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São Paulo celebra o 24 Festival de Curta Metragem KINOFORUM

Agosto 23, 2013

A cidade de São Paulo e mais de 17 locais, como de Ribeirão Preto, Sorocaba, Votorantim (SP) e Curitiba, irão realizar a  24ª edição do Festival de Curtas de São Paulo (Kino Forum) que começa hoje (23) trazendo mais de 400 filmes nacionais e internacionais.

A Mostra Internacional traz belos curtas como o iraniano Mais de duas horas, de Ali Asgari; Manhã de Santo António de João Pedro Rodrigues; o palestino Nation Estate de de Larissa Sansour.

Há ainda uma mostra Latino-americana e uma Mostra Brasil que traz 58 curtas selecionados com destaque para os fascinantes Nascemos Hoje, Quando o Céu Estava Carregado de Ferro e Veneno, da dupla Marco Dutra e Juliana Rojas; Câmara Escura de Marcelo Pedroso; Malária de Edson Oda.

Haverá ainda outras mostras como a Paulista, Kinooikos, além de cursos, oficinas e palestras. Isto sem contar com uma homenagem a Zózimo Bulbul , mostras infantojuvenis, cinemas LGBTs entre outras mostras especiais.

Outro destaque é o programa Cinema do Desbunde, que trará filmes experimentais dos anos 70 feitos em Super 8.  Dentre os espaços onde ocorrem as projeções gratuitas estão o Museu da Imagem e do Som, CineSesc, Espaço Itaú Augusta, Cinemateca Brasileira, Cine Olido, Centro Cultural São Paulo e Cinusp. 

Em Ribeirão Preto ocorre em 7 e 8 de setembro, em Sorocaba e Votorantim, de 12 a 15 de setembro, e em Curitiba, de 20 a 22 de setembro.

Censura do projeto Cine Educação no Acre ocorre pela irracionalidade política/religiosa

Abril 9, 2013

“Queridos amigos e colegas,
No início da semana recebemos a notícia de que a exibição do curta Eu Não Quero Voltar Sozinho, como parte do programa Cine Educação, havia sido censurada no Acre.

O programa Cine Educação, uma parceria com a Mostra Latino-Americana de Cinema e Direitos Humanos, tem como objetivo “a formação do cidadão a partir da utilização do cinema no processo pedagógico interdisciplinar” e disponibiliza diversos filmes cujos temas englobem os direitos humanos, de modo que professores escolham quais são mais adequados para serem trabalhados em aula.

Na semana passada, no estado do Acre, uma professora escolheu o curta Eu Não Quero Voltar Sozinho e exibiu-o para seus alunos. Para aqueles que não conhecem, a trama narra a história de Leonardo, um adolescente cego que, ao longo do filme, vai se descobrindo apaixonado por um novo colega de sala.

Alunos presentes na exibição confundiram o curta metragem com o “kit anti-homofobia” e levaram a questão aos líderes religiosos, que mobilizaram políticos da região com o intuíto de proibir o projeto Cine Educação como um todo. Nenhum desses representantes públicos deu-se ao trabalho de ir atrás da verdade e descobrir que se tratava de um programa pedagógico com o intuito de levar o debate sobre direitos humanos para a sala de aula. Mais uma vez no Brasil, a educação perde a batalha contra o poder assustador das bancadas religiosas e conservadoras.

Neste momento, o programa Cine Educação está paralisado. Enquanto isso, os secretários de Educação e de Direitos Humanos do Acre estão articulando com o governador a possibilidade de garantir sua continuidade, enquanto os líderes evangélicos forçam o cancelamento definitivo do programa. Pelo que sabemos, mesmo que o programa seja reativado, o curta Eu Não Quero Voltar Sozinho será excluído do catálogo e não mais ficará disponível para que professores o utilizem no debate de questões que envolvem algo tão elementar quanto a sexualidade humana e tão importante quanto a deficiência visual.

De forma arbitrária, em uma república federativa cuja Constituição atesta um Estado laico, a sociedade está sendo privada de promover debates. Como pretendemos que adolescentes consigam respeitar a diversidade e formem-se cidadãos lúcidos, pensantes e ativos se informação, arte e cultura (sem qualquer caráter doutrinário) lhes são negadas?

Eu Não Quero Voltar Sozinho não é um filme proselitista, tampouco ergue bandeiras de nenhuma natureza. É apenas uma obra de ficção amplamente premiada em festivais de cinema no Brasil e no exterior, cujos predicados artísticos e humanos transcendem qualquer crença. Ademais, se assuntos referentes à orientação sexual dos indivíduos e seus respectivos direitos civis estão na pauta do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, por que não debatê-los em sala de aula? Que combate sombrio é esse, que reacende a memória de um obscurantismo Inquisidor?

Produtores do Eu Não Quero Voltar Sozinho

Daniel Ribeiro e Diana Almeida

Abaixo, o curta metragem na íntegra:

http://www.youtube.c…h?v=1Wav5KjBHbI

Fonte

Boca de Urna, um documentário paraeleitoral

Outubro 7, 2012