Posts Tagged ‘fotografia’

Photo graphein: David Hilliard

Novembro 11, 2013

Photo graphein David Hilliard

Photo graphein: Edouard Boubat

Novembro 7, 2013

Edouard BOUBAT1967

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Novembro 5, 2013
Haia, 2 de junho de 1882

Guardião de cabras, (1864), BILDERS

Gerard Bilders- Geitenhoedster (Guardião de cabras, 1864) Rijksmuseum

Geitenhoedster, Amsterdam, Rijksmuseum.


Continuamos a longa carta onde Van Gogh descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia

1 pasta Ch. Keene e Sambourne

1 pasta J. Tenniel completada pelos cartoons de Beaconsfield

Falta John Leech, mas esta lacuna pode ser facilmente preenchida pois pode-se obter uma reimpressão destas gravuras em madeira, o que não é muito caro

1 pasta Barnard

1 pasta Fields e Charles Green, etc

1 pasta Pequenas gravuras em madeira francesas, álbum Boetzel, etc.

1 pasta Cenas a bordo de navios ingleses e croquis militares

1 pasta Heads of the Peole por Herkomer, completada por desenhos de outros artistas e por retratos.

1 pasta Cenas da vida popular londrina, desde os fumantes de ópio e White Chapel e The seven Dials, até figuras das damas mais elegantes, e Rotten Row of Westminter Park. Foram juntadas cenas correspondentes de Paris e Nova York. O conjunto é um curioso ‘Tale of those cities’.

1 pasta As grandes lâminas de Graphic, London News, Harpers Weekly, etc, entre as quais, Frank Holl, Herkomer, P. Renouard, Fred. Walker, P. Renouard, Menzel, Howard Pyle, Fitzgerald, Bilders…

Albertus Gerardus Bilders ou Gerard Bilders foi um pintor tonalista de paisagens, esbocista, aquarelista, gravurista e colecionador holandês associado com alguns membros da Escola de Haia (Hague School) e considerado um membro do Atelier Pulchri (Pulchri Studio).

Nascido em 9 de dezembro de 1838 em Ultrecht filho de Frederika Staudenmayer e do pintor romântico e paisagista Johannes Warnardus. Bilders começa a se interessar por arte e estuda com seu pai e posteriormente com Haye. Aos 17 anos ele aceita o apoio financeiro de Johannes Kneppelhout, um escritor que não avançou muito em sua carreira. Sua família morou em Ultrecht até 1856, apesar de durante 1841-45 eles passarem um tempo em Oosterbeek.

Em 1857 ele se muda para Haia onde passa a estudar na Academia de Belas Artes de Haia onde fica até 1859 e pinta diversas modelos nuas e vestidas. No Museu Mauritshuis ele passa a copiar as paisagens com gado de Paulus Potter.Quando viaja para Gênova ele passa a colaborar com o pintor de paisagens e de animais Charles Humbert. Em 1859 ele se torna membro da sociedade Felix Meritis que fomentava a arte na Holanda e passa a estudar na Academia de Belas Artes de Amsterdam. Em 1860 ele viaja com o pai para Bruxelas e conhece o trabalho dos pintores da Escola de Barbizon.

Ele passa a pintar paisagens paisagens de animais (especialmente as da área de Leiden) ou de figuras, com um estilo próximo dos pintores da Escola de Barbizon. Ele tentou reproduzir os humores que a paisagem evocam usando efeitos luminosos peculiares, além de um colorido e vistoso cinza quente. Quando ele misturava toda as cores da paleta com o cinza para conseguir este efeito, ele estava frequentemente insatisfeito com o resultado. Esta prenuncia o estilo de pintura tonal dos pintores da Escola de Haia.

Quando ele retornou para Oosterbeek ele conheceu o pintor de paisagens e animais Anton Mauve e os irmãos Maris. Ele morre ainda bastante jovem aos 26 anos, no dia 8 de março de 1865 em Amsterdam.

Albertus Gerard Bilders-Weiland bij Oosterbeek (Meadow near Oosterbeek, 1860)

Albertus Gerard Bilders-Weiland bij Oosterbeek (Prado próximo deOosterbeek, 1860) Rijksmuseum

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Todas as terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor mon(o)t0-ista Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui. UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Photo Graphein: Gedney

Novembro 4, 2013

gedney NY0529

Photo graphein: Yvon

Outubro 28, 2013

Yvon, Paris, from a set of miniature snaps, C1920s

Photo graphein: Francis Pacheco

Outubro 24, 2013

Francis Pacheco

Photo graphein: Michael Lavine

Outubro 21, 2013

Michel Lavine crazy

Photo graphein: Eggleston

Outubro 17, 2013

arar_eggleston_01_h

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Outubro 15, 2013
Haia, 2 de junho de 1882

A Batalha de Bunker Hill (1907), PYLEHoward Pyle, The Battle of Bunker Hill, Scribner's Monthly Magazine for February, 1898

The Battle of Bunker Hill, Wilmington (DE) , Estados Unidos, Delaware Art Museum. Publicado originalmente como ilustração para Scribner’s Monthly Magazine for February, 1898


Continuamos a longa carta onde Van Gogh descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia

1 pasta Ch. Keene e Sambourne

1 pasta J. Tenniel completada pelos cartoons de Beaconsfield

Falta John Leech, mas esta lacuna pode ser facilmente preenchida pois pode-se obter uma reimpressão destas gravuras em madeira, o que não é muito caro

1 pasta Barnard

1 pasta Fields e Charles Green, etc

1 pasta Pequenas gravuras em madeira francesas, álbum Boetzel, etc.

1 pasta Cenas a bordo de navios ingleses e croquis militares

1 pasta Heads of the Peole por Herkomer, completada por desenhos de outros artistas e por retratos.

1 pasta Cenas da vida popular londrina, desde os fumantes de ópio e White Chapel e The seven Dials, até figuras das damas mais elegantes, e Rotten Row of Westminter Park. Foram juntadas cenas correspondentes de Paris e Nova York. O conjunto é um curioso ‘Tale of those cities’.

1 pasta As grandes lâminas de Graphic, London News, Harpers Weekly, etc, entre as quais, Frank Holl, Herkomer, P. Renouard, Fred. Walker, P. Renouard, Menzel,  Howard Pyle…

“Você conhece uma revista americana chamada Harper’s Monthly? Há coisas que me deixa besta de admiração, incluindo esboços de uma cidade nos velhos dias feito por Howard Pyle.” Van Gogh em uma outra carta a Theo

Howard Pyle foi um ilustrador, escritor e artista norte-americano que originou a “Escola Brandywine” (Brandywine School) de ilustração. É considerado um dos pais da ilustração americana e o primeiro dos artistas da era do outro. Ele ficou conhecido ainda pelas imagens primordiais da história dos Estados Unidos. Sua irmã Katherine Pyle também foi pintora e ilustradora. Seu estilo de ilustração é considerado na Arte Noveau

Nascido em 5 de março 1823 em Wilmington, Delaware e desde cedo se interessou em desenho e escrita. Era um estudante indiferente mas foi encorajado pela mãe para estudar arte. Ele estudou com o pintor por três anos com o pintor F.A. Van der Weilen em Philadelphia e posteriormente na  Art Students League of New York e com Edwin Roscoe  Shrader. Seu trabalho sofreu influência de Hogarth e dos primeiros mestres alemães como Albrecht Dürer.

Em 1876 ele viaja para ilha de Chincoteague em Virginia e escreve e ilustra um artigo na Scribner’s Monthly. Um dos donos desta revista, Roswell Smith, lhe encourajou a se mudar para Nova York e começar a ilustrar profissionalmente. Ele foi encorajado por vários artistas como  Edwin Austin Abbey, A. B. Frost and Frederick S. Church. e logo e emprestou sua habilidade artística na ilustração de livros (muitas vezes infantis) como Senhorita de Shalott, Aventuras de Robin Hood, e vários livros de lendas arthurianas como Rei Arthur E Os Cavaleiros Da Tavola Redonda. Ele também ilustrou revistas como (St. Nicholas, Harper’s), especialmente em cores, para uima indústria de impressão rapidamente amadurecida. The Brandywine Conservancy e o Delaware Art Museum house possuem mais de 100 de seus trabalhos.

In 1881 Dodd, Mead and Company o comissionaram para ilustrar com desenhos coloridos dois livros infantis: The Lady of Shalott e Yankee Doodle. Este projetos estão entre os primeiros experimentos em livros coloridos impressos para crianças. Pyle emulou a cor as impressões do conhecido publicitário inglês Edmund Evans, que produziu trabalhos ilustrados por Walter Crane e outros artistas populares.

Em 12 de abril de 1881 se casa com a cantora Anne Poole com quem teve 7 filho. Ele teve uma lua de mel em 1889 quando viajou para Jamaica enquanto um de seus filhos, Sellers, morria sem explicações.

Em 1894 ele passou a lecionar ilustração na Drexel Institute of Art, Science and Industry. Após 1900 ele fundou a escola de ilustração  Howard Pyle School of Illustration Art, que posteriormente Henry C. Pitz mudou de nome para Brandywine school. Em 1906 ele fez pinturas de mural como A batalha de Nashville no capitólio de Minnesota e outros dois murais para tribunais em New Jersey.Em 1907 Howard Pyle foi eleito membro da Academia Nacional de desenho  (National Academy of Design).

Ele morreu em 9 de novembro de 1911 de uma infecção renal em Florença na Itália onde morava desde 1910 para estudar pintura em mural e os grandes mestres . Dentre os estudantes de sua escola estão Maxfield Parrish, Elenore Abbott, Violet Oakley, Allen Tupper True, Ellen Bernard Thompson Pyle, Jessie Willcox Smith, Elizabeth Shippen Green, Alice Barber Stevens, Newell Convers Wyeth, Anna Whelan Betts, Sarah S. Stilwell Weber, Philip R. Goodwin, Ethel Franklin Betts Bains,  Harvey Dunn, Thornton Oakley,  Frank Schoonover, Watson Barrat, Arthur E. Becher, Harold Matthews Brett, Walter H. Everett, Gayle Porter Hoskins, Percy van Eman, Oliver Kemp, Ethel Pennewill Brown  Leach, James Edwin McBurney, Maxfield Parrish, Frank Earle Schoonover, Thornton D. Skidmore,  Howard Everett  Smith, Jessie Willcox Smith, Wuanita Smith, C. Clyde Squires, Harry Everett Townsend.

SOBRE A OBRA

A cena representa o segundo ataque e é tomada da ala direita do quinquagésimo segundo regimento durante a guerra de independência dos Estados Unidos, com a companhia de granadeiros em primeiro plano. Na ala esquerda do regimento, sobre o comando do major, parou, e está atirando uma saraivada; a ala direita está somente marchando para tomar sua posição de tiro. O navio de guerra, atirando a meia distância é o [HMS] Lively; na distância mais remota está a fumaça da bateria em Copp’s Hill. A fumaça negra a direita é de casas queimadas em Charlestown.

Os Continentais tentaram em vão arrebentar a porta, que eram mantidas no lugar por uma barra de ferro na lateral. O oficial nesta fase era o Sétimo Pennsylvania. Aquele caido sobre sua face na direita, foi detalhado para trazer a frente a bandeira de trégua, pedindo a rendição da casa. Ele foi permitido chegar perto do regimento e então abatido ao lado da passagem.
Howard Pyle portrait

Fotografia de Howard Pyle

Howard Pyle- Attack on a Galleon (1905)Howard Pyle-Attack on a Galleon (1905)

Howard Pyle- Mark Twain's Joan of Ark, The Triumphal Entry into Rheims (1904)

Howard Pyle– Mark Twain’s Joan of Ark, The Triumphal Entry into Rheims (1904).

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Todas as terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor mon(o)t0-ista Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui. UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Outubro 8, 2013
Haia, 2 de junho de 1882

A Forja (Ciclope moderna ,1875), MENZEL

Adolf Friedrich Erdmann von MENZEL- La Forge (Cyclopes modernes, c. 1875) , Berlin, Alte Nationalgalerie

Eisenwalzwerk (Moderne Cyklopen), Berlim, Alte Nationalgalerie


Na nossa volta da coluna do estudo da arte da pintura através do artista holandês, continuamos a carta onde Van Gogh descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia

1 pasta Ch. Keene e Sambourne

1 pasta J. Tenniel completada pelos cartoons de Beaconsfield

Falta John Leech, mas esta lacuna pode ser facilmente preenchida pois pode-se obter uma reimpressão destas gravuras em madeira, o que não é muito caro

1 pasta Barnard

1 pasta Fields e Charles Green, etc

1 pasta Pequenas gravuras em madeira francesas, álbum Boetzel, etc.

1 pasta Cenas a bordo de navios ingleses e croquis militares

1 pasta Heads of the Peole por Herkomer, completada por desenhos de outros artistas e por retratos.

1 pasta Cenas da vida popular londrina, desde os fumantes de ópio e White Chapel e The seven Dials, até figuras das damas mais elegantes, e Rotten Row of Westminter Park. Foram juntadas cenas correspondentes de Paris e Nova York. O conjunto é um curioso ‘Tale of those cities’.

1 pasta As grandes lâminas de Graphic, London News, Harpers Weekly, etc, entre as quais, Frank Holl, Herkomer, P. Renouard, Fred. Walker, P. Renouard, Menzel…

 “Nenhum dia sem desenhar.” – Adolf von Menzel

Adolf Friedrich Erdmann Von Menzel ou Adolph Von Menzel foi um pintor, ilustrador e gravurista alemão-polonês, pioneiro do realismo alemão e  conhecido pelas pinturas do cotidiano, sua técnica e estudos de cor e luz, que influenciaram o impressionismo, sua pinturas  históricas sobre história germano-prussiana e suas pinturas da corte alemã.

Nascido em Breslau (Wroclaw) na Prússia, hoje Polônia, no dia 08 Dezembro de 1815, que já mostrava talento na infância quando  aos 12 anos fez sua primeira obra artística: um desenho. Durante sua vida o baixinho Menzel, que tinha 1 metro e quarenta de  altura (4’7″), sempre foi uma figura conhecida nos bailes e na vida social. Segundo um amigo do pintor Degas ele era “um  homem baixo com óculos, pouco falante, bebendo champanhe e fazendo esboços”.

Filho de um gravurista litográfico, a quem ajudava no ofício. Mudou-se com a família para Berlim em 1830 e viu seu pai morrer  dois anos depois. Algumas fontes citam que o pai de Menzel era também o diretor de uma escola para garotas e desejava que o  filho se tornasse um professor.

Adolph assumiu a loja de seu pai e assumiu o sustento da família. Ele fez suas primeiras ilustrações em 1834 e uma série  maior de ilustrações de livros no fim da década de 1830. Apesar de um curto estudo na Academia de Berlim em 1833, Menzel é  considerado totalmente autodidata. Neste mesmo ano, a Sachse de Berlim publicou seu primeiro trabalho: um álbum de desenhos  de caneta reproduzidos em pedra para ilustra o pequeno poema de Goethe”Kiinstlers Erdenwallen”. Ele executou litografias para  ilustrar a “Denkwiirdigkeitenaus der brandenburgisch-preussischen Geschichte”, pp. 834-836; “Os cinco sentidos” e “O orador”,  também como diplomas para corporações e sociedades. Sua experiência com pintura começou em 1837 e entre 1839 e 1842 produziu  400 desenhos, revificando ao mesmo tempo a técnica de gravura em madeira, para ilustrar a obra Geschichte Friedrichs des  Grossen (“História de Frederick o grande”) de Franz Kugler. Sua obra teve um grande reconhecimento ao trabalhar  em pinturas  voltadas ao governo de Frederick, o grande nos anos de 1850.

Ele subsequentemente produziu “Friedrichs des Grossen Armee in ihrer Uniformirung” (“Os uniformes do exército de Frederick, o  grande”), “Soldaten Friedrichs des Grossen” (“Os soldados de Frederick, o grande”); e finalmente por ordem do rei Frederick  William IV, ele ilustrou os trabalhos de Frederick, o grande, “Illustrationen zu den Werken Friedrichs des Grossen  (1843-1849)”. Com estes trabalhos Menzel pode ser considerado um dos primeiros, se não o primeiro, dos ilustradores de sua  época em seu próprio estilo.

Enquanto isto Adolph teve que se organizar para estudar sozinho a arte da pintura, e posteriormente produziu um grande número  e variedade de pinturas, sempre mostrando precisa observação e uma arte honesta- assuntos ligados a vida da corte e cenas com  cotidiano como “O jantar do baile”, “Em confissão”. Dentre seus trabalhos mais importantes estão “A forja” e “Mercado em  Verona”. Já pinturas como “A coroação de William I em Koenigsberg” foi produzida como uma representação oficial da cerimônia  sem se preocupar com as tradições da pintura oficial.

Ele se tornou membro da Academia de Berlim em 1853, sendo nomeado professor em 1856. Após isto ele se tornou o principal  artista da segunda metade do século XIX e a partir de 1880 ganhou fama internacional sendo ascendido para a nobreza em 1898  (daí em diante com o título de “Von”).

Mesmo tendo se dedicado muito a gravura, Menzel foi um profícuo esbocista através de sua longa carreira e tendo um certo  reconhecimento em pintura a óleo. Sua virtuosidade e sua técnica em capturar o fenômeno visual (como a forma na qual  percebemos os objetos desfocados e borrados comparados com aqueles do primeiro plano) atraíram vasta atenção, e anteciparam  alguns dos efeitos do impressionismo francês em 30 anos.

Durante sua vida retratou a corte de Frederick com uma profunda precisão histórica e cada detalhe desde os botões em um  uniforme ou cabo de uma espada, foram meticulosamente pesquisados.

Quando visitava Paris, Menzel tinha contato com artistas de lá como Edgar Degas e Ernest Meissonier. Ele ainda viajou  diversas vezes para Viena e Verona. Ele é lembrado como um cronista inigualável da vida de Berlim. Ele recebeu o título de  cavaleiro em 1898, sendo o primeiro pintor a receber a ordem de “Águia negra” (Black Eagle). Ele teve ainda um funeral de  Estado em sua morte que ocorreu em Berlim no dia 09 Fevereiro de 1905. De sua produção mais de 10.000 desenhos sobreviveram,  o que mostra sua extensa (e sempre de qualidade) produção artística. Por sua expressividade realista, muitas vezes suas obras  aparentam fotografias tamanho o realismo expressado. Suas cenas de ruas, interiores e paisagens demonstra uma visão nada  ortodoxa do pintor; sujeitos são visto de ângulos do alto ou de baixo, e há saídas das convenções de agrupamento e moldura,  assim como excursões inovadoras em assuntos industriais como em “Moinho rolante”. Em seus trabalhos que pressagiam o  impressionismo como the Sitting Room (1847), Menzel  usou seu sentido refinado nos efeitos de luz e no uso de uma pincelada  aberta. Ele foi professor de Carl Johann  Arnold e de Fritz Werner.

SOBRE A OBRA

Nos anos precedentes da primeira guerra mundia, a maior nação industrial da Europa é sem dúvida a Alemanha, unificada sobre a  autoridade da monarquia prussiana após o dia 18 de janeiro de 1871,seguido a sua vitória sobre um Napoléon III em declínio. A  França e sobretudo a Grã-Bretanha tinham portanto realizado as suas primeiras revolução industrial ao fim do Século XVIII,  após encetado sua segunda revolução industrial no meio do século XIX.

A força da Alemanha reside principalmente na abundância de suas minas de carbono e de ferro, na Silésia on na Ruhr, dentro do  espírito de iniciativa dos grandes industriais como Krupp (siderurgia) ou Borsig (máquinas a vapor). A modernização acelerada  do país favoreceu seu enriquecimento global e alimentou sua natalidade. Ela provocou sobretudo uma mutação radical das  condições de vida e de trabalho de milhões de homens e mulheres que saem em massa dos campos para se ajustar nas usinas e se  empilhar nos arrebaldes das grandes cidades.

  Análise da imagem

Nesta época, década de 1840, em que Menzel se faz reconhecido é que passa a usar a maravilha da gravura. Ele é rapidamente  reconhecido pela Prússia e pelo Império e obtem distinções nobres e comissões. “A forja” é uma de suas obras mais notáveis,  até no título. Apesar da aparente confusão de uma cena mergulhada na penumbra, a composição é na realidade rigorosa. As  linhas horizontais e verticais que a estrutura delimitam as cenas para facilitar a compreensão. O arredondado da grande roda  do moinho, em ponto de escapar, é colocado de volta pelas pequenas rodas a direita, a chapa grande aberta, na qual se curvam  os trabalhadores e contribuem a dinâmica geral da obra. O centro do quadro corresponde no metal em fusão que parece se atirar  contra aqueles que o faz. O resto da pintura, descrita em uma paleta escura, apresenta os utensíios, vestimentas, gestos e  mesmo emoções que parecem segurar a vivacidade.

As máquinas a serviço o homem ou o homem a serviço da máquina?

O naturalismo mergulha o espectador no coração da ação. Se o olho se ater na cena central, e escorregar na metáfora  mitológica, poderemos ver um grupo de Vulcano (Deus romano do fogo) controlam o fogo e o metal, gigantes modernos forjando a  indústria e logo o poder alemão. Mas o sub-título dado para Menzel indica que os partidos marginais tem toda sua importância.  Cegos pelo fogo e condenados a viver em uma caverna onde a falta de ar disputa com a sujeira e com o calor, os trabalhadores  são acorrentados a sua máquina. Eles não podem se separar muito, bloqueados simbolicamente pelas barras metálicas verticais  que lembram as barras da prisão, e obrigados a comer em seu lugar. Eles aparecem prematuramente usados, e de alguma forma desumanizados pela máquina, os ritmos de trabalho, a duração das jornadas de trabalho, a massificação e a repetitividade das tarefas. É sem dúvida o preço a pagar para a formidável revolução alemã, que Menzel mostra a todos ao revelar incidentalmente
as condições de trabalhos e a vida dos trabalhadores da época moderna.

Desta forma a precisão da máquina e a beleza trazida pela vívida luz do fogo da forja são instrumentos que para o trabalhador trazem sua forma de sobrevivência e uso da força de trabalho tal qual pela exploração de seu trabalho...

Adolf Von Menzel

Fotografia de Adolf Von Menzel

E0702 MENZEL L817

Adolf Menzel- Procession in Hofgastein (1880), Munique Bayerische Staatsgemäldesammlungenn

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Todas as terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor mon(o)t0-ista Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui. UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH