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Mostra Cooperifa apresenta produção artística da periferia de São Paulo

Outubro 22, 2013

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A cultura e a arte está e vem de todos os cantos. A produção artística libertária sai e sempre está presente nas periferias. É por isto que até o próximo domingo (27) está rolando a sexta edição da Mostra Cultural da Cooperifa que oxigeniza as paradas periférica em espaços públicos, como praças, escolas e o Centro Educacional Unificado (CEU).

Diversas linguagens entremeiam as comunidades da zona sul paulistana trazendo dança, música, teatro e cinema. Na música as atrações envolvem gente como o paraibano “respeitem seus cabelos, brancos” Chico César, Edi Rock, e o rapper Mano Brown.

Organizada por um dos criadores do Sarau da Cooperifa (da própria instituição) e gestor cultural das periferias, o poeta Sérgio Vaz, no evento  “A ideia é trazer o artista para a periferia, apresentá-lo e apresentar a periferia para os artistas. A gente faz essa troca(…)”Após 12 anos de trabalho, percebemos mudanças radicais na comunidade e isso cria um ambiente de efervescência cultural. O Cinema na Laje, a gente faz às segundas, a cada 15 dias, sempre com um documentário e também convidando atores, diretores para um bate-papo sobre o filme. A pipoca é grátis”, explica Vaz.

Hoje às 14 horas o Balé Capão Cidadão, do Capão Redondo, se apresenta no CEU Casa Blanca. O sarau da Cooperifa, que sempre ocorre no Bar do Zé Batidão no Jardim Guarujá, no dia 23 deve reunir pelo menos o dobro do público de todas as quartas-feiras, segundo estimativa da organização nesta celebração de 12 anos de atividade: “São cerca de 500 a 800 pessoas nesse dia. Chamamos de Sarau Monstro. Vêm as pessoas da comunidade, mas também de vários coletivos da cidade e até do Brasil”. Os microfones estarão abertos para todo o público recitar versos próprios, de poetas conhecidos ou cantores famosos.

Na quinta (24) a partir das 19 horas vai rolar o som do engajado Fino do Rap e Tati Botelho enqunato na sexta (25) às 20 horas o coletivo negro traz o teatro em “Movimento Número 1: O Silêncio de Depois…”. No domingo além das atrações musicais rola o Grupo de capoeira Angola Irmãos Guerreiros.

A programação completa pode ser conferida na página oficial da mostra no Facebook MostraCulturalDaCooperifa.

Poesia e arte na periferia paulista festeja seus 11 anos de produção

Novembro 2, 2012

Há 11 anos um grupo de artistas, poetas, professores, motoboys, e trabalhadores de todas os cantos de São Paulo se reuniram com o poeta Sérgio Vaz para mostrar que a periferi, mesmo em sua condição imposta pelo capitalismo e suas instituições, é produtora de novos dizeres livres de qualquer forma de imposição, dominação, ressentimento. Por isto mesmo são livres. E assim nasceu o Sarau da Cooperifa que traz através da poesia, rap, embolada, artes, haikai, a arte rouca das ruas.

Os encontros que sempre ocorrem no Bar do Zé Batidão localizado no Jardim Guarujá, zona sul da capital paulista, com o microfone revezado e a criação rolando solta. Segundo Vaz “esse novo artista da periferia é um artista cidadão. Ele não faz a arte só pela arte, ele representa as pessoas que não têm voz, não têm teatro, não têm cinema. É um movimento político apartidário”.

E para continuar produzindo estes e outros 11 anos, a partir amanhã (3) haverá novos encontro com diversas manifestações artísticas para escolas e outros espaços da região. A programação inclui atrações musicais, saraus de poesia, espetáculos de teatro e dança, exposições, a exibição de filmes e a presença do escritor moçambicano Mia Couto.

Sérgio Vaz falou da dificuldade em atrair convidados: “Aqui no Brasil você convida vários caras conhecidos e eles não vêm porque têm medo”, reclama. Para o poeta, os bairros mais pobres ainda são vistos de forma estereotipada, principalmente nos meios de comunicação. “Parece que eles querem ver a gente sempre algemado, com a cabeça baixa e alguém sempre esculachando, como se a periferia fosse aquilo o tempo inteiro.

Então façamos a produção de novos espaços e festejemos a Cooperifa.