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Dar alma à correnteza: um curso com João Gilberto Noll

Janeiro 13, 2014

A proposta é evidenciar primeiramente o próprio fluxo da escrita e a vitalidade da narrativa, deixando para um segundo momento a sua prática artesanal. A escrita como descoberta de algo até então ignorado, inconsciente. A literatura vista, portanto, como o ato de surpreender, de dar voz ao silenciado. Com isso trabalha-se a tensão entre o enigma da linguagem e a comunicação narrativa.

Para ilustrar esses dois focos, pede-se a leitura de dois livros que serão comentados durante às aulas:

-Lavoura arcaica de Raduan Nassar

-O voo da madrugada de Sérgio Sant’Anna

*São matrizes de um texto mais excessivo e de outro mais distanciado, para assim instigar pendores distintos.

Durante a oficina, os participantes produzirão textos que serão lidos e comentados por João Gilberto Noll.

 Aluno

Carga horária total – 20 horas – 10 encontros

Para aspirantes a escritores, com ou sem obra em andamento.

Inscrições até 13/01/2014 ou até acabarem as vagas.

Sobre o professor 

1e6b9d4e62fa9fe49dfda80e9034b1ed2LJoão Gilberto Noll um dos maiores escritores da literatura brasileira. Publicou treze livros. Recebeu inúmeros prêmios, incluindo o Prêmio Jabuti em cinco ocasiões, em 1981, 1994, 1997, 2004 e 2005, com as obrasO Cego e a Dançarina, Harmada” ,A Céu Aberto”, ”Mínimos Múltiplos Comuns” e “Lorde”. Seu romance “HARMADA” está incluído na lista dos 100 livros essenciais brasileiros em qualquer gênero e em todas as épocas da Revista Bravo

De 20 a 31 de janeiro
Horários:
Segunda a sexta, das 20h às 22h

Inscrições: até 13 de janeiro

INFORMAÇÕES: B_arco

Fotobiografia traz detalhes da história do escritor Antonio Callado

Outubro 23, 2013

da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A trajetória do escritor Antonio Callado (1917-1997), um dos mais importantes autores da literatura brasileira na segunda metade do século 20, está documentada em uma fotobiografia lançada na tarde de hoje (23) na Academia Brasileira de Letras (ABL), no centro do Rio de Janeiro. Com mais de 450 páginas, o livro traz detalhes e fatos pouco conhecidos sobre a obra de Callado, em depoimentos, histórias, fotos e outros registros.

A obra foi organizada pela jornalista Ana Arruda Callado, viúva do escritor, que também teve intensa atuação jornalística a partir de 1937. Durante a 2ª Guerra Mundial, Antonio Callado trabalhou no serviço brasileiro da BBC e, após o conflito, na Radiodifusão Francesa. De volta ao Brasil, foi redator-chefe do Correio da Manhã e redator do Jornal do Brasil.

“Com a fotobiografia, sei que meu compromisso com a memória dele está honrado. Publicado o livro, eu me divorcio definitivamente de Antonio Callado. Que outros cuidem dele a partir de agora”, disse Ana Arruda. “Quando nos conhecemos, ele era viúvo, tinha três filhos e uma história. Aceitava seus silêncios. Callado não falava nada sobre seus projetos”.

Antonio Callado escreveu nove romances, entre eles Quarup (1967), Bar Don Juan (1971) e Reflexos do Baile (1976), todos tendo como tema a realidade política e social do Brasil nas décadas de 50 a 70.  Sua obra literária compreende ainda seis livros de reportagem (um deles póstumo), sete peças de teatro, um livro de contos e uma biografia, além de uma letra de samba. Em 1994, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.

Engajado na luta por uma sociedade mais justa e igualitária, Callado escreveu no início dos anos 60, a partir de uma viagem a Pernambuco, uma reportagem sobre as Ligas Camponesas, movimento de trabalhadores rurais liderado por Francisco Julião. A matéria acabou resultando no livro Os Industriais da Seca e os Galileus de Pernambuco.

Na mesma época, escreveu também Tempo de Arraes, sobre o então governador daquele estado, Miguel Arraes, cassado pelo golpe militar de 1964. O próprio Callado teve seus direitos políticos suspensos por dez anos pela ditadura.

Conto do escritor João Guimarães Rosa é adaptado para o teatro

Agosto 2, 2013

Foto: Agência Brasil

Em uma versão nunca antes ousada o conto “Esses Lopes” de João Guimarães Rosa está em cartaz no Centro cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro com sessões de quinta a segunda às 17 horas até o dia 1º de setembro.Haverá ainda sessões extra nos dias 24, 25, 31 e 1º, às 17h.

A história da peça, intitulada Maria Miss, se passa no sertão de Minas Gerais onde a sertaneja Flausina perde sua infância ao ter a virgindade leiloada pelos pais. Ao se tornar escrava consegue mudar sua história e buscará o afeto triste da vingança.

Além de ser o primeiro conto de Guimarães Rosa enviesado pelo olhar e voz do feminino, a história foi lançada no ano da morte do escritor, 1967. A adaptação para o teatro foi feita por Evill Rebouças e a direção do espetáculo é de Yara de Novaes.

A peça tem ingressos histriônicos a 6 reais com direito a meia para estudante.