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CARTA MAIOR CINEMA: CINEMA EM CASA EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS (IV)

Abril 2, 2020

Por Léa Maria Aarão Reis

 

(Arte/Carta Maior)

Créditos da foto: (Arte/Carta Maior)

 
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Amenizar a solidão e a mesmice trazidas pelo regime de quarentena e o consequente confinamento obrigatório é necessário. (Que os genocidas do Planalto se calem e se retirem.) Criar e estabelecer uma nova rotina para as próximas semanas também. A companhia de filmes de diversas origens e com temas variados pode ajudar a aproveitar esse tempo inquietante e incerto de agora com lazer e reflexão. Cinema, música, leituras, cultura são bem-vindos.

Esta semana propomos um clássico, o célebre e premiado documentário Democracia em vertigem, de Petra Costa. Para ser revisto com calma. É um recado reiterado para que não se esqueça o que ocorreu e como aconteceu o processo inominável do impedimento político da presidente Dilma Rousseff.

Outro documentário, de Michael Moore, pode ser reprisado. Sicko aborda a violência contida na mercantilização do sistema de saúde e aponta a necessidade vital de uma rede pública de atendimento universal e de referência. O SUS está aí para ser respeitado, subsidiado, financiado e aperfeiçoado.

Ficção de alto nível, o japonês Assunto de família, do mestre Hirokazu Kore-eda.

Os terraplanistas são o tema do filme Negação, baseado em fatos reais. O oscarizado Roma, do mexicano Alfonso Cuarón, um excelente programa, assim também como Trumbo, o escritor e roteirista americano uma das principais vítimas da era macartista dos anos 40 nos Estados Unidos.

Cartazes recentes, La antena e Diga quem eu sou. E sempre, Karl Marx, aquele que iluminou os caminhos – desde a sua juventude em Paris – reencontrado no filme O jovem Karl Marx.

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(Divulgação)

Democracia em vertigem
”Na extraordinária montagem do filme (feita a 12 mãos mais 18 adicionais!), dois momentos se destacam pelo teor dramático e de revelação. No primeiro, Petra Costa chama atenção para a tensão e a coreografia de Michel Temer na cerimônia de posse da Dilma, evidenciando já ali seu alheamento em relação ao que se passava. No outro, a edição destaca o olhar misto de indignação e desafio de Dilma diante de um Congresso faminto para metralhá-la na audiência do impeachment.” Carlos Alberto Mattos. Um filme para ser visto e revisto várias vezes. Para não esquecermos. E para não se repetir. Na Netflix.

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Negação
Este cartaz da Netflix focaliza a Era da Negação, a Era da Boçalidade, a Era do Mal-Estar.

Entramos nos tempos da negação a tudo que contrarie interesses pessoais, políticos, geopolíticos, econômicos, militares, a História, a Ciência, o Meio Ambiente. Provas cabais são destituídas pelos ”negacionistas”, profissionais de plantão do grupo daqueles que provocam e ou dos que vomitam absurdos. Negação relembra um caso rumoroso, de 1993, envolvendo uma escritora, historiadora, pesquisadora e professora universitária americana, do Texas, e um escritor aventureiro de Londres, um ”negacionista” da carnificina de Hitler. Detalhe: ele era bem recebido em alguns círculos de historiadores e cientistas britânicos.
:: Leia mais :: Mentiras e falsificação da verdade

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Roma
Na resenha de Carta Maior: ”Acompanhamos por cerca de um ano uma família da alta classe média do bairro de Roma, na Cidade do México, entre 1970 e 1971. Era ainda o longo período de governo autoritário do PRI e suas milícias que massacravam esudantes.” Disponível na Netflix.

:: Leia mais :: A Macabéa mexicana

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Sicko – SOS Saúde
Imperdível. Assunto: a mercantilização da saúde. Carta Maior publicou um ótimo texto sobre o doc de Michael Moore, de autoria de Amy Goodman (Democracy Now) com a reação dos grupos dos planos de saúde privados nos Estados Unidos quando do lançamento de Sicko. Goodman escreve: ” Denúncia de um informante do nosso noticiário alertou para comentários de executivos de empresas de planos de saúde que pensaram que talvez fosse necessário colocar em marcha um plano para “atirar Moore pelo precipício.” No Youtube.

:: Leia mais :: A indústria dos planos de saúde contra Michael Moore
:: Leia mais :: SICKO – S.O.S. SAÚDE

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Trumbo
Trata-se da história dramática do escritor e roteirista de filmes produzidos pela máquina de Hollywood, James Dalton Trumbo, adorado pelo público por conta das histórias e dos diálogos memoráveis que criou para muitos filmes. Anos 40. Uma noite, ao sair de uma sessão de cinema em Los Angeles, e reconhecendo-o como a mesma pessoa que vira momentos antes, no cine jornal, sendo acusado de comunista e traidor, um midiota, perguntou: ’você é o Trumbo?’. Diante da afirmativa do escritor insultou-o e atirou um copo cheio de bebida na sua cara. O filme mostra o calvário de Dalton Trumbo durante a era macartista. Disponível na Amazon Prime vídeo, Telecine Play, GloboPlay.
:: Leia mais :: Trumbo: O homem íntegro diante de um tribunal de exceção

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Contágio
O professor da Universidade da Califórnia e membro do Conselho Editorial da New Left Review, Mike Davis, ilustre militante socialista americano, escreveu recentemente: ”Hollywood, é claro, abraçou com tudo esses surtos e produziu uma série de filmes para nos provocar e amedrontar. Contágio, de 2001, dirigido por Steven Soderbergh, se destaca pela precisão científica e pela sua espantosa antecipação do caos atual.” No HBO Go, NOW e Youtube.
:: Leia mais :: Bastidores de uma epidemia letal

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(Divulgação)

O jovem Karl Marx
O objetivo do filme, segundo o seu diretor haitiano, é comemorar os 170 anos (em 2017/2018) do lançamento em alemão do Manifesto Comunista de Marx. O seu exílio, em Paris, aos 26 anos; os primeiros anos do casamento com Jenny e, sobretudo, o encontro com o rico e burguês Friedrich Engels que viria ser o amigo dileto e coautor do documento fundador da filosofia da classe trabalhadora. Na Amazon Prime Vídeo, Telecine Play, GloboPlay.

:: Leia mais :: Marx, quem diria, aplaudido na Barra da Tijuca

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La Antena
Distopia. ”Numa cidade não identificada, num tal ano XX que evoca as décadas de 1920/30, as vozes dos habitantes foram sequestradas por um certo Sr. TV, figura mabuseana que domina as atenções e o consumo da população. As pessoas se comunicam por leitura de lábios e se alimentam apenas com o biscoito Alimento TV, que os mantém escravos do fabricante.” Trecho de resenha de Carlos Alberto Mattos. Filme disponível na Netflix.

:: Leia mais :: A cidade sem voz

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Assunto de família
Assunto de família, do japonês Hirokazu Kore-eda, confunde, espicaça, mobiliza e põe em xeque um dos mais importantes ‘‘fundamentos da ideologia da direita brasileira, atolada no neopentecostalismo, ’’ como escreveu Luiz Gonzaga Belluzzo. Trabalhando pelo avesso, o filme desconstrói a crença da célula familiar convencional necessária a uma determinada estabilidade social e ancoradouro de um grupo de indivíduos partilhando a mesma identidade por meio de vínculos de sangue; e subverte o culto da imagem familiar idealizada que existe apenas nos álbuns de fotografias. Disponível na Netflix e no Youtube

:: Leia mais :: A imagem da família fora do álbum de fotografias

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Diga quem eu sou
”Tell Me Who I Am coloca Alex e Markus diante da câmera para contarem essa incrível história. No primeiro ato, Alex narra do seu ponto de vista como foi preencher o vazio e estruturar uma identidade a partir do que o irmão lhe contava. No segundo ato, Markus relata suas mentiras piedosas, que serviam também para aliviar em si mesmo um trauma sobre abuso sexual na infância. No terceiro ato, os dois se confrontam para uma revelação ainda mais dolorosa.” Resenha de Carlos Alberto Mattos para esse filme com excelente argumento. No catálogo da Netflix.

:: Leia mais :: Mentiras fraternas

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Um presente sedutor vem de Portugal

Acaba de ser liberada pelos seus respectivos autores uma seleção de filmes portugueses para assistir gratuitamente, em casa e com calma. Animação para as crianças, curta-metragem de bom gosto, o papel da mulher na ditadura salazarista, um perfil de Carmen Miranda, ficções e documentários que vêm do país europeu mais disciplinado – e com índices não tão sinistros de óbitos como os da Itália e da Espanha. Isolamento cumprido com zelo e responsabilidade, a quarentena de lá está incluída, é claro, na relação de todos os países do planeta. Exceto em duas governanças vergonhosas – Brasil e Bielorússia.

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Água Mole
Que tal uma viagem com (ou sem) os miúdos até Trás-Os-Montes e ao Alto Douro? Esta curta-metragem de animação documental conta-nos várias histórias de tradição popular narradas pelos poucos residentes de algumas aldeias nortenhas. Os desenhos cruzam-se com as vozes de senhoras e senhores e fazem-nos pensar na desertificação do interior e na preservação cultural. Um filme de Alexandra Ramires (Xá) e Laura Gonçalves.

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Maria do Mar
Quem não dava tudo por um fim-de-semana com amigos e amigas numa casa de praia? Sol, mar, juventude, férias: tudo o que poderia acontecer na quinzena de Páscoa, só que não. A curta-metragem de João Rosas passeia-nos pela areia enquanto sorrimos das pequenas histórias banais ou dançamos ao som do mar. Um verão adolescente com direito a sestas em camas de rede.

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Menina
Como é que em 12 minutos compreendemos a vida numa família de classe média durante o Estado Novo? Assistindo a esta curta de Simão Cayatte. Qual o lugar da mulher? Em casa. Como deve ser? Prendada. Para que serve? Cuidar da casa e dos filhos. A vida de uma mulher fechada em casa e sem poder respirar – uma herança da qual nós ainda fazemos parte. Uma viagem a outros tempos para desconstruirmos os atuais.

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Tragam-me a cabeça de Carmen M.
Uma história do passado contada no presente, uma crítica à aparente vida bela e uma ode à real vida dura. “Americanizada” dizem uns, “traidora” outros, tropical em Portugal e exótica no Brasil: não faltam adjetivos para descrever a famosa cantora Carmen Miranda. Esta longa dirigida por Felipe Bragança e Catarina Wallenstein leva-nos a um Brasil do agora com uma narrativa de outrora.

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Sophia, na Primeira Pessoa

Um documentário sobre Sophia de Mello Breyner contado pela própria. A voz feminina guia-nos por vídeos, fotografias, paisagens, como se ela própria tivesse realizado o filme. Uma forma pessoal de vermos a obra e vida da escritora num filme realizado por Manuel Mouzos para a RTP.
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O Sapo e a Rapariga
Uma adaptação para os tempos modernos do conto tradicional português “O Sapo e a Rapariga”. A história de uma rapariga que tem de lavar a roupa mas a lavandaria está fechada… O cruzamento entre o moderno e o antigo, entrelaçado numa história de encantar sobre um sapo, delicadamente realizado por Inês Oliveira.

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Os olhos do Farol
Filha de um faroleiro, o único amigo da rapariga é o mar: traz prendas, ondas e faz companhia. Uma curta de animação passeia-nos na costa portuguesa, entre imagens reais e desenhos animados. Uma caminhada na praia num fim-de-semana solarengo, mas a noite é escura, e nas grutas escondem-se medos… Uma obra de Pedro Serrazina.

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Revolução Industrial
Numa viagem pela margem do Rio Ave conhecemos uma das regiões portuguesas onde a revolução industrial chegou. Entre fábricas cheias de gente, máquinas barulhentas, e edifícios abandonados onde outrora tantos trabalharam, conhecemos a história de um lugar – Vale do Ave – e das suas gentes. Um filme documental de Tiago Hespanha e Frederico Lobo.

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VÍDEO. RUBEL, ANAVITÓRIA: PARTILHAR

Abril 2, 2020

ARTISTAS SE UNEM NAS REDES COM APRESENTAÇÕES E AJUDA A GRUPOS VULNERÁVEIS

Abril 1, 2020
CULTURA ON-LINE

Quase 40 coletivos culturais se juntaram em São Paulo para oferecer conteúdo durante 15 dias, a partir de quarta-feira (1º)

Divulgação

Canto de Fraldas: atuação artística para confortar as pessoas reclusas e ajudar a superar sensações de angústia e medo

São Paulo – Quase 40 coletivos culturais de São Paulo se organizaram para exibir uma programação virtual, de 1º a 15 de abril, para ajudar entidades durante o período da pandemia. “A ideia é colaborar com quem estará mais vulnerável durante a crise do coronavírus e se expressar artisticamente reforçando a necessidade da ampliação dos direitos sociais”, afirma a produtora Luciana Gandelini, idealizadora do projeto Manifesta em Rede. Os coletivos reúnem cerca de 160 artistas.

Além disso, os artistas esperam confortar “quem já se encontra recluso, despertando outros tipos de sentimento que ajudem a superar sensações como de angústia e medo, que podem desencadear outros tipos de doença”. As atividades podem ser acompanhadas nas páginas  @manifestaarteemrede nas redes sociais Facebook, Instagram e Youtube. 

Serão oferecidos conteúdos artísticos, com apresentações e intervenções diversas, declamações de poesia, livros disponíveis, música, atividades circenses, no sistema chamado “pague quanto puder”. De acordo com os organizadores, 80% do valor arrecadado será destinado a instituições que lidam com pessoas em situação de rua, indígenas e famílias carentes.

Direito básico

Reprodução Facebook
Desenho de Laerte para a ação coletiva: solidariedade

As entidades atingidas são Missão Belém, Arsenal da Esperança, Pastoral de Rua, Terra Indígena Jaraguá, Unas Heliópolis e Anjos da Sopa (Grande ABC). Quem quiser colaborar, com qualquer valor, pode acessar o link http://vaka.me/955819, ou https://www.vakinha.com.br/vaquinha/manifesta-arte-em-rede.

“Sabemos que nada substitui a magia de uma apresentação ao vivo. Não queremos transferir a arte independente de São Paulo para a internet e nem pretendemos nos acostumar a isso”, afirmam os artistas. “Também não queremos romantizar a quarentena, pois entendemos estar em casa durante uma pandemia é um direito  básico que, em razão da precarização dos contratos de trabalho, tem contemplado uma ínfima parcela da sociedade, sendo mais um reflexo da situação alarmante em que se encontra a classe trabalhadora do país cujos direitos vêm sendo flexibilizados ao longo dos últimos anos.”

Um escritório de advocacia participa da atividade, oferecendo conteúdo técnicos sobre medidas do governo federal, principalmente relacionados a leis trabalhistas. A ação Manifesta Arte em Rede inclui a Trupe DuNavô, Circo di SóLadies, a cartunista Laerte, Companhia Estudo de Cena, Organização Palhaços sem Fronteiras, Camerata Camará, Circo do Asfalto e outras dezenas de pessoas e grupos, que podem ser conferidos nas redes sociais.

Confira a programação:

Quarta, 01/04

10h – Hope, Music and Tech – Maestrina Ester Freire – Live e entrevistas com músicos – Duração 30 a 60 minutos

11h – Diário de Bordo – Trupe DuNavô – Vídeos curtos de 30 a 60 segundos

14h – O Incível Número Final – Bando GolíardXs – Espetáculo na Integra – 50 minutos

15h – Palhaços Sem Fronteiras – Video de ações da Organização – Duração 50 minutos

17h – Mini doc Histórias de Papelão – Trupe Baião de 2 – 35 minutos

18h – Estudo de Cena – Disco – Riscando o Chão – Duração: 52’30”

19h – Espetáculo Caixa de Pandora – Circo do Asfalto – Vídeo: 60 minutos

20h – Camerata Camará -Música Instrumental Brasileira – Vídeo – Faixa a Faixa – 7 minutos

21h – Clarianas – Quebra Quebranto – Mini Documentário sobre o lançamento do Disco – Duração 6 minutos

Quinta, 02/04

10h – XaMÃEnga e PAIaço – Canto de Fraldas – Vídeos – Paródias sobre a maternidade – Duração 2 a 4 minutos

11h – Diário de Bordo – Trupe DuNavô – Vídeos curtos de 30 a 60 segundos

14h – Espetáculo “Dança por Correio” – Grupo Zumb.boys – Duração: 42 minutos

15h – Cromossomos – Viagens do grupo – Video – Duracao 50 minutos

17h – Alício Amaral – Disco Rabeca Primeira Sonora – Youtube – Duração: 58’09

18h – Estupendo Circo di SóLadies – Circo di SóLadies – Espetáculo na ìntegra – Duração: 55 minutos

19h – Circo di SóLadies – Bate-papo sobre espetáculo Estupendo Circo di SóLadies – Duração: 55 minutos

20h – Camerata Camará -Música Instrumental Brasileira – Vídeo – Faixa a Faixa – 7 minutos

21h – Henrique Trovador – Live Música Medieval em violão solo – Duração 30 minutos

*Ao longo da programação do dia

 Re.Flexos – dicas como estar juntes em tempo de isolamento – Circo di SóLadies – Duração 2 minutos – ao longo da programação do dia

Sexta, 03/04

10h – Hope, Music and Tech – Maestrina Ester Freire – Live e entrevistas com músicos – Duração 30 a 60 minutos

11h – Diário de Bordo – Trupe DuNavô – Vídeos curtos de 30 a 60 segundos

14h – Livro Riscando o Chão – Estudo de Cena – Link para download de Livro Fotografia – 396 Fotos

15h – Palhaços Sem Fronteiras – Video de ações da Organização – Duração 50 minutos

17h – Narrativas de Ferro – Estudo de Cena – Vídeo -Duração 30′

18h – COMUM – Espetáculo – Grupo Pandora de Teatro – Duração : 120 minutos

19h – COMUM – Espetáculo – Grupo Pandora de Teatro – Duração : 120 minutos

20h – Camerata Camará – Música Instrumental Brasileira – Vídeo – Faixa a Faixa – 7 minutos

21h – Por debaixo do tempero – Tempero da Carne – Julio Leão – Duração 3 minutos

*Ao longo da programação do dia

Re.Flexos – dicas como estar juntes em tempo de isolamento – Circo di SóLadies – Duração 2 minutos – ao longo da programação do dia

Sábado, 04/04

10h – Receitas Doquê – Bando GolíardXs – Vídeo de Receitas da Palhaça Sorvetão Doquê

11h – Diário de Bordo – Trupe DuNavô – Vídeos curtos de 30 a 60 segundos

14h – BEM-TE-VI – Grupo Esparrama – Vídeo-Clipe – minutos

15h – Cromossomos – Viagens do grupo – Video – Duracao 50 minutos

17h – Aula de ballet criativo infantil – Thaís Krauss – Duração 50 minutos

18h – FALA PERNALTA – Trupe Baião de 2 – Entrevistas – 40 minutos

19h – Espetáculo Refugo Urbano na integra – Trupe DuNavô

20h – Camerata Camará – Música Instrumental Brasileira – Vídeo – Faixa a Faixa – 7 minutos

21h – Henrique Trovador – Live Música Medieval em violão solo – Duração 30 minutos

*Ao longo da programação do dia

 Re.Flexos – dicas como estar juntes em tempo de isolamento – Circo di SóLadies – Duração 2 minutos – ao longo da programação do dia

Domingo, 05/04

10h – XaMÃEnga e PAIaço – Canto de Fraldas – Vídeos – Paródias sobre a maternidade – Duração 2 a 4 minutos

11h – Diário de Bordo – Trupe DuNavô – Vídeos curtos de 30 a 60 segundos

14h – Por todos nós – O Clube – Vídeo – leitura de poema coletivo e um depoimento sobre pesquisa do grupo – Duração 6 minutos

15h – Palhaços Sem Fronteiras – Video de ações da Organização – Duração 50 minutos

17h – A síndrome da medusa – Thaísa Valadão – Aletheia Produções e Artes – filme curta-metragem + bate-papo – 9 minutos + 30 minutos de bate papo

18h – Cavalo Marinho – O Brinquedo – Video – Cia Mundu Rodá – Duracao 23m 34

19h – Vídeo comentado do espetáculo Esparrama pela Janela na íntegra – Grupo Esparrama – Duração 40 minutos

20h – Camerata Camará – Música Instrumental Brasileira – Vídeo – Faixa a Faixa – 7 minutos

21h – Por debaixo do tempero – Tempero da Carne – Julio Leão – Duração 3 minutos

*Ao longo da programação do dia

Artistas-mães – Grupo Teatral Mata! – Live – Duração 60 minutos

Segunda, 06/04

10h – Teaser do processo criativo do projeto Ultimo Ato – O Clube – 4 minutos e 17 sg

11h – Diário de Bordo – Trupe DuNavô – Vídeos curtos de 30 a 60 segundos

14h – COMUM – Dramaturgia do Espetáculo – Grupo Pandora de Teatro – 50 páginas

15h – Playlist para tempos de quarentena – Grupo Teatral Mata! – Podcast Duração 60 minutos

17h – Musculatura Atlantica – Paula Petreca – Aula Performance – Duração 40 minutos

18h – Grupo Desembargadores do Furgão – Espetáculo Uma irremediável escolha – Duração 60 minutos

19h – Documentário- Circo sem Fronteiras (2016) – Caravana Tapioca – Duração: 10′ (documentário) + 30′ (bate-papo)

20h – Camerata Camará – Música Instrumental Brasileira – Vídeo – Faixa a Faixa – 7 minutos

21h –

*Ao longo da programação do dia

 Re.Flexos – dicas como estar juntes em tempo de isolamento – Circo di SóLadies – Duração 2 minutos – ao longo da programação do dia

Terça, 07/04

10h – Hope, Music and Tech – Maestrina Ester Freire – Live e entrevistas com músicos – Duração 30 a 60 minutos

11h – Diário de Bordo – Trupe DuNavô – Vídeos curtos de 30 a 60 segundos

14h – Ana Pessoa – Literatura

15h – Maria Maranhão – Contação de Histórias

17h – Cuida desse Corpo que te Pertence – Rainhas do Radiador – Vídeo 15 minutos

18h – Poderia amar-te, mas não te conheço – Recicla Filmes – Curta-Metragem : Duração 10 minutos

19h – Espetáculo Cebola – Clarín Cia de Dança – Duração: 40 minutos

20h – Camerata Camará -Música Instrumental Brasileira – Vídeo – Faixa a Faixa – 7 minutos

21h – Por debaixo do tempero – Tempero da Carne – Julio Leão – Duração 3 minutos

*Ao longo da programação do dia

 Re.Flexos – dicas como estar juntes em tempo de isolamento – Circo di SóLadies – Duração 2 minutos – ao longo da programação do dia

Quarta, 08/04

10h – Abra-me – O Clube – Teaser – minutos

11h – Diário de Bordo – Trupe DuNavô – Vídeos curtos de 30 a 60 segundos

14h – Companhia dos Solilóquios – Café – Dramaturgia – 30 páginas

15h – Palhaços Sem Fronteiras – Video de ações da Organização – Duração 50 minutos

17h – O circo em registro – Circo do Asfalto – Vídeo: 60 minutos

18h – Um olhar sobre as máscaras de Mapiko – Grupo Desembargadores do Furgão – Duração: 30 minutos

19h – Conexão – Trupe Baião de 2 – 10 min o vídeo do número e 40 min de live

20h – Camerata Camará – Música Instrumental Brasileira – Vídeo – Faixa a Faixa – 7 minutos

21h – Por debaixo do tempero – Tempero da Carne – Julio Leão – Duração 3 minutos

*Ao longo da programação do dia

 Re.Flexos – dicas como estar juntes em tempo de isolamento – Circo di SóLadies – Duração 2 minutos – ao longo da programação do dia

Quinta, 09/04

10h – XaMÃEnga e PAIaço – Canto de Fraldas – Vídeos – Paródias sobre a maternidade – Duração 2 a 4 minutos

11h – Diário de Bordo – Trupe DuNavô – Vídeos curtos de 30 a 60 segundos

14h – Espaço Cultural Circo do Asfalto – Vídeo: 9 minutos

15h – Cromossomos – Viagens do grupo – Video – Duracao 50 minutos

17h – Maria Maranhão – Contação de Histórias – Histórias de assombração – Duração média: 35 minutos

18h – Por debaixo do tempero – Tempero da Carne – Julio Leão – Duração 3 minutos

19h – Aceito doação de palavras – Guardanapos Poéticos – Intervenção Literária – 60 minutos

20h – Camerata Camará – Música Instrumental Brasileira – Vídeo – Faixa a Faixa – 7 minutos

21h –Henrique Trovador – Live Música Medieval em violão solo – Duração 30 minutos

*Ao longo da programação do dia

 Re.Flexos – dicas como estar juntes em tempo de isolamento – Circo di SóLadies – Duração 2 minutos – ao longo da programação do dia

Sexta, 10/04

10h – Hope, Music and Tech – Maestrina Ester Freire – Live e entrevistas com músicos – Duração 30 a 60 minutos

11h – Diário de Bordo – Trupe DuNavô – Vídeos curtos de 30 a 60 segundos

14h – Espia Aqui – Rainhas do Radiador  – Vídeo 6 minutos

15h – Palhaços Sem Fronteiras – Video de ações da Organização – Duração 50 minutos

17h -Mundu Rodá 20 anos – Cia Mundu Roda – Duração: 20 minutos

 18h -A morte do flâneur em tempos de pandemia – Grupo Teatral Mata! – Aula-Vídeo -Duração: 40 minutos

 19h – Recado para o Mundão – Filme – Diogo Noventa – Duração 80 minutos

20h –Camerata Camará -Música Instrumental Brasileira – Vídeo – Faixa a Faixa – 7 minutos

Sábado, 11/04

10h -XaMÃEnga e PAIaço – Canto de Fraldas – Vídeos – Paródias sobre a maternidade – Duração 2 a 4 minutos

11h – Diário de Bordo – Trupe DuNavô – Vídeos curtos de 30 a 60 segundos

14h -Rabecas do Brasil – Alício Amaral – de 20 a 30 minutos

 15h – Cromossomos – Viagens do grupo – Video – Duracao 50 minutos

17h – Aula de ballet criativo infantil – Thaís Krauss – Duração: 40 minutos

18h – Na Cía das marionetes e Cia tumateixa – videos curtos, teaser, entrevistas- diarios visuais – Duração 30 minutos

19h – Profissão: Poeta de rua – Guardanapos Poéticos – Bate-Papo  Duração: 40 minutos

20h – Camerata Camará -Música Instrumental Brasileira – Vídeo – Faixa a Faixa – 7 minutos

*Ao longo da programação do dia

Re.Flexos – dicas de como estar juntes em tempo de isolamento – Circo di SóLadies – Duração 2 minutos

Domingo, 12/04

10h – Cia Os Rouxinóis – Contação de Histórias – Duração média 110 minutos

 11h – Diário de Bordo – Trupe DuNavô – Vídeos curtos de 30 a 60 segundos

14h – Cavalo Marinho – Oficinas – Video – Cia Mundu Rodá – Duracao 24m 1

15h – Maria Maranhão – Contação de Histórias – Duas histórias de Penas – Duração média: 35 minutos

17h -Live com Grupo Esparrama seguida de exibição de vídeo do espetáculo FIM?

18h –Na Cía das marionetes – Mapulu – vídeo – Duração 10 minutos

19h -Outside – Thaísa Valadão – Aletheia Produções e Artes – filme curta-metragem + bate-papo – 9 minutos + 30 minutos de bate papo

 20h – Camerata Camará – Música Instrumental Brasileira – Vídeo – Faixa a Faixa – 7 minutos

Segunda, 13/04

10h – XaMÃEnga e PAIaço – Canto de Fraldas – Vídeos – Paródias sobre a maternidade – Duração 2 a 4 minutos

11h – Diário de Bordo – Trupe DuNavô – Vídeos curtos de 30 a 60 segundos

14h – Convite a um passeio teatral – Grupo Teatral Mata! – Vídeo – Duração: 50 minutos

15h – Palhaços Sem Fronteiras – Video de ações da Organização – Duração 50 minutos

17h – Henrique Lima Cavalcanti, Henrique Trovador – Musica Medieval em Violão Solo – Live – Duração 30 minutos

18h – Francamente Ursa – Rainhas do Radiador  – Vídeo 6 minutos

19h – Comunicação e Produção Cultural em tempos de Quarentena – Live – Luciana Gandelini – Duração: 40 minutos

20h – Camerata Camará – Música Instrumental Brasileira – Vídeo – Faixa a Faixa – 7 minutos

21h – Coletivo As Trapeiras – Violência contra a mulher na quarentena – Live: 60 minutos

*Ao longo da programação do dia

Re.Flexos – dicas de como estar juntes em tempo de isolamento – Circo di SóLadies – Duração 2 minutos

Terça, 14/04

10h – XaMÃEnga e PAIaço – Canto de Fraldas – Vídeos – Paródias sobre a maternidade – Duração 2 a 4 minutos

11h – Diário de Bordo – Trupe DuNavô – Vídeos curtos de 30 a 60 segundos

14h – Malavolares – Bando GolíardXs – Duração 6 minutos

15h – Live Temperada – Tempero da Carne – Julio Leão – Duração 45 minutos

17h – Receitas Doquê – Bando GolíardXs – Vídeo de Receitas da Palhaça Sorvetão Doquê – 15′

18h – Teaser da ação relacional “Sobrevozes” – O Clube – 2 min 25 seg

19h – Retirantes – Trupe Baião de 2 – Live com diretor – 40 minutos

20h – Camerata Camará – Música Instrumental Brasileira – Vídeo – Faixa a Faixa – 7 minutos

21h – Henrique Trovador – Live Música Medieval em violão solo – Duração 30 minutos

*Ao longo da programação do dia

Re.Flexos – dicas de como estar juntes em tempo de isolamento – Circo di SóLadies – Duração 2 minutos

Quarta, 15/04

10h – XaMÃEnga e PAIaço – Canto de Fraldas – Vídeos – Paródias sobre a maternidade – Duração 2 a 4 minutos

11h – Diário de Bordo – Trupe DuNavô – Vídeos curtos de 30 a 60 segundos

14h – Cia Os Rouxinóis – Contação de Histórias – Duração média 110 minutos

19h – Estréia do Documentário inédito – Circo Caravana na Fundação Casa  (2019) – Caravana Tapioca – Duração: 10′ (documentário) + 30′ (bate-papo)

20h – Coletivo As Trapeiras – Violência contra a mulher na quarentena – Live: 60 minutos

BRASIL DE FATO ESTREIA PROGRAMA DE RÁDIO PARA CRIANÇAS E FAMÍLIA

Abril 1, 2020

Produção semanal de 30 minutos vai ao ar nas Rádios Brasil Atual e Brasil de Fato às quartas-feiras, 9h

Redação
Brasil de Fato | São Paulo (SP) |
Radinho BdF vai ao ar às quartas-feiras, das 9h às 9h30 na Rádio Brasil Atual. – Alberto Coutinho/GOVBA

Estreia nesta quarta-feira, às 9h, o programa Radinho BdF, produzido pela equipe do Brasil de Fato. A edição semanal de 30 minutos trará informações e dicas para mães, pais e cuidadores de crianças na educação e entretenimento dos pequenos. Além disso, terá sempre uma parte da programação exclusiva para a criançada, com contação de histórias, músicas infantis, atividades etc.

A programação é feita pelas jornalistas e mães Camila Salmazio, Nina Fideles e Beatriz Pasqualino, com apoio da equipe de jornalismo e sonoplastia de Adilson Oliveira. “Em tempos de coronavírus e filhos em casa, pensamos em uma programa infantil que divirta as crianças e os cuidadores delas. E tudo isso com conteúdos que valorizem a cultura popular e que envolva os pequenos em programação de rádio, já que há muita carência de conteúdo para elas nesse veículo”, explica Beatriz, que compõe a direção do BdF.

Sintonize

O programa Radinho BdF vai ao ar às quartas-feiras, das 9h às 9h30 na Rádio Brasil Atual. A sintonia é 98,9 FM na Grande São Paulo; 102,7 FM no noroeste paulista; e 93,3 FM na Baixada Santista. A edição também é transmitida na Rádio Brasil de Fato, às 9h, e você ouve direto no site do BdF.


Programa infantil estreia nesta quarta, 1/4 / Michele Gonçalves

Assim como os demais conteúdos, o Brasil de Fato disponibiliza o programa Radinho BdF de forma gratuita para rádios comunitárias, rádios poste e outras emissoras que manifestarem interesse em veicular o conteúdo. Para fazer parte da nossa lista de distribuição, entre em contato pelo e-mail: radio@brasildefato.com.br.

 

Edição: Beatriz Pasqualino

BRASIL DE FATO INDICA 15 LIVROS PARA LER DURANTE A QUARENTENA

Março 31, 2020

Redação do Brasil de Fato sugere obras para preencher o tempo do isolamento social com conteúdo de qualidade

Lu Sudré
Brasil de Fato | São Paulo (SP) |

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As obras escolhidas pelos jornalistas abordam diversos temas, entre clássicos da literatura mundial a lançamentos – Foto: Sergi Ferreti

A notícia de que os brasileiros precisariam evitar ao máximo a aglomeração de pessoas para brecar a contaminação pelo novo coronavírus pegou a todos de surpresa. Neste momento, respeitando o isolamento social, muitos trabalhadores estão em casa, trabalhando de home office, assim como grande parte dos estudantes, que tiveram suas aulas suspensas.

Sabendo da importância da quarentena para a saúde pública, os jornalistas da redação do Brasil de Fato elaboraram uma lista com indicação de 15 livros para serem lidos durante esse período inédito em nosso país. 

As obras sugeridas vão de clássicos da literatura mundial a lançamentos, abordam diferentes temas e são de autoria de escritores de diversas nacionalidades.

Além de preencher o tempo com conteúdo de qualidade, a leitura pode ajudar a relaxar e prender a atenção em outros assuntos em meio a tantas notícias e preocupações causadas pela pandemia. Fica a dica!

Confira a lista.

1) Amora, de Natalia Borges Polesso

Indicação de Luiza Mançano, tradutora e editora da equipe do Brasil de Fato, o livro da autora gaúcha Natalia Borges Polesso reúne uma série de contos – longos e curtos – sobre a temática lésbica, com narrativas cotidianas sobre a invisibilidade, o preconceito, mas também a descoberta e a persistência do amor (e suas rupturas), com personagens que vão da infância à velhice. 

“É uma boa dica para dias de quarentena, para demonstrar que a resistência se faz também no cotidiano, na vida privada, e que queremos estar vivas e bem acompanhadas”, destaca Luiza.

Publicado pela editora Não Editora, o livro venceu o Prêmio Jabuti na categoria “Contos” em 2016 e o Prêmio Açorianos, na mesma categoria.

2) Mulheres, raça e classe, de Angela Davis

Referência para o movimento negro, o clássico da ativista estadunidense fala sobre a escravidão e sobre a forma pela qual a mulher negra foi desumanizada. Em Mulheres, raça e classe, Davis também apresenta o debate sobre o abolicionismo penal como imprescindível para o enfrentamento do racismo institucional.

Para a repórter Marina Duarte de Souza, que sugere a obra, Davis mostra o quanto é importante considerar raça, classe e gênero na luta contra as opressões para a construção de um novo modelo de sociedade. “Ela nos dá a dimensão da impossibilidade de se pensar um projeto de nação que desconsidere esses pontos e a centralidade do racismo”, comenta a jornalista.

3) Amor nos tempos do cólera, de Gabriel García Márquez

Lançado em 1985, o livro do colombiano Gabriel García Márquez, transcende gerações e se mantém vivo ano após ano. O romance de realismo fantástico conta a saga, de vida e amor, de Florentino Ariza e Fermina Daza num triângulo amoroso que dura 53 anos. A jornalista Vitoria Rocha, que trabalha na Agência CPMídias, parceira do Brasil de Fato, define a obra como “uma leitura que cativa e aquece e pode ser devorada em períodos de isolamento como este”. 

4) O que fazer, de Nikolai Tchernychevskii 

Imagine ler a íntegra de um livro que inspirou os jovens revolucionários da Rússia e que foi referência para Vladimir Lênin? Pois é! A obra O que fazer, de Nikolai Tchernychevskii, foi lançada pela editora Expressão Popular e não escapou da lista de leituras da jornalista Sheila Carvalho, também assessora da Agência CPMídias.

Ela destaca que o livro influenciou intelectuais russos a desistirem da tentativa de reformar um regime autoritário e passarem para o caminho da revolução. Além disso, não podíamos deixar de ressaltar, a obra traz um debate sobre direitos iguais entre homens e mulheres. 

5) Terra Sonâmbula, de Mia Couto

A sugestão da Geisa Marques, editora da Rádio Brasil de Fato, é um romance escrito por Mia Couto e publicado em 1992. “Terra Sonâmbula” ganhou o Prêmio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos e foi considerado um dos doze melhores livros africanos do século XX. A obra retrata o Moçambique pós-independência, mergulhado em uma devastadora guerra civil, em que um velho e um menino mergulham em fantasias míticas. 

6) A montanha é algo mais que uma imensa estepe verde, de Osmar Cabezas 

Este livro é um dos principais relatos  — ao mesmo tempo literário e político — da experiência do autor durante a guerrilha nicaraguense contra a ditadura de Somoza. Na opinião da técnica de áudio Lua Gatinoni, Osmar Cabezas consegue registrar fatos históricos por meio de uma linguagem fácil, que permite ao leitor visualizar os fatos históricos com clareza. 

Ela ressalta que a obra é importante para a organização popular de uma forma geral, pois traz a esperança de que a libertação do povo, mesmo com todas as dificuldades, é possível.

7) As cidades invisíveis, de Ítalo Calvino

Relatos de viagens contados de uma maneira diferenciada, com descrições dos lugares feitas de um jeito único. É assim que As cidades invisíveis registra as conversas entre os personagens Marco Polo e Klubai Khan.

A dica dessa obra rica em detalhes é de Daniel Giovanaz, correspondente internacional do Brasil de Fato. “Uma escrita leve, com múltiplos sentidos, para estimular a imaginação dos que têm o privilégio de estar em casa nesses dias difíceis. Quem ler certamente verá sua cidade com outros olhos quando o pesadelo do isolamento terminar”, aposta o jornalista.

8) A era do capital improdutivo, de Ladislau Dowbor

Já se perguntou como os bancos registram lucros bilionários em plena recessão e desemprego? Como o capital financeiro atua? Se quiser conhecer a resposta para essas e outras perguntas relacionadas ao tema, é só seguir a sugestão de livro da comunicadora popular Larissa Gould, da equipe de Redes e Multimídia do Brasil de Fato.

Durante a quarentena, ela tem dividido seu tempo entre o trabalho em home office e a leitura da obra A era do capital improdutivo, do economista brasileiro Ladislau Dowbor. Larissa garante a qualidade do conteúdo e das reflexões propostas.

“É um baita livro para entender as ‘respostas ao mercado’, das quais tanto se fala nesse momento, como a crise afeta os mais pobres e por quê!”, afirma Larissa.

9) O pomar das almas perdidas, de Nadifa Mohamed

Um dos destaque da literatura africana, a escritora Nadifa Mohamed mergulha nos anos finais da década de 1980 na Somália em “O pomar das almas perdidas”. Ela descreve o período marcado por uma ditadura sangrenta às vésperas da revolução no país localizado no “chifre” da África, ao leste do continente. 

Para contar um pouco do país em que nasceu, Mohamed interlaça o sofrimento de três mulheres de idades e condições sociais bem diferentes: Kawsar, uma viúva de luto pela filha; Deqo, uma menina nascida e criada em um campo de refugiados; e Filsan, uma jovem soldado que se voluntaria na revolução. Em meio a fugas forçadas e conflitos irreparáveis, as três se reencontram para viver um destino final.

Segundo o repórter Erick Gimenes, correspondente em Brasília que indica a obra, no decorrer da leitura é possível sentir cheiros, gostos e cores do país por meio da escrita detalhadamente poética de Nadifa.

“A narrativa é tão rica em detalhes socioculturais, de língua, de povo, que chega perto de ser uma correção histórica por conhecermos tão pouco da Somália. O pomar das almas perdidas é, ao mesmo tempo, uma lição de história, uma lamentação nacional e um afago ao peito”, conta o jornalista.

A ambientação de “O pomar das almas perdidas” ocorre em Hargeisa, local onde a autora nasceu, a segunda maior cidade da Somália. 

10) A Peste, de Albert Camus

Clássico da literatura mundial, o livro do filósofo e romancista Albert Camus trata de uma doença que vai se alastrando em uma cidade da Argélia e mostra como ela muda a rotina e a vida das pessoas. Qualquer semelhança com o que estamos vivendo com a pandemia do novo coronavírus não é mera coincidência. 

Vivian Fernandes, coordenadora de jornalismo do BdF, conta que escolheu a obra porque, apesar de ter um lado um tanto sombrio, Camus mostra como é possível ver esperança no meio daquilo que parece só ter desesperança. 

“Como disse um colunista do New York Times ao falar sobre o livro, a gente nunca pode se sentir seguro, e é por isso que temos que amar outros seres humanos — nossos companheiros condenados — e trabalhar sem esperança ou desespero pela amenização do sofrimento”, comenta Vivian.
 
11) Tudo nela brilha e queima, de Ryane Leão

Um livro de poesia sobre as vivências femininas que deveria ser lido por todas as mulheres. É dessa forma que a repórter Lu Sudré indica a leitura dos versos da cuiabana Ryane Leão. 

Tudo nela brilha e queima reúne reflexões sobre questões subjetivas e comuns a todas as mulheres, atingidas pelas diversas formas de violência que existem em uma sociedade machista cotidianamente. 

Por outro lado, a obra também fala sobre a ancestralidade, o acolhimento e o cuidado que existe entre as mulheres, e, mais do que isso, a força e resistência inerente ao gênero feminino. 

Coleção Emergências

Para encerrar a lista de indicações de leitura do melhor jeito possível e não deixar de lado a conjuntura política, a redação do Brasil de Fato sugere a coleção Emergências, publicação da editora Expressão Popular. 


Kit “Emergências”, publicado pela Editora Expressão Popular / Foto: Júlia Chequer

12) Comunicações em tempos de crise – economia e política, de Helena Martins 

Controladas por empresas e corporações, as redes sociais podem fazer uma manipulação política e ideológica por meio da modulação algorítmica. Bastante discutido atualmente, esse é um dos assuntos abordados por Helena Martins, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) e doutora em Comunicação no livro Comunicações em tempo de crise, nossa 12ª indicação.

A obra expõe uma analise sobre a uniformização de ideias e opiniões com base na concentração midiática, nos meios tradicionais e também na internet, discussão relevante para a compreensão de informações que vêm sendo disseminadas e como elas impactam no contexto político, econômico e social do Brasil.

13) Autoritarismo contra a universidade – o desafio de popularizar a defesa da educação pública, de Roberto Leher
 
O sucateamento da educação pública esteve presente nos noticiários durante todo o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro. Em 2020, a continuidade das decisões  políticas do ministro da Educação, Abraham Weintraub, mostra que as perspectivas não são positivas para a área.
 
Nesta obra, o ex-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher, abre uma discussão sobre o que está por trás do esvaziamento científico das instituições públicas do conhecimento e sobre a urgência da defesa da educação pública.
 
14) O colapso da democracia no Brasil – da Constituição ao golpe de 2016, de Luis Felipe Miguel
 
Publicado em 2019, o livro do cientista político traz um panorama pós-ditadura até o recente impeachment que tirou a presidente Dilma Rousseff do poder em 2016, auxiliando no entendimento do contexto político até os dias atuais.
 
15) Quando vier o silêncio – o problema mineral brasileiro, de Charles Trocate e Tádzio Coelho
 
A exemplo de crimes socioambientais como o rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana (MG) e da mineradora Vale em Brumadinho (MG), há pouco mais de um ano, indicamos a obra citada por questionar por que as grandes mineradoras têm causado graves problemas à população brasileira, sem descartar a importância da mineração na vida da humanidade ao longo de sua história.

Edição: Vivian Fernandes

LUIS NASSIF: SÉRGIO RICARDO, A VOZ DA RESISTÊNCIA

Março 31, 2020

CARTA CAPITAL: PARA OUVIR EM CASA: ÁLBUM RESGATA O SAMBA-CANÇÃO COM NOVOS INTERPRETES

Março 28, 2020

Copacabana (Foto: Selo Sesc/Divulgação)

COPACABANA (FOTO: SELO SESC/DIVULGAÇÃO)

Novo trabalho caminha pelo gênero a partir de livro de Zuza Homem de Mello

A intensa vida noturna de Copacabana fez despontar inúmeros músicos a partir da década de 1930, quando o bairro começou a ganhar prédios. Não se conhece outro local no país que tenha sido palco de tantos intérpretes, compositores e instrumentistas com reconhecido talento durante pelo menos 40 anos.

O bairro foi perdendo força como cena musical nos anos 1960. Mas o samba-canção que fez residência no local permaneceu como um gênero síntese da união da batucada leve e cadenciada com a música dor de cotovelo.

O álbum recém-lançado Copacabana (Selo Sesc), com repertório de 14 faixas baseado no livro Copacabana: a trajetória do samba-canção, de Zuza Homem de Mello, que também concebeu e dirigiu este trabalho, dá um panorama expressivo em forma de música desse período.

 

O trabalho faz não só um excelente resgate das músicas que referenciam Copacabana ou se tornaram muito conhecidas nas boates e casas de espetáculo nos tempos áureos do bairro, mas também reúne um time pouco badalado, mas representativo de intérpretes da nova geração e da velha-guarda com grande afinidade com o gênero musical.

As faixas

O álbum abre com a clássica “Copacabana, princesinha do mar…” (João de Barro e Alberto Ribeiro) com as vozes tarimbadas de Luciana Alves e Zé Luiz Mazziotti, seguida de outro clássico: a música Acontece, de Cartola, na interpretação do jovem talento Ayrton Montarroyos.

A terceira do álbum, Linda Flor (Henrique Vogeler, Luiz Peixoto, Marques Porto e Cândido Costa), Luciana Alves canta (bem) de novo. A Fracassos de Amor (Tito Madi e Milton Silva) vem com a nova intérprete Anna Setton, de voz reluzente.

 

No X do Problema, da obra conhecida de Noel Rosa, Luciana Alves reaparece em mais uma interpretação bem conduzida. A sexta faixa, Na Madrugada (Nilo Sergio), o acordeonista Toninho Ferragutti dita com virtuosismo a única faixa instrumental.

Ayrton Montarroyos coloca voz em Vingança (“O remorso talvez seja a causa de seu desespero…” de Lupicínio Rodrigues) e Luciana Alves em Fim de Caso (Dolores Duran).

Dóris Monteiro

Fecho Meus Olhos… Vejo Você (José Maria de Abreu) é regravada de forma emotiva por Dóris Monteiro aos 85 anos, uma das cantoras marcantes do samba-canção.

O trabalho segue com Não Tem Solução (Dorival Caymmi e Carlos Guinle) com Zé Luiz Mazziotti, e Você Não Sabe Amar (Dorival Caymmi, Hugo Lima e Carlos Guinle) com Luciana Alves, ambas na mesma faixa, e a pouco conhecida Solidão (Tom Jobim e Alcides Fernandes) com Ayton Montarroyos.

O antológico cantor performático Edy Star, que fez sucesso nos bares do Rio em meados do século passado, interpreta a música Meu Vício é Você (Adelino Moreira). Depois vem Ocultei (Ary Barroso) com Anna Setton.

Sábado em Copacabana (Dorival Caymmi e Carlos Guinle) encerra o álbum com Anna Setton, Ayrton Montarroyos, Luciana Alves e Zé Luiz Mazziotti.

Os arranjos e direção musical do álbum Copacabana é de Ronaldo Rayol.

Alguns sambas-canção badalados outros nem tanto, o trabalho comandado por Zuza Homem de Mello é agradável, delicado, sentimental e muito bom de se ouvir em tempos de isolamento domiciliar.

Augusto Diniz
AUGUSTO DINIZ

Jornalista há 25 anos, com passagem em diversas editorias. Foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.

FESTIVAL ONLINE COM ARTISTAS NORDESTINOS COMEÇOU ONTEM, SEXTA-FEIRA

Março 28, 2020
FIM DE SEMANA

Pocket shows acontecem sexta (27), sábado (28) e domingo (29), sempre a partir das 19h

Da Redação
Brasil de Fato | Recife (PE) |
Elba Ramalho
Elba Ramalho é uma das atrações confirmadas – Fernanda Cruz/Agência Brasil

A famosa quarentena, como está sendo chamado nas redes sociais o isolamento social proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conter o avanço do coronavírus, vai ter companhia neste final de semana.

Isso porque o perfil @DescubraPernambuco inaugura uma ação cultural em conjunto com artistas do Nordeste. A primeira edição do Festival Palco em Casa vai reunir nomes da cena musical da região, que farão pocket shows, nesta sexta (27), sábado (28) e domingo (29), sempre a partir das 19h. A ação é uma parceria da Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco e da Empetur com o cantor pernambucano André Rio. 

Quem abre a primeira noite do Festival Palco em Casa é o próprio André Rio, às 19h. Na sequência, a paraibana Elba Ramalho assume o comando do @descubrapernambuco, a partir das 20h30. A noite será encerrada com apresentação do guitarrista e arranjador Luciano Magno.

No sábado, a animação fica a cargo de Santana, o Cantador, que promete muito xote online. O Maestro Spok e a cantora Nena Queiroga apresentam-se na sequência, garantindo a dose do bom frevo pernambucano.

No último dia do primeiro fim de semana do festival – a ideia é fazer outras edições ao longo do período de quarentena –, o domingo, o sanfoneiro Cezzinha dá o tom do começo de noite. Logo após, às 20h30, haverá uma apresentação do Quinteto Violado e, encerrando o fim de semana de música online, Gerlane Lopes solta a voz com muito samba.

O Festival Palco em Casa não tem fins lucrativos e conta com o apoio dos artistas participantes.

Programação

Sexta-feira (27)

19h – André Rio

20h30 – Elba Ramalho

22h – Luciano Magno

 

Sábado (28)

19h – Santana, o Cantador

20h30 – Maestro Spok

22h – Nena Queiroga

 

Domingo (29)

19h – Cezzinha

20h30 – Quinteto Violado

22h – Gerlane Lopes

Fonte: BdF Pernambuco

Edição: Marcos Barbosa

XÊNIA FRANÇA: “DEFENDO MEU DIREITO DE PENSAR QUE SOU UMA MULHER BRASILEIRA”

Março 27, 2020
AFROFUTURISMO

Indicada ao Grammy, cantora avalia que as raízes brasileiras são identificações fundamentais para a luta do povo

Pamela Oliveira
Brasil de Fato | São Paulo (SP) |
xenia franca
Cantora Xênia França, indicada ao Grammy Latino 2018 em duas categorias, conversa com o Brasil de Fato no Aparelha Luzia – Pedro Aguiar Stropasolas

Ela reside na capital paulista há 16 anos, mas suas raízes estão fincadas em Camaçari, no interior baiano, há 50 km de Salvador. Xênia Érica Estrela França, ou apenas Xênia França, é uma cantora e compositora, filha de operários petroleiros, que tem alcançado altos voos em um breve tempo de carreira. 

Ex-modelo, Xênia adentrou ao meio musical em 2008 e a partir de 2011 fez parte do grupo paulistano Aláfia. Em 2017, a cantora lançou seu primeiro álbum solo, cujo sucesso projetou-a nacional e internacionalmente, levando-a dividir palco com o artista Seal e a ser eleita pelo jornal estadunidense The New York Times como uma das melhores performances da 17ª edição do festival novaiorquino Globalfest.

Com o álbum Xênia, a cantora foi indicada ao Grammy Latino de 2018 na categoria Melhor Álbum Pop Contemporâneo, enquanto uma das faixas compostas por ela, a música “Para que me chamas?”, ficou entre as indicações do Grammy na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa. A versão para videoclipe contou com a direção de Fred Ouro Preto, conhecido por dirigir clipes de rappers como Emicida e Projota.

“Estamos sendo essa ancestralidade agora”, analisa cantora e compositora Xênia França / Pedro Aguiar Stropasolas

Xênia é a primeira pessoa de sua família “a fazer escolhas pautadas em seus sentimentos e sua visão de mundo”. Em uma conversa com o Brasil de Fato realizada no quilombo urbano e Centro Cultural Aparelha Luzia, a cantora fez avaliações sobre sua trajetória e refletiu a respeito da ancestralidade negra, e sobre como as influências afrofuturistas permeiam sua produção artística.

“Enxergo meus colegas em atualização e sendo a ancestralidade agora. Tudo o que já foi feito está sendo acionado e exercido agora, numa tentativa da gente conseguir planejar o nosso futuro que, até outro dia, ou em muitas realidades, é uma perspectiva ainda bastante remota”, analisa. 

A musicista falou ainda sobre como sua arte funciona como um portal para expressão de seus sentimentos e pensamentos sobre si mesma e sobre a sociedade. “Eu vejo que estou ressignificando a minha existência”, declara.

Confira a entrevista na íntegra:

 

 

Edição: Rodrigo Chagas

A ARTE DE LAERTE EM MEIO AS POSIÇÕES ABERRANTES REFERENTE AO CORONAVÍRUS

Março 27, 2020