Posts Tagged ‘Mulher’

As várias vozes femeas de Jane Mara

Março 24, 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para entender uma mulher…

Março 7, 2013

…é preciso mais que deitar-se com ela…
Há de se ter mais sonhos e cartas na mesa
que se possa prever nossa vã pretensão…

Para possuir uma mulher
é preciso mais do que fazê-la sentir-se em êxtase
numa cama, em uma seda, com toda viril possibilidade… Há de se conseguir
fazê-la sorrir antes do próximo encontro

Para conhecer uma mulher, mais que em seu orgasmo, tem de ser mais que
amante perfeito…
Há de se ter o jeito certo ao sair, e
fazer da saudade e das lembranças, todo sorriso…

– O potente, o amante, o homem viril, são homens bons… bons homens de
abraços e passos firmes…
bons homens pra se contar histórias… Há, porém, o homem certo, de todo
instante: O de depois!

Para conquistar uma mulher,
mais que ser este amante, há de se querer o amanhã,
e depois do amor um silêncio de cumplicidade…
e mostrar que o que se quis é menor do que o que não se deve perder.

É esperar amanhecer, e nem lembrar do relógio ou café… Há que ser mulher,
por um triz e, então, ser feliz!

Para amar uma mulher, mais que entendê-la,
mais que conhecê-la, mais que possuí-la,
é preciso honrar a obra de Deus, e merecer um sorriso escondido, e também
ser possuído e, ainda assim, também ser viril…

Para amar uma mulher, mais que tentar conquistá-la,
há de ser conquistado… todo tomado e, com um pouco de sorte, também ser
amado!”

Mulher- Carlos Drumond de Andrade

Ademilde Fonseca foi responsável pela maior popularização do choro

Março 29, 2012

Por: Guilherme Bryan, especial para a Rede Brasil Atual.

Uma das últimas imagens públicas da cantora Ademilde Fonseca é no excelente DVD “Sexo MPB O Show”, que registra a edição de 2010 da entrega do troféu de mesmo nome, organizado pelo pesquisador musical, produtor e jornalista Rodrigo Faour. Naquela noite, ela foi a grande homenageada e, assim, glorificada pelos colegas deve ser sempre lembrada. Afinal, poucas cantoras fizeram tanto pela música brasileira, a ponto de ficar conhecida como “rainha do choro”.

“O choro de agora em diante volta a ser apenas solado, porque ninguém mais conseguirá cantar suas melodias sinuosas, com a velocidade, a graça e a afinação de Ademilde, que um dia, informalmente durante uma festa na casa de Benedito Lacerda, sacou do bolso uma letra que conseguira do velho choro “Tico-tico no Fubá”, e mostrou ao flautista. Ele, extasiado, tratou de encaminhá-la à gravadora Columbia (depois Continental). Isso foi em 1942. Com isso, sem saber, estava criando um gênero: o choro cantado”, conta Faour.

Ademilde Fonseca trabalhou por mais de dez anos na rádio Tupi e gravou centenas de discos, dos quais vendeu mais de meio milhão de cópias, numa época em que atingir esses números era algo tremendamente difícil. A interpretação dela para “Brasileirinho”, de Waldir Azevedo, e “Tico-Tico no Fubá”, de Zequinha de Abreu, é inigualável e marcou uma virada na música brasileira, quando o choro deixou de ser basicamente instrumental e passou a ser também cantado. Outros clássicos indispensáveis em seu repertório foram “Urubu Malandro”, “Galo Garnizé”, “Pedacinhos do Céu” e “Na Baixa do Sapateiro”, entre tantos outros.

“Ela simplesmente teve a honra de lançar alguns clássicos da música brasileira com letra, caso de ‘Apanhei-te cavaquinho’, ‘O que vier eu traço’ e ‘Brasileirinho’ – pérolas imortais. E ainda ‘Pedacinhos do céu’ e o baião ‘Delicado’, de Waldir Azevedo, que correu o mundo. Também lançou ‘Teco-teco’, depois regravada por Gal Costa. E um sem-número de maravilhas que estarão no CD duplo da série ‘Super Divas’, que pretendo lançar via EMI Music até o meio do ano. Infelizmente, ela não ficou viva para ver este disco, mas pelo menos me ajudou a concretizá-lo, me ajudando a localizar fonogramas raros e tecendo comentários faixa a faixa sobre suas 36 faixas. Como se não bastasse, tinha uma cabeça maravilhosa. Numa das minhas festas, disse que era preciso respeitar os artistas jovens, porque ‘até esses meninos que fazem funk, se você for ver tem uma dificuldade. Se você quiser fazer aquilo, não vai conseguir’. Ou seja, não tinha um pingo de recalque”, acrescenta Faour.

Ademilde Fonseca tinha 91 anos e sofria de problemas cardíacos. De acordo com a neta, Ana Cristina, ela teve um mal súbito e morreu em casa, no Rio de Janeiro, na noite de terça-feira, 27 de março. Nascida no Rio Grande do Norte (RN), ela deixa uma filha, a cantora Eimar Fonseca, três netas e quatro bisnetos. Seu último registro em disco foi no CD da jovem cantora Anna Bello, produzido pelo músico Edu Krieger.

Simone de Beauvoir e O Segundo Sexo

Julho 5, 2009



O cineasta Jean- Luc Godard, Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir em Paris, St. Germain, em 1970 distribuem o periódico La cause du peuple (A causa do povo).

Durante toda a história do pensamento humano, sempre houveram pessoas dispostas a ultrapassar os conceitos presentes em certo tempo e que impedem a potência de agir destes transgressores do já constituido. Estes são os filosofos, criadores de novos conceitos. Simone de Beauvoir, escritora e filosofa françesa, teve uma adolescência de uma moça bem comportada e viveu centrada em suas leituras. Decidiu abandonar sua vida alienada familiar e decidiu se dedicar aos estudos de filosofia, francês, literatura, direitos humanos entre outros. Durante seus percursos conheceu o companheiro Sartre com quem teceu uma relação de afetos que durou a vida toda.
Sua obra é conhecida principalmente pela importância na feminilidade e na igualdade sexual, assuntos discutido na obra “O Segundo Sexo”. Ela explica por que a mulher e o homem são criações culturais e somos biologicamente e naturalmente macho e fêmea.

” Ninguém nasce mulher: torna-se uma mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora este produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino.” (Vol.2, p.9)

Depois de mais de 20 anos de espera este ensaio de Beauvoir ganha sua segunda edição pela mesma editora que foi lançada originalmente: Nova fronteira, e mantem ainda a excelente tradução de Sérgio Milliet (tradutor de obras de Simone e Sartre para o português)… E o melhor agora em um só volume. Caso você nunca leu esta obra devido a dificuldade de achar (inclusive nos sebos) agora é mais fácil adquirir. Apesar dos motivos do lançamento, é algo bem agradavel… Abaixo algumas outras fotos de Simone.


Claude Lanzmann, Simone de Beauvoir and Jean-Paul Sartre

 


Sartre e Simone


Beauvoir mostra o derrière aos que conseguem o ver. Foto de Art Shay em Chicago, 52.