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O mundo da arte em uma obra

Maio 3, 2013

Nossa nova coluna semanal aborda a arte a partir de uma obra de arte. Junto com a obra falaremos um pouco sobre o contexto do artista dentro da história da arte e sobre uma obra. Uma que não é numero pois é único, una, infinita em si.

Cada nova obra, quando produção do novo, consegue elevar o estado de arte e desestabilizar o olhar que se espanta com o incogniscível do primeiro contato. Independente da prática cultural de um povo, ou da tradição de uma escola a obra de arte sempre é o novo, sempre tem partículas vibratórias de cor, formas e sentidos distintas. 

Esta é a razão de que é tão difícil ser artista, pois é preciso estar despojado do já conhecido para poder criar/ver o imperceptível. Assim nossa nova coluna “O mundo da arte em uma obra” inicia com 

ESQUIZOFIA

ENUNCIA

O MUNDO DA ARTE EM UNA OBRA

“Composição em vermelho, azul e amarelo

De Piet Mondrian
Piet Mondrian- Composition With Red, Blue and Yellow (1930), De stijl

“PARA APROXIMAR O ESPIRITUAL NA ARTE, SE DEVE FAZER O MENOR USO POSSÍVEL DA REALIDADE, POIS A REALIDADE É OPOSTA AO ESPIRITUAL” P.Mondrian

Piet Mondrian foi um artista holandês proveniente da Escola de Haia e que participou de diversas vanguardas europeias. Influenciado pelo Abstracionismo geométrico, o pintor passou pelo neo-plasticismo simbolismo, luminismo. neo-impressionismo, elementarismo e cubismo e passou por grupos artísticos como De Stijl and Nieuwe Beelding. Sua importância na história da arte está em ter um trabalho tão abrangente e rico em estilo sem esquecer também as diversas tendências da época que passam por sua obra.

Nesta obra de 1930, “Compositie met rood, blauw, en geel” ou “Composition with red, blue and yellow” de Mondrian vemos a presença do abstracionismo geométrico que a compõe quadrados e retângulos no quadro. Além do branco e preto as formas quando não são preenchidas pelo branco são pelas cores primárias que são azul, vermelho e amarelo.

Este é um quadro do auge da carreira de Mondrian que desde a década de 1910 já usava bastante a forma geométrica para expressar formas como seus Tableaus, árvores como a “The Grey Tree / De grijze boom” e “Trees in Blossom. / Bloeiende bomen”, lugares como a igreja pintada em “Church at Damburg. / Kerk te Domburg” e até um auto-retrato.

Este estilo de formas geométricas feitas com linhas ortogonais influênciou suas obras mais tardias como Broadway Boogie-Woogie e até a inacabada Victory Boogie-Woogie. Além disto obras geométricas como esta influenciam até hoje o mundo da moda, gráfico e é claro o mundo da arte. Seu trabalho influenciou escolas como a de Bauhaus, e minimalistas como Donald Judd, Frank Stella, Robert Morris e Carl Andre, além de Alfredo Volpi e outros pintores brasileiros.

As produções artísticas de Pablo Picasso após 40 anos sem sua produção

Abril 9, 2013

picasso

The Absinthe Drinker. 1901. Oil on canvas. The Hermitage, St. Petersburg, Russia.

trzech muzykantow

Verre et bouteille de suze

Violin. 1912. Color paper. The Pushkin Museum of Fine Art, Moscow, Russia.

zn_13

woman with orange

Tréplicas, réplicas…

Março 20, 2013

Le Désespéré by Gustave Courbet

 Réplica: Gustave Coubert- Le DésesperéLe Désespéré remake by Dani Catao

Tréplica: Dani Catao- Le Désesperé

Le Désespéré remake by Stefano Telloni

…: Stefano Telloni- Le Désesperé

A arte frutífera vegetaica de Giuseppe Arcimboldo

Março 15, 2013

Arcimboldo-1Eve and the Apple with Counterpart 1578

Arcimboldo- Fire. 1566. Oil on wood

Arcimboldo- Librarian Stokholm

Arcimboldo- Rudolf II of Habsburg

Arcimboldo-The Lawyer. 1566. Oil on canvas

Arcimboldo-The Vegetable Gardener1590

 

 

 

Vincent Van Gogh e a Arte Moderna

Março 12, 2013

Vincent Van Gogh- Wheat field with crows

Os trigos se envergam com a violência do vento, abrindo passagem para o caminho da morte sob o céu carregado, opressor, sufocante. E eis o caminho à sua espreita. E ele o observa. E ele o teme. E ele, covarde, busca, desesperadamente, um atalho, outra trilha; novo rumo. Porém não há. Aquele caminho pertence-lhe. É seu fardo. Não há ponto de fuga aquém ou além daquele caminho! E eles o aguardam, ansiosamente, famintos e eufóricos, porque já sabem que, cedo ou tarde, terão o que tanto desejam. E o tempo passa… Horas… Dias… Semanas de luta a fim de evitar cumprir seu destino. Mas, à medida que o tempo passa, aumenta a angústia em seu peito; o céu o sufoca; os trigos o agarram, tragando-o para o corredor implacável: colapso dele sobre si. E ele vai! Toma seu rumo como um cavalo selvagem correndo entre os trigos que o conduzem e revelam-lhe o seu eu mais lacerante, cerrando-lhe o retorno. E, afogando-se no mar do trigo de seus tormentos, ele se vê cada vez mais próximo do céu que lhe cai sobre os ombros, dobrando-o, ceifando-lhe o espaço e a vida! Tropeça em si e, de sopetão, espalha-se no chão, penetrando-o; já sem forças para continuar… E eles, alegres agouros, ganham vida com o impacto da queda e põem-se a voar sobre sua cabeça, sob o céu que o censura, esmagando-o lentamente, prensando-lhe os pulmões… E ele, buscando desesperadamente um suspiro, faz-se um furo no peito, que lhe diminui a pressão mas abre caminho para a alma derramar-se de si… E, assim, a cada suspiro aliviado, perde-se-lhe a alma, sob o céu que o comprime reduzindo-o ao pó, ao som do vento no campo de trigos, velado pelos corvos exultantes para a colheita do espírito flavo mais radiante, contido nos girassóis que cobriram-lhe o corpo.

Tréplicas, réplicas…

Março 6, 2013

Réplica- Leonardo da Vinci- A última ceia (1948)

Bence Hajdu - 818

Tréplica: Bence Hajdu – A última ceia (2012)

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Fevereiro 20, 2013
Haia, 2 de junho de 1882

O velho portão (1875), WALKER

The Old Gate 1874-5 by Frederick Walker 1840-1875

The old gate, London, Tate Gallery


Van Gogh nesta carta descreve a Theo as gravuras em madeira que possui:

“GRAVURAS DE MADEIRA QUE VINCENT POSSUI

1 Pasta Tipos populares irlandeses, mineiros, fábricas, pescadores, etc., na maioria pequenos esboços a pena.

1 pasta Paisagens e animais, Bodmer, Giacomelli, Lançon, a seguir algumas paisagens determinadas...

1 pasta Trabalhos do Campo de Millet, a seguir Breton, Feyen Perrin e lâminas inglesas de Herkomer, Boughton, Clausen, etc.

1 pasta Lançon

1 pasta Gavarni, completada por litografias, nenhuma rara.

1 pasta Ed. Morin

1 pasata G. Doré

1 pasta Du Maurier, muito cheia

1 pasta Ch. Keene e Sambourne

1 pasta J. Tenniel completada pelos cartoons de Beaconsfield

Falta John Leech, mas esta lacuna pode ser facilmente preenchida pois pode-se obter uma reimpressão destas gravuras em madeira, o que não é muito caro

1 pasta Barnard

1 pasta Fields e Charles Green, etc

1 pasta Pequenas gravuras em madeira francesas, álbum Boetzel, etc.

1 pasta Cenas a bordo de navios ingleses e croquis militares

1 pasta Heads of the Peole por Herkomer, completada por desenhos de outros artistas e por retratos.

1 pasta Cenas da vida popular londrina, desde os fumantes de ópio e White Chapel e The seven Dials, até figuras das damas mais elegantes, e Rotten Row of Westminter Park. Foram juntadas cenas correspondentes de Paris e Nova York. O conjunto é um curioso ‘Tale of those cities’.

1 pasta As grandes lâminas de Graphic, London News, Harpers Weekly, etc, entre as quais, Frank Holl, Herkomer, P. Renouard,  Fred. Walker…

Frederick Walker ou Fred Walker foi um pintor, gravurista e talentoso ilustrador em inglês. Ele nunca foi fluidamente um esbocista natural e nunca alcançou alguma grande força dramática. Ele trabalhou como pintor de cenas do cotidiano e para os vitorianos parecia um observador sincero e não sentimental observador da vida rústica. Como ilustrador trabalhou no livro de Charles Dickens, Hard Times for These Times.

Nascido em Marylebone,Londres no dia 26 de maio de 1840 (embora haja relatos do dia 24 de maio), filho de um desenhista de joias e de uma família com interesses artísticos. Ele foi educado no North London Collegiate School e com apoio da mãe, ainda bem jovem, começou a desenhar antiguidades no Museu Britânico (British Museum), sendo aos 16 anos colocado no escritório de um arquiteto chamado Baker. A tarefa se mostrou desagradável; no fim de 18 meses ele retomou seu trabalho dos mármores Elgin no Museum Britânico e atendeu a Escola de artistas Leigh em Newman Street.

Em 31 de março de 1858 ele foi admitido como estudante na Academia Real. Mas seu estudo nas escolas da academia foi desconectada, e cessou antes que ele chegasse na aula de modelo vivo, já que ele estava ansioso para começar a ganhar a vida. Como um meio de terminar este trabalho, ele voltou sua atenção para o desenho feito para xilogravuristas, e trabalhou três vezes por semana durante 2 anos no atelier de J. W. Whymper, cuja a instrução ele rapidamente tornou mestre nas técnicas de desenho em madeira.

Sua primeira ilustração publicada aparece em 14 de Janeiro de 1860 no “Every Body’s Journal” para uma história de Edmond Abbott entitulada “The Round of Wrong.” Logo depois, suas primeiras ilustrações em livro aparecem em 1860 no Once a Week, um periódico no qual ele foi um contribuinte prolífico, como também para a Cornhill Magazine, onde seus admiráveis desenhos se parecem com os trabalhos de Thackeray, assim como para os trabalhos da filha de Thackeray. Estas xilogravuras, especialmente suas ilustrações para o livro de Thackeray as “Aventuras de Philip e Denis Duval”, estão entre seus trabalhos artísticos mais espirituosos de suas categorias, e  logo ele se entitula Walker para se enfileirar com Millais na ponta dos esbocistas que lidaram com cenas da vida contemporânea. Na verdade, somente com suas contribuições para Once a week ele fez uma reputação imediata como um artista de rara realização, e embora fosse associado aquele periódico com artistas como Millais, Holman Hunt, Leech, Sandys, Charles Keene, Tenniel e Du Maurier, ele mais do que se manteve contra seus competidores. Nos intervalos do trabalho como ilustrador de livros ele praticava, a partir de 1863, pintura em aquarela, seus temas sendo frequentemente mais consideradas e refinadas repetições em cores de seus desenhos preto e branco. Entre as mais notáveis produções em aquarela estão “Spring,” “A Fishmonger’s Shop,” “The Ferry,” e “Philip in Church,” que ganhou uma medalha na Exibição Internacional de Paris em 1867.

Ele foi eleito associado da Socieadade de pintores em aquarela em 1864 e membro completo em 1866; e em  26 de janeiro1871 ele se tornou associado da Academia Real. Neste mesmo ano ele se tornou membro honorário da Sociedade Belga de Pintores em Aquarela. Sua primeira pintura a óleo, “The Lost Path,”, O caminho perdido, foi exibida na Royal Academy em 1863, one foi seguida de As Banhistas em 1867, que seguiu alguns de seus melhores trabalhos: em 1868 “Os errantes”, agora na Galeria Nacional de Arte Britânica, em 1869 ” O velho portão”. Em 1870 exibe “O arado”, uma exposição poderosa e impressiva da luz ruborizada da noite, cuja paisagem foi estudada em Somerset.

Em 1871 ele exibiu sua trágica pintura em tamanho real “Uma prisioneira feminina na barra”, uma pintura que se perdeu e que agora existe somente em um estudo em óleo, Nela o pintor posteriormente pode obliterar a cabeça, com que ele ficou insatisfeito, mas foi impedido pela morte de completa-la. O último de seus trabalhos de sucesso foi “Um porto de refúgio” exibido em 1872; em “The Right of Way,” exibido em 1875 mostra signos evidentes da força falha do artista. Ele sofreu por alguns anos de uma tendência tísica; em 1868 ele fez uma viagem marítima pelo bem de sua saúde, para Veneza, onde ficou com Orchardson e Birket Foster, e no fim de  1873 ele foi por um tempo para Argélia com J.W.North, na esperança que poeria ter um benefício com a mudança de clima. Mas, voltando para a amarga primavera ingles, ele foi novamente prostado e morreu  de tuberculose em St. Fillian,Perthshire na Escócia no dia 4 de junho de 1875 (ou 5 de junho).

Seus trabalhos são completamente originais e individuais, ambos em qualidade de suas cores e manejo, além de sua vista da natureza e humanidade. Como pintor trabalhou uma técnica guache que deve muito a William Henry Hunt e Myles Birket Forster.Suas cores, especialmente aquarelas, são distintas, poderosas e cheias de gradações delicadas. Ele teve um admirável senso de desenho, e as figuras dos camponeses em sua labuta diária mostra uma graça e vasta largura da linha na qual pode ser planamente traçada o efeito produzido a seus gosto através de seus estudos iniciais de antiguidades; ao mesmo tempo o sentimento de seus temas é infalivelmente refinado em poético. Seu vigor de desenho pode ser visto em seu poster para A mulher de branco para Wilkie Collins que atualmente está na National Gallery of British Art. Após sua morte houe uma legião de seguidores de seu trabalho.

Walker se tornou envolvido com uma associação livre de artistas conhecidos como Os Idílicos (The Idyllists) ou Escola Idílica de artistas vitorianos, e sua sensíveis e belas aquarelas pastorais, com seus detalhes intrínsecos, e bela coloração estão entre as mais completas e satisfatórias pinturas de sua época. Para ele “Composição é a arte de preserver o olhar acidental”. Devido as suas pinturas socio-realistas ele deve ter sido bastante idealistas e até hoje suas pinturas possuem um impacto.

 Um número muito grande de estudos especulam que ele morreu como resultado de seu temperament, quando é mais provavel que seus problemas de comportamentos resutaram da severidade de sua doença e da baixa espectativa de vida. Ele foi nervoso, tímido, reticente, rabugento, estressado, agonizante e trabalhador meticuloso.

 Ele conseguiu uma medalha de segunda classe na Exibição Internacional de Paris em 1867. No fim de 1860 ele visita Veneza e Paris, e nesta última fica amigo de François Millet, cuja tradição da pintura ao ar livre (en plein air) da Escola de Barbizon influênciou Fred em seus trabalhos posteriores. No inverno de 1873-4 ele viajou para Argélia, mas só para conseguir uma folga temporária de sua doença mortal que estava o perseguindo. Na primavera de 1975 parecia haver uma melhora em sua saúde, mas no dia 4 de Junho ele morreu e foi enterrado em Cookham junto com a mãe e o irmão.

 O Jornal The Times falou sobre o pintor:— “Hoje sera jazido no adro separado de Cookham, ao lado de um de seus irmãos e de sua mãe, Frederick Walker, A.R.A., um jovem pintor de gênio raro, cortado prematuramente de seus poderes em uma maré de primavera. Em pouco mais de trinta anos Walker tinha já feito seus poderes cairem nos três campos da arte- como um desenhista em Madeira, como pintor aquarelista e em tinta óleo- de maneira possível somente por um gênio. Suas últimas realizações foram longe para excederem a recoleção de seus primeiros trabalhos como xilogravurista; mas neste personagem ele tinha a mesma influência ampla e bem marcada de seus contemporâneos e sucessores como ele também tinha tido na geração mais jovem de suas pinturas de aquarelas, e como ele prometera, ele tinha de fato começão a exercer além dos pintores a óleo de seu tempo”.

Frederick Walker- Rain (1867) Royal Academy of Arts, London

Frederick Walker- Rain (1867) Royal Academy of Arts, London

Refreshment exhibited 1864 by Frederick Walker 1840-1875

Frederick Walker- Refreshment (1864) Tate Gallery, London

Frederick Walker- self portrait (1896) London, Royal Academy of Arts
Frederick Walker- Autoretrato. Para ver uma outra versão deste auto-retrato, clique aqui. Ou veja ainda uma fotografia de Fred Walker

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Todas as terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor mon(o)t0-ista Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui. UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

A arte pop quadrinhatica em HQ de Roy Litchtenstein

Fevereiro 8, 2013

Litchtenstein engagementring1961

lichtenstein cryinggirl1963

litchenstein1964-FootandHand

litchenstein 1962-thekiss    Girl With Ball (1961) -  Lichtenstein   Keds-1963-  lichtenstein

A arte pop fática e cotidiana de Roy Litchtenstein

Fevereiro 6, 2013

I Can See the Whole Room - lichtenstein63

inthecar1963

1962-in- Lichtenstein

drowninggirl1963-  Lichtenstein

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Tréplicas, réplicas…

Janeiro 30, 2013

Frida Khalo- Two Fridas

Réplica: Frida Khalo- Two Fridas

Claire Ball- Two Fridas

Tréplicas: Claire Ball- Two Fridas