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UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Fevereiro 20, 2013
Haia, 2 de junho de 1882

O velho portão (1875), WALKER

The Old Gate 1874-5 by Frederick Walker 1840-1875

The old gate, London, Tate Gallery


Van Gogh nesta carta descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia

1 pasta Ch. Keene e Sambourne

1 pasta J. Tenniel completada pelos cartoons de Beaconsfield

Falta John Leech, mas esta lacuna pode ser facilmente preenchida pois pode-se obter uma reimpressão destas gravuras em madeira, o que não é muito caro

1 pasta Barnard

1 pasta Fields e Charles Green, etc

1 pasta Pequenas gravuras em madeira francesas, álbum Boetzel, etc.

1 pasta Cenas a bordo de navios ingleses e croquis militares

1 pasta Heads of the Peole por Herkomer, completada por desenhos de outros artistas e por retratos.

1 pasta Cenas da vida popular londrina, desde os fumantes de ópio e White Chapel e The seven Dials, até figuras das damas mais elegantes, e Rotten Row of Westminter Park. Foram juntadas cenas correspondentes de Paris e Nova York. O conjunto é um curioso ‘Tale of those cities’.

1 pasta As grandes lâminas de Graphic, London News, Harpers Weekly, etc, entre as quais, Frank Holl, Herkomer, P. Renouard,  Fred. Walker…

Frederick Walker ou Fred Walker foi um pintor, gravurista e talentoso ilustrador em inglês. Ele nunca foi fluidamente um esbocista natural e nunca alcançou alguma grande força dramática. Ele trabalhou como pintor de cenas do cotidiano e para os vitorianos parecia um observador sincero e não sentimental observador da vida rústica. Como ilustrador trabalhou no livro de Charles Dickens, Hard Times for These Times.

Nascido em Marylebone,Londres no dia 26 de maio de 1840 (embora haja relatos do dia 24 de maio), filho de um desenhista de joias e de uma família com interesses artísticos. Ele foi educado no North London Collegiate School e com apoio da mãe, ainda bem jovem, começou a desenhar antiguidades no Museu Britânico (British Museum), sendo aos 16 anos colocado no escritório de um arquiteto chamado Baker. A tarefa se mostrou desagradável; no fim de 18 meses ele retomou seu trabalho dos mármores Elgin no Museum Britânico e atendeu a Escola de artistas Leigh em Newman Street.

Em 31 de março de 1858 ele foi admitido como estudante na Academia Real. Mas seu estudo nas escolas da academia foi desconectada, e cessou antes que ele chegasse na aula de modelo vivo, já que ele estava ansioso para começar a ganhar a vida. Como um meio de terminar este trabalho, ele voltou sua atenção para o desenho feito para xilogravuristas, e trabalhou três vezes por semana durante 2 anos no atelier de J. W. Whymper, cuja a instrução ele rapidamente tornou mestre nas técnicas de desenho em madeira.

Sua primeira ilustração publicada aparece em 14 de Janeiro de 1860 no “Every Body’s Journal” para uma história de Edmond Abbott entitulada “The Round of Wrong.” Logo depois, suas primeiras ilustrações em livro aparecem em 1860 no Once a Week, um periódico no qual ele foi um contribuinte prolífico, como também para a Cornhill Magazine, onde seus admiráveis desenhos se parecem com os trabalhos de Thackeray, assim como para os trabalhos da filha de Thackeray. Estas xilogravuras, especialmente suas ilustrações para o livro de Thackeray as “Aventuras de Philip e Denis Duval”, estão entre seus trabalhos artísticos mais espirituosos de suas categorias, e  logo ele se entitula Walker para se enfileirar com Millais na ponta dos esbocistas que lidaram com cenas da vida contemporânea. Na verdade, somente com suas contribuições para Once a week ele fez uma reputação imediata como um artista de rara realização, e embora fosse associado aquele periódico com artistas como Millais, Holman Hunt, Leech, Sandys, Charles Keene, Tenniel e Du Maurier, ele mais do que se manteve contra seus competidores. Nos intervalos do trabalho como ilustrador de livros ele praticava, a partir de 1863, pintura em aquarela, seus temas sendo frequentemente mais consideradas e refinadas repetições em cores de seus desenhos preto e branco. Entre as mais notáveis produções em aquarela estão “Spring,” “A Fishmonger’s Shop,” “The Ferry,” e “Philip in Church,” que ganhou uma medalha na Exibição Internacional de Paris em 1867.

Ele foi eleito associado da Socieadade de pintores em aquarela em 1864 e membro completo em 1866; e em  26 de janeiro1871 ele se tornou associado da Academia Real. Neste mesmo ano ele se tornou membro honorário da Sociedade Belga de Pintores em Aquarela. Sua primeira pintura a óleo, “The Lost Path,”, O caminho perdido, foi exibida na Royal Academy em 1863, one foi seguida de As Banhistas em 1867, que seguiu alguns de seus melhores trabalhos: em 1868 “Os errantes”, agora na Galeria Nacional de Arte Britânica, em 1869 ” O velho portão”. Em 1870 exibe “O arado”, uma exposição poderosa e impressiva da luz ruborizada da noite, cuja paisagem foi estudada em Somerset.

Em 1871 ele exibiu sua trágica pintura em tamanho real “Uma prisioneira feminina na barra”, uma pintura que se perdeu e que agora existe somente em um estudo em óleo, Nela o pintor posteriormente pode obliterar a cabeça, com que ele ficou insatisfeito, mas foi impedido pela morte de completa-la. O último de seus trabalhos de sucesso foi “Um porto de refúgio” exibido em 1872; em “The Right of Way,” exibido em 1875 mostra signos evidentes da força falha do artista. Ele sofreu por alguns anos de uma tendência tísica; em 1868 ele fez uma viagem marítima pelo bem de sua saúde, para Veneza, onde ficou com Orchardson e Birket Foster, e no fim de  1873 ele foi por um tempo para Argélia com J.W.North, na esperança que poeria ter um benefício com a mudança de clima. Mas, voltando para a amarga primavera ingles, ele foi novamente prostado e morreu  de tuberculose em St. Fillian,Perthshire na Escócia no dia 4 de junho de 1875 (ou 5 de junho).

Seus trabalhos são completamente originais e individuais, ambos em qualidade de suas cores e manejo, além de sua vista da natureza e humanidade. Como pintor trabalhou uma técnica guache que deve muito a William Henry Hunt e Myles Birket Forster.Suas cores, especialmente aquarelas, são distintas, poderosas e cheias de gradações delicadas. Ele teve um admirável senso de desenho, e as figuras dos camponeses em sua labuta diária mostra uma graça e vasta largura da linha na qual pode ser planamente traçada o efeito produzido a seus gosto através de seus estudos iniciais de antiguidades; ao mesmo tempo o sentimento de seus temas é infalivelmente refinado em poético. Seu vigor de desenho pode ser visto em seu poster para A mulher de branco para Wilkie Collins que atualmente está na National Gallery of British Art. Após sua morte houe uma legião de seguidores de seu trabalho.

Walker se tornou envolvido com uma associação livre de artistas conhecidos como Os Idílicos (The Idyllists) ou Escola Idílica de artistas vitorianos, e sua sensíveis e belas aquarelas pastorais, com seus detalhes intrínsecos, e bela coloração estão entre as mais completas e satisfatórias pinturas de sua época. Para ele “Composição é a arte de preserver o olhar acidental”. Devido as suas pinturas socio-realistas ele deve ter sido bastante idealistas e até hoje suas pinturas possuem um impacto.

 Um número muito grande de estudos especulam que ele morreu como resultado de seu temperament, quando é mais provavel que seus problemas de comportamentos resutaram da severidade de sua doença e da baixa espectativa de vida. Ele foi nervoso, tímido, reticente, rabugento, estressado, agonizante e trabalhador meticuloso.

 Ele conseguiu uma medalha de segunda classe na Exibição Internacional de Paris em 1867. No fim de 1860 ele visita Veneza e Paris, e nesta última fica amigo de François Millet, cuja tradição da pintura ao ar livre (en plein air) da Escola de Barbizon influênciou Fred em seus trabalhos posteriores. No inverno de 1873-4 ele viajou para Argélia, mas só para conseguir uma folga temporária de sua doença mortal que estava o perseguindo. Na primavera de 1975 parecia haver uma melhora em sua saúde, mas no dia 4 de Junho ele morreu e foi enterrado em Cookham junto com a mãe e o irmão.

 O Jornal The Times falou sobre o pintor:— “Hoje sera jazido no adro separado de Cookham, ao lado de um de seus irmãos e de sua mãe, Frederick Walker, A.R.A., um jovem pintor de gênio raro, cortado prematuramente de seus poderes em uma maré de primavera. Em pouco mais de trinta anos Walker tinha já feito seus poderes cairem nos três campos da arte- como um desenhista em Madeira, como pintor aquarelista e em tinta óleo- de maneira possível somente por um gênio. Suas últimas realizações foram longe para excederem a recoleção de seus primeiros trabalhos como xilogravurista; mas neste personagem ele tinha a mesma influência ampla e bem marcada de seus contemporâneos e sucessores como ele também tinha tido na geração mais jovem de suas pinturas de aquarelas, e como ele prometera, ele tinha de fato começão a exercer além dos pintores a óleo de seu tempo”.

Frederick Walker- Rain (1867) Royal Academy of Arts, London

Frederick Walker- Rain (1867) Royal Academy of Arts, London

Refreshment exhibited 1864 by Frederick Walker 1840-1875

Frederick Walker- Refreshment (1864) Tate Gallery, London

Frederick Walker- self portrait (1896) London, Royal Academy of Arts
Frederick Walker- Autoretrato. Para ver uma outra versão deste auto-retrato, clique aqui. Ou veja ainda uma fotografia de Fred Walker

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Todas as terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor mon(o)t0-ista Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui. UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Janeiro 1, 2013

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

ESPECIAL DE NATAL

van gogh santa

Nesta edição especial de Ano Novo trazemos algumas coisas bastante interessantes que envolve a aura das festas de fim de ano para o pintor monoauricular Vincent Van Gogh. Primeiro algumas das cartas que Van Gogh escreveu ou recebeu durante o período de natal, mas principalmente aquelas que ele fala sobre o fim de ano, seu significado, como ele passava, os afetos familiares.

Além disto separamos alguns dos trabalhos de vários artistas que Van Gogh cita durante suas cartas e cujo a temática é o Ano Novo. Esta pesquisa foi possível devido a sítios de catalogação das cartas e obras presentes nelas.

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Para Theo van Gogh. Haia, Janeiro de 1873.

Paul Gavarni (pseudonym of Hippolyte Sulpice Guillaume Chevalier) - January. The New Year's presents Paris, Bibliothèque National de France

Paul Gavarni (pseudonimo de  Hippolyte Sulpice Guillaume Chevalier) – Janeiro. Os presentes de Ano Novo, Paris, Bibliothèque National de France


Estou ocupado agora no começo do ano. Meu ano novo começou bem também, eu recebi um aumento mensal de 10 10 guilders, então agora eu ganho 50 guilders por mês, e além disto eu recebi um bonus de 50 guilders.Não é maravilhoso? E agora espero estar inteiramente me sustentando.

Para Theo van Gogh. Saint-Rémy-de-Provence, Quarta 1 de Janeiro de 1890 (O último
ano novo de Van Gogh)

Anonymous - New Year’s Eve - Illustrirte Zeitung 73 (27 December 1879), p. 543

Artista Anônimo – Véspera de ano novo- Illustrirte Zeitung 73 (27 Dezembro 1879), p. 543

Querido Irmão
Muito obrigado pela sua carta do dia 22 de dezembro contendo uma nota de 50 francos; primeiro eu desejo a você e Jo um feliz ano novo e desculpe por te fazer talvez ansioso, bem inadvertidamente contudo, para Sr.Peyron deve ter escrito para você que minha mente tem mais uma vez estado bem perturbada.
No momento que escrevo para você eu não vi ainda o Sr.Peyron, então não se se ele escreveu algo sobre minhas pinturas.. Ele veio me contar enquanto eu estava doente que recebeu notícias suas, e se eu queria exibir minhas pinturas, sim ou não.Então eu disse a ele que eu preferia não exibi-las. O que não tem justificação, e então espero que elas não tenham partido juntas. Mas de qualquer forma, eu me arrepento de não ter sido capaz de ver Sr P. hoje para descobrir o que ele te escreveu. De qualquer forma, isto não aparenta muito importante por mim no total, desde que você  diga que elas partam no dia 3 de janeiro, você ainda reberá esta a tempo. Que desfortúnio para Gauguin, aquela criança caindo da janela e ele incapaz e estar lá, eu penso com ele com frequência, que problemas aquele que ele tem, apesar de sua energia e tantas qualidades incomparáveis.

Paul Renouard, Les mendiants du jour de l’an (The beggars on New Year’s Day) 2 in Le Monde Illustré 26 (7 January 1882) Amsterdam, Van gogh museum

Paul Renouard, Os Mendigos do ano novo (Les mendiants du jour de l’an ,The beggars on New Year’s Day) em Le Monde Illustré 26 (7 Janeiro 1882) Amsterdam, Van gogh museum

Paul Renouard, Les mendiants du jour de l’an (The beggars on New Year’s Day) in Le Monde Illustré 26 (7 January 1882) Amsterdam, Van gogh museum

Paul Renouard, Os Mendigos do ano novo (Les mendiants du jour de l’an ,The beggars on New Year’s Day) em  Le Monde Illustré 26 (7 Janeiro 1882) Amsterdam, Van gogh museum

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Dezembro 26, 2012

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

ESPECIAL DE NATAL

van gogh santa

Nesta edição especial de natal trazemos algumas coisas bastante interessantes que envolve a aura natalina para o pintor monoauricular Vincent Van Gogh. Primeiro algumas das cartas que Van Gogh escreveu ou recebeu durante o período de natal, mas principalmente aquelas que ele fala sobre o natal, seu significado, como ele passava, os afetos familiares.

Além disto separamos alguns dos trabalhos de vários artistas que Van Gogh cita durante suas cartas e cujo a temática é o Natal. Esta pesquisa foi possível devido a sítios de catalogação das cartas e obras presentes nelas.

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Para Theo van Gogh. Haia, Janeiro de 1873.

Howard Pyle’s Christmas morning in Old New York, in Harper’s Weekly 24 (25 December 1880), pp. 828-829 Amsterdam, Universiteitsbibliotheek UvA

Howard Pyle- Manhã de Natal na velha New York, in Harper’s Weekly 24 (25 December 1880), pp. 828-829 Amsterdam, Universiteitsbibliotheek UvA

Que agradavel foram estes dias de Natal, eu penso neles com frequência; eles também serão longamente lembrados por você, com se eles também fosse seus últimos dias em casa. Você deve escrever para mim em particular sobre que tipo de pinturas você vê e o que você acha belo.

Para Theo van Gogh. Paris, Segunda, 13 de Dezembro de 1875.

John Gilbert - Uncle William’s Christmas presents - The Illustrated London News 29 (20 December 1856), p. 611 , The Hague Koninklijke Bibliotheek

John Gilbert – Presentes de Natal do Tio William – The Illustrated London News 29 (20 December 1856), p. 611 , The Hague Koninklijke Bibliotheek

Estou esperando pelo Natal e para te ver, velho garoto, mas agora será muito em breve. Eu provavelmente estarei partindo daqui na quinta desta semana, a noite.
Faça tudo que você pode para conseguir um alongar os feriados quanto possível.

Willemien van Gogh para Vincent e Theo van Gogh. Welwyn, Domingo 19 de Dezembro de 1875.

Myles Birket Foster, The Christmas holly cart in The Illustrated London News, Christmas number 1848  London, Witt Library

Myles Birket Foster,O carro de natal azevinho, The Illustrated London News, Christmas number 1848 London, Witt Library

Caro Vincent e Theo,
Meu sincero obrigado a vocês dois pelas suas últimas cartas, que nós ficamos muito alegres em receber.
Que maravilha será estar em casa no Natal. Aqui tem estado frio, mais agora está bem brando. Theo, que terrível coisa com a sua perna, está agora completamente melho? Nós provavelmente teremos um árvore de natal. Nosso feriado começa na quinta. E agora, adeus caro Vincent e Theo, eu desejo a vocês dois um ótimo e feliz natal.

Para Theo van Gogh. Amsterdam, Domingo, 9 Dezembro de 1877.

Charles Stanley Reinhart - Frank French - 'Merry Christmas to you, old barebones!' - Harper's Weekly. Journal of Civilization 26 (16 December 1882), pp. 800-801 Amsterdam, Universiteitsbibliotheek UvA

Charles Stanley Reinhart – Frank French – ‘Feliz Natal para vocês, velhos barões!’ – Harper’s Weekly. Journal of Civilization 26 (16 December 1882), pp. 800-801 Amsterdam, Universiteitsbibliotheek UvA

Atualmente eu consigo pega-los [mapas] no Seyffardt’s, mas lá provavelmente não estarei nunca com esta oportunidade. Eu desenhei aquele mapa e então eu o dupliquei, e por isso eu quis da-lo a Harry Gladwell como um presente de natal que eu pretendo envia-lo para ele através de você, para incluir quando um caixote for a Paris. (…)
Mas tudo isto passa, agora mais do que uma noite em questão. Do Tio Cor eu recebi Bossuet, Oraisons funèbres, em uma edição muito boa e acessível, muito completa que inclue entre outras coisas, o bom sermão sobre Paulo no texto “para quando estou fraco, então serei forte”. É um livro nobre, você o verá no natal, eu estava tão feliz com ele que até hoje tenho carregado por aí dentro de meu bolso, embora seja tempo de eu parar pois algo pode acontecer com ele. De Mendes eu recebi o trabalho de Claudius, também um bom e sólido livro; eu enviei a eleThomae Kempensis de imitatione Christi e escrito na frente, há nem judeu nem grego nele, nenhuma ligação nem livre, nenhum macho ou fêmea: mas Cristo é tudo, e em tudo. Do tio Stricker recebi uma caixa de charutos, você sabe que eu fiz com eles, eles estão sempre tão amigavelmente no the Rooses’ e eu tenho pensado se eu tivesse algo a enviar quando a caixa de charutos chegasse como uma dádiva de Deus. E de noite encontrei uma carta do tio Jan na mesa. Foi então breve sobre Vos and Kee, onde Tio e tia Stricker estavam bem também, mas não poderiam ficar pois eu tinha aula das 8 às 10 com Teixeira. Tio Jan passou a noite na casa do Tio Cor.

Para Theo van Gogh. Wasmes, Terça, 26 de Dezembro de 1878.

Alexandre Jean Louis Japhet (Jazet) - Christmas Eve (Goupil photograph) Paris, Bibliothèque National de France

Alexandre Jean Louis Japhet (Jazet) – A noite de Natal (Véspera de natal-Goupil photograph) Paris, Bibliothèque National de France

Havia neve nestes últimos dias, os dias escuros antes do Natal. Então tudo esteve remanescência de pinturas medievais do Camponês Bruegel, entre outros, e por muitos outros que foram tão bom expressando o efeito singular do vermelho e verde, preto e branco.

Para Theo van Gogh. Haia. Domingo 17 de Dezembro de 1882.

Edwin Austin Abbey - Joseph Swain - Christmas in old Virginia - The Graphic. An Illustrated Weekly Newspaper 22 (25 December 1880), pp. 660-661 Amsterdam, Van gogh museum

Edwin Austin Abbey – Joseph Swain – Natal na velha Virginia – The Graphic. An Illustrated Weekly Newspaper 22 (25 December 1880), pp. 660-661 Amsterdam, Van gogh museum

Uma das coisas que não vai passar é algo aberto e a crença em Deus, mesmo se as formas mudarem, umamudança como renovação do verde na primavera. Mas você entendera entre uma coisa e outra  que minha meta netes desenhos não é pagar homenagem a forma mas mostrar que eu respeito grandemente o sentimento de Natal e Ano Novo.

Para Theo van Gogh. Haia, Sexta, 22  de Dezembro de 1882.

Edwin Austin Abbey - J.G. Smithwick - Winter - Harper's Weekly. Journal of Civilization Christmas number (1882), p. 17 Cambridge, Widener Library, Harvard College Library

Edwin Austin Abbey – J.G. Smithwick – Natal – Harper’s Weekly. Journal of Civilization Christmas number (1882), p. 17 Cambridge, Widener Library, Harvard College Library

Como eu espero que nós podemos passar alguns dias de natal juntos, por exemplo- eu também gostaria ternamente de ter você no meu atelier mais uma vez.
Eu, também, tenho labutado duramente recentemente, precisamente pois eu estava cheio de sentimento de natal, e sentimento nãoé suficiente, algum quem que traze-lo para seu trabalho.

Para Anna van Gogh-Carbentus. Saint-Rémy-de-Provence, Segunda, 23 Dezembro de 1889.

Samuel Read - Christmas reflections - The Illustrated London News London, Witt Library

Samuel Read – Reflexos de Natal – The Illustrated London News London, Witt Library

Eu as vezes penso que eu me sinto muito mais forte e as vezes mais clear-headed do que no último ano.
Agora lhe desejo um feliz natal e um bom ano novo. Envolvido no pensamento pelo

Seu querido
Vincent

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Dezembro 18, 2012
Haia, 2 de junho de 1882

Ataque do 1º regimento dos escaramuçadores maroquinos (1918), RENOUARD

 Charles Paul Renouard- Attaque du 1er régiment de tirailleurs marocains, le 28 juin 1918, à 5 h 5 m. (1918), Paris, Réunion des musées nationaux

Attaque du 1er régiment de tirailleurs marocains, le 28 juin 1918, à 5 h 5 m.  , Paris, Réunion des musées nationaux

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Van Gogh nesta carta descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia

1 pasta Ch. Keene e Sambourne

1 pasta J. Tenniel completada pelos cartoons de Beaconsfield

Falta John Leech, mas esta lacuna pode ser facilmente preenchida pois pode-se obter uma reimpressão destas gravuras em madeira, o que não é muito caro

1 pasta Barnard

1 pasta Fields e Charles Green, etc

1 pasta Pequenas gravuras em madeira francesas, álbum Boetzel, etc.

1 pasta Cenas a bordo de navios ingleses e croquis militares

1 pasta Heads of the Peole por Herkomer, completada por desenhos de outros artistas e por retratos.

1 pasta Cenas da vida popular londrina, desde os fumantes de ópio e White Chapel e The seven Dials, até figuras das damas mais elegantes, e Rotten Row of Westminter Park. Foram juntadas cenas correspondentes de Paris e Nova York. O conjunto é um curioso ‘Tale of those cities’.

1 pasta As grandes lâminas de Graphic, London News, Harpers Weekly, etc, entre as quais,  Frank Holl, Herkomer,  P. Renouard

Charles Paul Renouard foi um pintor, gravurista, decorador, ilustrador e esbocista francês. Ele pintou diversos a cultura e tradições populares em outros paises como Estados Unidos, Inglaterra, Bélgica e Holanda. Além disso foi um artista que retratou sua época e os eventos importantes.

Nascido no dia 5 de novembro de 1845 em Cour-Cheverny (Loir et Cher), ele foi para Paris aos 14 anos onde começou a trabalhar como decorador. Logo depois ele entra para o atelier de Isidore Alexandre Augustin Pils in 1868 e os dois juntos decoraram a cúpula da Opera House de Paris. A primeira exibição foi no Salon de Paris em 1877.

Pinturas de Paul Renouard são raras pois ele dedicou quase toda sua energia com gravuras. E com elas Charles conseguiu retratar atores, músicos, dançarinos na Opera de Opera e no Teatro Real Drury ane. Paul Renouard foi profundamente influenciado pelos impressionistas, especialmente Degas e Manet; por sua vez, Renouard influenciou Vincent van Gogh, que muito admirou seu trabalho.

Em 1884 ele vai para Londres onde trabalha como ilustrador para o jornal The Graphic. Sua experiência na cidade rendeu uma série de retratos de academicistas britânicos, intitulada A Academia Real. Posteriormente colaborou com os jornais franceses L’art, L’Illustration e Paris illustré.

Em 1903 ele se torna secretário da Sociedade Nacional de Belas artes, professor na Escola de Artes decorativas (onde se tornou amigo de Jean-Joseph Weerts e de Degas), além de membro da Sociedade dos artistas franceses. Como artista recebeu uma medalha de terceira classe em 1889 e duas medalha de ouro em 1889 e 1890 na Exposition Universelle de Paris. Durante a primeira guerra ele trabalha como desenhista.

Ele morreu no dia 2 de janeiro de 1924 em Paris. Recentemente em 2006 houve uma grande exibição de gravuras de Renouard no Museu Nacional de Tóquio a partir da coleção do negociante Tadamasa Hayashi, que conheceu o pintor e foi o organizador de uma exibição em Paris em 1894.

Paul Renouard foi essencialmente um artista em preto e branco. Há algumas coloridas como a do portfolio La Danse. O artista fez desenhos em papel autocopiativo preparado litograficamente, do qual Gillot transferiu para pratos de zinco, os colorindo.

Charles Paul Renouard- The Opening of the Royal Academy. The Selecting Committee at Work  (1887), The Opening of the Royal Academy. The Selecting Committee at Work

Charles Paul Renouard- Abertura da Academia Real com o comite selecionaro de trabalhos (The Opening of the Royal Academy. The Selecting Committee at Work, 1887). Trabalho da série A Academia Real.

Charles Paul Renouard-The bandmastter  ,London,Victoria and Albert Museum

Charles Paul Renouard- O regente (The bandmastter), Londres, Victoria and Albert Museum

Jean-Joseph Weerts - portrait-de-Renouard

Jean-Joseph Weerts –  Retrato de Paul Renouard

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Todas as terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor mon(o)t0-ista Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui. UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Dezembro 11, 2012
Haia, 2 de junho de 1882

Faces no fogo (1867) ,HOLL

Francis Montague Holl - Faces in the Fire (1867) , Ashmolean Museum, Oxford (UK)

Faces in the fire , Oxford (UK), Ashmolean Museum

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Van Gogh nesta carta descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia

1 pasta Ch. Keene e Sambourne

1 pasta J. Tenniel completada pelos cartoons de Beaconsfield

Falta John Leech, mas esta lacuna pode ser facilmente preenchida pois pode-se obter uma reimpressão destas gravuras em madeira, o que não é muito caro

1 pasta Barnard

1 pasta Fields e Charles Green, etc

1 pasta Pequenas gravuras em madeira francesas, álbum Boetzel, etc.

1 pasta Cenas a bordo de navios ingleses e croquis militares

1 pasta Heads of the Peole por Herkomer, completada por desenhos de outros artistas e por retratos.

1 pasta Cenas da vida popular londrina, desde os fumantes de ópio e White Chapel e The seven Dials, até figuras das damas mais elegantes, e Rotten Row of Westminter Park. Foram juntadas cenas correspondentes de Paris e Nova York. O conjunto é um curioso ‘Tale of those cities’.

1 pasta As grandes lâminas de Graphic, London News, Harpers Weekly, etc, entre as quais,  Frank Holl…

Francis  Montague Holl, mais conhecido como Frank Holl, foi um pintor, ilustrador e esbocista inglês conhecido como pintor do realismo social.Originalmente ele pintou cenas do cotidiano, as vezes mostrando os males sociais do dia como “O desertor” e “Newgate cometido pelo tribunal”.  Seu trabalho foi muito admirado por Van Gogh.

Nascido em 4 de julho 1845 em Londres, neto do gravurista William Holl, ele recebeu suas primeiras instruções de seu pai, o gravurista Francis Holl. Sua família era de socialistas ativos e desde cedo Frank aprendeu que ele tinha uma responsabilidade em mudar a sociedade. Seu pai era frustrado pelo fato de que seu trabalho consistia em expressar idéias de outros homens e disse a seu filho para ser um artista independente mas que “seja guiado pelo formão para ganhar seu pão.” Aos quinze anos passa a estudar nas Escolas da Academia Real (Royal Academy Schools, onde em 1862 recebe  medalha de prata por um desenho e no ano seguinte medalha de outro por um tema religioso: Abraão ao sacrificar Isaac. A partir de 1864 exibiu na Academia Real onde continuou mostrando seus trabalhos até a sua morte. Holl foi eleito um acadêmico da Royal Academy em 1878 e membro em 1883.

Em 1868 ele ganhou uma bolsa de viagem com Lord Gave e Lord Hath Taken Away. Quando ela foi exibida na Royal Academy em 1869 a Rainha Victoria tentou compra-la, mas o comprador original se recusou, porém a rainha comprou outra pintura posteriormente ocm o mesmo tema “No Tidings from the Sea” por 100 guineas. O prêmio de Holl era uma tour de pintura pela Europa mas após 2 meses ele escreveu da Itália para a Academia Real dizendo que estava resignando sua bolsa de estudo pois ele queria se concentrar na pintura ” a simples, de alguma forma dura vida cotidiana das pessoas inglesas”.

Em 1869 ele se juntou aos membros da revista The Graphic, editada semanalmente pelo  reformista social William Luson Thomas. Pelos próximos cinco anos ele produziu uma série de imagens que foram usadas para ilustrar a revista. Holl trabalhou junto com outros jovens artistas que estavam engajados politicamente como Luke Fildes e Hubert von Herkomer e juntos eles estabelecerem o que se tornou estabelecida como movimento sócio-realista. Uma de suas tarefas na The Graphic magazine envolvia a visita da prisão de Newgate, onde certa vez viu uma mulher e as crianças visitando um prisioneiro.

Na sua famosa pintura “Newgate cometido pelo tribunal”, na tentativa de capturar a emoção captividade, Holl pintou dentro da prisão de Newgate. Um crítico escreveu: “Os personagens são tão reais  que se sente que há uma história a ser contada de ambições arruinadas, de laços familiares quebrados, de devoção desprezada e esgado no chão”. Mesmo com esta obra não tendo sucesso na exibição da Academia Real, o retrato que Holl submeteu no mesmo ano foi louvado e o fez receber diversas comissões de ricos para pintura de retrato. Holl, que agora era casado e com uma família para criar, decidiu como seus colegas da The Graphic se dedicar a pintura de retrato e com seu grande conhecimento pintou retratos como Gladstone, Leverhume,  Joseph Chamberlain e Millais. Holl foi um personagem despretencioso embora nervoso, e passou a pintar retratos apesar de bem sucedido finandeiramente, foi disastroso para ele pessoalmente, e contribuiu pra sua morte prematura que ocorreu no dia 31 de julho de 1888. Sua família afirmou que ele morreu de trabalhar demais e sua filha escreveu ” não é muito dizer que meu pai jogou sua vida fora por sua inabilidade total em descançar de seu trabalho. Sua pintura de retratos não o satisfaziam e ele trabalhava sete dias por semana para dar conta dos retratos. Ele contou a sua esposa: “Fome pelo trabalho está sempre em mim, e é quando eu não posso satisfazer esta fome que eu fico tão desgastado.Se eu pudesse banir minha consciência atormentado do trabalho; mas aquilo nunca me deixa só, e se eu não fizer nada eu me sinto sem uso.”

SOBRE A OBRA

Holl fez seu nome como pintor de cenas do cotidiano. “Faces in the Fire” (Faces no fogo) foi um de seus primeiros sucessos quando exibido na Royal Academy em 1867. Umajovem garota que olha o fogo, inconsiente do gato  cujo pires quebrou. Em uma noção social do tema, Holl representa a gaiola, um atributo comum de servidão, indicando que ela é uma serva ou a filha de uma trabalhadora braçal na casa.

Francis Holl- Portrait of Francis Montague Holl (1854) ,London British Museum

Francis Holl- Portrait of Francis Montague Holl (1854) ,London British Museum. Neste quadro pintado pelo seu pai, Frank está com nove anos.

Frank Holl- Newgate Committed for Trial (1878)

Frank Holl- Newgate Committed for Trial (1878)

The Graphic Artists by T. Blake Wirgman. Magazine of Art (1890)-  (left to right) Charles Green, Sydney P. Hall, E. J. Gregory, H. Woods,  Luke Fildes, J. Nash, seated Hubert Herkomer, G.Durand, Frank Holl,  W. Small

Artistas da The Graphic pintados por T. Blake Wirgman e publicados na Magazine of Art (1890)-  (da esquerda para direita (em pé) Charles Green, Sydney P. Hall, E. J. Gregory, H. Woods,  Luke Fildes, J. Nash. (Sentados) Hubert Herkomer, G.Durand, Frank Holl,  W. Small

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Todas as terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor mon(o)t0-ista Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui. UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Novembro 27, 2012
Haia, 2 de junho de 1882

Fumadores de ópio em East End de Londres (1874) ,MURRAY


Opium-smoking at the East End of London , London, The illustrated London News (1 August 1874), p.101 

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Van Gogh nesta carta descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia

1 pasta Ch. Keene e Sambourne

1 pasta J. Tenniel completada pelos cartoons de Beaconsfield

Falta John Leech, mas esta lacuna pode ser facilmente preenchida pois pode-se obter uma reimpressão destas gravuras em madeira, o que não é muito caro

1 pasta Barnard

1 pasta Fields e Charles Green, etc

1 pasta Pequenas gravuras em madeira francesas, álbum Boetzel, etc.

1 pasta Cenas a bordo de navios ingleses e croquis militares

1 pasta Heads of the Peole por Herkomer, completada por desenhos de outros artistas e por retratos.

1 pasta Cenas da vida popular londrina, desde os fumantes de ópio…

William Bazett Murray foi um artista, esbocista e ilustrador inglês. Suas representações da vida trabalhadora foram reverencialmente imitada por um dos maiores artistas na história, Van Gogh que recriou o pontilhado e sombreamento cruzado de Murray. Além disso o trabalho de Murray foi estudado por muitos acadêmicos e pindurado na Royal Academy de Londres.

Nascido em 1871 a vida de Murray não é muito conhecida. Sabe que ele trabalhou na ilustração de várias revistas inglesas como The Graphic e Illustrated London News. Sabe que ele tem diversos trabalhos com o movimento realista e um certo reconhecimento como ilustrador em vida.

Com uma vida curta, William Murray parou sua produção em 1890, aos 19 anos.

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Novembro 20, 2012
Haia, 2 de junho de 1882

Esboços de Londres- Um  antro de ópio em East End (1880) ,DOLLMAN


London sketches – An opium den at the East End, London, The Graphic 22 (23 October 1880), p. 401

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Van Gogh nesta carta descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia

1 pasta Ch. Keene e Sambourne

1 pasta J. Tenniel completada pelos cartoons de Beaconsfield

Falta John Leech, mas esta lacuna pode ser facilmente preenchida pois pode-se obter uma reimpressão destas gravuras em madeira, o que não é muito caro

1 pasta Barnard

1 pasta Fields e Charles Green, etc

1 pasta Pequenas gravuras em madeira francesas, álbum Boetzel, etc. 

1 pasta Cenas a bordo de navios ingleses e croquis militares 

1 pasta Heads of the Peole por Herkomer, completada por desenhos de outros artistas e por retratos.

1 pasta Cenas da vida popular londrina, desde os fumantes de ópio…

John Charles Dollman foi um pintor, aquarelista e ilustrador britânico conhecido por suas cenas do cotidiano, de batalhas, cenas mitológicas e animalescas que expôs na Academia Real de Londres (Royal Academy) entre 1870 à 1912.

Nascido na cidade de Hove em 6 de maio de 1851, filho de um livreiro. Logo ele se mudou para Londres onde estudou em South Kesington e depois na Faculdade Real de Arte (Royal College of Art) e nas Escolas da Academia Real (Royal Academy Schools), onde recebeu prêmios por desenho da vida e pinturas históricas.

Durante grande parte de sua carreira artistica ele morou em Londres e após certo tempo estabeleceu um atelier em Bedford Park. Ele foi membro da Sociedade Real de Aquarela (Royal Watercolour Society) em 1913 e colaborou com várias revistas como a The Graphic a partir de suas ilustrações, sendo uma influência para Van Gogh.

Ele morreu em 11 de dezembro 1934. Ele foi pai do notável zoologista e taxonomista Guy Dollman.

John Charles Dollman-  Study of a polo pony, British Museum

John Charles Dollman- Sussex (1906). Adelaide, Art Gallery of South Australia.

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Novembro 13, 2012
Haia, 2 de junho de 1882

Sancho Panza, Governador da Barataria, fazendo a ronda com a Guarda Noturna (1896) ,GREEN


Sancho Panza, Governor of Barataria, going the Round with the Night Watch  (1896) , London, Victoria and Albert Museum

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Van Gogh nesta carta descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia

1 pasta Ch. Keene e Sambourne

1 pasta J. Tenniel completada pelos cartoons de Beaconsfield

Falta John Leech, mas esta lacuna pode ser facilmente preenchida pois pode-se obter uma reimpressão destas gravuras em madeira, o que não é muito caro

1 pasta Barnard

1 pasta Fields e Charles Green, etc.

Charles Green foi um gravurista, pintor, ilustrador, esbocista e artista inglês. Conhecido por suas cenas do cotidiano o pintor também foi ilustrador do livro Grande Espectativas (Great Expectations) e Velha loja de Curiosidades (Old Curiosity Shop) de Charles Dickens e Um estudo em escarlate de Alfred Conan Doyle sendo o primeiro ilustrador de Sherlock Holmes pra este romance. Ele trabalhou principalmente com xilogravuras mas há diversos trabalhos em água forte e aquarela (em geral sobre suas gravuras preto e branco). Seu irmão Henry Towneley Green também foi pintor e ilustrador. Ele também produziu cenas de teatro, pantonimas e cenas históricas como a chegada das tropas durante a Guerra da Peninsula.

Nascido em 1840, ele estudou com W.J.Whymper e pupilo de Henry Vizetelly. Foi membro da Socidade dos artistas britânicos (Society of British Artists) e da Sociedade real de pintores em Aquarela (Royal Society of Painters in Watercolour) onde se associou em 1864 se tornando membro completo em 1868. Seus trabalhos foram em sua maioria expostos na Academia Real (Royal Academy) entre 1862 e 1883.  Ele trabalhou como ilustrador para diversos periódicos como Once A Week, The Illustrated e The graphic teve um sucesso grande nestes trabalhos. Esta última revista revolucionou a qualidade de xilogravuras em jornais ilustrados e consequentemente atraiu um grande número de ilustradores visionarios e pintores para mostrar seu trabalho, tendo Green contribuido com uma ilustraçao de Imigrantes Irlandeses e (‘Irish Emigrants’) para o primeiro volume que também contêm Luke Fields. Os trabalhos de Green neste periódico eram muito admirados por Van Gogh devido ao retrato social realista da vida na rua e dos operários

Ele morreu em Hampstead, Londres em 1898.

SOBRE A OBRA

Esta aquarela altamente detalhada ilustra uma cena de um ato da peça, Um Capítulo de Don Quixote, de W.G. Wills, que abriu a temporada no Lyceum Theatre de Londres em 4 de Maio de  1895. A peça foi baseada em episódios do romance clássico Don Quixote do escritor espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616), e  foi estrelado pelo grande ator Henry Irving.

Esta aquarela de Charles Green ilustrata a segunda cena que marca do fim da peça, que por sua vez foi baseado na parte dois, capítulo 29 do romance de Cervantes.  Sancho Panza,o amigo de Don Quixote, governador de uma cidade-ilha chamada Barataria, tem acompanhado os vigilantes noturnos em suas patrulhas nas ruas. Ele aparece na esquerda aqui, buscando uma jovem mulher vestida em trajes masculinos que foi pega quebrando o toque de recolher. As falas (na tradução de Jarvis, 1840) do romance de Cervantes cuja cena é baseada lê: “Eles vieram junto a dois arqueiros segurando um homem pelo braço. “Meu querido governador”, eles dizem “esta pessoa que parece ser um homem não o é: ela é uma mulher e não é uma feia, em roupas masculinas”. (‘They came to two archers holding a man by the arm. “My lord governor,” they said, “this person who seems to be a man is not so: she is a woman and no ugly one either, in man’s clothes.”). O efeito revelador da luz do archote no escuro é usado para um efeito dramático aqui.

Charles Green- View of a large house, gothic-style with Dutch gables , London, British Museum

Retrato de Charles Green

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Novembro 6, 2012
Haia, 2 de junho de 1882

O jardim das plantas (1867) ,BOETZEL


 Le Jardin des Plantes, London, British Museum

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Van Gogh nesta carta descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia

1 pasta Ch. Keene e Sambourne

1 pasta J. Tenniel completada pelos cartoons de Beaconsfield

Falta John Leech, mas esta lacuna pode ser facilmente preenchida pois pode-se obter uma reimpressão destas gravuras em madeira, o que não é muito caro

1 pasta Barnard

1 pasta Fields

1 pasta Pequenas gravuras em madeira francesas, álbum Boetzel, etc. 

Ernest Philippe Boetzel foi um pintor, ilustrador e gravurista francês conhecido principalmente por suas xilogravuras. Durante boa parte de sua vida foi amigo de Gustave Jundt, de quem fez discurso na ocasião de sua morte. Há muita pouca informação sobre sua vida tanto em enciclopédias, livros e compêndios de história da arte e inclusive na internet

Nascido em 1 de setembro 1830 em Sarreguemines/Lothringen e morto no dia 22 de dezembro de 1913 Villiers-sur-Morin. Seu trabalho como gravurista envolveu uma famosa série de Albuns com gravuras de trabalhos do Salon (Salão de pintura de Paris).

Em Troisième et quatrième années Album Boetzel. Le Salon 1872-1873 Boetzel se refere a continuação de sua obra “Albums Boetzel 1869-1870”, na qual os trabalhos principais expostos nestes dois anos foram reproduzidos com artistas como Millet, Daubigny, Feyen-Perrin e Gustave Doré. Os álbuns estavam disponíveis no Escritório da Gazeta das Belas Artes (Bureau de Gazette des Beaux-Arts.)

SOBRE A OBRA

Temos uma cena basicamente arcade e idílica, representando uma paisagem bucólica que resiste a proliferação do urbanismo parisiense. Houve nesta época uma busca dos europeus de voltar a Arcádia, mesmo que pela imaginação. É a época das feiras da natureza e suas maquinarias que criavam ilusões aos visitantes, que por sua vez se sentiam como se realmente estivesse em contato com a natureza. Haviam vulcões mecânicos, jardins construidos e muitos começaram a trilhar por dentro dos parques e florestas, como na Floresta de Fontainebleau, onde foram feitas diversas trilhas repletas de santuários, e onde por sua vez a Escola de Barbizon podia pintar ao ar livre (peinture en plein air) diretamente da natureza.

Esta cena trata-se de jardins de Plantas: uma porção de água com vários pássaros enchem a cena e beleza incluindo um pavão empoleirado na árvore a esquerda; ganços, cegonhas, estão dentro e na beirada d’água. Do outro lado a direita, três cervos; ao fundo, duas construções a direita.

Esta Ilustração foi feita para o Paris-Guide’ ou guia de Paris (1867). Era comum na época usar gravuras para ilustrar qualquer tipo de publicação. Ao final da gravura há uma marca de B. que caracteriza o trabalho do artista.

 

Felix Nadar- Retrato de Ernest-Philippe Boetzel

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Todas as terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor mon(o)t0-ista Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui. UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

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Outubro 30, 2012
Haia, 2 de junho de 1882

A cadeira vazia (1870) ,FILDES


The empty chair , Philadelphia, The Free Library of Philadelphia

Foto retirada do sítio da sociedade vitoriana

Van Gogh nesta carta descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia

1 pasta Ch. Keene e Sambourne

1 pasta J. Tenniel completada pelos cartoons de Beaconsfield

Falta John Leech, mas esta lacuna pode ser facilmente preenchida pois pode-se obter uma reimpressão destas gravuras em madeira, o que não é muito caro

1 pasta Barnard

1 pasta Fildes…

Samuel Luke Fildes foi um pintor, ilustrador e  artista inglês. Além de suas famosas pinturas do  cotidiano, ele também fez várias sobre a vida de  veneza e muitos retrataos como a Coroação do Rei  Eduardo VII (King Edward VII) e a Rainha  Alexandra.

Nascido no dia 18 de Outubro de 1843 em Liverpool  filho de do marinheiro e agente de navegação James  Fildes e Susanna Fildes. Sua avó, Mary Fildes foi  uma ativista políticamuma das oradoras do encontro  de Manchester que terminou no Peterloo Massacre.  Na década de 1840 Mary concorreu ao Shrewsbury  Arms em Chester e foi uma figura deliderança no  Movimento Feminino (Female Chartist movement).Aos  onze anos o garoto foi viver com sua avó. Também  foi para escola e em 1857 começou a estudar artes  a noite no Chester’s Mechanics’ Institute. Embora  sua avó inicialmente desaprovou, ela o apoiou  financeiramente. Fildes entrou para Warrington Art  School em 1860, onde conheceu o artista Henry  Woods, que se tornou um amigo durante toda vida

Teve seu treinamento artístico continuou na Escola  South Kensington onde recebeu uma bolsa de estudo  e ele estudou na Academia Real de arte (Royal  Academy of Arts) em 1856, onde também foi eleito  membro em 1879 e aceito como acadêmico para a  no  dia 10 de março de 1887. De início um bem sucedido  ilustrador, ele, ele foi levado ao topo   posteriormente  entre os mais hábeis pintores  ingleses com pinturas como “A viúva”, “O casamento  da vila” e “O médico”.

Fildes se encontrou com Hubert von Herkomer e  Frank Holl. E todos três foram influenciados pelo  trabalho de Frederick Walker, o lider do movimento  do realismo social na Inglaterra. Fildes  compartilhava com sua vó a preocupação com os  pobres e em 1869 entrou para a coordenação da  revista Graphic, uma revista ilustrada editada  pelo reformista social, William Luson Thomas.  Fildes  shared Thomas que acreditava no poder das  imagens para mudar a opinião pública em assuntos  como pobreza e injustiça.Thomas esperava que as  imagens resultassem em atos individuais de  caridades e ações coletivas.

Na primeira edição em Dezembro de 1869,a Luke  Fildes foi solicitado uma ilustração para  acompanhar um artigo sobre os pobres sem-teto, uma  nova medida que permitia algumas pessoas  desempregadas abrigar por uma noite em uma casa de  trabalho. A imagem retratava uma fila de sem-teto  pegando ingressos para passar uma noite em uma  casa de trabalho. Fildes posteriormente lembrou  que o trabalho foi baseado em uma experiência  pessoal: “Alguns anos antes, quando eu vim pela  primeira vez a Londres, estava bastante pensativo,  e nunca devo esquecer de ter visto alguém próximo  de Portland Road, em uma noite de inverno com os  candidatos para admissão em um abrigo”. Nesta mesma época ele ilustrou o livro O homem que ri (L’homme que rit) de Victor Hugo.

Assim a gravura “Houseless and Hungry” (Sem-teto e  faminto”, foi vista por John Everett Millais que  levou para a atenção de Charles Dickens. Dickens  escrveu para Fildes: “Vejo que você é um adepto em  desenhar pestes,me envie algumas espécimes de  belas moças”. Quando ele recebeu esta foto ele  respondeu: “Eu posso honestamente assegura-lo que  eu entretenho a maior admiração para seus  memoráveis poderes.”

Dickens agora comissinou Fildes para ilustrar “O  mistério de Edwin Drood “The Mystery of Edwin  Drood”. Fildes escreveu a Henry Woods: “Me  parabaenize! Farei uma história de Dickens. Acabei  de receber uma carta convocando para a terefa.  Veri Dickens no Sábado… Meu coração falha um  pouco pois é o ponto decisivo em minha  carreira.Serei julgado por isto.”

A crítica gostou da ilustração e logo Fildes fez  trabalhos para diversos livros e periódicos  incluindo All the Year Round, The Quiver, Once a  Week, the Cornhill Magazine, e the Gentleman’s  Magazine. Quando Dickens morreu em 1870 o Graphic  publicou um desenho de Fildes.The Empty Chair (A  cadeira vazia) foi exibida na Academia Real (Royal  Academy) em 1871 e foi um sucesso popular como uma  imagem comovente da morte do romancista.

O trabalho de Fildes parecia ser bem diferente de  outros artistas como George Cruikshank e Hablot  Knight Browne, que ilustraram previamente os  romances de Dickens. Como Janet E. Davis apontou:”O estilo ilustrativo de Fildes foi  influenciado pelo trabalho em preto e branco como  de  George John Pinwell,William Powell Frith, Frederick Walker, e particularmente John Everett Millais, que trabalhou em um estilo mais realista e se louvavam em desenhar diretamente da natureza, quebrando com o começo do estilo vitoriano de ilustração representado por George Cruikshank e H. K. Browne. As ilustrações de Fildes eram composições fortes e exbiam sua tendência em enfatizar figuras com fundos bem elaborados pelo desenho das imagens em maior detalhamente e com maior claridade do que o fundo. Sua abilidade em usar a linha para descrever formas- linhas retas para superfícies planas, linhas curvas para formas arredondodas- era particularmente bem adaptada para o meio de xilogravuras e resultavam em ilustrações mais claras e dinâmicas do que o método de desenho mais tradicional de sombreamento em linhas parelas para áreas de claro-escuro (chiaroscuro).”

No dia 15 de Julho de 1874, Fildes se casou com Fanny Woods, a irmã de seu melhor amigo, Henry Woods. Fanny  era uma modelo de um número de pinturas de Fildes além do retrato dela. Ela era também uma artista e exibiu na Dudley Gallery e Royal Academy. Entre seus setes filhos está o microbiólogo Sir Paul Fildes.

Fildes fez várias de suas primeiras gravuras virarem pinturas. Esta inclui uma versão de Houseless and Hungry.Julian Treuherz pontuou: “Fildes retornou para seus estudos originais com modelos encontrados na rua e também fez novos estudos. A composição também foi mudada para dar  novas profundidades e espaço, a organização da pintura se tornou mais mais detalhado. Fildes  introduziu a lámpa e os posters ironicamente oferecendo 2 libras para uma criança desaparecida, 20 libras para um cachorro desaparecido, 50 libras para um assassino e 100 para um fugitivo…. Quase todas figuras estão auto-absortas e  com olhos abatidos, exceto pelo homem próximo do policial, o respeitável homem do campo; novo para a cena, ele olha com horror. Sua reação é nossa, os espectadores.”

O Art Journal louvou a pintura pelo seu notável realismo mas o revisor no The Times questionou que o realismo e o assunto era considerado apropriado para belas artes devido a “desconfiada e sem esperança miséria e nós duvidamos da justificação em infligir tamanha dor pela pintura.” O Manchester Courier adicionou que foi “repulsivo ao extremo  e pertencente ao estilo de arte do quarto dos horrores… elas simplesmente estarreceram e enojaram sem fazer o menor bem a humanidade ou faze-la mais piedosa.”

Sua biografa, Janet E. Davis, argumentou: “O trabalho de Fildes como ilustrador continuou a influenciar artistas de preto e branco através das décadas de 1870 e 1880, e foi admirado por Vincent Van Gogh. Ele tinha questionado as prevalescentes atitudes da classe média frente a pobreza, classe e moralidade pelo trabalho do realismo social, e através dele, desafiou idéias contemporâneas sobre a definição de arte na combinação em larga escala de pinturas históricas com um apanhado jornalístico para gravar a realidade contemporânea. Suas pinturas pavimentaram o caminho para outros artistas realistas com a Newlyn School, no fim do séc. XIX.”

Fildes ainda lidou com temas sociais em The Return of the Penitent (1876) e The Widower (1876). Nesta segunda  George Augustus Sala escreveu: “Me tocou muito profundamente mesmo… Você realça a veia geniosa em sua cor tão audociosamente que nós os embaraçados de olhos fracos somos desconcertados, as vezes em saber se há algum desenho abaixo da pintura.” No ano de 1877 o pintor é eleito para a Royal Academy of Arts.

Na década de 1880 Luke Fildes se tornou um pintor de retratos e logo se tornou um dos mais famosos artistas ingleses. Contudo em 1890 Fildes retornou aos temas sociais quando ele foi comissionado por Henry Tate para pintar um quadro para o sua nova National Gallery of British Art. Fildes decidiu pintar uma figura baseada na morte de seu filho chamado O doutor. A pintura mostra um físico preocupado com o filho morto. a pintura foi bem aclamada pela crítica e se tornou uma das gravuras mais vendidas na era vitoriana. O doutor contava a seus estudantes que “uma biblioteca de livros não faria com que esta pintura fez e fará para a profissão médica ao fazer os corações de nossos homens colegas nos acalentar com confiança e afeição”. Em 1884, ele perde sua esposa Fanny.

Apesar das 3,000 libras que Henry Tate pagou para O doutor, Fildes reclamou que ele teria feito mais dinheiro pintadno retratos. Julian Treuherz, o autor de “Hard Times: Social Realism in Victorian Art” (1987), debateu que “É verdade que  Fildes, Holl e Herkomer todos abandonaram o realismo social pelo retratismo na parte final de suas carreiras. Isto não pode ter sido devido o fato que o realismo social não vende, mas simplismente que pintar retratos era mais simples e menos exigente. A procupra por temas de romance, modelos e locações era problemático e consumia tempo”

Após isto ser terminado Fildes retornou a pintura dos ricos e famosos. Fildes acreditava que o realismo as vezes causava seus problemas com temas. Cecil Rhodes ficou tão raivosa com seu retrato que enviou uma nota com o cheque clamando que “assim que chegar eu queimarei”. Fildes respondeu recusando o cheque e guardou a pintura.

Por volta 1900 Fildes era o retratista melhor pago da Inglaterra. Ele pintou diversos membros da família real incluindo o regrato de Edward VII em seu leito de morte. Janet E. Davis disse que:  “Fildes foi um homem preocupado e com compaixão, leal aos amigos, embora confiável em desagrada-los quando seus princípios ou estilos de vida não refletiam com seus padrões… Fildes também teve um forte senso de humor, que é evidente em algumas ilustrações e em sua correspondência com Henry Woods. Ele foi um pai amoroso e afetuoso, ansioso pelo bem estar dos sete filhos, embora tratava-os como autoritário em certas ocasiões.”

Luke Fildes, que foi recebeu o título de Cavaleiro Comandante da Era Vitoriana (KCVO, Knight Commander of the Victorian Order) em 1906, morreu em sua casa,11 Melbury Road, em Kensington, no dia 27 de fevereiro de 1927. Ele foi enterrado no Cemitério Brookwood.


Reginald Cleaver- Luke Fildes Pintando o quadro ‘The Doctor’ (c.1891)

Harry Furniss- Retrato de Luke Fildes

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