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PREVISÕES DA MÃE LUCI PARA O ANO DE 2017

Janeiro 1, 2017

24jun2015-mulher-danca-na-frente-da-estatua-de-san-juan-em-dia-de-sao-joao-na-aldeia-de-curiepe-na-regiao-de-miranda-no-norte-da-venezuela-a-festa-que-tem-raizes-europeias-e-africanas-comeca-1435190

Em tempo-imóvel obstruindo o movimento real democrático por força da estupidez, cobiça e indigência existencial, saber de possíveis prospectivas que possam auxiliar nas manifestações futuras, O Blog Afinsophia, movido por seu engajamento no devir Afrosófico, foi até a Casa da Mãe Luci para ouví-la e saber quais as suas previsões para o ano de 2017.

Mãe Luci é mulher ativista, militante que luta em todos os territórios onde a liberdade encontra-se travada ou em ameaçada. As causas femininas, as defesas das crianças e adolescentes, causas dos trabalhadores, causas LGBT, causas indígenas, causas dos negros, do desemprego, da violência policial, do descaso escolar, etc.

Engajadíssima, Mãe Luci, é uma Mãe singular. Em função de sua estadia concreta na terra, ela pode manter estreitas relações com suas entidades que, como sensíveis observadoras das coisas da terra, lhe presenteiam com informações preciosas aos que acreditam nelas e necessitam de seus auxílios.

Só a título de informação as aberrações expressadas no Brasil através dos golpistas, nazifascistas, capitalistas vorazes e perversos, falsos políticos, entreguistas, americanófilos, entre outras indigências, para que elas não usem seu tempo morto lendo essas previsões, já que nada de alvissareiro encontrarão no futuro, Mãe Luci é uma das maiores defensoras das políticas sociais criadas pelos governos populares de Lula e Dilma. Desde pequena se viu envolvida com o povo, não só através das manifestações populares produzidas pelos moradores do bairro onde morava, mas também pelos comícios de candidatos quando era levada por sua irmã mais velha, que durante a ditadura fora presa e torturas, como foi Dilma.

Colocadas essas breves informações, vamos às previsões que também serão breves, justo porque Mãe Luci ainda tem que realizar uma oferenda na Praia da Ponta Negra que está sendo dominada por falsos pais e mães de santos submissos aos interesses da prefeitura que os têm como bons cabos eleitorais. E como Mãe Luci é original, singular e autêntica representante da cultura Afrosófica, só ela pode encarar os simuladores da Umbanda, Candomblé, Macumba e outras expressões negras que fazem uso da cultura afro para benefício próprio.

Blog Afinsophia (Reverenciando Mãe Luci) – Sua bênção, Mãe Lucia
Mãe Luci (Sorrindo afável) – Axé meus filhos e minhas filhas!

BA- Vamos iniciar provocando: o Brasil tem jeito?

ML – Não!

BF (Surpreso) – Não!?

ML – Não. O Brasil dos golpistas não tem jeito.

BA (Aliviando) – Que susto. Nós pensávamos que fosse o com letras maiúsculas: O BRASIL!

ML (Sorrindo) – Esse BRASIL não precisa de jeito. Ele não é torto. Ele é sua própria substância criada por si mesma. A questão é que nem todos que nascem no Brasil são brasileiros, e não sendo brasileiros não podem saber quem é o Brasil. Não basta ter uma carteira de identidade para se tornar nacionalmente brasileiro-patriota. Vejam os golpistas. Estão entregando as riquezas do país para o capital estrangeiro, principalmente o capital norte-americano. Esse Brasil que esses golpistas-entreguistas estão fazendo uso, não é Brasil substância de si mesma.

BA (Batendo palmas) – Essa pegou na veia. Com essa previsão a gente já poderia terminar a entrevista.

ML – Mas essa verdade é tão visível. A sociedade civil, que o Brasil substância de si mesma, vai às ruas, nesse ano de 2017, e desmontar esse golpe alienígena. E isso não é previsão é constatação.

BA – Bem, pelo o que a senhora está afirmando, o Temer vai cair?

ML (Dá uma profunda tragada no charuto) – Ele não vai cair.

BA (Preocupados) – Não vaia cair!?

ML (outra tragada profunda) – Não. Ele nunca esteve em pé.

BA (Aliviando) – É verdade.

ML – Foi por isso que os reacionários tramaram o golpe com ele como chefe. A mídia Rede Globo, CBN, GloboNews, Bandeirantes, Folha de São Paulo, Estadão, Veja, Época, IstoÉ, todas empresas burguesas têm ele como um inútil.

BA – Uma breve variável no entrevista. Esse charuto que a senhora está fumando é Havana?

ML – Sim. Foi uma amiga que trouxe de Cuba. Ela foi participar das homenagens ao comandante e trouxe alguns. Mas aqui no Brasil tem bons charutos. Vocês gostariam de provar?

BA – Não, com todo respeito ao comandante e ao povo cubano, principalmente os trabalhadores que cultivam a folha do fumo. Mas, Mãe Luci, dá para calcular em que momento o “deitado” vai sair?

ML – O “deitado” não vai sair, já que ele não tem pés. Ele vai ser tirado pelo povo. E isso vai acontecer ali pelas bandas das festas juninas. Para o povo aproveitar os fogos.

BA – E em ele saindo, quem vai assumir? Os reacionários tagarelam que querem o príncipe sem trono.

ML – O Brasil não é uma monarquia. E se fosse não haveria lugar para esse tipo entreguista.

BA – Mas quem assumiria? O presidente da Câmara Federal? O Renan não pode de acordo com o acordo que foi feito com Supremo Tribunal Federal. Quem assumiria, então?

ML – Ninguém.

BA – Ninguém!?

ML – Ninguém, porque vai ter eleições diretas. A partir de hoje, o povo vai às ruas lutar pelas Diretas Já. E apressadamente Já.

BA – E quem vai ser eleito?

ML – Putz! Isso é pergunta que se faça? Logo vindo de vocês da Associação Filosofia Itinerante? Gente ultra sacal?

BA – Sabe como é que é…

ML – Sabe como é que é, é Lula. Não tem pra ninguém!

BA – Mas aí, essa onda de perseguição do Moro sobre ele?

ML (Calmamente) – Meus filhos e minhas filhas. O Moro não é Deus. Ele pode até ter um complexo de Deus, mas como Deus não é uma psicopatologia, para Dele sair um complexo, Moro não é superior a Justiça. A Justiça exercida pelos justos que são movidos pela virtude da Justiça, e não pelos que se consideram justos porque concluíram um curso de Direito e foram outorgados pelo Estado como autoridades. Não esquecer que autoridade não é princípio nascido no Estado, mas nas vivências virtuosas que afirma a humanidade.

BA – Cacete, Mãe Luci! A senhora vai nas profundidades e transcende, também, a superfície. Vai muito além!

ML – Ora, minhas filhas e meus filhos, se eu não frequentasse esses territórios, profundidades e transcendência da superfície como eu iria encontrar minhas companheiras entidades, meus cabocos e minhas cabocas? E como eu poderia acreditar que eles e elas são autênticos, honestos e comprometidos com os que trabalham pela vida?

BA – E sobre aqui Manaus. Quais são as previsões?

ML – Olhem, se nós fossemos olhar e pensar através das perspectivas das representações dos poderes Executivo e Legislativos, tudo ficaria no mesmo. Na verdade, pior. Nós temos a pior bancada federal cujo caráter é golpista e é acometida de uma severa indigência intelectual. O que compromete o desempenho político-ético. Uma bancada de deputados estaduais, com pouquíssimas exceções, e uma bancada de vereadores sofrível. Também com pouquíssimas exceções. Por essas perspectivas 2017 será pior do que 2016, o ano perdido. Mas pelas perspectivas do povo amazonense e algumas categorias, o buraco vai ser mais em cima. Por incrível que pareça, até a classe dos professores, que é contagiosamente reacionária, vai fazer exame de autocrítica e vai infernizar, com toda razão o governador e o prefeito.

BA – Mas o governador parece que vai ser cassado definitivamente.

ML – Não importa. O governador que for vai andar nas pontinhas dos pés. Vai ter que ouvir os professores. E não só professores, os funcionários públicos em geral, porque são eles que fazem a máquina-produtiva e revolucionária do Estado se mostrar transformadora.

BA – Já que a senhora está falando sobre esses poderes, significa então que poderemos ter nas de 2018, para deputados algumas surpresas, já que os funcionários públicos ao tomarem consciência de suas importâncias para a sociedade, podem votar conscientemente, não votarem mais nesses golpistas atuais, e elegerem verdadeiros democratas.

ML – Certíssimo. Mas eu tenho uma previsão, nessa questão, para 2018.

BA (Ansiosos) – Qual?

ML (Sorrindo baforando) – O ex-deputado Francisco Praciano vai se candidatar, e ganhar com uma votação estrondosa.

BA (Batendo) – É isso aí, mãezita! E tem alguma previsão afirmando que alguns desses deputados reacionários não vão ser eleitos?

ML (Balançando a cabeça sorridente) – Tem algumas. Mas tem uma que vocês vão vibrar. É um deputado que é puta velha em mandatos. Já foi eleito tantas vezes que já poderia ter aposentadoria. Vou apresentar uma pista. Se dizia de esquerda.

BA – Será o…

ML – Eu não posso dizer, porque se não ele, sabendo que não ia ser eleito, não se candidataria, e não gastaria dinheiro na campanha. Como já ganhou muito, é melhor deixar que ele gaste inutilmente.

BA – Agora, Mão Luci, pra terminar duas perguntas. E a AFIN como vai ficar?

ML – Como sempre ficou: comprometida com as comunidades, trabalhando com a inteligência coletiva na produção de novas formas de existências, novas formas de ver, ouvir e pensar.

BA – Valeu. A outra pergunta é, será que o Flamengo vai conseguir ganhar do Vasco? Só mais uma: será que o Vasco volta para segunda divisão.

ML – A existência é vitória, derrota, empate e divisão, mas nada disso é fundamental para nós sermos felizes. O que conta mesmo é o trabalho coletivo que leva todos ao estado de comprometimento, solidariedade e, aí sim, a felicidade.

BA (Abraços e beijos) – Valeu, Mãe Luci! Boa atuação lá na Ponta Negra para espantar os falsos pais e mães de santos sem entidades.         

Um que de negritude na dança: Iansã e Obaluaie

Novembro 19, 2013

 

 

 

 

 

 

 

Um que de negritude na dança: Logunedé, Oxum e Yemanjá

Novembro 18, 2013

Theatro Municipal do Rio encena versão para balé de Carmina Burana, inédita no Brasil

Agosto 23, 2013

da Agência Brasil

A versão para o balé da cantata Carmina Burana, uma das mais conhecidas obras sinfônicas com coral do século 20, chega pela primeira vez ao Brasil, no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A estreia ocorre hoje (22), às 20h, e a temporada vai até o próximo dia 31, com mais seis apresentações. Composta em 1937 pelo alemão Carl Orff, a obra ganhou coreografia do argentino Mauricio Wainrot e terá como solistas Cecília Kerche, Cláudia Mota, Márcia Jaqueline e Francisco Timbó, primeiros bailarinos do Balé do Theatro Municipal.

Cantada em francês antigo, alemão medieval e latim, Carmina Burana é baseada em textos poéticos do século 13, pertencentes a um manuscrito encontrado em 1803 no convento de Benediktbeuern, na Baviera, Alemanha. Além de compor, Orff fêz o arranjo para orquestra e coro, estruturando a obra em um prólogo e três partes, que exaltam, respectivamente, a deusa Fortuna, o encontro do homem com a natureza, o vinho e o amor. Ao final, repete-se o coro de invocação à Fortuna.

De acordo com o coreógrafo Mauricio Wainrot, o balé segue a mesma estrutura, mantendo as seções em que a música de Orff é dividida. “Em cada parte o corpo de baile tem muito a dizer e a dançar, como também há diferentes solistas principais e solos importantes. Carmina Burana é uma obra coreográfica para uma companhia de balé inteira”, disse.

A coreografia foi criada para o Royal Ballet de Flandres, na Bélgica, e hoje integra o repertório de companhias da França, do Canadá, dos Estados Unidos, da Turquia e Argentina. No Theatro Municipal do Rio, Carmina Burana envolve, além do balé, os demais corpos artísticos da casa: o coro e a orquestra sinfônica, regidos pelo maestro convidado Abel Rocha.

Para a presidenta da Fundação Theatro Municipal, Carla Camurati, “este trabalho proporciona aos nossos bailarinos a chance de mostrar seus talentos em coreografias contemporâneas, junto com solistas e cantores de nosso coro e os músicos de nossa orquestra”. Os solistas são Lina Mendes (soprano), Sebastião Câmara (tenor) e Homero Velho (baixo) e o espetáculo também tem a participação do coral infantil da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Além de Carmina Burana, mais duas coreografias de Mauricio Wainrot completam o programa. Chopin nº 1 é baseada no Concerto nº 1 para Piano e Orquestra, de Frederic Chopin, e Ecos, elaborado sobre a música Adágio para Cordas, de Samuel Barber.

Uma hora e meia antes de cada apresentação, o Theatro Municipal promoverá mais uma edição do projeto Falando de Balé. Trata-se de palestras sobre o espetáculo, a cargo do maestro assistente da orquestra sinfônica do teatro, Tobias Volkmann. A entrada é franca, mediante apresentação do ingresso para Carmina Burana.

Devir/Dançar

Agosto 22, 2013

Nosso devir/dançar esta de volta trazendo novamente todas as quintas a dança em alguma forma de arte. Hoje trazemos a arte dançante em imagens fotográficas. E a artista convidada de hoje já teve algumas de suas imagens em nossa coluna. Trata-se de Dane Shitagi, uma fotografa havaiana especializada em fotografar bailarinas sem se preocupar em ser uma fotografia de dança.

Desta vez trazemos algumas fotos tiradas com bailarinas em lugares urbanos, onde os corpos dançantes dão vida ao corpo necrosado/concretizado da metrópole.

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Devir/dançar

Março 21, 2013

Nossa coluna devir/dançar de hoje traz uma nova composição bailante das letras que se juntam em sentidos e formam as palavras pela poiética. Obviamente tratam-se de poesias que tratam sobre dança em seu corpo.

E trazemos alguns  poetas antigos que tratam nas palavras a dança como um movimento mágico, místico, quase uma religião (do religare com a vida e seu movimento).

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Pus toda a minha alma numa canção
que cantei para os homens.
E os homens se riram!

Tomei meu alaúde,
fui sentar-me no topo de uma montanha

E cantei para os deuses a canção
que os homens não tinham entendido.

O sol baixava.

Ao ritmo da minha canção, os Deuses dançaram
Nas nuvens encarnadas que flutuavam no céu.

A Dança dos Deuses- Li T’ai-Po, poeta chinês (701-762 dC) viveu no período da Dinastia Tang, considerada a época de ouro das artes chineses.

“Era um sonho dantesco… O tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros… estalar do açoite…
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar…

Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras, moças… mas nuas, espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs.

E ri-se a orquestra, irônica, estridente…
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais…
Se o velho arqueja… se no chão resvala,
Ouvem-se gritos… o chicote estala.
E voam mais e mais…

Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece…
Outro, que de martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!

No entanto o capitão manda a manobra
E após, fitando o céu que se desdobra
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
“Vibrai rijo o chicote, marinheiros!

Fazei-os mais dançar!…”

Castro Alves- O Navio Negreiro (Canto 40)

 

Devir/Dançar

Março 14, 2013

Nosso devir/dançar de hoje traz de a produção da dança através de incríveis imagens em movimento. E como não poderiam faltar estes videos kinemicos possuem uma poiética expressividade nas mais diversas formas de dança.

Trazemos em especial alguns trabalhos do animador canadense Norman McLaren que se dedicou ao menos nestes três preciosos curtas voltados a dança. Até hoje Pas a deux é uma referência da animação de dança.

Devir/dançar

Fevereiro 28, 2013

Nosso devir / dançar continua seu movimento constante na descoberta da arte da dança que baila conjuntamente com outras manifestações. E neste novo ano traremos muitos mais movimentos ligados arte buliçosa dançante.

Hoje traremos a dança a partir de um cinema bastante especial e que trata metalinguisticamente a dança. Ou seja trata a dança pela dança, ou como se faz um espetáculo de dança em um fime de dança. Embora não seja um dos clássicos da dança este cinema traz um bom diretor e uma atriz que é bastante ligada a dança. Mas o melhor é as histórias parte documentais parte ficção de uma companhia de dança.

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Uma companhia de dança é mais do que uma estrutura contábil-administrativa-burocrática que deve responder a um mercado. Uma companhia de dança abarca a possibilidade criativa da produção de movimentos que na retina gerem 0 novo como possível.

Deste modo o dançarino não mantem com esta companhia uma mera relação entre burguês-proletário, patrão-empregado. Não se nega que existe em alguns casos a exploração, porém no meio desta relação empregatícia o empregado que é o artista tem toda a capacidade de não se alienar de sua força (não de trabalho, mas de criação) e modificar e ampliando sua relação com o mundo. Mesmo com uma coreografia já ensaiada o dançarin@ traz em sua leveza a produção e a cada espetáculo atualiza afetivamente seu bailado.

CINESQUIZO E DEVIR/DANÇAR

ENUNCIAM

DE CORPO E ALMA

The company Robert Altman 2003 The Joffrey Ballet of Chicago 4

Titulo Original: The Company/ Das Company

Ano: 2003

Elenco: Neve Campbell ( Loretta ‘Ry’ Ryan), Malcolm McDowell (Alberto Antonelli), James Franco (Josh), Barbara E. Robertson (Barbara Robertson), William Dick (Edouard), Susie Cusack (Susie), Marilyn Dodds Frank (Mrs. Ryan), John Lordan ( Mr. Ryan) e dançarinos/companhia do The Joffrey Ballet of Chicago

Diretor: Robert Altman

País: Estados Unidos/Alemanha
Duração :112 minutos
The company Robert Altman 2003 The Joffrey Ballet of Chicago

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Um olhar de dentro do mundo do de uma companhia de balé . O filme foi produzido com a colaboração completa do Joffrey Ballet of Chicago, que contaram histórias dos bailarinos que se transforam ao entrar em contato com a dança. Campbell interpreta Loretta “Ry”, uma talentosa mas conflituosa dançarina prestes a se tornar a estrela de uma trupe de Chicago com co-fundador da companhia e um dos coreógrafos de maior destaque no país. Josh ocupa parte do tempo de Ry como o namorado que não está envolvido com a dança.

Com uma sequência de abertura vibrante como mostra o vídeo acima, este cinema do diretor Robert Altman conta com a produção, roteiro e atuação como atriz principal da canadense Neve Campbell. A primeira vista pode-se questionar o porque de Altman colocar uma história Neve Campbell, uma atriz com uma carreira hollywoodiana com filmes industrialmente péssimo (desculpem a redundância) como Panico, em uma de suas últimas produções? Foi um equívoco? Não.

Talvez sabendo que Campbell desde criança foi bailarina se juntando inclusive ao National Ballet School of Canada, porém não pode seguir carreira por diversas lesões como a retirada de um joanete de seu dedão e problemas nas juntas. Daí mais uma vez pode-se questionar se a escolha de Altman não foi para deixar ilusoriamente um sonho de Campbell ser encenado e tornado realidade em uma grande companhia de balé. Mais uma vez errado. Neve realmente teve uma carreira não muito cativante como atriz porém ela passou neste cinema o amor pela dança, este mundo mágico (e real) que cria e destroi realidades. Não é nenhuma forma de tentar reviver a ilusão. Tanto que mesmo não se tornando uma bailarina profissional, Neve continuou durante sua carreira de atriz se dedicando a dança e indo para a barra do batente, algo que fica claro em sua performance excelente como bailarina nas cenas.

The company Robert Altman 2003 The Joffrey Ballet of Chicago 2

A Companhia é bem mais do que o espaço físico ou suas decisões. A companhia de dança é um corpo não estático que utiliza de seus elementos e planos de ação a partir do talento dos coreografos e bailarinos para a produção.

De fato o trabalho de Altman/Campbell é quase (no sentido de sua amplitude de situações) um documento sobre o cotidiano produzido em uma grande companhia de Ballet. Vemos diversas situações comuns como desentendimentos do diretor da companhia com coreografos por causa de uma parte da coreografia, famílias de dançarinos que se desentendem devido a troca nos papéis, coreografos que tem que mudar o espetáculo pois o diretor da companhia gentilmente mostra que o sonho do coreógrafo tem de ser feito, mas com certas modificações que sejam rentáveis pela companhia, etc.

The company Robert Altman 2003 The Joffrey Ballet of Chicago 5

Em uma das cenas vemos uma bailarina que quebra (ou ao menos sofre uma lesão grave) com seu pé após um salto. Ao sentir a ausência de apoio e já percebendo que perderia o papel ocorre a inevitável queda. Porém além da queda física há a queda da produção seguida do medo de não poder mais dançar. Os presentes ficam sem reação. Altman coloca a câmara em um plongée, mostrando do alto a bailarina que se torna pequena. Seus pensamentos, frustrações a levam para cima da realidade que se impôs. Os spots de luz ainda focam a bailarina cuja a formosura esta rente ao chão.

Por ser uma dança de movimentos precisos, no balé erros podem ser onerosos a uma carreira de anos. A bailarina aceita seus limites porém é constantemente forçada a ultrapassa-los. É necessário uma tênue linha entre a prudência e a ousadia. Dançar se jogando no escuro abismo do palco que recebe quem dança e aguarda os acasos de seus passos.

The company Robert Altman 2003 The Joffrey Ballet of Chicago 3

Quando aparece a cena da primeira apresentação quando Ry dança sentimos na dança que ocorre durante a tempestade o sentimento leve da bailarina, que entrega todo o seu corpo a dança das ondas, assim como o marinheiro entrega a vida e solta o remo durante a tempestade.

Nesta forma livre, seguindo apenas os movimentos coreográficos do mar, a bailarina pode se entregar a criar movimentos que se intercalem e faça ela sentir toda ao furor da arte que circula dentro de si.

No espetáculo final vemos que entre as tomadas do palco aparecem a camera em travelling pelas coxias e durante toda esta parte dos “bastidores” ouvimos a composição de vozes, e movimentos dos produtores, cenografos, técnicos, sonoplastas para que o espetáculo continue vivo no coração do palco. Assim Altman nos envolve nestas periferias que não se ve da plateia, mostrando que assim como a companhia os espetáculos são um todo dinâmico, vivo que nasce de ideias que vai envolvendo todo o corpo da companhia e se torna real nos movimentos artísticos dos corpos dos bailarinos.

Devir/Dançar

Janeiro 31, 2013

O nosso devir/dançar desta quinta faz os movimentos da dança congelarem em uma estaticidade temporal-espacial de todos os movimentos.

Trata-se do instante da dança capturado pela fotografia, que capta uma parte do movimento e faz com que o observador complete a outra parte deste. E trazemos a obra do fotografo brasileiro Luis Áureo. Então complete seu olhar dançante.

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Luiz Aureo

Fórum Internacional de Dança 2012 -Luiz Aureo 2

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Fórum Internacional de Dança 2012 -Luiz Aureo 3

Fórum Internacional de Dança 2012 -Luiz Aureo 4

Fórum Internacional de Dança 2012 -Luiz Aureo 5

Fórum Internacional de Dança 2012 -Luiz Aureo

Concurso dará prêmio de até R$ 10 mil para melhores histórias sobre afro-brasileiras

Janeiro 8, 2013

da Agência Brasil

O concurso Mulheres Negras Contam sua História vai premiar com R$ 5 mil as cinco melhores redações e com R$ 10 mil os cinco melhores ensaios sobre a história das afro-brasileiras na construção do país. Os textos devem ser escritos por mulheres autodeclaradas negras.

O prêmio é da Secretaria de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República, em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. As inscrições estão abertas até 25 de janeiro e devem ser feitas por meio da internet.

Segundo a secretária Nacional de Articulação Institucional e Ações Temáticas, Vera Soares, o objetivo da promoção é que “essas mulheres, ao contarem suas histórias e relembrarem suas vidas e das suas avós, possam dar pistas de ações que contribuam para a melhoria de vida das mulheres negras no país”.