Archive for the ‘Lançamento’ Category

“A MINHA LIBERDADE CUSTOU SANGUE”, DE GERMANO, RIBEIRO, TIRONE E SZEGERI SAMBA CONTRA O GOLPE TEM LECI, NELSON SARGENTO, MOACYR LUZ, NEI LOPES, CARLINHOS VEGUEIROS E OUTROS

Maio 26, 2016

image_largeO Brasil é composto por um povo de inesgotável capacidade criativa, assim como uma inesgotável capacidade de participação quando é provocado por atos irracionais e violentos. Sua capacidade criativa mais sua capacidade de participação se transforma, quando provocada, em um imbatível corpo de luta democrático. Uma disposição contagiante em que envolve todos os quadrantes expressivos de luta pela liberdade.

O golpe provocado pelas forças mais irracionais e brutas sintetizadas pela maioria do Congresso Nacional, as mídias capitalistas e entreguistas e parte do judiciário, serviu de excitação a essas capacidades de luta pela liberdade do povo brasileiro. São centenas – e por que não milhares? – de produções criativas que afloraram no país depois que foi arquitetado o golpe que afastou, por um breve momento, a presidenta Dilma Vana Rousseff, eleita com mais de 54 milhões de votos.

Todos os conteúdos, formas e expressões dessas produções criativas apresentam dois fatores contagiantes: a repulsa pelo golpista-maior: Temer, e a rejeição ao ato antidemocrático que exibe as partes mais sujas de seus executores. Por isso, total repulsa a um desgoverno ilegítimo formado por crápulas com pendências nas Justiças e na recente história do Brasil como grandes e soberbos canalhas.

Foi observando esse quadro pútrido e sua consequência no dia 17 de abril, quando os sórdidos parlamentares vomitaram suas entranhas pútridas na cara dos telespectadores que acreditavam neles e nos que não acreditavam, que os músicos Douglas Germano, Bruno Ribeiro, Fernando Szegeri e Arthur Tirone compuseram o samba A Minha Liberdade Custou Sangue que foi interpretado por um grupo de cantores e cantoras e divulgado pela página Roda Mundo, e ainda conta com as participações dos artistas Nelson Sargento, no auge de seus 92 anos, como Leci Brandão, Moacyr Luz, Carlinhos vergueiros, Hermínio Belo de Carvalho, Wilson Moreira, Wanderley Monteiro, Luiz Antonio Simas, Nei Lopes, Eduardo Galloti, Trajano, Didu Nogueira e Seu Dadinho.

Ouça e veja o vídeo e leia a entrevista com Bruno Ribeiro realizada por Gabriel Valery da Rede Brasil Atual. 

Como foi o processo de composição do samba?

O Douglas Germano, compositor reconhecido, teve a ideia de fazer essa ação entre amigos. Fez a primeira parte e passou para nós. Na ocasião eu estava em São Paulo. Foi na véspera da votação do processo do impeachment na Câmara dos Deputados. Naquela mesma noite ele já tinha pensado na melodia e, assim que acabou a votação, o Douglas pediu para continuarmos. Fomos compondo, cada um um trecho e no dia seguinte estava pronto.

A música foi feita no 17 de abril, e acabou tendo tom profético. A letra é extremamente atual.

Sim, tivemos essa preocupação. Quando ficou pronta a música, fizemos pensando que o golpe viria, já que não seria fácil reverter. Não divulgamos antes, inclusive por isso, para que ele não perdesse essa característica atemporal. Não queríamos limitar o samba como se ele tivesse sido feito como protesto em relação à votação dos deputados, mas que ele se tornasse um hino da luta que viria, após o golpe consumado.

Como surgiu a ideia de reunir tantos nomes para fazer um clipe?

A ideia surgiu no dia seguinte. Quando ficou pronta a música, no dia seguinte começamos a mostrar para os amigos. Na ocasião, estávamos com a produtora Ana Petta, que fez junto com o Paulo Celestino. Eles foram produtores e diretores. Já tinham experiência em outros vídeos de bastante sucesso e eles sugeriram, dizendo que a música conseguia traduzir o sentimento da população em relação ao golpe. Então veio a ideia do esforço coletivo e todos adoramos. Começamos a correr contra o tempo.

Temos contatos com alguns sambistas, eu fui jornalista, escrevia sobre música durante dez anos e também componho. Então tenho contato com gente como o Moacir Luz, também viabilizamos o Douglas Moreira, o Nelson Sargento, a Leci Brandão, enfim, conseguimos explicar a proposta e eles também pensam como nós. Então, compraram a ideia, gostaram da mensagem.

Achamos simbólico, inclusive, começar com o Nelson Sargento, que está com 91 anos. Ele tem uma trajetória no samba que sempre teve uma posição de esquerda, democrática. E por ele ser o mais velho, pensamos que ele deveria estar. Então fizemos este esforço e ainda bem que deu certo.

Qual a força e a importância do samba para amplificar a voz da resistência?

O samba é a grande voz da população brasileira. Foi ao longo da história um meio para que a população pudesse se expressar. Acho fundamental que o samba entre nesta luta pela democracia, justamente pelo peso simbólico que ele tem dentro da cultura. Também porque ele tem um alcance muito grande. Ele comunica com muita gente. Da mesma forma como ele sempre esteve presente. Na ditadura militar, por exemplo, ele foi um centro de resistência. Cartola, Dona Zica, Paulinho da Viola, o próprio Nei Lopes, que aparece no nosso vídeo. Eram todos sambistas engajados com posicionamento crítico. O samba não poderia ficar de fora desta vez. A adesão destes sambistas representativos, que estão no vídeo, da uma legitimidade que queríamos. Eles assinaram embaixo, então, o samba também está engajado na luta a partir destes mestres.

Em tempos difíceis de nossa história, a música teve expoentes, como na ditadura. Agora, o golpe pode se tornar tema e motivar uma linhagem de composições?

Se essa situação se prolongar, a tendência, não só no samba, é que no meio artístico e cultural, tenhamos uma produção de canções, poesia, teatro e cinema que denunciem essa situação. Isso não é algo programado mas acontece naturalmente, porque o artista tem esta inquietação, esse posicionamento crítico nos momentos decisivos, principalmente na política. Essas situações aguçam o desejo de dizer alguma coisa. Tenho sentido já que os artistas estão começando a produzir e a tendência é que apareçam mais composições que façam esta denuncia.

Como foi o processo de composição do samba?

O Douglas Germano, compositor reconhecido, teve a ideia de fazer essa ação entre amigos. Fez a primeira parte e passou para nós. Na ocasião eu estava em São Paulo. Foi na véspera da votação do processo do impeachment na Câmara dos Deputados. Naquela mesma noite ele já tinha pensado na melodia e, assim que acabou a votação, o Douglas pediu para continuarmos. Fomos compondo, cada um um trecho e no dia seguinte estava pronto.

A música foi feita no 17 de abril, e acabou tendo tom profético. A letra é extremamente atual.

Sim, tivemos essa preocupação. Quando ficou pronta a música, fizemos pensando que o golpe viria, já que não seria fácil reverter. Não divulgamos antes, inclusive por isso, para que ele não perdesse essa característica atemporal. Não queríamos limitar o samba como se ele tivesse sido feito como protesto em relação à votação dos deputados, mas que ele se tornasse um hino da luta que viria, após o golpe consumado.

Como surgiu a ideia de reunir tantos nomes para fazer um clipe?

A ideia surgiu no dia seguinte. Quando ficou pronta a música, no dia seguinte começamos a mostrar para os amigos. Na ocasião, estávamos com a produtora Ana Petta, que fez junto com o Paulo Celestino. Eles foram produtores e diretores. Já tinham experiência em outros vídeos de bastante sucesso e eles sugeriram, dizendo que a música conseguia traduzir o sentimento da população em relação ao golpe. Então veio a ideia do esforço coletivo e todos adoramos. Começamos a correr contra o tempo.

Temos contatos com alguns sambistas, eu fui jornalista, escrevia sobre música durante dez anos e também componho. Então tenho contato com gente como o Moacir Luz, também viabilizamos o Douglas Moreira, o Nelson Sargento, a Leci Brandão, enfim, conseguimos explicar a proposta e eles também pensam como nós. Então, compraram a ideia, gostaram da mensagem.

Achamos simbólico, inclusive, começar com o Nelson Sargento, que está com 91 anos. Ele tem uma trajetória no samba que sempre teve uma posição de esquerda, democrática. E por ele ser o mais velho, pensamos que ele deveria estar. Então fizemos este esforço e ainda bem que deu certo.

Qual a força e a importância do samba para amplificar a voz da resistência?

O samba é a grande voz da população brasileira. Foi ao longo da história um meio para que a população pudesse se expressar. Acho fundamental que o samba entre nesta luta pela democracia, justamente pelo peso simbólico que ele tem dentro da cultura. Também porque ele tem um alcance muito grande. Ele comunica com muita gente. Da mesma forma como ele sempre esteve presente. Na ditadura militar, por exemplo, ele foi um centro de resistência. Cartola, Dona Zica, Paulinho da Viola, o próprio Nei Lopes, que aparece no nosso vídeo. Eram todos sambistas engajados com posicionamento crítico. O samba não poderia ficar de fora desta vez. A adesão destes sambistas representativos, que estão no vídeo, da uma legitimidade que queríamos. Eles assinaram embaixo, então, o samba também está engajado na luta a partir destes mestres.

Em tempos difíceis de nossa história, a música teve expoentes, como na ditadura. Agora, o golpe pode se tornar tema e motivar uma linhagem de composições?

Se essa situação se prolongar, a tendência, não só no samba, é que no meio artístico e cultural, tenhamos uma produção de canções, poesia, teatro e cinema que denunciem essa situação. Isso não é algo programado mas acontece naturalmente, porque o artista tem esta inquietação, esse posicionamento crítico nos momentos decisivos, principalmente na política. Essas situações aguçam o desejo de dizer alguma coisa. Tenho sentido já que os artistas estão começando a produzir e a tendência é que apareçam mais composições que façam esta denuncia.

Anúncios

AGORA QUE OS COXINHAS VÃO EXPELIR MAIS COLESTEROL! A EDITORA BOITEMPO VAI PROMOVER CURSO SOBRE MARX E ENGELS NA PERIFERIA DE SÃO PAULO

Junho 25, 2015

 

0473883f-3a7a-4c64-94c8-b6401ffdddbcNos desfiles nazifascistas promovidos pelos coxinhas de São Paulo havia toda forma grotesca de irracionalidade usada como expressão de quem nem precisa se expressar por ser tão óbvia. Formas delirantes lançadas como bumerangue: em direção a Dilma com volta sobre os próprios coxinhas.

Entre esses delírios havia os que pediam a volta da ditadura militar e a condenação do método do educador transformador Paulo Freire: A Pedagogia do Oprimido. Os cartazes afirmavam que Paulo Freire era marxista. Lógico que os que afirmavam mostravam que não tinham nunca lido Marx. Por dois evidentes motivos: não sabem quem é Marx, e não tem elementos epistemológicos para entendê-lo. 

Agora, a forma se obscureceu, a linha tremeu e o plano ficou mais vazio para os coixinhas. A Editora Boitempo em parceria com a Secretaria de Cultura de São Paulo, do prefeito Fernando Haddad vai promover na periferia cursos de introdução as obras e vidas de Karl Marx e Friedrich Engels. Colesterol vai espirrar.

Com data marcada para os meses de setembro e outubro o primeiro encontro se dará no Centro Cultural da Juventude da Zona Norte. Para realização da singular iniciativa estão convidados os intelectuais, o cineasta Felipe Bragança, a socióloga Silvia Viana e o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o filósofo Guilherme Buolos.

A Editora Boitempo que realiza seus 20 anos de grande difusão cognitiva e afetiva ao publicar autores e autoras singulares que escapam da segmentaridade dura da expressão burguesa dominante, já realizou um seminário com personalidades nacionais e internacionais com o tema fundamental para a pós-modernidade: Cidades Rebeldes.

“A editora está organizando uma série de eventos no segundo semestre para comemorar seus 20 anos e um dos planos é organizar uma nova edição do Curso Marx e Engels, junto com a Secretaria Municipal de Cultura.

Muitas vezes pensamos no que não queremos, mas pensar o que queremos concretamente, pensar utopias e uma cidade construída por afirmações é um grande desafio e esses eventos vão no sentido de responder a esse desafio.

Temos o entendimento que organizar eventos inclusivo, democráticos e agregadores é importante para promover o pensamento crítico, sobretudo porque é uma forma de ocupar o espaço público”, observou Kim Doria, representante da editora.

O evento toca dolorosamente nos coxinhas e excita suas invejas e ódios que lhes deixam mais inferiorizados. E o pior, para eles, é que colesterol de coxinha não serve para reciclar.

FRANKLIN MARTINS, SINGULAR E ENGAJADO JORNALISTA, LANÇA LIVRO QUE MOSTRA QUE A MÚSICA “QUEM FOI QUE INVENTOU O BRASIL”.

Junho 23, 2015

e2d98028-6eec-4665-8329-01f98a409d10Franklin Martins é daqueles jornalistas singulares difícil de encontra no Brasil dominado por analfabetos-profissionais midiáticos submissos as grandes corporações da comunicação que representam e defendem o capitalismo de mercado. A ditadura da comunicação calculista que só calcula o domínio do capital sobre a informação necessária para a criação da democracia real. Entre esses corpos-monopolistas encontram-se a Rede Globo articulada com os jornais Folha de São Paulo, Estadão e o Globo, além das revistas Veja, Época e IstoÉ. Orquestra reacionária sempre em atuação prospectando o fim dos governos populares como de Lula e Dilma. Franklin Martins é odiado por essas mídias, principalmente pela Rede Globo por ser ele um defensor da democratização da comunicação tudo que a Rede Globo não quer para continuar mantendo o monopólio.

Articulista, romancista, crítico e ex-ministra das Comunicações do governo Lula, além de, no tempo da ditadura civil-militar, ter sido preso por suas posições contrarias ao regime de exceção, ele realizou um profundo estudo sobre a música brasileira que vem desde o ano 1902 até os dias atuais onde a música aparece como reflexo da realidade política do Brasil.

slideriii1-1000x500A pesquisa começou em 1997 tomando maior folego a partir de 2000. Para ele o livro é uma grande reportagem. Na verdade, um trabalho jornalístico já que o autor não é músico e muito menos historiador. Franklin Martins, todavia, afirma que foi a política quem emprestou o espírito para a criação da obra.

“Eu o definiria como uma grande reportagem. Eu não sou um musicólogo, eu não sou um historiador, não sou um especialista em música, não troco nenhum instrumento, embora goste muito de música. Fui criado num ambiente com forte presença da música. Sou filho da luta contra a ditadura militar e resistência cultural fez parte dessa luta. Na minha adolescência eu estava ouvindo samba, MPB, indo a shows.

A motivação principal, então, veio da política, não da música. Tanto que comecei a fazer isso num site sobre política, mas a música tem uma dimensão própria, que eu procurei mostrar. Ela não é mero reflexo da política, é fruto também da dinâmica da produção cultural. Não se trata de música engajada. A música brasileira geralmente não é engajada, no sentido de ser uma atividade militante, embora em alguns momentos tenha assumido essa natureza.

Ela é muito mais expressão de algo interessantíssimo: desde o início a música popular no Brasil vai se embicando no sentido de produzir uma crônica da vida brasileira. Uma crônica em todos os sentidos: cultural, comportamental, econômico e também político”, mostrou o jornalista.

O livro “Quem Foi Que Inventou o Brasil”, uma trilogia, é uma publicação da Editora Nova Fronteira. A obra possibilita ao leitor não somente entrar em contato com os movimentos musicais que marcaram épocas, mas também conhecer fatos da história brasileira que os livros escolares não mostram.

DESMILITARIZAÇÃO DA POLÍCIA E DA POLÍTICA: UMA RESPOSTA QUE VIRÁ DAS RUAS, DE GIVANILDO MANOEL E OUTROS AUTORES

Junho 17, 2015

ca70c321-37ea-4f8d-8819-88e2712f1a6eQue se encontra desvirtuada a função da polícia, que ela vem agindo com inconfundível violência, principalmente contra as populações mais desassistidas como os negros, que ela não reflete um comportamento institucional baseado no princípio cívico, que ela, em sua atuação, mostra o objetivo do Estado com sua política de segurança, isso a maior parte da sociedade brasileira sabe. Mas, qual seria a linha de corte dessa situação incompatível com a segurança real em sociedade? O que se pode fazer para se acreditar que é possível uma polícia verdadeiramente urbanizada e humanizada, nos princípios da alteridade, respeito e cidadania?

São questões levantadas pelo livro Desmilitarização da Polícia e da Política: Uma Resposta Que Virá das Ruas, do escritor e jornalista Givanildo Manoel junto com outros autores que pensam o tema desde as manifestações de junho de 2013 e se comprometem, pelo menos, denunciá-lo. Uma obra de forte interesse social, político e jurídico será lançada em todo o Brasil, mas com data marcada para o dia 25 de julho na Praça Benedito Calixto no projeto Autor na Praça.

De acordo com o autor, a Polícia Militar de São Paulo mata mais que todas as polícias dos Estados Unidos. Para ele o processo de criminalização só faz é aumentar a população carcerária constituída de jovens entre 18 e 29 anos moradores das periferias. Givanildo afirma também que o conceito de segurança propagado pelo o Estado não passa de uma política de repressão. Givanildo mostra no livro que a repressão é maior nas regiões periféricas e quase nenhuma nas áreas consideradas nobre como nos Jardins. O que confirma que o policiamento é classista e não comunitário. Tem forte elemento econômico herdado ainda no período da colonização do perverso capitão-do-mato.

“O Estado está construindo uma forma de funcionamento que é imprescindível a violência policial. É preciso refletir sobre a forma que se organizam as forças de repressão, que não deveriam funcionara da forma que funcionam.

A ideia para elaboração do livro surgiu após as manifestações de junho de 2013 quando houve uma exagerada violência policial. Foi o mais amplo possível. Não é um livro que tem um olhar só. É um livro muito amplo que expressa diversos olhares da violência do Estado”, expressou Givanildo Manoel.

Agora, é só espera o lançamento e cair de olhos, cognição e indignação.

JORNALISTAS LIVRES REALIZAM FESTA-SHOW PARA LANÇAMENTO DE SUA REDE

Maio 20, 2015

image_largeCom as participações dos artistas Rico Dalasan, Flora Matos, Tássia Reis, Slim Rimografia, Vj Suave, Fola Kemi, Yvison Pessoa, do Quarteto Branco e Preto, Akiles, do Projeto Nave e Sandro Boreli, do Dança Contemporânea, os Jornalistas Livres realizam no domingo, dia 24,o lançamento de sua rede que defende um jornalismo crítico, atuante e independente.

O que é a rede de Jornalistas Livres? É fácil de entender. Olha só moçada-esquiza. Breve lembrança: o psiquiatra-filósofo Felix Guattari, também pensava como esses jornalistas contra a ditadura das mídias-capitalistas. Jornalistas Livres é um devir-comunicacional que tende a produzir fora das linhas duras firmadas pelo modelo paranoico do buraco-negro representado pelas mídias-acéfalas, um jornalismo-vivo em que a linguagem seja sempre um conjunto de fluxos de códigos que auxiliem na desestruturação da comunicação-estratificante. Sacou? Fácil. Não?

Para atualizar e realizar esse processual-comunicacional a rede Jornalistas Livres é compostas pelos corpus cinegrafistas, repórteres, coletivos de mídias, artistas, editores, fotógrafos, todos que segregam fluxos comunicacionais libertatórios.

E quando a ideia de criar a rede Jornalistas Livres? Também fácil de responder e entender. Vamos nessa! Era dia 13 de março, desse ano, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e os movimentos sociais realizavam manifestações, e a direita com seus nazifascistas, no dia 15, também se exibia na Avenida Burguesa Paulista. A proba, inteligente e corajosa jornalista Laura Capriglione, juntos com outros jornalistas, ao perceber o que estava ocorrendo intuiu a necessidade da criação da rede.

“A gente sabia que a mídia tradicional ia fazer de tudo para ‘inviabilizar’ a passeata da esquerda e dos movimentos sociais, e ia fazer de tudo para ‘glamurizar’ o ato do impeachment, do golpe, da intervenção militar, como de fato, fizeram”, afirmou Laura.

Como estavam presentes mais de 80 jornalistas e comunicadores independentes do ódio e da sede de vingança, a rede começou a tecer suas linhas produtivas cujos objetivos é “um jornalismo humano, humanizado e humanizador”. Mas não humano, demasiado humano, como diz o filósofo Nietzsche.

E quais são os principais conteúdos das matérias que os Jornalistas Livres vão conceber? Também é muito fácil de entender basta fazer a leitura de um trecho do manifesto apresentado pelos engajados jornalistas. Vamos lá!

“Defendemos uma imprensa independente, inclusiva, crítica, pluralista e desafiadora dos clichês e preconceitos, baseado na colaboração de comunicadores que se indignam com a naturalização do genocídio da população negra, pobre e periférica, com a humilhação e assassinatos a que são submetidos membros da comunidade LGBT, com a  negação da existência de índios e quilombolas; com a desigualdade e com as injustiças”.

Diante da magnitude e importância do lançamento do devir-jornalista, já confirmaram presenças os deputados Jean Wyllys (PSOL/RJ) e Jandira Fegalhi (PSdB/RJ), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo, Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, Levante Popular da Juventude, Liga do Funk, Nação Hip Hop, Movimento dos Atingidos Por Barragens, Barão de Itararé, Intervozes, Associação Brasileira LGBT, Periferia em Movimento, Fórum Nacional pelo Direito à Comunicação entre outros.

Se você tiver como ir e gostar, vá lá! 

MOUZAR BENEDITO, GEÓGRAFO E JORNALISTA, LANÇA SEU LIVRO “PARA ENTENDER O BRASIL, O PAÍS DO FUTEBOL”

Junho 26, 2014

Foi lançado ontem, dia 25, no Estádio do Pacaembu, na Praça Charles Miller, o livro “Para Entender O Brasil, O País do Futebol”. Escrito, em português e inglês, o livro conta-mostrando as características das 12 cidades que são sedes das partidas da Copa do Mundo de 2014.

O livro de autoria do geógrafo e jornalista Mouzar Benedito tem, segundo o autor, a finalidade de desmistificar o falso entendimento que algumas pessoas têm sobre a realidade cultural dessas cidades sedes da realização das partidas. Para ele, esse falso entendimento é um estereótipo carregado por estrangeiros e muitos brasileiros.

Em um dos exemplos, ele explana sobre Manaus. Uma capital que muitos acreditam que é uma aldeia habitada por índios. O que não é. É lógico, que essa é a visão do autor, mas para quem mora aqui em Manaus, como nós desse blog afinsophia.com, dada a realidade perversa que os governantes impuseram a Manaus, seria mais satisfatória que Manaus fosse uma aldeia habitada por indígena.

“Um brasileiro que nunca foi a Manaus – eu vi várias vezes quando eu fui para lá – acha que quando chegar vai encontrar uma grande aldeia indígena, mas é uma cidade moderníssima”, disse Mouzar Benedito.

Quando o escritor, Mouzar Benedito, afirma que Manaus “é uma cidade moderníssima” e, que, tem até “poetas”, é preciso levar em conta as devidas proporções. O que é moderno para ele e o que são “poetas”.

Alguns condomínios das classes financeira dominante nas áreas mais valorizadas, dois grandes Shoppings, O fausto do Teatro Amazonas, mas na verdade a arquitetura simbólica da opressão sobre os povos indígenas, a imensa maioria da população da cidade subvivendo nos bairros pobres com falta de água, luz, transporte coletivo, assistência médica que se não fosse à política de saúde do governo federal seria pior, alto grau de violência, desemprego, falta de entretenimento público, entre outros sintomas que ferem a dignidade humana?

Necessidades básicas da população que devem ser atendidas pelas administrações públicas do município e do estado, e não esperar pelo governo federal, o que não é de sua obrigação.

E os ditos poetas que sempre estiveram ligados aos governos reacionários que há trinta anos dominam o estado e a capital, com poucas exceções? Poetas ‘moderníssimos’ que não liberam as “palavras segundo seus sentidos, mas as encadeia segundo as figuras da linguagem”, e muito menos sabem que a República não precisa de poeta, como diz o filósofo Baudrillard.

 Mas, entendemos o que quer dizer o geógrafo: Manaus não é uma grande aldeia indígena”, tem até poetas. O que seria um tema mais para a antropologia analisar, por que Manaus não é “uma grande aldeia indígena”? 

OS ESCRITORES BERNARDO KUCINSKI E ÍTALO TRONCA LANÇAM A OBRA: “PAU DE ARARA: A VIOLÊNCIA MILITAR NO BRASIL”

Abril 24, 2014

Hoje, dia 24, o jornalista, escritor e professor da USP Bernardo Kucinski, que foi perseguido no regime militar e teve sua irmã assassinada pelo mesmo, e o escritor Ítalo Tronca, lançam a obra Pau de Arara: A Violência Militar no Brasil. Trata-se de um livro que aborda a violência contra os direitos humanos no Brasil durante a ditadura militar que assolou o país entre os anos de 1964 e 1985. O livro também analisa o poder econômico na época além de apresentar documentos que afirmam o início da prática da tortura.

Há algo de muito importante histórica e politicamente nessa obra. Foi o primeiro livro a mostrar no exterior que o regime militar usava da tortura para calar os presos ou pessoas que manifestavam contra a ditadura. Seus autores lançaram a obra no ano de 1970, na França, e, em 1972, no México. Outro signo importante na obra: para que seus autores tivessem suas vidas resguardadas, seus nomes foram ocultados. Na introdução do livro lançado no país do filósofo da liberdade Sartre, os autores mostram suas preocupações com o futuro da sociedade brasileira sobre o regime de exceção.

“…levando em consideração as dificuldades inerentes a este tipo de obra, é possível que o texto apresente pequenas imprecisões. Será necessário esperar muitos anos antes de termos um quadro completo dos crimes cometidos pela ditadura atualmente no poder”.

O lançamento da obra inédita no Brasil é de autoria da Fundação Perseu Abramo. Nessa edição brasileira, os autores são apresentados de maneira fiel ao que representam como personagens que lutaram contra o regime opressor. Ela apresenta, ainda, uma homenagem ao jornalista Eduardo Merlino, preso, torturado e assassinado no DOI-Codi, em 1971.

 

PROJETO IMAGENS DO POVO MOSTRA UM MUNDO QUE AS FORÇAS DOMINANTES QUEREM NEGAR

Abril 23, 2014

Tudo começou quando João Ripper, artista de grande acuidade visual/política e talento e profundo observador das existências das comunidades mais desfavorecidas, em 2004, foi convidado pelo Observatório de Favelas, para fazer algumas fotografias da Favela da Maré. Durante a realização das fotos, João Ripper, foi fazendo amizade com os moradores e descobriu o grande interesse por fotografia. Daí, não deu outra: ele iniciou um curso de fotografia. Em maio de 2004, foi formada a primeira turma composta por 22 alunos/fotógrafos.

Em 2006, aumentou a carga horária do curso e João Ripper convidou, para trabalhar com ele, o professor de fotojornalismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dante Gastaldoni, para ser o coordenador acadêmico do curso.

“Naquele ano eu estava completando 30 anos de magistério e o curso foi um presente. Fiquei encantado com a receptividade. Aqui há uma desorganização criativa, uma liberdade, que não se encaixa nos cânones do sistema de créditos. O projeto tem pulsação própria, a sensação de pertencimento que há aqui não existe na universidade.

Mesmo com essa desorganização criativa, temos critérios firmes. Ao final do curso, cada aluno apresenta um projeto e é avaliado por uma banca. Se o processo avaliativo não fosse sério, não teria a chancela de universidades federais”, observou Dante.

Antes os certificados eram emitidos pela Universidade Federal Fluminense (UFF), agora é pela UFRJ. Uma das grandes realizações do projeto é a criação dos Educadores em Fotografia. Os alunos formados são responsabilizados para ministrar oficinas. A importância dessa experiência é testemunhada por Ratão Diniz, educador-fotográfico formado pelo projeto cuja tese defendida por ele foi o grafite.

“Tem a ver com a democracia, com direito à comunicação, a mudança do olhar. Por isso, não gosto de dar aulas se perceber que o trabalho não vai ter continuidade. Tenho planos de fazer uma viagem pelo interior do Nordeste fotografando, mas também ensinando a fotografar. E planejo deixar a câmara quando for embora de cada cidade”, observou Ratão Diniz.

Para quem pode vivenciar as fotos que revelam Imagens do Povo, dos artistas que fazem parte do projeto, é só dá uma chagada no Rio. As imagens mostram situações das populações ricas em dignidade, beleza, inteligência, sensibilidade e, acima de tudo, vontade de construir uma existência humanizada.   

“AMAZÔNIA EM CENA” OBRA DE SELDA VALE E EDINEY AZANCOTH SOBRE A HISTÓRIA DO TEATRO NO AMAZONAS SERÁ LANÇADA AMANHÃ

Março 26, 2014

amazonia em cena

Amanhã, 27, Dia Internacional do Teatro, estará sendo lançada a obra “Amazônia em Cena” da socióloga e professora da Universidade do Amazonas (UFAM), Selda Vale e do filósofo-ator, Ediney Azancoth. A obra é o terceiro volume da História do Teatro no Amazonas e apresenta o movimento teatral da década de 70 até os dias atuais.

Como se trata do movimento teatral no Amazonas na década mais cruel da ditadura militar que foi instalada no Brasil entre os anos de 1964 e 1985, o livro em si é muito representativo. Nele é possível encontra material e entrevistas com os membros participantes do Grupo de Teatro Universitário do Amazonas (GRUTA) que foi uma das resistências durante o triste período que cercou as liberdades. O Gruta tinha como tema básico de suas encenações o método do Distanciamento do teatrólogo alemão Bertolt Brecht.

Os autores mostram algumas peças encenadas pelo Gruta, e alguns casos em que ele sofreu censura em seus trabalhos. Com exemplos cômicos quando da censura à obra O Novo Othelo de Joaquim Manuela de Macedo. Uma comédia com traços da comédia europeia. Nada de subversivo. Além de fatos relativos ao teatro, os autores também narram perseguições sofridas por alguns membros do grupo teatral que tinha a política como seu devir-dionisíaco-cênico.

Também são encontradas indicações sobre o Grupo de Teatro Chaminé dirigido pelo engajado e insigne jornalista-ator Mário Freire. Ele um diretor-ator com início de atuação em Goiânia. Os trabalhos do Grupo Chaminé também apresentaram comédias e trabalhos da poetisa Cecília Meireles e Chico Buarque.

Outro grupo que é apresentado pelos autores é a Companhia Vitória-Régia dirigida pelo talento artesão Nonato Tavares. A Companhia Vitória-Régia se dedicou mais aos temas de cunho regional. Nonato Tavares também é um dos iniciadores do movimento ecológico em Manaus.

Breve sinopse.
Fato: Lançamento da obra “Amazônia em Cena”.
Autores: Selda Vale e Ediney Azancoth.
Quando?: Dia 27/3/14.
Tempo: 19 horas.
Onde?: Livraria Valer.

 

DVD E Bluray de Bob Dylan é lancado e vídeo exclusivo é postado

Fevereiro 15, 2014

unnamedO clássico Bob Dylan’s 30th anniversary concert, show que comemorou os 30 anos de carreira de Dylan em 1992 está sendo lançado em DVD e BluRay.

O primeiro álbum de Dylan de 1962, cujo a imagem está abaixo, já mostrava o jovem de 21 anos com sua boina e um violão elétrico nas mãos. O disco cujo nome era o próprio Bob, trazia grandes músicas dylanianas comoYou’re No Good,  Pretty Peggy-O,  Highway 51,  play 9. Baby, Let Me Follow You Down e a bela versão de House Of the Risin’ Sun.

5701832_167

Em comemoração o jornal The Guardian colocou um vídeo “exclusivo” em HD do show com a música My Back Pages. Como por questões tecnológicas o vídeo não pode ser postado colocamos no fim do post um vídeo do youtube com a mesma música e mesma filmagem só que com a resolução normal.

O concerto deixou o palco cheio de grandes nomes do folk e do rock como Roger McGuinn, Tom Petty, Neil Young, Eric Clapton & George Harrison. No vídeo ainda há um extra com Knocking on Heaven’s door.

O DVD/Bluray estará disponível no dia 3 de março, mas já pode ter sua pré-venda pela Amazon.