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Devir / Dançar

Novembro 23, 2012

Hoje nosso devir/dançar é especial em dança negras ou afro-brasileiras através de algumas referências sobre o tema. A dança negra tão rica no jongo, lundu, samba, maracatu e tantos outros ritmos negros. Trazemos aqui diversas referências que encontramos e pode ser uma boa pesquisa sobre a dança negra no Brasil

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Folder Do Cardan  (Centro de Articulação de referência em Dança Negra)

Livro- Danças de matriz africana de Jorge Sabino e Raul Lody

Livro de Muniz Sodré- Samba, o dono do corpo (sobre a dança religiosa, desterritorializante da sincopa do samba, e também com entrevistas com os grandes mestres)

Livro sobre Mercedes Baptista a primeira bailarina negra brasileira

Blogs e sítios sobre dança negra e afrobrasileira

http://dancas-africanas.blogspot.com.br/

http://seraqdancecompany.blogspot.com.br/

http://zinezerozero.blogspot.com.br/2010/03/danca-afro-brasileira.html

Videos e curtas sobre dança negra e afrobrasileira

http://portacurtas.org.br/filme/?name=maracatu_maracatus

http://portacurtas.org.br/filme/?name=sou_rocinha_hip_hop

http://portacurtas.org.br/filme/?name=raio_x

http://portacurtas.org.br/filme/?name=procurando_madalena

Revelado manuscrito inédito de Clarice Lispector

Janeiro 9, 2012

O trabalho literário pressupõe revisões constantes e muitas vezes os autores reescrevem várias vezes o livro que já haviam publicado. Prática comum é deixar de fora alguns trechos ou parágrafos que na produção litero-imagética do autor não teriam mais importância.

Porém quando alguém revela estas correções (em gerais manuscritas) há para os leitores novas “sinapses”  que envolve o universo de uma obra e uma possibilidade de re-des- construção do todo. Um pequeno trecho pode criar uma nova obra. Desta forma confira abaixo o pequeno trecho não-publicado achado há alguns dias em um manuscrito de “A hora da estrela” de Clarice Lispector

“Macabéa não sabia como se defender da vida numa grande cidade. Ela que tinha um sonho impossível: o de um dia possuir uma árvore. Que árvore, que nada: não havia nem grama sob os seus pés”.

Simone de Beauvoir e O Segundo Sexo

Julho 5, 2009



O cineasta Jean- Luc Godard, Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir em Paris, St. Germain, em 1970 distribuem o periódico La cause du peuple (A causa do povo).

Durante toda a história do pensamento humano, sempre houveram pessoas dispostas a ultrapassar os conceitos presentes em certo tempo e que impedem a potência de agir destes transgressores do já constituido. Estes são os filosofos, criadores de novos conceitos. Simone de Beauvoir, escritora e filosofa françesa, teve uma adolescência de uma moça bem comportada e viveu centrada em suas leituras. Decidiu abandonar sua vida alienada familiar e decidiu se dedicar aos estudos de filosofia, francês, literatura, direitos humanos entre outros. Durante seus percursos conheceu o companheiro Sartre com quem teceu uma relação de afetos que durou a vida toda.
Sua obra é conhecida principalmente pela importância na feminilidade e na igualdade sexual, assuntos discutido na obra “O Segundo Sexo”. Ela explica por que a mulher e o homem são criações culturais e somos biologicamente e naturalmente macho e fêmea.

” Ninguém nasce mulher: torna-se uma mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora este produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino.” (Vol.2, p.9)

Depois de mais de 20 anos de espera este ensaio de Beauvoir ganha sua segunda edição pela mesma editora que foi lançada originalmente: Nova fronteira, e mantem ainda a excelente tradução de Sérgio Milliet (tradutor de obras de Simone e Sartre para o português)… E o melhor agora em um só volume. Caso você nunca leu esta obra devido a dificuldade de achar (inclusive nos sebos) agora é mais fácil adquirir. Apesar dos motivos do lançamento, é algo bem agradavel… Abaixo algumas outras fotos de Simone.


Claude Lanzmann, Simone de Beauvoir and Jean-Paul Sartre

 


Sartre e Simone


Beauvoir mostra o derrière aos que conseguem o ver. Foto de Art Shay em Chicago, 52.