenvolver seu trabalho autoral com o Fábio Leal & Antropojazz e o Grupo camerístico Brazú Quintê. É graduado em pedagogia e professor do Conservatório de Tatuí há 15 anos.

Para conhecer, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=zKRuKViNbyg e https://www.youtube.com/watch?v=f2Y2pUp_PDg