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UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Dezembro 3, 2013
Haia, 3 de setembro de 1882

Barcos em Veneza, (c. 1895), PAILLARDHenri Pierre Paillard-  Barques à Venise (c.1895) Paris, Musée du Louvre

Barques à Venise , Paris, Musée du Louvre.

Van Gogh tenta junto com seu irmão Theo reduzir as despesas com o material de pintura e sugere o contato com  o pintor francês para diminuir o custo do material:

“”Quero trazer uma coisa importante a sua atenção. Não seria possível conseguir tinta, painéis, pinceis etc pelo preço líquido? No presente eu tenho que pagar o preço de varejo. Você está em contato com Paillard ou alguém assim? Se sim, me parece que conseguiria tinta consideravelmente mais barato, por exemplo, em grandes quantidades, como branco, ocre, terra sienna, e poderiamos ter um acordo quanto ao dinheiro. Seria, é claro, mais barato. Boa pintura não consiste em usar um grande negócio de tinta, mas dar um solo com verdadeira força, fazer o céu brilhoso, as vezes não se preocupar com um tubo ou mais.
As vezes o tema requer que se pinte fracamente, as vezes o material, a natureza das coisas, torna evidente que ele deve estar empastado*.”

[* tinta em uma grossa camada]

Henri Pierre Paillard é um pintor, gravurista e ilustrador francês considerado parte dos pintores orientalistas de seu país.

Nascido no dia 6 de maio de 1844 em Paris, ele aprende ainda jovem pintura e posteriormente gravura em madeira com um antigo aluno de Porret, e posteriormente com Smeeton. A seguir ele executa gravura em água-forte.

Ele colabora em revistas como le Magasin pittoresque, le Monde illustré, la Gazette des Beaux-Arts, L’Illustration, L’Image…, e com a Société des amis des livres (Sociedade dos amigos de livros). Ele trabalha também para o editor e bibliófilo Henri Beraldi, que o acompanha diversas vezes volta aos Pirineus. Ele faz gravuras das ilustrações de Charles Jouas para o livro “les Cent ans aux Pyrénées” de Beraldi, mas os sete volumes foram finalizados sem ilustrações.

Amigo de Auguste Lepère, com quem criou um ateliê em Montmartre, ele se orienta, como ele, cada veis mais frente a gravura original. Ele logo se torma membro fundador e primeiro vice-presidente da Société de la gravure sur bois originale (Sociedade de xilogravura original).

Assim como a pintura, ele realizou trabalho pastel, aquarelas e pintura a óleo. Sua obra foi composta de paisagens parisienses e de suas viagens na França (em Provence, em Bretagne) ou no estrangeiro, na Bélgica, Holanda, Argélia, onde pintou paisagens urbanas e marinhas.

Aluno de Lavoignat em Laon. Ele começa no Salão de Arte de Paris em 1870 e a partir de 1893, após a morte de sua esposa, ele realiza uma série de viagens para a Argélia e a Europa. No mesmo ano participa do Salão dos Orientalistas Franceses (Salon des Orientalistes Français).

Ele vem a óbito no dia 26 de novembro de 1912.

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Todas as terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor mon(o)t0-ista Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui. UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Novembro 5, 2013
Haia, 2 de junho de 1882

Guardião de cabras, (1864), BILDERS

Gerard Bilders- Geitenhoedster (Guardião de cabras, 1864) Rijksmuseum

Geitenhoedster, Amsterdam, Rijksmuseum.


Continuamos a longa carta onde Van Gogh descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia

1 pasta Ch. Keene e Sambourne

1 pasta J. Tenniel completada pelos cartoons de Beaconsfield

Falta John Leech, mas esta lacuna pode ser facilmente preenchida pois pode-se obter uma reimpressão destas gravuras em madeira, o que não é muito caro

1 pasta Barnard

1 pasta Fields e Charles Green, etc

1 pasta Pequenas gravuras em madeira francesas, álbum Boetzel, etc.

1 pasta Cenas a bordo de navios ingleses e croquis militares

1 pasta Heads of the Peole por Herkomer, completada por desenhos de outros artistas e por retratos.

1 pasta Cenas da vida popular londrina, desde os fumantes de ópio e White Chapel e The seven Dials, até figuras das damas mais elegantes, e Rotten Row of Westminter Park. Foram juntadas cenas correspondentes de Paris e Nova York. O conjunto é um curioso ‘Tale of those cities’.

1 pasta As grandes lâminas de Graphic, London News, Harpers Weekly, etc, entre as quais, Frank Holl, Herkomer, P. Renouard, Fred. Walker, P. Renouard, Menzel, Howard Pyle, Fitzgerald, Bilders…

Albertus Gerardus Bilders ou Gerard Bilders foi um pintor tonalista de paisagens, esbocista, aquarelista, gravurista e colecionador holandês associado com alguns membros da Escola de Haia (Hague School) e considerado um membro do Atelier Pulchri (Pulchri Studio).

Nascido em 9 de dezembro de 1838 em Ultrecht filho de Frederika Staudenmayer e do pintor romântico e paisagista Johannes Warnardus. Bilders começa a se interessar por arte e estuda com seu pai e posteriormente com Haye. Aos 17 anos ele aceita o apoio financeiro de Johannes Kneppelhout, um escritor que não avançou muito em sua carreira. Sua família morou em Ultrecht até 1856, apesar de durante 1841-45 eles passarem um tempo em Oosterbeek.

Em 1857 ele se muda para Haia onde passa a estudar na Academia de Belas Artes de Haia onde fica até 1859 e pinta diversas modelos nuas e vestidas. No Museu Mauritshuis ele passa a copiar as paisagens com gado de Paulus Potter.Quando viaja para Gênova ele passa a colaborar com o pintor de paisagens e de animais Charles Humbert. Em 1859 ele se torna membro da sociedade Felix Meritis que fomentava a arte na Holanda e passa a estudar na Academia de Belas Artes de Amsterdam. Em 1860 ele viaja com o pai para Bruxelas e conhece o trabalho dos pintores da Escola de Barbizon.

Ele passa a pintar paisagens paisagens de animais (especialmente as da área de Leiden) ou de figuras, com um estilo próximo dos pintores da Escola de Barbizon. Ele tentou reproduzir os humores que a paisagem evocam usando efeitos luminosos peculiares, além de um colorido e vistoso cinza quente. Quando ele misturava toda as cores da paleta com o cinza para conseguir este efeito, ele estava frequentemente insatisfeito com o resultado. Esta prenuncia o estilo de pintura tonal dos pintores da Escola de Haia.

Quando ele retornou para Oosterbeek ele conheceu o pintor de paisagens e animais Anton Mauve e os irmãos Maris. Ele morre ainda bastante jovem aos 26 anos, no dia 8 de março de 1865 em Amsterdam.

Albertus Gerard Bilders-Weiland bij Oosterbeek (Meadow near Oosterbeek, 1860)

Albertus Gerard Bilders-Weiland bij Oosterbeek (Prado próximo deOosterbeek, 1860) Rijksmuseum

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Todas as terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor mon(o)t0-ista Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui. UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Outubro 15, 2013
Haia, 2 de junho de 1882

A Batalha de Bunker Hill (1907), PYLEHoward Pyle, The Battle of Bunker Hill, Scribner's Monthly Magazine for February, 1898

The Battle of Bunker Hill, Wilmington (DE) , Estados Unidos, Delaware Art Museum. Publicado originalmente como ilustração para Scribner’s Monthly Magazine for February, 1898


Continuamos a longa carta onde Van Gogh descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia

1 pasta Ch. Keene e Sambourne

1 pasta J. Tenniel completada pelos cartoons de Beaconsfield

Falta John Leech, mas esta lacuna pode ser facilmente preenchida pois pode-se obter uma reimpressão destas gravuras em madeira, o que não é muito caro

1 pasta Barnard

1 pasta Fields e Charles Green, etc

1 pasta Pequenas gravuras em madeira francesas, álbum Boetzel, etc.

1 pasta Cenas a bordo de navios ingleses e croquis militares

1 pasta Heads of the Peole por Herkomer, completada por desenhos de outros artistas e por retratos.

1 pasta Cenas da vida popular londrina, desde os fumantes de ópio e White Chapel e The seven Dials, até figuras das damas mais elegantes, e Rotten Row of Westminter Park. Foram juntadas cenas correspondentes de Paris e Nova York. O conjunto é um curioso ‘Tale of those cities’.

1 pasta As grandes lâminas de Graphic, London News, Harpers Weekly, etc, entre as quais, Frank Holl, Herkomer, P. Renouard, Fred. Walker, P. Renouard, Menzel,  Howard Pyle…

“Você conhece uma revista americana chamada Harper’s Monthly? Há coisas que me deixa besta de admiração, incluindo esboços de uma cidade nos velhos dias feito por Howard Pyle.” Van Gogh em uma outra carta a Theo

Howard Pyle foi um ilustrador, escritor e artista norte-americano que originou a “Escola Brandywine” (Brandywine School) de ilustração. É considerado um dos pais da ilustração americana e o primeiro dos artistas da era do outro. Ele ficou conhecido ainda pelas imagens primordiais da história dos Estados Unidos. Sua irmã Katherine Pyle também foi pintora e ilustradora. Seu estilo de ilustração é considerado na Arte Noveau

Nascido em 5 de março 1823 em Wilmington, Delaware e desde cedo se interessou em desenho e escrita. Era um estudante indiferente mas foi encorajado pela mãe para estudar arte. Ele estudou com o pintor por três anos com o pintor F.A. Van der Weilen em Philadelphia e posteriormente na  Art Students League of New York e com Edwin Roscoe  Shrader. Seu trabalho sofreu influência de Hogarth e dos primeiros mestres alemães como Albrecht Dürer.

Em 1876 ele viaja para ilha de Chincoteague em Virginia e escreve e ilustra um artigo na Scribner’s Monthly. Um dos donos desta revista, Roswell Smith, lhe encourajou a se mudar para Nova York e começar a ilustrar profissionalmente. Ele foi encorajado por vários artistas como  Edwin Austin Abbey, A. B. Frost and Frederick S. Church. e logo e emprestou sua habilidade artística na ilustração de livros (muitas vezes infantis) como Senhorita de Shalott, Aventuras de Robin Hood, e vários livros de lendas arthurianas como Rei Arthur E Os Cavaleiros Da Tavola Redonda. Ele também ilustrou revistas como (St. Nicholas, Harper’s), especialmente em cores, para uima indústria de impressão rapidamente amadurecida. The Brandywine Conservancy e o Delaware Art Museum house possuem mais de 100 de seus trabalhos.

In 1881 Dodd, Mead and Company o comissionaram para ilustrar com desenhos coloridos dois livros infantis: The Lady of Shalott e Yankee Doodle. Este projetos estão entre os primeiros experimentos em livros coloridos impressos para crianças. Pyle emulou a cor as impressões do conhecido publicitário inglês Edmund Evans, que produziu trabalhos ilustrados por Walter Crane e outros artistas populares.

Em 12 de abril de 1881 se casa com a cantora Anne Poole com quem teve 7 filho. Ele teve uma lua de mel em 1889 quando viajou para Jamaica enquanto um de seus filhos, Sellers, morria sem explicações.

Em 1894 ele passou a lecionar ilustração na Drexel Institute of Art, Science and Industry. Após 1900 ele fundou a escola de ilustração  Howard Pyle School of Illustration Art, que posteriormente Henry C. Pitz mudou de nome para Brandywine school. Em 1906 ele fez pinturas de mural como A batalha de Nashville no capitólio de Minnesota e outros dois murais para tribunais em New Jersey.Em 1907 Howard Pyle foi eleito membro da Academia Nacional de desenho  (National Academy of Design).

Ele morreu em 9 de novembro de 1911 de uma infecção renal em Florença na Itália onde morava desde 1910 para estudar pintura em mural e os grandes mestres . Dentre os estudantes de sua escola estão Maxfield Parrish, Elenore Abbott, Violet Oakley, Allen Tupper True, Ellen Bernard Thompson Pyle, Jessie Willcox Smith, Elizabeth Shippen Green, Alice Barber Stevens, Newell Convers Wyeth, Anna Whelan Betts, Sarah S. Stilwell Weber, Philip R. Goodwin, Ethel Franklin Betts Bains,  Harvey Dunn, Thornton Oakley,  Frank Schoonover, Watson Barrat, Arthur E. Becher, Harold Matthews Brett, Walter H. Everett, Gayle Porter Hoskins, Percy van Eman, Oliver Kemp, Ethel Pennewill Brown  Leach, James Edwin McBurney, Maxfield Parrish, Frank Earle Schoonover, Thornton D. Skidmore,  Howard Everett  Smith, Jessie Willcox Smith, Wuanita Smith, C. Clyde Squires, Harry Everett Townsend.

SOBRE A OBRA

A cena representa o segundo ataque e é tomada da ala direita do quinquagésimo segundo regimento durante a guerra de independência dos Estados Unidos, com a companhia de granadeiros em primeiro plano. Na ala esquerda do regimento, sobre o comando do major, parou, e está atirando uma saraivada; a ala direita está somente marchando para tomar sua posição de tiro. O navio de guerra, atirando a meia distância é o [HMS] Lively; na distância mais remota está a fumaça da bateria em Copp’s Hill. A fumaça negra a direita é de casas queimadas em Charlestown.

Os Continentais tentaram em vão arrebentar a porta, que eram mantidas no lugar por uma barra de ferro na lateral. O oficial nesta fase era o Sétimo Pennsylvania. Aquele caido sobre sua face na direita, foi detalhado para trazer a frente a bandeira de trégua, pedindo a rendição da casa. Ele foi permitido chegar perto do regimento e então abatido ao lado da passagem.
Howard Pyle portrait

Fotografia de Howard Pyle

Howard Pyle- Attack on a Galleon (1905)Howard Pyle-Attack on a Galleon (1905)

Howard Pyle- Mark Twain's Joan of Ark, The Triumphal Entry into Rheims (1904)

Howard Pyle– Mark Twain’s Joan of Ark, The Triumphal Entry into Rheims (1904).

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Todas as terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor mon(o)t0-ista Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui. UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Outubro 8, 2013
Haia, 2 de junho de 1882

A Forja (Ciclope moderna ,1875), MENZEL

Adolf Friedrich Erdmann von MENZEL- La Forge (Cyclopes modernes, c. 1875) , Berlin, Alte Nationalgalerie

Eisenwalzwerk (Moderne Cyklopen), Berlim, Alte Nationalgalerie


Na nossa volta da coluna do estudo da arte da pintura através do artista holandês, continuamos a carta onde Van Gogh descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia

1 pasta Ch. Keene e Sambourne

1 pasta J. Tenniel completada pelos cartoons de Beaconsfield

Falta John Leech, mas esta lacuna pode ser facilmente preenchida pois pode-se obter uma reimpressão destas gravuras em madeira, o que não é muito caro

1 pasta Barnard

1 pasta Fields e Charles Green, etc

1 pasta Pequenas gravuras em madeira francesas, álbum Boetzel, etc.

1 pasta Cenas a bordo de navios ingleses e croquis militares

1 pasta Heads of the Peole por Herkomer, completada por desenhos de outros artistas e por retratos.

1 pasta Cenas da vida popular londrina, desde os fumantes de ópio e White Chapel e The seven Dials, até figuras das damas mais elegantes, e Rotten Row of Westminter Park. Foram juntadas cenas correspondentes de Paris e Nova York. O conjunto é um curioso ‘Tale of those cities’.

1 pasta As grandes lâminas de Graphic, London News, Harpers Weekly, etc, entre as quais, Frank Holl, Herkomer, P. Renouard, Fred. Walker, P. Renouard, Menzel…

 “Nenhum dia sem desenhar.” – Adolf von Menzel

Adolf Friedrich Erdmann Von Menzel ou Adolph Von Menzel foi um pintor, ilustrador e gravurista alemão-polonês, pioneiro do realismo alemão e  conhecido pelas pinturas do cotidiano, sua técnica e estudos de cor e luz, que influenciaram o impressionismo, sua pinturas  históricas sobre história germano-prussiana e suas pinturas da corte alemã.

Nascido em Breslau (Wroclaw) na Prússia, hoje Polônia, no dia 08 Dezembro de 1815, que já mostrava talento na infância quando  aos 12 anos fez sua primeira obra artística: um desenho. Durante sua vida o baixinho Menzel, que tinha 1 metro e quarenta de  altura (4’7″), sempre foi uma figura conhecida nos bailes e na vida social. Segundo um amigo do pintor Degas ele era “um  homem baixo com óculos, pouco falante, bebendo champanhe e fazendo esboços”.

Filho de um gravurista litográfico, a quem ajudava no ofício. Mudou-se com a família para Berlim em 1830 e viu seu pai morrer  dois anos depois. Algumas fontes citam que o pai de Menzel era também o diretor de uma escola para garotas e desejava que o  filho se tornasse um professor.

Adolph assumiu a loja de seu pai e assumiu o sustento da família. Ele fez suas primeiras ilustrações em 1834 e uma série  maior de ilustrações de livros no fim da década de 1830. Apesar de um curto estudo na Academia de Berlim em 1833, Menzel é  considerado totalmente autodidata. Neste mesmo ano, a Sachse de Berlim publicou seu primeiro trabalho: um álbum de desenhos  de caneta reproduzidos em pedra para ilustra o pequeno poema de Goethe”Kiinstlers Erdenwallen”. Ele executou litografias para  ilustrar a “Denkwiirdigkeitenaus der brandenburgisch-preussischen Geschichte”, pp. 834-836; “Os cinco sentidos” e “O orador”,  também como diplomas para corporações e sociedades. Sua experiência com pintura começou em 1837 e entre 1839 e 1842 produziu  400 desenhos, revificando ao mesmo tempo a técnica de gravura em madeira, para ilustrar a obra Geschichte Friedrichs des  Grossen (“História de Frederick o grande”) de Franz Kugler. Sua obra teve um grande reconhecimento ao trabalhar  em pinturas  voltadas ao governo de Frederick, o grande nos anos de 1850.

Ele subsequentemente produziu “Friedrichs des Grossen Armee in ihrer Uniformirung” (“Os uniformes do exército de Frederick, o  grande”), “Soldaten Friedrichs des Grossen” (“Os soldados de Frederick, o grande”); e finalmente por ordem do rei Frederick  William IV, ele ilustrou os trabalhos de Frederick, o grande, “Illustrationen zu den Werken Friedrichs des Grossen  (1843-1849)”. Com estes trabalhos Menzel pode ser considerado um dos primeiros, se não o primeiro, dos ilustradores de sua  época em seu próprio estilo.

Enquanto isto Adolph teve que se organizar para estudar sozinho a arte da pintura, e posteriormente produziu um grande número  e variedade de pinturas, sempre mostrando precisa observação e uma arte honesta- assuntos ligados a vida da corte e cenas com  cotidiano como “O jantar do baile”, “Em confissão”. Dentre seus trabalhos mais importantes estão “A forja” e “Mercado em  Verona”. Já pinturas como “A coroação de William I em Koenigsberg” foi produzida como uma representação oficial da cerimônia  sem se preocupar com as tradições da pintura oficial.

Ele se tornou membro da Academia de Berlim em 1853, sendo nomeado professor em 1856. Após isto ele se tornou o principal  artista da segunda metade do século XIX e a partir de 1880 ganhou fama internacional sendo ascendido para a nobreza em 1898  (daí em diante com o título de “Von”).

Mesmo tendo se dedicado muito a gravura, Menzel foi um profícuo esbocista através de sua longa carreira e tendo um certo  reconhecimento em pintura a óleo. Sua virtuosidade e sua técnica em capturar o fenômeno visual (como a forma na qual  percebemos os objetos desfocados e borrados comparados com aqueles do primeiro plano) atraíram vasta atenção, e anteciparam  alguns dos efeitos do impressionismo francês em 30 anos.

Durante sua vida retratou a corte de Frederick com uma profunda precisão histórica e cada detalhe desde os botões em um  uniforme ou cabo de uma espada, foram meticulosamente pesquisados.

Quando visitava Paris, Menzel tinha contato com artistas de lá como Edgar Degas e Ernest Meissonier. Ele ainda viajou  diversas vezes para Viena e Verona. Ele é lembrado como um cronista inigualável da vida de Berlim. Ele recebeu o título de  cavaleiro em 1898, sendo o primeiro pintor a receber a ordem de “Águia negra” (Black Eagle). Ele teve ainda um funeral de  Estado em sua morte que ocorreu em Berlim no dia 09 Fevereiro de 1905. De sua produção mais de 10.000 desenhos sobreviveram,  o que mostra sua extensa (e sempre de qualidade) produção artística. Por sua expressividade realista, muitas vezes suas obras  aparentam fotografias tamanho o realismo expressado. Suas cenas de ruas, interiores e paisagens demonstra uma visão nada  ortodoxa do pintor; sujeitos são visto de ângulos do alto ou de baixo, e há saídas das convenções de agrupamento e moldura,  assim como excursões inovadoras em assuntos industriais como em “Moinho rolante”. Em seus trabalhos que pressagiam o  impressionismo como the Sitting Room (1847), Menzel  usou seu sentido refinado nos efeitos de luz e no uso de uma pincelada  aberta. Ele foi professor de Carl Johann  Arnold e de Fritz Werner.

SOBRE A OBRA

Nos anos precedentes da primeira guerra mundia, a maior nação industrial da Europa é sem dúvida a Alemanha, unificada sobre a  autoridade da monarquia prussiana após o dia 18 de janeiro de 1871,seguido a sua vitória sobre um Napoléon III em declínio. A  França e sobretudo a Grã-Bretanha tinham portanto realizado as suas primeiras revolução industrial ao fim do Século XVIII,  após encetado sua segunda revolução industrial no meio do século XIX.

A força da Alemanha reside principalmente na abundância de suas minas de carbono e de ferro, na Silésia on na Ruhr, dentro do  espírito de iniciativa dos grandes industriais como Krupp (siderurgia) ou Borsig (máquinas a vapor). A modernização acelerada  do país favoreceu seu enriquecimento global e alimentou sua natalidade. Ela provocou sobretudo uma mutação radical das  condições de vida e de trabalho de milhões de homens e mulheres que saem em massa dos campos para se ajustar nas usinas e se  empilhar nos arrebaldes das grandes cidades.

  Análise da imagem

Nesta época, década de 1840, em que Menzel se faz reconhecido é que passa a usar a maravilha da gravura. Ele é rapidamente  reconhecido pela Prússia e pelo Império e obtem distinções nobres e comissões. “A forja” é uma de suas obras mais notáveis,  até no título. Apesar da aparente confusão de uma cena mergulhada na penumbra, a composição é na realidade rigorosa. As  linhas horizontais e verticais que a estrutura delimitam as cenas para facilitar a compreensão. O arredondado da grande roda  do moinho, em ponto de escapar, é colocado de volta pelas pequenas rodas a direita, a chapa grande aberta, na qual se curvam  os trabalhadores e contribuem a dinâmica geral da obra. O centro do quadro corresponde no metal em fusão que parece se atirar  contra aqueles que o faz. O resto da pintura, descrita em uma paleta escura, apresenta os utensíios, vestimentas, gestos e  mesmo emoções que parecem segurar a vivacidade.

As máquinas a serviço o homem ou o homem a serviço da máquina?

O naturalismo mergulha o espectador no coração da ação. Se o olho se ater na cena central, e escorregar na metáfora  mitológica, poderemos ver um grupo de Vulcano (Deus romano do fogo) controlam o fogo e o metal, gigantes modernos forjando a  indústria e logo o poder alemão. Mas o sub-título dado para Menzel indica que os partidos marginais tem toda sua importância.  Cegos pelo fogo e condenados a viver em uma caverna onde a falta de ar disputa com a sujeira e com o calor, os trabalhadores  são acorrentados a sua máquina. Eles não podem se separar muito, bloqueados simbolicamente pelas barras metálicas verticais  que lembram as barras da prisão, e obrigados a comer em seu lugar. Eles aparecem prematuramente usados, e de alguma forma desumanizados pela máquina, os ritmos de trabalho, a duração das jornadas de trabalho, a massificação e a repetitividade das tarefas. É sem dúvida o preço a pagar para a formidável revolução alemã, que Menzel mostra a todos ao revelar incidentalmente
as condições de trabalhos e a vida dos trabalhadores da época moderna.

Desta forma a precisão da máquina e a beleza trazida pela vívida luz do fogo da forja são instrumentos que para o trabalhador trazem sua forma de sobrevivência e uso da força de trabalho tal qual pela exploração de seu trabalho...

Adolf Von Menzel

Fotografia de Adolf Von Menzel

E0702 MENZEL L817

Adolf Menzel- Procession in Hofgastein (1880), Munique Bayerische Staatsgemäldesammlungenn

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Todas as terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor mon(o)t0-ista Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui. UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

O mundo da arte em uma obra

Junho 14, 2013

ESQUIZOFIA

ENUNCIA

O MUNDO DA ARTE EM UNA OBRA

“A Moça (com um livro

De Almeida Júnior
Moça de Almeida Júnior grande

““A importância de Almeida Júnior é a sua brasilidade. Ele retrata o que está a sua volta, as pessoas e a paisagem de sua terra, com claridade tropical. Gente de carne e osso, como o “Derrubador Brasileiro”, e não mais figurando nas óperas de Alencar cheia de bons sentimentos portugueses”
GLAUCO RODRIGUES

 

A linguagem acadêmica e a visão quase fotográfica que se revelam nos quadros de Almeida Júnior situam-no como um pintor convencional. Entretanto, a originalidade do tema, a captação da realidade brasileira, através das representações de cenas caipiras, denotam um certo espírito renovador, antecipando o ideal que animará os modernistas, pesquisadores, dos motivos típicos de nossa terra.

Em Itú, onde nasceu em 8 de maio de 1850, José Ferras de Almeida Júnior aprende a amar o seu ambiente rústico da roça e desenvole seu talento artístico, através do desenho. A vocação da infância prolonga-se até a mocidade e, em 1869, ele vai para o Rio de Janeiro, com a intenção de matricular-se na Academia Imperial de Belas-Artes. Terminado o curso, volta para a terra natal em 1874. Um ano depois, Dom Pedro II vai a São Paulo e, vendo o tetrato do Comendador Antonio de Queirós Teles, pintado por Almeida Júnior, reconhece o valor do artista e lhe concede uma bolsa de estudos na Europa. Entre 1876 e 1882, o jovem pintor lá permanece, estudando inclusive com Alexandre Cabanel, um dos mais renomados coloristas franceses da época.  Neste período de aprendizado, Almeida Jr. expõe no Salão de Paris em 1881 e 1882 obras como O Derrubador, Remorso de Judas, Fuga para o Egito e O Descanso do Modelo. Da arte francesa se inspira no realismo de Jules Breton e Jean-Fraçois Millet.

Quando volta traz consigo novas experiências e uma enorme saudade do Brasil.Superada a fase dos temas bílicos, surge em sua obra a série de quadros caipiras como Caipiras Nagaceando, Caipira picando fumo, O violeiro Em 1899, Almeida Júnior é um pintor consagrado e sua produtividade continua cada vez mais intensa. Entretanto neste ano, um trágico acontecimento rouba-lhe a vida. No dia 13 de novembro o artista é assassinado à porta de um hotel de Piracicaba.O Dia do Artista Plástico brasileiro é comemorado a 8 de maio, data de nascimento do pintor.

O mundo da arte em uma obra

Maio 31, 2013

Nossa coluna de arte sextavada traz uma “nobra” obra. E uma obra que é considerada um dos grandes clássicos da arte moderna, sendo um dos quadros apreciados mas indescritível  Por seu formato largo como um painel, e suas formas estranhas, nem sempre é apreciado pelo público.

Seu pintor foi bastante ativo nos mais diversos meios da expressão plástica. Independente do meio ele teve uma notável fama em vida e pintou grandes obras primas que são até hoje consideradas vanguardistas. 

A nossa una obra de hoje traz uma de suas principais telas e que além de ser bastante conhecida, muitas vezes não consegue ser “analisada” tamanho sua singularidade. Muitos somente conseguem a remeter ao artista. Por isto trazemos uma obra importante, além de sua história e concepção.

ESQUIZOFIA

ENUNCIA

O MUNDO DA ARTE EM UNA OBRA

“Guernica

De Pablo Picasso
guernica

“Arte não é a aplicação de um cânone de beleza mas o que o instinto e o cérebro podem conceber além de qualquer cânone. Quando amamos uma mulher nós não começamos a medir seus membros.”

Picasso_signature

O escultor, pintor, gravurista, ceramista, pintor de cenários Pablo Picasso ou Pablo Ruiz Picasso nasceu no dia 25 de outubro de 1881, em Malaga na Espanha filho do artista Jose Ruiz, e de Maria Picasso. Um artista prodígio aos 14 anos, completou um exame de qualificação de um mês para a Academia de Belas Artes de Barcelona (Academy of Fine Arts in Barcelona) em um dia. Ele foi para a Academia de San Fernando em Madri, voltando para Barcelona em 1900, onde frequentava o cabaré mais famoso da cidade, Els Quatre Gats, repleto de intelectuais e artistas.

Picasso foi um dos fundadores do movimento cubista, ou cubismo, e foi criador da escultura construída  da colagem. Teve diversas fases como a azul, rosa, afro, e sofreu influência do simbolismo e realismo. Além do cubismo teve contato com outras vanguardas europeias e tem obras ligadas ao surrealismo, neo-expressionismo e classicismo.

Guernica é certamente a mais poderosa declaração política de Picasso, pintada como uma reação imediata a devastação feita por bombas nazistas na cidade basca de Guernica durante a Guerra Civil Espanhola. Guernica retrata as tragédias da guerra e o sofrimento que inflinge sobre indivíduos, particularmente cidadãos inocentes. Este trabalho ganhou status monumental, se tornando um lembrete perpétuo das tragédias da guerra, um símbolo anti-guerra, uma materialização da faz. Após terminar a obra, ela foi mostrada por todo mundo em uma tour breve, se tornando famosa e amplamente aclamada, além de levar atenção do mundo a guerra civil espanhola.

Guernica é uma cidade que durante a guerra civil foi considerada como um bastião nortista do movimento de resistência republicano e o epicentro da cultura basca, além de sua significação como um alvo. As forças republicanas eram compostas de  diversas facções (Comunistas, socialistas, anarquistas etc) com ampla diferença no que se refere a metas de um eventual governo, mas com uma oposição comum aos nacionalistas do General Franco. Os nacionalistas também se faccionaram e buscaram um retorno aos dias dourados da Espanha com base na lei, na ordem e nos valores tradicionais da família católica. Foi em Guernica que a árvore de carvalho tornou-se o símbolo sagrado da liberdade Basca e suas tradições.

Por volta das 16:30 de uma segunda, 26 de Abril de 1937, aviões da Legião Condor alemã, comandada pelo coronel Wolfram von Richthofen, bombardearam Guernica por três horas, matando mais de 1.900 pessoas, todas civis. Desta vez comandada por Hitler, a Alemanha tinha emprestado material de apoio dos nacionalistas e estavam usando a guerra como oportunidade para testar novas armas e táticas. Posteriormente, o intenso bombardeio aéreo se tornou um passo crucial na tática do Blitzkrieg.

Após o bombardeio, Picasso estava ciente de o que tinha acontecido em seu país de origem. Na época trabalhava em um mural para “Paris Exhibition” do verão de 1937, comissionado pelo governo republicano da espanha. Ele desertou sua ideia original e no dia 1 de maio de 1937 começou Guernica. Este cativou sua imaginação ao contrário de sua ideia anterior, na qual ele estava trabalhando de certa forma sem paixão, por alguns meses. É interessante notar, também, que em seu desvelamento na Exibição de Paris, ganhou pouca atenção. Só teria seu poder posteriormente como um potente símbolo da destruição de vidas inocentes na guerra.

Este trabalho aparenta ser a junção dos estilos épicos e pastorais. Guernica é azul e branca com 3,5 metros (11 pés) de altura e 7,8 metros (25,6 pés) de largura, uma tela do tamanho de um mural pintada em óleo. Esta pintura atualmente pode ser vista no Museo Reina Sofía em Madrid. Não há aviões nem armas na tela, somente um grito, um emblema do horror das guerras.

Interpretações de Guernica variam profundamente e se contradizem. Isto se extende, por exemplo para os dois elementos
dominantes do quadro: o touro e o cavalo. Para a historiadora da arte Patricia Failing “o touro e o cavalo são personagens importantes na cultura espanhola. O próprio Picasso certamente usou estes personagem para brincar com muitos papeis ao mesmo
tempo. Isto fez a tarefa de interpretar os significados do cavalo e do touro muito difícil. Sua relação é um tipo de balé que foi concebido em uma variedade de formas através da carreira de Picasso.

Alguns críticos alertam contra a mensagem política em Guernica. Por exemplo, o touro alvoroçado, um dos maiores motivos de destruição na obra, foi anteriormente usado, como um touro ou um Minotauro, como o ego de Picasso. Além disto, o touro provavelmente representa o ataque violento do Facismo. Picasso disse que ele significava brutalidade e escuridão, presumidamente remanescente do seu profético. Ele também falou que o cavalo representava as pessoas em Guernica.

Em 1950, os cineastas franceses Alain Resnais e Robert Hessens fizeram um documentário poiético sobre o quadro e sua história. O diretor Emir Kusturica também realizou em 1978 um curta homônimo sobre um avô e seu neto que visitam um museu e vêem o trabalho de Picasso. Há ainda um drama surrealista de 1975 chamado “A árvore de Guernica” do diretor Fernando Arrabal.

“Artistas ruins copiam. Bons artistam roubam” Pablo  Picasso ou

Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Crispiniano de la Santísima Trinidad.

O mundo da arte em uma obra

Maio 17, 2013

Nossa coluna de sexta-feira traz uma obra proveniente de uma das mais famosas vanguardas européias: o surrealismo. A obra é referência mundial na história da arte e já teve diversas releituras por artistas.

Porém mais do que uma simples obra do surrealismo trata-se em uma arte indagadora, sobre a sexualidade, o amor e a existência humana. Seu pintor auxiliou a pensar pelo surrealismo a presença do homem e suas ações na terra. O filósofo Michel Foucault fez um de seus livros com base em um questionamento presente em sua obra: Isto não é um cachimbo.

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O MUNDO DA ARTE EM UNA OBRA

“Os amantes

De René Magritte
Rene Magritte - The lovers 1928 MoMa (le perreux sur marne )

“Há uma afinidade secreta entre certas imagens; ocorrem igualmente para as imagens que representam estas imagens (…) A palavra dá brilho a imagem, define a mágica.” 

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René Magritte ou René-François-Ghislain Magritte (1898-1967) foi um pintor, esbocista, gravurista, escultor, fotografo e cinegrafista belga, ligado ao movimento surrealista belga e posteriormente o movimento surrealista francês e que estudou na Academia de Belas Artes de Bruxelas.

O movimento surrealista tem boa influência na psicanálise principalmente na teoria da interpretação dos sonhos de Freud onde deram muita importância aos símbolos constituídos.

O pintor foi influenciado movimento de arte abstrata De Stijl e pelo pintor  Giorgio De Chirico, o criador da pintura metafísica ou metafílistica. Em seu trabalho embora falte o drama do desenvolvimento estilístico tradicional, teve grande popularidade e no fim de sua vida lhe rendeu um grande sucesso mundial.

A obra acima mostra como um ato de paixão pode se tornar frustrado e ser isolado. Há uma dificuldade de se tirar os véus, o que pode ser interpretado como a inabilidade de desvelar por completo a natureza real até mesmo dos nossos mais íntimos companheiros (quem sabe inclusive uma menção ao inconsciente freudiano).

Além disto muitos relacionam os trabalhos (há mais de um) de Magritte envolvendo o asfixiamento, com o fato de sua mãe ter cometido suícidio por afogamento, quando o artista tinha 14 anos, e testemunhou sua mãe sendo retirada do rio tendo sua cabeça envolta em sua camisola.

O próprio Magritte em condição de “analizado” descordava destas interpretações negando qualquer relação das pinturas e a morte de sua mãe. Ele escreveu “Minha pintura são imagens visíveis que não oculta nada (…) elas evocam mistério e, de fato, quando alguém vê uma de minhas pinturas, se pergunta esta simples questão “O que ela significa?” Ela não significa nada, pois mistério também não significa nada, é incogniscível”.

Eis aí a versão repressiva de Eros e Psique: dois seres, enclausurados num cubiculo e em suas vestes, sem corpo e sem rosto, enlaçados pelas convenções. Encontro sem contato (as bocas não se beijam, beijam trapos e sem intimidade, pois, no cubículo fechado e sob panos que cobrem seus corpos, se descobre a presença da sociedade inteira, vigiando o pobre par.

Marilena Chauí em Repressão Sexual essa nossa (des)conhecida

O mundo da arte em uma obra

Maio 10, 2013

Nossa coluna sextante traz uma obra pré-moderna mas que é considerada moderna. Realista mas quiça erótica. Poiética porém polêmica. Uma obra que por muito tempo foi escondida em coleções particulares e hoje está revelada.

Trata-se de uma das obras do realismo francês que traz a cena originária da existência por onde todos nós, independente das diferenças passamos. Corpos, vidas, realidades.

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O MUNDO DA ARTE EM UNA OBRA

“A origem do mundo

De Gustave Courbet
 Gustave Courbet- L'origine du monde The origin of the world 1966 Musee d'orsay

“Pintura é uma arte essencialmente concreta e pode somente consistir da representação de coisas reais e existentes. É uma linguagem completamente física, as palavras que consistem todos objetos visíveis. Um objeto que é abstrato, não visível, não existente, não está no domínio da pintura.” 

signature Gustave Courbet

Gustave Courbet foi um artista francês conhecido por ser o principal nome da arte realista em seu país. Conhecido por suas pinturas nada acadêmicas, Courbet foi uma das grandes influências para os pintores impressionistas e pós-impressionistas. Seu estilo impreciso, autodidata lhe rendeu muita admiração e também muitas críticas. Percebe na frase acima que o pintor apenas concebe a arte como uma representação do existente, do real constituído, mas que pode se tornar arte somente quando o transforma. 

O primeiro dono deste quadro, e muito provável que tenha sido encomendado, foi o diplomata turco Khalil-Bey. Futuramente esta pintura foi comprada e pertenceu ao famoso psicanalista francês Jacques Lacan. Para alguns estudiosos esta é uma das obras pioneiras da arte erótica moderna e muitos a consideram uma obra voyeurista.

Courbet acostumado em pintar de maneira libertina nús femininos, banhistas, entre outros aceitou a tarefa e se devotou a celebrar o corpo feminino. Com a imagem anatômica (quase genicológica) da genitália (ou sexo) feminina mostrando a origem do mundo, de onde todos saimos  o quadro, que vai aos limites da franqueza e ousadia, teve várias críticas principalmente dos mais puritanos que a consideraram obscena.

Graças a virtuosidade e o refinamento de seu esquema de cor âmbar, a pintura escapa de um status pornográficos. Esta nova linguagem direta e audaciosa  não teve contudo todas ligações com tradição: as pinceladas amplas e sensuais e o uso da cor lembram a pintura Veneziana de Ticiano, Veronese, Correggio e a tradição da pintura lírica carnal.

Em seu enfoque realista Courbet mostra a nudez feminina de uma forma realista e sem nenhum apelo a sensualidade. O corpo exposto revela uma mulher sem cabeça, quase anônima que assim como nossas mães colocou alguém no mundo. Mesmo com a noção de que “a mãe sempre é certa (no sentido filiativo)” esta mulher exposta mas reservada poderia ser nossa mãe, cujo o sexo e o desejo é edipianamente inconcebível se formos por um viés psicanalítico. Assim Courbet mostra uma mãe nua, que poderia ser a da nossa origem do mundo. Neste sentido o anonimato e o título nos coloca também em reflexão de que de que viemos deste lugar e continuaremos tendo o contato com a genitália replicada (no caso da mulher, ou trans a sua própria e do homem a de sua parceira).

No início deste ano o pesquisador Jean-Jacques Fernier acredita que Courbet pintou outro quadro com a cabeça da modelo de “A origem do mundo”. Porém nem o Musée d’Orsay onde a original está localizada e nem entidades ligadas ao pintor confirmaram a autenticidade. De qualquer forma colocamos abaixo uma suposta cabeça da modelo pintada em 1866 por Courbet. 

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O mundo da arte em uma obra

Maio 3, 2013

Nossa nova coluna semanal aborda a arte a partir de uma obra de arte. Junto com a obra falaremos um pouco sobre o contexto do artista dentro da história da arte e sobre uma obra. Uma que não é numero pois é único, una, infinita em si.

Cada nova obra, quando produção do novo, consegue elevar o estado de arte e desestabilizar o olhar que se espanta com o incogniscível do primeiro contato. Independente da prática cultural de um povo, ou da tradição de uma escola a obra de arte sempre é o novo, sempre tem partículas vibratórias de cor, formas e sentidos distintas. 

Esta é a razão de que é tão difícil ser artista, pois é preciso estar despojado do já conhecido para poder criar/ver o imperceptível. Assim nossa nova coluna “O mundo da arte em uma obra” inicia com 

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O MUNDO DA ARTE EM UNA OBRA

“Composição em vermelho, azul e amarelo

De Piet Mondrian
Piet Mondrian- Composition With Red, Blue and Yellow (1930), De stijl

“PARA APROXIMAR O ESPIRITUAL NA ARTE, SE DEVE FAZER O MENOR USO POSSÍVEL DA REALIDADE, POIS A REALIDADE É OPOSTA AO ESPIRITUAL” P.Mondrian

Piet Mondrian foi um artista holandês proveniente da Escola de Haia e que participou de diversas vanguardas europeias. Influenciado pelo Abstracionismo geométrico, o pintor passou pelo neo-plasticismo simbolismo, luminismo. neo-impressionismo, elementarismo e cubismo e passou por grupos artísticos como De Stijl and Nieuwe Beelding. Sua importância na história da arte está em ter um trabalho tão abrangente e rico em estilo sem esquecer também as diversas tendências da época que passam por sua obra.

Nesta obra de 1930, “Compositie met rood, blauw, en geel” ou “Composition with red, blue and yellow” de Mondrian vemos a presença do abstracionismo geométrico que a compõe quadrados e retângulos no quadro. Além do branco e preto as formas quando não são preenchidas pelo branco são pelas cores primárias que são azul, vermelho e amarelo.

Este é um quadro do auge da carreira de Mondrian que desde a década de 1910 já usava bastante a forma geométrica para expressar formas como seus Tableaus, árvores como a “The Grey Tree / De grijze boom” e “Trees in Blossom. / Bloeiende bomen”, lugares como a igreja pintada em “Church at Damburg. / Kerk te Domburg” e até um auto-retrato.

Este estilo de formas geométricas feitas com linhas ortogonais influênciou suas obras mais tardias como Broadway Boogie-Woogie e até a inacabada Victory Boogie-Woogie. Além disto obras geométricas como esta influenciam até hoje o mundo da moda, gráfico e é claro o mundo da arte. Seu trabalho influenciou escolas como a de Bauhaus, e minimalistas como Donald Judd, Frank Stella, Robert Morris e Carl Andre, além de Alfredo Volpi e outros pintores brasileiros.

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Fevereiro 20, 2013
Haia, 2 de junho de 1882

O velho portão (1875), WALKER

The Old Gate 1874-5 by Frederick Walker 1840-1875

The old gate, London, Tate Gallery


Van Gogh nesta carta descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia

1 pasta Ch. Keene e Sambourne

1 pasta J. Tenniel completada pelos cartoons de Beaconsfield

Falta John Leech, mas esta lacuna pode ser facilmente preenchida pois pode-se obter uma reimpressão destas gravuras em madeira, o que não é muito caro

1 pasta Barnard

1 pasta Fields e Charles Green, etc

1 pasta Pequenas gravuras em madeira francesas, álbum Boetzel, etc.

1 pasta Cenas a bordo de navios ingleses e croquis militares

1 pasta Heads of the Peole por Herkomer, completada por desenhos de outros artistas e por retratos.

1 pasta Cenas da vida popular londrina, desde os fumantes de ópio e White Chapel e The seven Dials, até figuras das damas mais elegantes, e Rotten Row of Westminter Park. Foram juntadas cenas correspondentes de Paris e Nova York. O conjunto é um curioso ‘Tale of those cities’.

1 pasta As grandes lâminas de Graphic, London News, Harpers Weekly, etc, entre as quais, Frank Holl, Herkomer, P. Renouard,  Fred. Walker…

Frederick Walker ou Fred Walker foi um pintor, gravurista e talentoso ilustrador em inglês. Ele nunca foi fluidamente um esbocista natural e nunca alcançou alguma grande força dramática. Ele trabalhou como pintor de cenas do cotidiano e para os vitorianos parecia um observador sincero e não sentimental observador da vida rústica. Como ilustrador trabalhou no livro de Charles Dickens, Hard Times for These Times.

Nascido em Marylebone,Londres no dia 26 de maio de 1840 (embora haja relatos do dia 24 de maio), filho de um desenhista de joias e de uma família com interesses artísticos. Ele foi educado no North London Collegiate School e com apoio da mãe, ainda bem jovem, começou a desenhar antiguidades no Museu Britânico (British Museum), sendo aos 16 anos colocado no escritório de um arquiteto chamado Baker. A tarefa se mostrou desagradável; no fim de 18 meses ele retomou seu trabalho dos mármores Elgin no Museum Britânico e atendeu a Escola de artistas Leigh em Newman Street.

Em 31 de março de 1858 ele foi admitido como estudante na Academia Real. Mas seu estudo nas escolas da academia foi desconectada, e cessou antes que ele chegasse na aula de modelo vivo, já que ele estava ansioso para começar a ganhar a vida. Como um meio de terminar este trabalho, ele voltou sua atenção para o desenho feito para xilogravuristas, e trabalhou três vezes por semana durante 2 anos no atelier de J. W. Whymper, cuja a instrução ele rapidamente tornou mestre nas técnicas de desenho em madeira.

Sua primeira ilustração publicada aparece em 14 de Janeiro de 1860 no “Every Body’s Journal” para uma história de Edmond Abbott entitulada “The Round of Wrong.” Logo depois, suas primeiras ilustrações em livro aparecem em 1860 no Once a Week, um periódico no qual ele foi um contribuinte prolífico, como também para a Cornhill Magazine, onde seus admiráveis desenhos se parecem com os trabalhos de Thackeray, assim como para os trabalhos da filha de Thackeray. Estas xilogravuras, especialmente suas ilustrações para o livro de Thackeray as “Aventuras de Philip e Denis Duval”, estão entre seus trabalhos artísticos mais espirituosos de suas categorias, e  logo ele se entitula Walker para se enfileirar com Millais na ponta dos esbocistas que lidaram com cenas da vida contemporânea. Na verdade, somente com suas contribuições para Once a week ele fez uma reputação imediata como um artista de rara realização, e embora fosse associado aquele periódico com artistas como Millais, Holman Hunt, Leech, Sandys, Charles Keene, Tenniel e Du Maurier, ele mais do que se manteve contra seus competidores. Nos intervalos do trabalho como ilustrador de livros ele praticava, a partir de 1863, pintura em aquarela, seus temas sendo frequentemente mais consideradas e refinadas repetições em cores de seus desenhos preto e branco. Entre as mais notáveis produções em aquarela estão “Spring,” “A Fishmonger’s Shop,” “The Ferry,” e “Philip in Church,” que ganhou uma medalha na Exibição Internacional de Paris em 1867.

Ele foi eleito associado da Socieadade de pintores em aquarela em 1864 e membro completo em 1866; e em  26 de janeiro1871 ele se tornou associado da Academia Real. Neste mesmo ano ele se tornou membro honorário da Sociedade Belga de Pintores em Aquarela. Sua primeira pintura a óleo, “The Lost Path,”, O caminho perdido, foi exibida na Royal Academy em 1863, one foi seguida de As Banhistas em 1867, que seguiu alguns de seus melhores trabalhos: em 1868 “Os errantes”, agora na Galeria Nacional de Arte Britânica, em 1869 ” O velho portão”. Em 1870 exibe “O arado”, uma exposição poderosa e impressiva da luz ruborizada da noite, cuja paisagem foi estudada em Somerset.

Em 1871 ele exibiu sua trágica pintura em tamanho real “Uma prisioneira feminina na barra”, uma pintura que se perdeu e que agora existe somente em um estudo em óleo, Nela o pintor posteriormente pode obliterar a cabeça, com que ele ficou insatisfeito, mas foi impedido pela morte de completa-la. O último de seus trabalhos de sucesso foi “Um porto de refúgio” exibido em 1872; em “The Right of Way,” exibido em 1875 mostra signos evidentes da força falha do artista. Ele sofreu por alguns anos de uma tendência tísica; em 1868 ele fez uma viagem marítima pelo bem de sua saúde, para Veneza, onde ficou com Orchardson e Birket Foster, e no fim de  1873 ele foi por um tempo para Argélia com J.W.North, na esperança que poeria ter um benefício com a mudança de clima. Mas, voltando para a amarga primavera ingles, ele foi novamente prostado e morreu  de tuberculose em St. Fillian,Perthshire na Escócia no dia 4 de junho de 1875 (ou 5 de junho).

Seus trabalhos são completamente originais e individuais, ambos em qualidade de suas cores e manejo, além de sua vista da natureza e humanidade. Como pintor trabalhou uma técnica guache que deve muito a William Henry Hunt e Myles Birket Forster.Suas cores, especialmente aquarelas, são distintas, poderosas e cheias de gradações delicadas. Ele teve um admirável senso de desenho, e as figuras dos camponeses em sua labuta diária mostra uma graça e vasta largura da linha na qual pode ser planamente traçada o efeito produzido a seus gosto através de seus estudos iniciais de antiguidades; ao mesmo tempo o sentimento de seus temas é infalivelmente refinado em poético. Seu vigor de desenho pode ser visto em seu poster para A mulher de branco para Wilkie Collins que atualmente está na National Gallery of British Art. Após sua morte houe uma legião de seguidores de seu trabalho.

Walker se tornou envolvido com uma associação livre de artistas conhecidos como Os Idílicos (The Idyllists) ou Escola Idílica de artistas vitorianos, e sua sensíveis e belas aquarelas pastorais, com seus detalhes intrínsecos, e bela coloração estão entre as mais completas e satisfatórias pinturas de sua época. Para ele “Composição é a arte de preserver o olhar acidental”. Devido as suas pinturas socio-realistas ele deve ter sido bastante idealistas e até hoje suas pinturas possuem um impacto.

 Um número muito grande de estudos especulam que ele morreu como resultado de seu temperament, quando é mais provavel que seus problemas de comportamentos resutaram da severidade de sua doença e da baixa espectativa de vida. Ele foi nervoso, tímido, reticente, rabugento, estressado, agonizante e trabalhador meticuloso.

 Ele conseguiu uma medalha de segunda classe na Exibição Internacional de Paris em 1867. No fim de 1860 ele visita Veneza e Paris, e nesta última fica amigo de François Millet, cuja tradição da pintura ao ar livre (en plein air) da Escola de Barbizon influênciou Fred em seus trabalhos posteriores. No inverno de 1873-4 ele viajou para Argélia, mas só para conseguir uma folga temporária de sua doença mortal que estava o perseguindo. Na primavera de 1975 parecia haver uma melhora em sua saúde, mas no dia 4 de Junho ele morreu e foi enterrado em Cookham junto com a mãe e o irmão.

 O Jornal The Times falou sobre o pintor:— “Hoje sera jazido no adro separado de Cookham, ao lado de um de seus irmãos e de sua mãe, Frederick Walker, A.R.A., um jovem pintor de gênio raro, cortado prematuramente de seus poderes em uma maré de primavera. Em pouco mais de trinta anos Walker tinha já feito seus poderes cairem nos três campos da arte- como um desenhista em Madeira, como pintor aquarelista e em tinta óleo- de maneira possível somente por um gênio. Suas últimas realizações foram longe para excederem a recoleção de seus primeiros trabalhos como xilogravurista; mas neste personagem ele tinha a mesma influência ampla e bem marcada de seus contemporâneos e sucessores como ele também tinha tido na geração mais jovem de suas pinturas de aquarelas, e como ele prometera, ele tinha de fato começão a exercer além dos pintores a óleo de seu tempo”.

Frederick Walker- Rain (1867) Royal Academy of Arts, London

Frederick Walker- Rain (1867) Royal Academy of Arts, London

Refreshment exhibited 1864 by Frederick Walker 1840-1875

Frederick Walker- Refreshment (1864) Tate Gallery, London

Frederick Walker- self portrait (1896) London, Royal Academy of Arts
Frederick Walker- Autoretrato. Para ver uma outra versão deste auto-retrato, clique aqui. Ou veja ainda uma fotografia de Fred Walker

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Todas as terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor mon(o)t0-ista Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui. UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH