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Devir/Dançar

Janeiro 3, 2013

devirdançarnatalino

Nosso movimento devir / dançar ainda está em clima de festas e traz hoje um tipo de cantoria, dança e folguedo popular : o Reisado ou Folia de Reis, que ocorre sempre entre o Natal e o dia de Reis (6 de janeiro) e envolve com muita beleza diversas manifestações populares. Esta manifestação folclórica é bastante lembrada pelos trajes coloridos, enfeites e os elementos como o boizinho, chapéus típicos como o chapéu de cidade, ou chapéu de casas ou igrejas colocados sobre a cabeça de alguns participantes.

Para tratarmos do reisado vemos o verbete de Luis da Câmara Cascudo sobre o tema e trazemos alguns trabalhos artísticos com o tema da folia de reis que inclui diversas danças. Neste próximo domingo postaremos vídeos com a dança da folia de reis em edição especial do Devir/Dançar. Afinal sentimos que todo encontro bailante é especial…

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Reisado folia de reis nordeste musica dança

“É denominação erudita para os grupos que cantam e dançam na véspera e dia de Reis (6 de janeiro). Em Portugal diz-se reisada e reiseiros, que tanto pode ser o cortejo de pedintes, cantando versos religiosos ou humorísticos, quanto os autos sacros, com motivos sagrados da história de Cristo. O reisado tem sua origem na Idade Média. Da dramacidade antiga guarda apenas as embaixadas e os diálogos, como o Reisado e o guerreiro. Ao centre ao ciclo natalino, é formado por grupos músicos, cantadores e dançadores que vão de porta em porta anunciar a chegada do Messias e homenagear os três reis Magos. O reisado é conhecido também com os nomes de Reis, Folia de Reis, Boi de Reis, e o enredo é sempre a Natividade, os Reis Magos e os pastores a caminho de Belém. No Brasil a denominação sem especificação maior, refere-se sempre aos Ranchos, Ternos, grupos que festejam o Natal e Reis. Vestem-se de Calça ou saiote, com guarda-peito, uma espécie de colete enfeitado com vidrilhos, lantejoulas, espelhinhos e fitas coloridas. O Reisado pode ser apenas a cantoria como também possuir enredo ou série de pequenos atos encadeados ou não. Este folguedo foi estudado por Théo Brandão e José Maria Tenório Rocha em Alagoas” Luiz de Câmara Cascudo, Dicionário do Folclore Brasileiro, 11a ed.

rodrigues Lessa- folia de reis

Rodrigues Lessa- folia de reis

Erivaldo- folia de reis em xilogravura

Erivaldo- folia de reis em xilogravura

Artista Nordestino- Folia de Reis

Artista Nordestino- Folia de Reis

Assis Costa-reisado floral

Assis Costa-reisado floral

Assis Costa- Reisado na terra do sol  (2012)

Assis Costa- Reisado na terra do sol (2012)

Zenon Barreto- Rio Grande do Norte - Reisado 1990

Zenon Barreto- Rio Grande do Norte – Reisado 1990

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Devir/Dançar

Novembro 29, 2012

Nosso bailado devir/dançar continua incansavelmente sua produção dançante pelas artes e pelo mundo. Hoje continuamos o trabalho que envolve a arte visual (pintura e gravuras) que envolvam a dança. Já passamos pelo Brasil, Cuba e algumas civilizações ocidentais, e pretendemos ampliar por onde for possível.

Hoje continuando nossa volta ao mundo trazemos  trabalhos sobre dança de duas ilhas caribenhas das Índias Ocidentais: a Dominica (que não se deve confundir co República Dominicana) e Ilha de São Vicente (conhecida como São Vicente e Granadinas). Nestes locais onde a colonização africana foi muito forte vemos imagens de negros escravos dominicanos em seus movimentos de produção da vida pela dança.

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Augustino Brunyas-  Festival de escravos, St. Vincent, West Indies, 1770s

Agostino Brunias- Dance, St. Vincent, West Indies, ca. 1775

Agostino Brunias- Dança, Dominica, West Indies, 1770s

Agostino Brunias- Negro e Negra da Martinica Dançam La Chica (Negre et negresse de la Martinique dansant la Chica), 1805

Agostino Brunias- Luta de paus (Stick Fighting) , Dominica, West Indies, 1770s

Devir/Dançar

Outubro 4, 2012

O devir/dançar quintaneiro prossegue sua produção dos bailados desta vida trazendo as conexões artísticas que se entremovimentam. Desta vez trazemos  a dança retratada a partir da arte. Mas não pinturas e sim gravuras (muitas dela em água-forte ou xilogravura).

E estas gravuras são importantes pois retratam uma das bases dos povos americanos e na produção de sua cultura. Trata-se da dança entre outros costumes trazidos pelos negros da África e que até hoje se faz vivo nas tradições culturais, religiosas e dançantes.

As obras de arte desta edição se volta a América Central, na bela ilha revolucionária de Cuba que teve uma grande presença negra (a partir da escravidão) e que se engendrou em diversas práticas culturais da ilha como a santeria, a culinária cubana, a rumba, e outros bailes….

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Frédéric Mialhe ou Federico Mialhe (francês que morou em Cuba entre 1838 – 1854) – Dia de Reyes (Dia dos Reis), c. 1851

Costume de 12 dia em Havana, Cuba (Twelfth Day Custom At habana)  publicado no  The Illustrated London News (Jan. 15, 1848), vol. 12, p. 26

Dança Negra em uma Plantação Cubana (Negro Dance on a Cuban Plantation) publicada em Harper’s Weekly (Jan. 29, 1859), vol. 3, p. 73

A Festa dos negros em Havana, 1869(La Fiesta de los Negros en La Habana, Cuba) .Festa celebrada em 6 de janeiro durante a escravidão principalmente.

Devir/Dançar

Agosto 30, 2012

O devir/dançar quintalzeiro continua sua colcha rizomática da dança em todas as artes além de si. Como sempre buscamos amplicar o alcançe da dança sempre que possível colocando como uma produção da grande arte da vida. E neste encontro sincopado trazemos a infidavel busca da dança e da pintura. E prometemos muito mais conexões…

Desta vez vamos ver a dança na arte brasileira do início do século XIX, mais especificamente no que se refere aos viajantes estrangeiros.  Hoje trazemos a dança a partir da arte do viajante alemão Johann Moritz Rugendas que fez uma Viagem Pitoresca Através do Brasil, que é o título de seu livo de viagem onde publicou em 1835 suas pranchas de desenhos e pinturas. O título original do livro é Voyage pittoresque dans le Brésil.

Confira algumas destas pranchas que retratam as danças no período do Brasil Imperial e Regencial (período em que foi publicado). Percebe-se que a grande parte das danças retratadas são negras incluindo os antepassados do samba como o Lundu, o Batuque e a ginga da Capoeira.

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Johann Moritz Rugendas- Dança Batuque (Danse Batuca). Veja outra versão e esta mesma colorida.

Johann Moritz Rugendas- Batuque em São Paulo (Batuca a St. Paul). Veja também um desenho feito pelo contemporâneo do pintor Denis Ferdinand e a versão colorida de Rugendas.

Johann Moritz  Rugendas- Jogar Capoeira ou Danse de Guerre- Painting by João Mauricio Rugendas, 1835.

Johann Moritz  Rugendas-  Festa de Santa do Rosário, patrona dos negros (fete de ste. rosalie, patrone des nègres ) celebração em Minas Gerais.

Johann Moritz Rugendas- Dança Batuque. Costumes do Rio de Janeiro

Johann Moritz Rugendas- Dança Lundu (Danse Landu). Veja uma versão reduzida e a versão colorida desta obra.

Johann Moritz  Rugendas- Danse des purys

Devir/dançar

Maio 17, 2012

O devir/dançar quinteiro traz hoje a arte da dança retratada pela pintura. Como já estavamos fazendo trazemos pinturas de algum determinado tempo histórico e desta vez trazemos a dança retratada na arte egípcia.

Este tipo de arte do povo da margem do Rio Nilo envolve dança em alguns de seus temas, sempre preservando os costumes e hábitos destes povos. Então bailemos com as pinturas e uma escultura egípcia, principalmente com a dança de mulheres.

Mulheres egípcias dançando, detalhe da pintura na tumba de Shaykh

Arte Egípcia na tumba de Nakht

Dança egípcia Ostraka. Ou seria a origem, o início e fundação do break no hip-hop?

Escultura C. 3650 AC, pintado no barro em presente no Metropolitan Museum of Art