A evolução do banheiro

Novembro 26, 2009 por esquizofia

Imagine você vai ao banheiro e não tem nada o que ler. Você tem este costume doido na hora de arriar… Até que você percebe que na estante do banheiro tem um livro antigo que você ainda não reparara. Ao você puxar você lê o título:”Sobre a Origem das Espécies”; folheando mais você lê Londres, 1a edição. E não é que é velho mesmo…
Esta história por mais estranha que seja aconteceu mesmo em Londres. A família só deu conta da “raridade”  do livro após ver em uma exposição outro exemplar da mesma edição. Agora o objeto foi a leilão pelos amantes do vil metal: Christie’s e o preço chegou em 171 mil reais. Ou seja o livro ainda existe só vai mudar de dono.

Manuscrito de Darwin... Quem é que tá botando dinamite... Clique pra ampliar


Nesta análise podemos fazer duas constatações: A primeira e mais óbvia é que ninguém está ligando para o conteúdo e o trabalho de Darwin, se fosse uma edição de 1967 ninguém faria este auê. Se realmente estivesse preocupados com o evolucionismo darwiniano eles peitariam Obama para incluir também a teoria evolucionista na educação americana. Imagine se fosse a primeira edição de um livro de Michael Jackson com 500 impressões… Iam dar um valor maior.

Segundo que esta evolução dos primatas… orangotangos, gorilas, etc… para o homem mostra que há uma desvirtuação da finalidade de um livro, ou seja, alguns não sabe pra que é um livro…. Que é para ler, chorar em cima, riscar ou até botar fogo em um momento de raiva. Um livro não é para completar uma estante cheia de raridades. Daqui a pouco acham os manuscritos de Homero… E aí quero ver alguem leiloar um pedaço de história arqueológica mundial.

Notas em notas

Novembro 25, 2009 por esquizofia

Mário por Tarsila

  • O escritor brasileiro Mário de Andrade iniciou uma enciclopédia toda dedicada ao Brasil. Porém com a morte do escritor o projeto não passou da letra A. Vendo este projeto o professor e tradutor espanhol José Luis Sánchez da Biblioteca Nacional, no Brasil há sete anos, resolver mergulhar no projeto andradeano. E hoje após seis anos o projeto foi concluido a partir das orientações de Mário. Com uma versão em dvd, e muitos materiais extras a enciclopédia foi bem ampliada. Que bom que na época que Mário morreu ainda não havia surgido diversos turbilhões do Brasil.
  • Roman Polanski foi solto hoje após pagamento de fiança. Agora finalmente poderá terminar seu filme. Antes disso ele trabalhou na prisão na Suíça assistindo as fitas que são gravadas nas filmagens e passando as instruções da prisão para os atores por intermédio do produtor. Para os que pensam que na prisão não se produz…
  • Em uma pesquisa recente demonstrou que a grande maioria (56%) de americanos rejeita envio de mais tropas ao Afeganistão. Porém a mesma pesquisa apontam que a maioria dos americanos andam confusos quanto a guerra e teve alguns fatos contraditórios quanto a posição intervencionista. É bom que se espertem logo.
  • Para os cariocas mais uma opção de exposição: a mostra Pierre et Gilles: A Apoteose do Sublime em cartaz na Oi Futuro do Flamengo. Composta de 26 fotografias, de tiragem única e de grandes dimensões, que apresentam cenários desenvolvidos pelos franceses . As imagens, de grande poder formal e sensualidade, foram produzidas nas décadas de 80, 90 e já nestes anos 2000. A exposição fica até janeiro.Outra exposição francesa é a de Bernard Pras que recria a partir de bricolagens imagensem pop art que dica até dia 14 de dezembro.
  • Ainda no rio rola uma outra mostra de fotografia, só que mais brasileiro, é o COLETIVO POTIGUAR: Fotografia Contemporânea – Imagens da Esquina do Brasil, que conta com a obra de 5 artistas do Rio Grande do norte. A mostra conta com trabalhos poiéticos de Ricardo Junqueira, Jean Lopes, Numo Rama, Karen Montenegro entre outros e fica aberta até janeiro.
  • Agora… o grande babado que está rolando pelas terras cariocas é a exposição Carlos Vergara: A dimensão gráfica – uma outra energia silenciosa, que traz os trabalhos deste artista dos anos 60 pra cá. A mostra sera no MAM- Rio (Museu de arte modernas) e ficará até março. Dentre os trabalhos estão paineis gigantescos, monotipias, obras de carnalevares e muitas outras. Para os que não conhecem este que é considerado um dos grandes artistas brasileiros modernos junto de Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape, Cildo Mereires, mergulhe nesta piscina sem água.

  • Saindo em DVD mais uma longa remessa de filmes”O Tempo é Uma Ilusão” de René Clair, O Cavalo Branco de  Albert Lamorisse, Crime em Paris de Henri-Georges Clouzot, a caixa  dos Os Contos das Quatro Estações de Eric Rohmer, o brasileiro “Quase Dois Irmãos” e “Que Bom Te Ver Viva”  de Lucia Murat; o filandês “Quilômetro Zero” de Hiner Saleem, o francês ” Segredos de Estado” de Santiago Amigorena; da atriz criança  Shirley Temple “Olhos Brilhantes”, “A Pequena Rebelde” e “A Mascote do Regimento” todos de David Butler, ” A Primeira Vitória” de Otto Preminger, Vitória Amarga (com Bette Davis) de Edmund Goulding, “Alvorada do Amor” e “O tenente sedutor” de Ernst Lubitsch, e os músicais  “Cartola e Dona Zica – Programa MPB Especial” e “Rolling Stones- Gimme shelter;  O polêmico cinema”Confissões de Uma Garota de Programa” de Steven Soderbergh (Com a prostituta Sasha Grey, “Um conto de Natal” de Arnaud Desplechin( Com Catherine Deneuve; O “Cristo Proibido” de Curzio Malaparte,” O Condenado” de Carol Reed, “Hets” (o primeiro roteiro de Ingmar Bergman) de Alf Sjoberg, o expressionista “Sumurun” de Ernst Lubitsch, “O Tesouro”  de Georg Wilhlem Pabst, “Coleção Snoopy & Charlie Brown” com 3 DVDS, os vanguardistas “The trip” e “Psych-Out”; a belissima animação “Planeta Selvagem” de René Laloux, o clássico do bizarro “Noites Vermelhas” e “Judex” de Georges Franju, “A Boneca do Demônio” de Tod Browning,  o clássico do cinema GLS”Para um Soldado Perdido” de Roeland Kerbosch, um dos melhores do cinema checo “Marketa Lazarova” de Frantisek Vlacil, o graffite de ” Wild Style ” e o crítico “Scum” de Alan Clarke


  • De acordo com algumas linguas os diretores Quentin Tarantino e Pedro Almodóvar serão os apresentadores do Oscar ao melhor filme em língua estrangeira no próximo ano. Agora uma pergunta: qual a semelhança produtiva entre os dois diretores para apresentarem juntos? Coisa talvez para a academia americana não haja grandes diferenças, afinal eles fazem qualquer consessão sem discernir nada.

John Lennon and Yoko Ono

  • Esta é para os devagares beatlesmaniacos azedos que acreditam que Yoko é a algoz, porém não enchegam que os garotos não alcançavam ela. A cineasta e artista Yoko Ono vem participando como ativista em diversos movimentos sociais desde a guerra do Vietnam, como o “Live Aid”, “Band Aid” e até “Farm Aid” , “Live 8″ etc. Por isso não é de se espantar que Yoko se juntou a um grupo de combate a pobreza no mundo a partir de uma rede global de contatos.
  • O curta Brasileiro “Groelândia” ganhou oprêmio de melhor curta-metragem do Festival de Cinema Ibero-americano de Huelva, na Espanha, enquanto a máxima premiação –o Colón de Oro– foi para o filme chileno “La Nana”, dirigido por Sebastián Silva. Quem sabe aos poucos a gente vai pegando o brilho….
  • Uma pesquisa recente descobriu que entre 30 a 100 por cento dos asiáticos não produz cheiros mal-agradavel, leia cêcê ao suarem. O fator disto é uma limitação  da proteína ABCC11 e o mais estranho é que os cientistas afirmam que  isto ajuda a escolher um parceiro com um cheiro que mais lhe agrade já que o suor atrapalhe.

Versão brasileira, Herbert Richers

Novembro 24, 2009 por esquizofia

O corpo pode já até foi, sabado se foi, mas a memória daquelas vozes nos inícios dos filmes dublados continuam. Herbert, que apesar do nome meio estrangeirado, era paulista de Araraquara, e  foi grande amigo do mega-empresário  Walt Disney, quem numa das conversas lhe mostrou o sistema de dublagem que já era muito utilizado pelas industria Disney para chegar em outras terras. A partir de então decidiu fundar sua empresa de dublagem, para dar a versão em português dos filmes em outras linguas. Foram milhares de dublagens para filmes, programas, séries e outras doidices que rolaram por aqui, grande parte sem grande importância. Além do trabalho com a dublagem Herbert Richers foi produtor de dezenas de filmes, entre eles “Assalto ao trem pagador”, “Os três cangaceiros” (com Adoniran Barbosa), “É de Chuá”, “Vidas Secas” e “Fome de Amor” de Nelson Pereira dos Santos, “Meu pé de laranja lima”, “Como ganhar na loteria sem perder na esportiva”, etc.

Apesar de ter feito um grande feito para o cinema brasileiro, Herbert em suas produções dublantes talvez deixou aos brasileiros um gosto especial pelo cinema dublado o que fez o nosso tupiniquim ouvir vozes Frankensteins que não encaixavam com o corpo, e quem sabe impossibilitar a audição de outras linguas. Talvez no início do cinema no Brasil era mais fácil dublar que legendar. Mas o fato é que de certa forma ainda hoje os brasileiros preferem (a grande maioria adulta tem preguiça) de alguns confrontos.

Rua-nda

Novembro 23, 2009 por esquizofia

A moça versava a rua. O que esta lhe traria? Um mancebo, um beijo, um gracejo? Para aquelas duas senhoras que nestes anos viram vários movimentos da rua, buracos que se abriram e tão poucos que se fecharam e que a rua hoje seria apenas o caminho para feira? Os garotos que por ela correm, brincam e a transformam em um estádio, um ginásio, um quintal, um palco ou no que se será; aquele é o carteiro. Sempre passa sem repara-la pois necessita ver os numeros e fugir dos cães enraivecidos. Um percurso, pisante dos transeuntes, o lar dos desabrigados, o espaço de luta. Quem vê a rua é o cego, que observa cada movimento cada passo cada som. Rua dos vivos, do povo, da luta, da amargura. Comércios que se abrem, fecham, constroem destroem, reboam, voam. Rua sem calçadas, faixas ou placas, ou casas apenas em chão de brasas vivas.

Rua Bayona, Cuba

Cultura Livre, Internet Livre

Novembro 23, 2009 por esquizofia

Não há nada mais relevante para a conquista da cidadania, nos dias de hoje, do que o livre acesso às Tecnologias da Informação e Comunicação. No mundo todo se discute a regulamentação do espaço cibernético e este é um ponto que não podemos ser omissos, sob o risco de penalizarmos as gerações futuras, submetendo-as ao poder incessante das grandes corporações. Algumas das iniciativas mais interessantes nesse departamento unem sociedade e governo federal, como o Fórum da Cultura Digital Brasileira.

Um dos aspectos mais relevantes de uma política cultural é o desenvolvimento de mecanismos de interlocução, diálogo e participação da sociedade. A compreensão da complexidade dos desafios contemporâneos é algo cada vez mais difícil ao cidadão comum, encarcerado nos sistemas de mediação e educação, distantes de suas necessidades de formação como cidadão livre e ativo.

Considero todos os esforços empreendidos pelo MinC nesse sentido vencedores. O próprio Fórum de TVs Públicas, mesmo depois do rolo compressor global, que assumiu a TV Brasil e rasgou todo o processo, ainda é uma referência de construção coletiva de agenda pública e, em minha modesta opinião, deve ser mantido e reforçado. O de Cultura Digital já demonstra os avanços desse aprendizado.

Precisamos seguir em frente, aprender a desenvolver diálogos entre posições antagônicas e complementares, pois somente assim poderemos superar os ranços e aproximar as virtudes das inúmeras vertentes de pensamento e interesses em jogo nessa arena, que é a cultura digital. Só assim o interesse público vigorará.

Não podemos construir um projeto de Estado apenas com os iguais. Precisamos aprender a negociar, a compreender os outros lados da questão. Este modelo de interlocução e construção coletiva pode e deve ser ampliado, sobretudo para as discussões sobre financiamento à cultura e direitos autorais, concentradas em gabinete.

Por: Leonardo Brant

UMA ONTOLOGIA DA NEGRITUDE

Novembro 20, 2009 por esquizofia

PREÇO DO CAMARÃO IMPEDE DE ROLAR AQUELE “CAMARÃO COM CHUCHU”*

Novembro 19, 2009 por esquizofia

(Sentados à beira da mesa do bar, entre umas talagadas e umas batidas no pandeiro e outros versos, em um partido, no balanço da intempestividade)

Niltinho (sentado em frente à mesa, se abanando com um surrado chapéu. O pandeiro ao lado) — Diz aí! O que rolou de mata-broca na casa da Jovelina no domingo? Além do samba, é claro?

Dôra (do outro lado da mesa erguendo o copo) — Ih! O negócio ameaçou não ficar bom. Chegamos e perguntamos o que tinha pra comer e ela já foi contando.

Diana (em pé com uma cerveja na mão, interrompendo Dôra) — Espera aí, Niltinho! Bate firme neste pandeiro que ela não contou coisa nenhuma, eu tava lá e ouvi, ela cantou assim:

Saco cheio de todo domingo
comer carne assada e macarrão
resolvi fazer um ensopado
de chuchu com camarão”

Niltinho (continuando no batuque) — E saiu?

Diana (passando a bola e sentando a cerveja na mesa, carinhosamente) — Continua, Dôra.

peguei bolsa forrei a carteira
e me mandei pra praia de marianbú
mas fiquei na intenção
camarão tá caro pra chuchu”

Niltinho (desplumando o ritmo para outras variações) — E não é que a coisa tá feia mesmo. Ruim vai ser pro seu Valdir.

Dôra e Diana (brindando) — Ih! E não é que ela continuou a cantar bem na cara do infeliz (toma cada uma um gole, e começam a cantar juntas):

seu encreca ficou no desejo
de comer badejo com pirão
com pimenta com coentro
no molho do camarão
a maré hoje não tá pra peixe
nem pra sardinha e nem pra baíacú
quanto mais pra camarão
camarão tá caro pra chuchu”

Niltinho (preocupado com o desfecho da história-canção) — E o que teve então?

Diana e Dôra (cantando):

o dinheiro que tinha no bolso
para fazer almoço meu irmão
só deu mesmo para aquilo de sempre
mais a cana e o limão
fui pra casa de barriga cheia
suei com a garrafa velha da Pitú
onde eu era o camarão
camarão tá caro pra chuchu”

Niltinho (dando o breque) — Rapaz, e como eu queria aprender a receita de um molho com camarão com chuchu.

Dôra (alegremente) — deixa de lezeira que a receita ela canta pra ti, o negócio é comprar os camarão, porque…

Os três cantando:

Camarão ta caro pra chuchu”

*Música composta por Nei Lopes e cantada por Jovelina Pérola Negra.

Somos todos piratas?

Novembro 18, 2009 por esquizofia

Cultura E Mercado

A discussão sobre propriedade intelectual é das mais importantes para a definição dos rumos da sociedade contemporânea. Estão em jogo o acesso universal ao conhecimento e o direito do autor viver de sua obra, consagrados pela modernidade. Configurado de maneira a atender aos interesses dos grandes conglomerados empresariais o aparato legal vigente é anacrônico e impede a construção de uma sociedade baseada na livre expressão e circulação de conteúdos. As novas tecnologias da informação implodem esse sistema.

Há muito por trás das disputas internacionais a respeito da propriedade intelectual. A pauta da Diversidade Cultural, impulsionada por movimentos organizados no mundo todo, em busca de integridade cultural e artística de produtores independentes, une-se às agendas governamentais com contraposição ao poder unificador e universalista (imperialista?) da monocultura norte-americana, que ampara e sustenta um oligopólio de conglomerados de mídia e entretenimento, as chamadas majors. Não por acaso, as maiores interessadas em criminalizar a dita “pirataria”.

Até mesmo a legitimidade de organismos como a OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual), criada para atender interesses privados de detentores de direitos autorais, está em jogo. A partir de do surgimento de inúmeros movimentos, e até partidos políticos, em países como a Suécia, por exemplo, impulsionam a luta por democracia, acesso e liberdade de expressão e circulação na rede.

Na contramão disso tudo temos a lei recentemente aprovada na França, que criminaliza o download, e seus pares, nos diversos cantos do mundo, como a Lei Azeredo do Brasil, que insistem em analisar e regular a web com a lógica linear de controle da demanda, típico das majors em suas práticas comerciais.

A questão é complexa, controversa, de difícil resolução. O mercado fonográfico foi nocauteado pelo download e precisa ser reinventado. Em breve o audiovisual estará na mesma situação, o que exigirá uma resposta mais rápida por parte de produtores e da indústria como um todo, além do desenvolvimento de um marco legal que lide de maneira mais adequada com a situação.

Tema sensível para os artistas, sobretudo os que sobrevivem de direitos autorais, como compositores e autores de obras licenciáveis. O Creative Commons oferece a possibilidade de simplificar este uso, permitindo a circulação de  obras contemporâneas. Ao mesmo tempo, diminui a cada dia a possibilidade de gerar recursos por meio de licenciamentos.

Novos mercado irão surgir, obrigando editoras, produtoras e artistas a buscar remuneração por suas obras. Enquanto isso, o MinC resolve colocar a questão em debate, novamente sem o diálogo necessário com a sociedade. Por isso, é importante a informação e o debate acerca do direito autoral, pois o tema vai ocupar lugar privilegiado nas arenas mais importantes no mundo e no Brasil.

Por: Leonardo Brant

Cinesquizonoir: Vista a minha pele

Novembro 18, 2009 por esquizofia

Pele, ossos, orgãos. A epiderme é a parte do avesso corporal. A cor da pele é apenas uma pigmentação existente em algum lugar do corpo. A pele é o maior orgão do corpo humano. É apenas um papelete, fino que não transborda mais do que o visível. Sua cor e seus tons diversificam o conjunto de singularidades dos seres humanos. Porém algumas tonalidades (aquelas que muitos “sofrem na pele”) são malquistas ou consideradas maculadas através de concepções micro-facistas/micro-nazistas que acontecem em qualquer casa ou qualquer esquina, beco e viela.
O preconceito de cor é apenas uma pequena parte das práticas que negam o ser humano e auxiliam a uma diminuição da potência de agir.

Vista a nossa pele

Imagine se o Brasil fosse diferente. Ao invés dos europeus e brasileiros que fizeram sua cultura dominadora impor sobre as outras ( e hoje em dia  ainda pior, uma cultura insosa, imperativa, global) a cultura dominante fosse a cultura negra. Ao invés dos comerciais mostrarem as loiras e seus cabelos lisos, mostrassem belas negras e belos negros se amando, nas novelas, nos concursos de beleza, etc. Os negros são a elite econômica do Brasil, e sua cultura massifica os brancos (assim como ocorre no inverso). O preconceito é latente.

Vista a minha pele

Diretor: José Zito Araujo

País/Ano: Brasil/2003

Duração: 15 minutos

O curta vai contar dentro deste contexto dominante pelos negros a história de uma garota branca que sofre ao querer ser a miss festa junina. O que poderia ser uma competição de beleza alesada, anódina, comemorada pelos adultos se torna a oportunidade em se discutir a história do Brasil, as relações subjetivas que acontecem nas famílias quanto aos preconceitos.

Maria, a garota pobre de pele branca, estuda em um colégio tradicional graças a uma bolsa de estudos e quando decide se candidatar para a um concurso de beleza. Sua melhor amiga Luana, uma garota negra, a apoia nesta competição, assim como a família de Luana. O objetivo não é apenas vencer uma competição contra a garota negra mais querida e cruel da escola, mas mostrar que existe mudanças, que nada está estagnado. O resultado não é o mais importante, e sim o corte. Este é o objetivo do debate

Sobre o curta

O vídeo VISTA A MINHA PELE é patrocinado pelo CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, uma organização sem fins lucrativos, criada em 1990 com o objetivo de conjugar a produção de conhecimento e programas de intervenção na problemática das desigualdades.

VISTA A MINHA PELE pretende colaborar com a discussão sobre discriminação no Brasil através de um produto atraente, com linguagem ágil e atores conhecidos do público alvo – adolescentes na faixa de 12 a 16 anos. O vídeo será distribuído para 2.000 escolas públicas do país, acompanhado de uma apostila de orientação ao professor para sua utilização em sala-de-aula, elaborada por educadores e psicólogos comprometidos com as questões de gênero e raça.

O curta é encontrado na rede via torrent também e é um material importante para discussão.

VIVA O VINIL!

Novembro 17, 2009 por esquizofia

Em Viva o Vinil! de hoje, roda em cima do prato de baixo da agulha o belíssimo e cativante LP, Pirata, do grupo A Barca do Sol, gravado  e mixado nos Studios Vice-Versa (SP), em 16 canais, em maio/junho de 1979. Uma bolacha toralmente independente.

 

Participaram desse envolvente trabalho musical, os artistas: 

       Alain Pierre – Contrabaixo.

       Beto Rezende  -  Guitarra, violão, aço, viola (BA), percussão(A1,B3)

       David  Game -  Flautas ( C, G, Flautim)

       Marcelo Gordo -  Bateria, berimbau e percussão.

       Muri Costa – Voz, violão, piano elétrico (B4), viola (A4),  percussão (A1,  A2, A5).

       Nando Carneiro – Voz, violão, piano elétrico e acústico, viola (A2) e cavaquinho.

       Arranjos e vocais – A Barca do Sol.

       Direção de Estúdio e Produção – A Barca do Sol.

       Coprodução – Afonso Carlos Costa.

       Técnicos de Estúdio – Ricardo Franginha e Nani Viola.

       Auxiliares Técnicos – Robson e Paulo.

       Desenho da capa e arte final – Jejo Cornelsen.

      Contracapa – Cristina Coelho.

      Participação especial – Olívia e as crianças do Instituto Nazareth e Geraldo

      Sanfoneiro.

Aí, mano, aqui nesse Esquizofia você tem a capa e a contracapa do ‘bolachozo’. Se você ainda não tinha dado as caras por este mundo, perceba e entenda. E se você for daquelas (es) cujas caras já estavam no mundo, curta esse momento de suave criação musical nos presenteado pelo grupo A Barca do Sol.

Embarque nessa Barca, ela passa por lá onde o vento faz a suave música como em um Jardim de Infância.