PORTAL FÓRUM: RAPPER DRAKE BATE RECORDE DOS BEATLES E MICHAEL JACKSON

Julho 12, 2018
  O novo álbum do rapper Drake, Scorpion, lançado no dia 28 de Junho, acaba de bater recordes dos Beatles e de Michael Kackson.

O álbum recebeu disco de platina logo de saída, no dia do seu lançamento. Além disso, Scorpion chegou à primeira posição no Hot 100 da Bilboard, com a faixa “Nice for What” e também colocou outras sete canções no top 10 da parada.

O recorde deste feito era, até então, dos Beatles que emplacaram cinco músicas na lista, em 1964: “Can’t Buy Me Love”, “Twist and Shout”, “She Loves You”, “I Want to Hold Your Hand” e “Please Please Me”.

O rapper chegou a ter 31 faixas entre as dez mais tocadas e agora é o artista homem com maior presença nas paradas, passando o rei do pop Michael Jackson que teve 30 faixas.

E, como se tudo isso ainda não fosse suficiente, Drake bateu o próprio recorde ao possuir 27 músicas simultaneamente na Hot 100, sendo 25 delas as faixas do Scorpion.
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NOCAUTE: DEBATE COM LAERTE, ELIFAS ANDEATRO, TOQUINHO E FERNANDO MORAES

Julho 11, 2018

JOYCE MORENO COMPLETA 50 ANOS DE CARREIRA E REGRAVA SEU PRIMEIRO DISCO

Julho 11, 2018
MATURIDADE
Cantora celebra sua maturidade musical e destaca postura feminista. “É tão normal, não queremos nada demais, apenas paridade, igualdade. Só isso”
por Redação RBA.
REPRODUÇÃO/RÁDIO BRASIL ATUAL
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Joyce participou do programa ‘Hora do Rango’, da Rádio Brasil Atual, e lembrou histórias de canções e parceiros

São Paulo – Para marcar seus 50 anos de carreira, a cantora e compositora Joyce Moreno acaba de gravar uma releitura de seu primeiro álbum, intitulado apenas Joyce (1968). Na sexta-feira (6), a cantora participou do programa Hora do Rango, da Rádio Brasil Atual, apresentado pelo jornalista Oswaldo Colibri Vitta. Em conversa descontraída, recordações de sua trajetória, com 34 álbuns lançados.

“Gosto muito deste meu primeiro disco, mas toda vez que o ouvia, pensava que poderia fazer aquelas músicas com uma outra pegada”, afirma a artista, que revelou orgulho de seu amadurecimento como musicista. “Por exemplo, ele é um disco em que eu não toco violão. Hoje em dia isso seria impossível de acontecer. Naquela época, embora muito bem cercada de ótimos músicos, as ideias não eram só minhas. Tinha muita vontade de rever esse repertório que era maravilhoso, mas queria fazer com a identidade musical que construí com esses anos”, disse.

Muito desse amadurecimento veio a partir das mudanças na forma da produção musical na transição do século 20 ao 21, com o fim da era das grandes gravadoras e a ascensão da música independente, conta Joyce. Para ela, essa mudança veio cedo. Seu primeiro álbum independente foi lançado em 1983. “A internet chegou e mudou tudo. Para fotógrafos, músicos, jornalistas, mudou muito a realidade. E nós, músicos, fomos forçados a ser autoempreendedores. O caminho que temos visto é que todos os ofícios seguem esse caminho. A coisa bacana da carteira assinada, 13º salário, aquilo foi um sonho, minha gente”, disse.

“Acho que temos essa grande mudança e, para nós, do século passado, essa adaptação pode ser difícil. Se você, de início, vai ter que se adaptar mesmo, eu já entendi faz tempo, e que a vida trabalhando em grandes gravadores implicavam em perda de liberdade artística”, pondera. “Agora, falamos de uma situação que o CD físico vai desaparecer também. Essas mudanças temos que entender como inevitáveis. Viver de conteúdo, para você que é produtor, músico, que faz texto, isso vai ficando cada vez mais difícil de se entender como profissão”, completa.

Grupo seleto

Indicada quatro vezes ao Grammy latino, Joyce conviveu com grandes nomes da música brasileira. Com alguns fez parcerias, enquanto outros gravaram suas composições. Artistas como Elis Regina, Maria Bethânia, Milton Nascimento, Ney Matogrosso e Nana Caymmi gravaram suas canções. Questionada sobre como era fazer parte desta “seleção”, nas palavras de Colibri, ela diz que foi algo natural. “Era todo mundo jovem, eu tinha 19 anos e os meninos, 24. Eles estavam começando a estourar por conta dos festivais. Fui tão bem recebida.”

O clima dos festivais, entretanto, chegou a criar algumas inimizades temporárias por conta da competição, como contou em uma passagem curiosa. “Eles, entre si, tinham competição. Os festivais eram competitivos e você ia na turma dos baianos e eles estavam falando mal do Chico (Buarque). Aí você ia no pessoal do samba, falando mal dos tropicalistas, e por aí vai. Eu sempre achei que todos estavam certos em todos os sentidos. Todos eram ótimos, não tinham por que brigar. Muitos pareciam rivais e depois viraram parceiros”, lembra.

“A praia, no Rio de Janeiro, principalmente onde frequentávamos, em Ipanema, no Posto 9, ali foi todas as tribos tinham espaço. Todos separados por festivais, rivalidade, mas quando chegava na praia, você dava de cara com seu inimigo de sunga. Você vai brigar com uma criatura de sunga, indefesa? Aí acabaram todos virando parceiros.”

Ação cidadã

Essa parceria entre todos, conta Joyce, foi fortalecida pela presença de um inimigo comum: a ditadura civil-militar (1964-1985) que assolou o Brasil com torturas, censuras e perseguições. “Havia esse grande inimigo. Tinha a ditadura militar. Alguns foram presos, outros para o exílio, eu fiquei em casa tendo filhos. Tive ação de censura por motivos ridículos, por usar palavras como grávida e parir, coisa ridícula”, conta.

Sua posição como musicista também está ao lado de sua postura feminista. “Feminismo, para mim, não tem mistério nenhum. É tão normal, não queremos nada demais, apenas paridade, igualdade. Só isso. Apenas sermos considerados seres humanos como os homens, que nasceram com esse gênero na loteria genética. Somos iguais, pessoas, espíritos, com gêneros que são muitos. É a ponta do iceberg de ver a humanidade como gênero humano”, diz Joyce Moreno, que tem entre suas músicas mais conhecidas uma chamada justamente Feminina.

“Tudo tem que ser entendido com um momento de transição, assim como a transformação para as vidas das pessoas neste momento. Converso com meus netos e vejo que eles já têm um pensamento completamente diferente. Meninas e meninos estão entendendo que a história é outra”, completa.

registrado em:          

NO PANTEÃO DO SAMBA COM NOEL E ADONIRAM. POR WALNICE NOGUEIRA GALVÃO

Julho 11, 2018

por Walnice Nogueira Galvão

I – Crônica urbana

Integrando o panteão do samba, Noel Rosa no Rio de Janeiro e Adoniran Barbosa em São Paulo destacam-se como cronistas do cotidiano. Concentram sua atenção sobre o que se passa nas ruas e bares, nos bairros e subúrbios, registrando o pitoresco mesmo dos menores incidentes.  O humor e a empatia com que observam a vida passar revelam um olhar ao mesmo tempo curioso e compassivo, que concede um posto de honra a uma apresentação dos excluídos.  Adoniran oferece o histórico das transformações que fizeram de São Paulo uma metrópole, em que casarões abandonados se tornam moradias coletivas precárias antes de serem demolidos para dar lugar a arranha-céus. Ou a intensificação do tráfego de veículos, tornando perigosas as travessias. Ou então a importância do trem para a população pobre, expulsa do centro e empurrada para a periferia. Noel, que morreu aos 26 anos, não chegaria a acompanhar as várias fases do Rio, mas registraria as conversas de botequim, a influência do cinema americano sobre os costumes e a linguagem, o assédio dos rapazes de automóvel às operárias das fábricas, a mulher indigesta e o gago apaixonado, o amigo que não devolve o empréstimo… E muitíssimas picardias mais.

II – Malandragem e virações: Noel Rosa

Existência instável, recurso a expedientes, jogo de cintura, jeito brejeiro de sobreviver na barafunda urbana: tudo isso cabe no samba, personificado nestes malabaristas da corda bamba. Foi através do debate sobre a malandragem e as virações que o samba adquiriu respeitabilidade, de negro e marginal que era acabando por erigir-se em símbolo da nacionalidade. Uma tal metamorfose ficou impregnada em muitas composições, e pode ser melhor aquilatada na famosa polêmica musical entre Noel Rosa e Wilson Batista. Wilson   defendendo o malandro   de tamanco,  lenço no pescoço e navalha em punho, Noel acusando-o de ser um protagonista retrógrado que ficou no passado, alijado do curso da História.

III – Personagens e lugares de memória

As composições de ambos perpetuam vultos e lugares, tornando memoráveis pessoas humildes como João Ninguém e Arnesto, ou um operário de obra, ou um morador de rua. A crítica social é afiada: exalta valores autênticos, como a amizade e a simplicidade, afiançando a fidelidade a um barraco ou maloca ou bairro, por exemplo, enquanto resistência ao materialismo expresso na ganância. Muitas vezes uma figura, ou uma edificação, ou uma vizinhança, ou um objeto, ou um prato típico, transformam-se em aspiração e símbolo de algo maior, mais solidário.  

IV – Amores possíveis e impossíveis

O coração destes dois sambistas se escancara, celebrando mulheres bem e mal amadas. Algumas delas vistas à distância, inacessíveis, outras compartilhando a vida e até o lar. Emoções poderosamente evocadas falam de frustração, de ressentimento, de ciúme, de vingança, de sofrimento, raramente de júbilo e plenitude. Mas os sambistas também sabem enveredar pela sátira quando resolvem zombar de si mesmos, escapando da pieguice pelo riso.  

V – Flanar pela metrópole

Palmilhar as calçadas, frequentar os botequins e as sinucas, passar em revista as gafieiras: atividade predileta destes sambistas, estes são os espaços onde decorre seu dia-a-dia e onde recolhem estímulos para a inspiração. Revelando-se indomesticáveis, a opção pela boemia encarna bem seu jeito de quem prefere ficar à margem e desdenha mesmo integrar-se à vida burguesa. Flanando, os compositores tornam-se observadores privilegiados dos itinerários urbanos.

VI – Homenagem: Adoniran

Bela homenagem a Adoniran prestada por sua cidade foi esta. Há poucos anos, a mídia cismou de fazer um concurso para escolher a melhor canção popular brasileira. Como resultado, foi eleita “Cidade maravilhosa”, marchinha que exalta o Rio, hino do carnaval carioca que viria a ganhar estatuto oficial de hino da cidade. Os paulistas estrilaram, enfatizando que a canção não os representava. E elegeram – sabem qual? “Trem das onze”, de Adoniran. Todo mundo sabe que não há outra mais paulista, e até paulistana, que essa.  E assim se coroou a voz do povo.

Walnice Nogueira Galvão – Professora Emérita da FFLCH-USP

CANÇÕES QUE FALAM DE CANÇÕES EM LINDO DISCO DE ESTRÉIA DA PATRÍCIA SOUZA

Julho 10, 2018

A cantora paulista Patricia Souza foi viver na Argentina, mas carregou a canção brasileira junto. Ela acaba de chegar ao seu primeiro álbum, o lindo “ENTRE”, que tem um conceito curioso e instigante. Ela reuniu canções brasileiras que falam sobre ou foram inspiradas por outras canções.

O disco conta com dez regravações de canções brasileiras, entre elas “Dom de iludir”, de Caetano Veloso, “Preciso aprender a só ser”, de Gilberto Gil, “À beça”, de Vítor Ramil, além de uma composição da cantora em parceria com o baixista argentino Martin Pantuso, a inédita “Queixume”, baseada na letra de “As rosas não falam”, de Cartola.

A capa de Entre. Foto: Divulgação

Martin Pantuso é o responsável pela produção musical, direção e arranjos de “ENTRE” e contou com o violonista e guitarrista Pedro Rossi, o percussionista Horacio Vázquez e o baterista Pablo Favazza, Eduardo González (piano), Matías Gobbo (bandoneón), Mercedes Morello (fagote), Emanuel Brusa (sax e flauta), Santiago Castellani (trombone), Andrés Ollari (trompete), Juan Pablo Isaía (guitarra portuguesa) e María Laura Rojas (voz).

Patricia Souza traz o Brasil e a canção brasileira impregnados na sua maneira de interpretar. Tem uma voz delicada, suave, afinada e com muito senso rítmico. Mas nem por isso se furtou a misturar sons, misturar ritmos brasileiros e argentinos. A sua voz, apesar de vigorosa, se contém na medida das canções. Ela transita com destreza entre frases ricas de metais, solos de guitarra, bandoneón e mais um sem fim de instrumentos extremamente inventivos e bem tocados. Tudo funciona com muita naturalidade, como se músicos e cantora tivessem tocado juntos por toda a vida.

Entre algumas canções bastante conhecidas e outras nem tanto, Patricia relê achados como a bela e intrigante “À Beça”, do compositor gaúcho Victor Ramil. A gravação intercala com maestria uma certa tensão com o relaxamento da batida da bossa nova, no limiar da letra impressionantemente bem construída e um tanto debochada.

Vale ressaltar também o diálogo de voz e bandoneón na reflexiva “Preciso aprender a só ser”, que resgata uma fase meditativa de Gilberto Gil onde letra, harmonia, melodia e tudo o mais caminham num mesmo sentido sinuoso e complexo. Patricia matou a charada e conseguiu enxergar a canção de maneira definitiva.

A inédita “Queixume”, que teria tudo para sumir diante de um repertório tão valioso, consegue jogar de titular e vale para esperar da parceria da cantora com o produtor um álbum de inéditas.

Outro diálogo digno de nota acontece no clássico “Chão de Estrelas”, de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa, entre Patricia e a cantora María Laura Rojas. As duas dão uma dimensão nova à canção tantas vezes regravada. Em um dueto comovente, as cantoras, ponteadas por Juan Pablo Isaía na guitarra portuguesa, levam a linda melodia para além-mar, em uma visão tanto nova quanto inusitada.

Vale cada canção, cada releitura, cada tom de delicadeza e beleza que Patricia Souza nos entrega neste disco que, apesar de ser de estreia, nos mostra uma artista pronta, madura, que sabe o que quer e consegue fazer. Que venham muitos e muitos outros.

JULHO DAS PRETAS TEM PROGRAMAÇÃO DURANTE TODO MÊS EM CURITIBA

Julho 9, 2018

No dia 25 de julho é celebrado o Dia Nacional de *Tereza de Benguela* e da Mulher Negra

Redação

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

Dia 25 de Julho se celebra no Brasil o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.  - Créditos: Divulgação
Dia 25 de Julho se celebra no Brasil o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. / Divulgação

No Paraná, neste mês, haverá programação diversificada no Julho das Pretas. Os ventos são estimulados por datas importantes como o dia 25 de julho em que se celebra no Brasil o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data foi instituída pela Lei nº 12.987/2014, que entrou em vigor em 2013. A inspiração vem do Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, marco internacional da luta e da resistência da mulher negra, criado em 25 de julho de 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, na República Dominicana.

Confira parte da programação. Para ver na íntegra acesse.

Dia 25 de Julho se celebra no Brasil o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. – Café e bate papo das pretas

Local: Sede da RMN-PR – Rua Professor Ovídio Brasílio da Costa, 2251, casa 3 – Santa Quitéria – Curitiba/PR Horário: 9h30 – 12h

07/07 – Oficina Saúde da População Negra e Prevenção Combinada

Local: Tenda na “Boca Maldita” – Próxima à Praça Osório

Rua XV de Novembro – Curitiba/PR

Horário: 10h – 15h

07/07 e 08/07 – Ilê Yabás: mães e rainhas pretas

Virada Cultural de Mulheres Negras

Local: Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio

Rua Desembargador Clotário Portugal, 274, Centro – Curitiba/PR

Horário: a partir das 15h

09/07 a 13/07: Palestras e ações sobre a temática da população negra e indígena

Local: Colégio Estadual Guaíra

Rua Lamenha Lins, 1962 – Rebouças – Curitiba – PR

Horário: Manhã e tarde

Realização: Associação Usina de Ideias

13/07: Oficina de cartazes para a Marcha das Mulheres Negras

Com as (os) alunas (os) do Colégio Estadual Guaíra

Local: Colégio Estadual Guaíra.

Rua Lamenha Lins, 1962 – Rebouças – Curitiba – PR

Horário: Manhã e tarde

Realização: Associação Usina de Ideias

14/07 – Palestra sobre o livro “Com Ela” (A CONFIRMAR LOCAL)

Com a Escritora Ingrid M. Alves

Local: Livraria Vertov

Rua Visconde do Rio Branco, 835 – Sala 02 – Mercês – Curitiba/PR

Horário: 14h

14/07 – Cine Debate – Cara Gente Branca

Local: Livraria Vertov

Rua Visconde do Rio Branco, 835 – Sala 02 – Mercês – Curitiba/PR

Horário: 18h

16/07 – Seminário Classe, Gênero e Raça

Local: Sede da APP Sindicato

Av. Iguaçu, 880 – Rebouças – Curitiba/PR

Horário: 18h – 20h

21/07 – Palestras e lançamentos de livros (A CONFIRMAR LOCAL)

“Ayo” – Escritora Vera Paixão

“Com Ela” – Escritora Ingrid M. Alves

Local: Livraria Vertov

Rua Visconde do Rio Branco, 835 – Sala 02 – Mercês – Curitiba/PR

Horário: 10h

21/07 – Roda de Conversa – Feminismo Negro

Local: Livraria Vertov

Rua Visconde do Rio Branco, 835 – Sala 02 – Mercês – Curitiba/PR

Horário: 14h

21/07 – Roda de Conversa – Saberes Ancestrais das Parteiras

Local: Livraria Vertov

Rua Visconde do Rio Branco, 835 – Sala 02 – Mercês – Curitiba/PR

Horário: 16h

22/07 – Feira do Afro-empreendedor

Homenagem às mulheres negras

Local: Praça Zumbi dos Palmares

Rua Eloi Orestes Zeglin, Pinheirinho – Curitiba/PR

Horário: 14h – 18h

22/07 – Oficina Corpo, Voz e Movimento

Local: Praça Zumbi dos Palmares

Rua Eloi Orestes Zeglin, Pinheirinho – Curitiba/PR

Horário: 15h – 16h

25/07 – Arraiá das Pretas

Local: Quintal da Maria

Av. Jaime Reis, 366 – São Francisco – Curitiba/PR

Horário: 19h – 22h

26/07 – A Mulher Negra na Universidade: conquistas e desafios

Local: Universidade Federal do Paraná – Setor de Ciências Humanas

Rua General Carneiro, 460 – Edifício D. Pedro I – Reitoria – Curitiba/PR

Horário: 19h

25, 26 e 27/07 – V Colóquio de Feminismo Negro

Local: Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Av. Colombo, 5790 – Jardim Universitário – Maringá/PR

Horário: 19h30

27/07 – Oficina A Saúde da Mulher Negra

Local: Sede da ANEPRO (Associação dos Negros Procopenses)

Av. Antônio Silveira Brasil, 265, Jardim Bandeirantes – Cornélio Procópio / PR

Horário: 13h – 17h30

27/07 – CuTUCando a Inspiração apresenta: Slam Resistência Surda

Local: Teatro Universitário de Curitiba – TUC

Galeria Júlio Moreira – Travessa Nestor de Castro, s/nº, Gal. Júlio Moreira – Centro – Curitiba/PR

Horário: 19h – 22h

Apoio: Feira do Poeta

Curadoria: Gabriela Grigolom

28/07 – Dia das Princesas Negras

Local: Espaço Salão Africanitude – Estética e Arte

Rua Angenor Antônio Rodrigues, 432 – Sítio Cercado – Curitiba/PR

Horário: 10h

28/07 – Roda de Conversa “Empoderamento da mulher negra”

Dança e Bate-papo sobre o Julho das Pretas

Local: FAISCA – Feira Agroecológica de Inclusão Social Cultura e Artes

Avenida ngelo Moreira, 5030 – Umuarama / PR

Horário: 16h – 20h

29/07 – Marcha das Mulheres Negras

Local: Parolin

Rua Professor Plácido e Silva, 860 – Parolin (Em frente ao Armazém da Família) – Curitiba/PR. Horário: 14h

Edição: Frédi Vasconcelos

DOCUMENTÁRIO MOSTRA COMO FUTEBOL FOI USADO PELA DITADURA PARA PROPAGANDA POLÍTICA

Julho 6, 2018
‘MEMÓRIAS DO CHUMBO’
Jornalistas contam que, historicamente, os grandes eventos esportivos sempre estiveram atrelados às estruturas de poder constituído, seja a Copa ou mesmo os Jogos Olímpicos
por Redação RBA.
ACERVO/FOLHA DE S.PAULO
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Em Brasília, Pelé levanta a taça da Copa de 1970 ao lado de Médici

São Paulo – O futebol e sua relação com as ditaduras na América do Sul foi tema de debate realizado no Rio de Janeiro, na última quarta-feira (4), com a exibição do documentário Memórias do chumbo – o futebol nos tempos do Condor, do jornalista Lúcio de Castro. O filme lançado em 2010 ganhou o prêmio Gabriel García Márquez de jornalismo e foi selecionado por festivais internacionais, trazendo imagens de Pelé e outros encantando o mundo com seu talento. No entanto, a atuação do escrete canarinho também serviu como cortina de fumaça para esconder os crimes de Estado cometidos à época.

A utilização do desempenho da seleção brasileira na Copa de 1970 como propaganda política, no período mais duro da ditadura, não foi uma estratégia exclusiva do Brasil e governos militares de outros países sul-americanos fizeram o mesmo com suas equipes na época, como a Argentina, Uruguai e Chile. 

“Andam dizendo por aí que o futebol e política não se misturam, mas a história mostra que não. Existe uma mistura até hoje. Os regimes democráticos também se valem muitas vezes do esporte, do futebol, para a propaganda, mas é claro que na ditadura isso se acentua profundamente”, afirma Lúcio de Castro, em entrevista à repórter Viviane Nascimento, da TVT.

Historicamente, os grandes eventos esportivos sempre estiveram atrelados às estruturas de poder constituído. “Para você ter uma ideia, o passeio da tocha olímpica, que mobilizou o Brasil, em 2015, foi criada pelos nazistas para Olimpíadas de 1936, em Berlim. Hitler não realizou os Jogos à revelia do Comitê Olímpico Internacional, eles fizeram juntos. A estrutura de poder do esporte naquele momento se aliou ao regime nazista da Alemanha para fazer o seu evento”, relata o jornalista Aydano André Motta.

Para o jornalista Agostinho Vieira, se o discurso de vitória e superação fosse transposto para o contexto político, seria possível ampliar a conscientização social e ainda ganhar a Copa do Mundo. 

“Acho que a gente tem que equilibrar as duas coisas. O futebol faz parte da vida do brasileiro e a gente não pode abrir mão disso, mas não se pode esquecer do resto. A gente tem que entender que é possível ter um país mais justo, menos desigual e, ao mesmo tempo, torcer pelo futebol. Essas coisas não são incompatíveis”, explica.

Lúcio lembra que torcer sem dor na consciência também é um direito do cidadão. “Os caras tiraram muita coisa da gente, não vão poder tirar meu prazer pelo futebol”, brinca.

Assista à reportagem do Seu Jornal, da TVT:

HOJE: RAFA CASTRO LANÇA CD ‘FRONTEIRA’ COM SHOW EM SÃO PAULO

Julho 5, 2018

Jornal GGN – O pianista, cantor e compositor mineiro Rafa Castro lança seu CD ‘Fronteira’, no teatro Unibes, em São Paulo. Ao seu lado estarão Vinicius Gomes (Guitarra), Igor Pimenta (contra-baixo) e Gabriel Altério (bateria). No repertório, músicas próprias como CasuloMenino DançanteTeimosa e Cacos de Vitral, além de novos arranjos para composições de Milton Nascimento (Vera Cruz), Caetano Veloso (O quereres) Lô Borges (Trem Azul) e outros.

Rafa buscou no repertório com músicas de outros autores fazer a ponte entre o atual e aquelas dos anos 1970 e 1980. “Elas, realmente, são referências para minha criação, tanto na sonoridade, com melodias e harmonias incríveis, que provocam a percepção, quanto pelas letras que me emocionam, sempre que ouço”, disse ele.

Sua trajetória vem marcada por um caminho de exploração do piano, em todas as suas possibilidades, abraçando a liberdade de criação e consolidando sua forma de compor, com forte influência da música instrumental mineira. “Fronteira é um momento de descobrimento, no qual trago a carga afetiva das minhas influências. Consegui juntar dois pilares, a ‘música de minas’ e meu trabalho de trilhas sonoras, num resultado que faz sentido para mim. Todos os músicos que participam têm a versatilidade de serem instrumentistas de jazz, ligados à música instrumental e ao mesmo tempo, conhecedores do cancioneiro popular”, diz ele sobre o novo CD.

Rafa Castro, apesar de pouco tempo de carreira, menos de 10 anos, já carrega uma bagagem considerável. É autor de trilhas sonoras para cinema (Cacos de vitral (2015) e Modorra (2016) e teatro, em 2011, recebeu o prêmio BDMG, de Belo Horizonte (MG), na categoria ‘Jovem Instrumentista’. Em 2015, gravou o primeiro CD solo, Casulo, e fez uma turnê europeia, que passou pela Alemanha, Rússia, Noruega, Portugal e França.

Com o também mineiro Túlio Mourão, Rafa lançou o DVD/CD Teias, que traz para o palco dois pianos de cauda e, além da sintonia, dá espaço à improvisação. O trabalho mostra composições próprias, além de releituras de Milton Nascimento, Tom Jobim, Caetano Veloso e Noel Rosa. 

Já o novo álbum, Fronteira, apresenta 10 músicas, algumas com parcerias. Entre os parceiros presenças de Bernardo Maranhão, Vinicius Steinbach, Pablo Bertola e Thomaz Panza. 

Rafa Castro nasceu em São João Nepomuceno, em Minas Gerais. Na adolescência encantou-se com o violão e, aos 19 anos, descobriu o piano. E foi neste instrumento que se descobriu. Logo depois foi aprovado na Universidade de Música Popular Bituca, em Barbacena, onde estudou com Ian Guest e Gilvan de Oliveira.

O músico tem formação inteiramente popular, apesar de ser um ouvinte apaixonado de música erudita. Da formação popular, entrou o jazz, dando corpo à liberdade de criação e inventividade. “A música popular permite uma contribuição forte da personalidade do instrumentista e isso me cativa muito”, conclui ele.

SERVIÇO

Rafa Castro (pianista, cantor e compositor)

Lançamento do CD ‘Fronteira’

Banda: Vinicius Gomes (guitarra), Igor Pimenta (contra-baixo) e Gabriel Altério (bateria)

05/07/18 – quinta – 20h – Livre – Dur.: 70min – Cap.: 286 lug.

Ingresso: R$ 40 (int) e R$ 20 (meia) – 50% de desconto para cliente (+1) ou funcionário (+1) Porto Seguro

Vendas online pelo site: https://www.tudus.com.br e na bilheteria do Teatro

Teatro Unibes

R. Oscar Freire, 2500, tel.: (11) 3065 4333, Sumaré (Ao lado da Estação Sumaré do Metrô)

A ARTE É A BUSCA DO EMBELEZAMENTO DA VERDADE, AFIRMA TRIO DE POETAS PERNAMBUCANOS

Julho 5, 2018
Iyalê Tahyrine e Vinícius Sobreira

Brasil de Fato | Recife (PE)

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 Os três são da família Marinho. Antônio, mais conhecido como Marinho, Greg e Miguel - Créditos: Catarina de Angola
Os três são da família Marinho. Antônio, mais conhecido como Marinho, Greg e Miguel / Catarina de Angola

O “Em Canto e Poesia” é um grupo formado por três artistas de São José do Egito, conhecida como a terra dos poetas. Os três são da família Marinho. Antônio, mais conhecido como Marinho, Greg e Miguel. O trio, jovem na idade, está ligado pela ancestralidade sertaneja, bebendo da herança do cordel, da cantoria e da poesia. O grupo se apresenta como filhos de Bia Marinho e netos de Lourival Batista, mais conhecido como Louro do Pajeú. Confira!

Brasil de Fato: Qual a influência de Louro do Pajeú no trabalho de vocês?

Em canto e poesia: Louro é o ponto mais distante da ancestralidade que nós conseguimos tocar, apesar de ela vir de antes, desde o final do século 18, com a aparição dos primeiros repentistas no nordeste. O aparecimento desses repentistas nos traz já essa ancestralidade porque já são pessoas da nossa árvore genealógica, que vem aí a quatro ou cinco gerações, onde a cantoria é forte no sertão do Pajeú, em Pernambuco e no Cariri, na Paraíba, e a gente vem dessa história. O ambiente é um catalisador, ele não determina, nem fabrica poetas. Não é porque se é filho ou neto de poeta que se é poeta. 

Vocês podem falar um pouco da relação de vocês com São José do Egito, conhecida como “cidade dos poetas?

A casa de Louro criou essa atmosfera do repente e da amizade. Essa cultura da poesia era muito facilmente disseminada em São José, as crianças cresciam já dizendo verso. No dia a dia, nossa avó jogava com essa ideia da palavra, ensinava um verso no almoço para a gente dizer de noite. O dia seis de janeiro na casa de Louro era uma grande reunião de poetas. Disso tudo tem uma influência estética também, nós não temos um estilo predominante, nem musical, nem poético, nós cantamos e compomos de várias formas e com vários estilos, mas a predominância é a rima e a métrica vindas da cantoria, da poesia oral, da embolada, dos estilos da poesia popular nordestina.

Para vocês qual o papel do artista quando temos retrocessos na política de um país?

A arte – como a que nós fazemos – é a busca do embelezamento da verdade, é a recriação da verdade. É querer ver o real pelo belo, por isso, quando vemos tantas coisas serem falseadas, naturalmente, essa verdade que a arte quer embelezar e recriar, já se impossibilita, porque existe um grande choque.

Edição: Monyse Ravenna

CHILE: MILITARES SÃO CONDENADOS PELA MORTE DO MÚSICO VICTOR JARA

Julho 4, 2018

Jornal GGN – O músico Victor Jara foi assassinado em 16 de setembro de 1973, nos primeiros dias da ditadura de Augusto Pinochet. E nesta terça-feira, finalmente, nove militares reformados foram condenados pela Justiça do Chile, sentenciados a até 15 anos e um dia de prisão pelo homicídio, pelo homicídio de Jara e do ex-diretor de prisões Littre Quiroga Carvajal.

O juiz Miguel Vázquez proferiu a condenação para o caso de Jara, depois de extensa investigação que tinha por objetivo determinar qual foi a participação de integrantes do Exército no assassinato do músico. Ele foi morto por 44 tiros por ser simpatizante de Salvador Allende, que havia sido deposto, e membro do Partido Comunista.

Autor da belíssima canção “Te recuerdo Amanda”, Jara foi preso em 12 de setembro de 1973, um dia após o golpe militar, com outras 5 mil pessoas. Foi levado ao Estádio Nacional, em Santiago, quando a arena esportiva foi convertida em centro de detenção e tortura.

Os militares foram condenados a mais três anos de prisão por sequestro simples. Havia mais um militar sendo julgado, Rolando Melo Silva, que foi condenado a cinco anos e um dia de prisão por encobrir os homicídios e a mais 61 dias de cárcere por ser cúmplice dos sequestros.

Segundo relatos de outros presos, Jara foi torturado e suas mãos foram quebradas com a coronha de uma arma antes de ser morto. Encontraram seu copor três dias depois, perto de um cemitério. Com as mãos quebradas, Jara conseguiu escrever versos, a lápis, em uma caderneta. Esses versos foram entregues a um companheiro de cela e está na Fundação Jara. “Canto, que mal me sai / quando tenho que cantar espanto! / Espanto como o que vivo / como o que morro, espanto”.

Durante a ditadura de Pinochet, que foi de 1973 a 1990, perto de 3 mil pessoas morreram ou desapareceram, e outras 28 mil foram torturadas. A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet foi uma delas.