Archive for the ‘Perifas’ Category

Pelos muros da perifa a poiesis racha a dureza produzida

Fevereiro 24, 2014

1794599_599750710104350_212287445_nFoto de Sérgio Vaz e da Cooperifa

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Discussão e exibição de documentário sobre grafite com a participação de Criolo no GrajaúEx

Janeiro 25, 2014

O Grajaú(Ex) com sua moçada  espertex receberá amanhã (26x) às 18 hrs, o cinemex “Cidade Cinza”, um documentário que fala sobre a produção do grafite em São Paulo e o movimento pixo/grafite/arte apagado por ordem do poder. No cinema por “engano” a prefeitura apagou um mural na 23 de maio com 700 m2.

O evento acontece na Casa de Cultura Palhaço Carequinha é promovido pelo CineClube da Comunidade contará com uma conversa ao fim da projeção com os diretores do doc. Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo, e com um dos autores da trilha, o rapper Criolo. Como o evento é de nois pra nois a entrada é nois.

No cinema vemos um pouco da trajetória também dos grafiteiros Os Gêmeos, Nina e Nunca que são conhecido em galerias, avenidas e becos de todos o mundo.O evento também trará debate com os educadores Mauro e Wellington Neri e o grafiteiro Nunca. É só tomar o trem até a Estação Grajaú onde a artex mostra quem ex.

Ato contra o genocídio de negros e periféricos marca aniversário da cidade onde não existe amor

Janeiro 24, 2014

Enquanto a direitaça, a mídia reacionária e a classe média ignara “comemoram” a morte do molecote  Kaique Augusto Batista não ter sido (será?) um assassinato homofóbico feito por skinheads ou pelos fardados, centenas de jovens estão sendo escorraçados, assassinados, desumanizados pela polícia, pela segregação espacial, pela moral desumana burguesa e pelo engendramento deste holocausto urbano.

Mas sabemos que os manos e minas das quebradas se organizam e não se calarão nunca frente a esta realidade. Por isto, amanhã (25), no aniversário da maior cidade da América Latina ou São Paulo, não há nada a se comemorar e sim criar novos laços e fluxos para que esta realidade constituída há quase meio milênio pelos que se consideram donos da cidade, ditadores de sua realidade (hoje representados pela classe média alienada, pela Fiesp, pela Daslu, a “minoria branca” e pelos novos “barões”) seja dissolvida e possa brotar novas formas de percepção. Ou como diz o rapper Criolo Doido, é a cidade onde não existe amor. É por isto que a periferia organizada pelo Movimento Contra o Genocídio do povo preto organiza um encontro contra o genocídio da juventude preta, pobre e periférica.

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O ato começará às 09 horas, na Praça da Sé, centro de São Paulo, e se estenderá durante todo o dia na luta pelo fim do racismo institucional do estado brasileiro. “Enquanto a PM por meio do Estado e dos playboys agem na calada ou na caruda, muitas mães sofrem, seja pela humilhação da revista vexatória nos presídios ou pela dor incondicional do luto”, diz o documento de convocatória do ato.

O documento ainda responsabiliza o estado pelo contínuo e interminável genocídio dos negros e dos povos autóctones (conhecidos como índios) que representam uma boa parte da nossa matriz cultural: “Porém, juntamente com a elite branca o pagamento e o reconhecimento dessa dívida estão sendo efetivado da pior maneira possível, com a continuação do tratamento colonial, inclusive com TORTURAS e as piores condições insuportáveis para sobrevivência dess@s sofredor@s”.

O ato será até as 18 horas e rappers integrantes do Fórum de Hip Hop H2O SMP de São Paulo também se apresentarão na manifestação.

Leia abaixo ou aqui, a convocatória completa

 

2° ATO: “SP 2014 – 460 ANOS DE GENOCÍDIO DA JUVENTUDE PRETA, INDÍGENA, POBRE E PERIFÉRICA”
André Luiz
 
No aniversário da cidade de São Paulo, dia 25 de janeiro vai acontecer o 2° ATO: “SP 2014 – 460 ANOS DE GENOCÍDIO DA JUVENTUDE PRETA, INDÍGENA, POBRE E PERIFÉRICA” ele será realizado pelos movimento sociais do comitê Contra o Genocídio da Juventude Preta, Pobre e Periférica. Durante nove horas , 9h às 18 h, em frente a catedral da Praça da Sé, serão apresentadas as pautas de revindicações dos movimentos sociais e também apresentações artísticas de rapper´s do Fórum de Hip Hop MSP. Todas as ações tem como tema a luta contra o racismo institucional brasileiro e suas consequências na juventude preta, pobre e periférica.
A cidade de São Paulo é a capital do Estado onde mais pessoas são presas (174.060 em 2011),ANUÁRIO BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA 2012, e morrem (4.194 homicídios dolosos) no Brasil, onde temos o maior número de adolescentes cumprindo medida socioeducativa, altíssimos índices de mortalidade infantil, precarização do acesso à saúde, o processo de genocídio tem início com o extermínio em massa das inúmeras comunidades indígenas em nome do dito progresso civilizatório.
Com o avanço da exploração da escravização de africanas(os), foram deixadas sequelas que até hoje sentimos na pele, sendo que a suposta abolição isentou o opressor e jogou a maioria da população aos piores índices de sobrevivência, “..no conjunto da população residente nos 226 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, calcula-se que a possibilidade de um adolescente preto* ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior
em comparação com os brancos” PRVL – PROGRAMA DE REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA LETAL CONTRA ADOLESCENTES E JOVENS. 2010. Disponível em: <http://prvl.org.br/>. O racismo institucional, aquele praticado por governos e órgãos públicos, é uma realidade percebida cotidianamente.
 
As exigências principais do ato são respostas do poder público quanto:
  1. Encarceramento em massa
  2. Ausência de Procedimentos de informação, preservação e guarda de objetos e roupas em hospitais ao receberem pessoas baleadas em conflito com policias.
  3. Ausência de Indenizações e apoio a familiares e vítimas fatais ou não, quando provocadas por agentes do Estado.
  4. Ausência de Investigação, apurações e processar de agentes do estado participantes de grupos de extermínio no estado de São Paulo.
  5. Ausência ao Acesso à informação e produção de dados da segurança pública
  6. Ausência de Elucidação das chacinas e mortes com punição aos policiais envolvidos
  7. Ausência Comissões mistas para desenvolver propostas para a redução da letalidade policial
  8. A não retirada dos autos de resistência (aprovação da PL 4.471/2012)
  9. Falta de garantia de segurança para a denúncia
  10. Ausência de Autonomia do IML
  11. Não Independência e fortalecimento da Ouvidoria da Polícia
  12. Falta Demarcação e homologação das terras indígenas com novos limites
  13. Ausência de Serviços de saúde e água tratada nas terras indígenas.
  14. A não Efetivação dos canais de diálogo com os povos indígenas no que se refere às terras indígenas sobrepostas a parques estaduais ou unidades de conservação.
  15. Não aprovação PEC 215, que transfere do Executivo ao Congresso Nacional a função de demarcar terras indígenas.
  16. PLP 227 que autoriza a exploração em terras indígenas por grupos econômicos privados.
  17. O estado militar e a resistência quanto a desmilitarização das polícias e da política
COMITÊ CONTRA O GENOCÍDIO DA JUVENTUDE PRETA, INDÍGENA, POBRE E PERIFÉRICA.
*PRETO, SUBSTUTUÍDO PELO ORIGINAL NEGRO NO TEXTO- Considerando que o Hip Hop difere do movimento negro tradicional e que “O termo ‘preto’, difundido pelos adeptos do Hip Hop, é a adoção traduzida de ‘black’, palavra utilizada por décadas pelo movimento negro estadunidense. Já a rejeição que eles fazem do ‘negro’ deve-se ao fato de que nos Estados Unidos esta palavra origina-se de ‘nigger’, termo que lá tem um sentido pejorativo”, e que esse ‘preto’ é uma categoria que responde por todo ser marginalizado, o que extrapola a fase vanguardista do movimento negro.
 
Serviço:
Rapper Pirata – Fone: 98216 2160
Xico Bezerra – Fone:999099580
Miguel – Fone: 981440473

 

PARTEUM, POTENCIAL 3, RASHID E MC KAMAU EM NOITE DE CULTURA LIVRE. DÊ UM ROLÊ!

Janeiro 22, 2014

1536462_443724292420959_1526057050_nTá afim de dar um rolezinho para curtir a moçada e ainda mostrar o valor de ser favela, de ser das quebradas? Com apoio de mais de 100 entidades como a Uneafro-Brasil e o Círculo Palmarino “à juventude negra, pobre e das periferias da cidade de São Paulo, pelo direito à circulação e a expressão de sua arte e cultura”, a moçada vai mostrando sua cara e ocupando seus espaços.

E neste sábado no Parque Ecológico do Tietê em São Paulo, a partir das 14 horas, o som cabuloso vai rolar com MC Kamau, Potencial 3, Rashid, Max BO, Parteum e Lurdez da Luz. Fiz um role por aí pra saber como é, conhecer, fui a pé, de busão, de avião, a milhão, devagar aprendi… Solto o som família !!!

12 ANOS DO SARAU DA COOPERIFA: ARTE PERI(FÉ)RICA EM FESTA

Janeiro 17, 2014

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Vídeoclipes de rappers da zona sul de SP serão exibidos neste domingo (1) no Grajaú

Dezembro 20, 2013

Projeto Graja na Cena – Existir, Resistir e Transmitir – tem o objetivo de fortalecer a produção cultural do hip hop da região; evento começa às 17h, no Ceu Navegantes

do Periferia em Movimento

No próximo domingo (01), às 17h, o projeto Graja na Cena – Existir, Resistir e Transmitir – apresenta os videoclipes produzidos ao longo de 2013 com artistas do hip hop da região do Grajaú, zona sul de São Paulo. Os grupos em destaque são: Xemalami-Xeque Mate La Misión e Arterima e o MC Yob.

Apoiado pelo Programa VAI, da Secretaria Municipal de Cultura, a iniciativa tem o objetivo de fortalecer a produção cultural do hip hop da região, a partir de ações que ampliem os meios de criação e de difusão audiovisual de grupos de Rap.

Além dos clipes, os rappers retratados também realizam um pocket show. O evento será no Ceu Navegantes, na rua Maria Moassab Babour, sem número – Cantinho do Céu, Grajaú.

Mutirão Hip-hop Rua produz encontro para criação de Manaus

Dezembro 17, 2013

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Manaus é uma não-cidade devido a forma em que os (des)governantes se apropriam do estado como extensão de suas famílias, que constantemente permanecem governando através do poder econômico.

Porém estes (des)governantes não possuem força nenhuma sobre a potência produtora do povo quando este decide se unir para se expressar e produzir formas de relações libertadoras.

Foi isto que aconteceu no último domingo na rua ao lado do Arar do Bairro do Mutirão (Zona Leste) quando diversos movimentos e expressões como produtores culturais, grafiteiros, DJs, MCs, B-boys e B-girls, skatistas e muita gente ativa se reuniu para engendrar um encontro da arte de rua e da cultura hip-hop.

IMG_5262Organizado pelas ativistas do MariaM – Movimento Ari-Poriá Ativistas de Manaus e pelo companheiro Maranhão, o evento contou com mais de 200 presentes, começando as 14 horas e indo até o fim da noite. Nosso bloguinho esteve presente conversando com as organizadoras e aproveitando para trocar uma ideia com a integrante do grupo, Rose:

“O Coletivo Marian foi criado em 2005 com a junção de doze garotas, onde cada uma representava os quatro elementos do hip-hop: tinha as grafiteiras, as DJs, no caso eram duas na época, as MCs e as B-girl. Com isto resolvemos montar este coletivo para tentar dar visibilidade às mulheres dentro da cultura hip-hop que na época era vista só por homens, a mulher não tinha espaço no hip-hop. Hoje em dia, com a volta do coletivo somos oito e não lutamos só pelo espaço da mulher, mas para levantar o hip-hop em si em Manaus. Por que quando fazia eventos era ou só grafite, ou só break, ou só MC e por isto estamos querendo voltar com eventos para levantar os quatro elementos: b-girls, grafite, MCs e DJs. E este evento hoje foi para mostra que em Manaus o rap é muito visado, ele é amplo e queremos unir os quatro elementos com força total. E buscamos que as pessoas vejam que no Amazonas e principalmente em Manaus, os grupos de rap são muito bons, assim como tem muito grafiteiro bom mesmo não tendo muito espaço para eles. A gente convidou 11 grafiteiros para pintar, mas só apareceram cinco, o resto foi o pessoal que veio com seu material na possibilidade de ter espaço pra eles pintarem e a arte deles é bonita. Grafite não é marginalização, é rua e queremos mostrar que na rua tem arte, que no rap tem poesia. Por isto não é só mostrar que o Marian tá voltando mas unir os quatro elementos. É a união pois somos uma família, e a rua junta a gente nesta família que a gente quer esclarecer” Rose do MariaM

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Desde cedo a moçada do grafite e do bomb colou junto aproveitando a tela cabulosa que o muro do Arar propicia e mandaram seus traços esquizos, mostrando que a arte de Rua tem valor.

A produção do grafite atravessou a noite e contou com artistas de rua de ótima qualidade que mostraram que Manaus produz arte no grafite que é tão boa como em outros cantos. Alguns grafiteiros da antiga estiveram presentes também para prestigiar e acompanhar a moçada que está chegando.

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Grafite do companheiro Mega já finalizado

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E como o movimento foi organizado para mostrar que o grafite feminino possui uma potência singular e tem um impacto muito mais transformador, houve a presença de diversas grafiteiras como Kisy, Ami, Anie, Rosa etc.

Conversamos com a grafiteira Ana Paula que aparece na foto acima junto a seu cachorrinho grafitado dedicado a seu filho Iago nos falou um pouco sobre a importância do evento e da união da moçada do hip-hop.

“O evento aqui do Mutirão está sendo um grande espaço como sempre. Todo evento aqui é uma grande porta aberta pra arte de rua, pro grafite, pro bomb, pro rap, DJ, mc, break. Espero que continue acontecendo mais eventos que possam abrir mais portas para gente poder demonstrar nosso trabalho, o que a gente é capaz. Falam que o grafite é uma arte vandal, é uma arte proibida, mas não, se a pessoa parar pra perceber os grandes pintores usavam as telas e a gente usa o muro pra expor nossos trabalhos. Continue, vandalismo, grafite e é nós.” Ana Paula

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E a festa foi rolando com a presença de diversos DJs Sanci, Carapanã, Bené que mandaram um som para a moçada que trazia toda a cultura de rua com o rap e similares. O som das quebradas foi juntando toda família que logo

E teve o som do rap de Angola, de Manaus, do Nordeste e de todo o Brasil que saia das caixas pelos dedos nas pickups e equipamentos dos DJs.

E no fim da tarde começaram a rolar as apresentações do rap manauara com a moçada da Renúncia Pessoal, Reação MC (foto Abaixo) e Conexão Zona Norte.

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Nosso bloguinho conversou com a moçada do Conexão Zona Norte, grupo formado por Bira M.C., Base M.C., Nego Rasta, Blaster e Dj Sanci. Eles mandaram um grande salve a toda moçada do hip-hop e rap de Manaus, contando sobre a sua história e sobre o evento.

“Há 4 anos, em 2008/2009 a gente entrou no rap para resgatar a cultura de rua e a gente acabou gostando. Quem começou a parada do Conexão foi o MC Bira e o Base. Estamos aqui pra mandar um salve para toda rapaziada, é o Conexão Zona Norte, Mutirão, Cidade Nova, Fronteira com a Zona Leste. É uma satisfação estar colando junto com vocês da Afin e fortalecendo a cultura hip-hop para que não perca a essência, por que a cultura hip-hop sempre está presente na periferia junto com todo mundo daqui: o tiozinho da padaria, o borracheiro e toda esta rapaziada, por que a cultura hip-hop veio da rua e sempre vai ser da rua. Por isto este evento mostra a união de toda rapaziada da rua. Salve! Nosso som é bem quebrada mesmo, é periferia, skate, bomb, grafite, adrenalina. Hoje vamos mandar som, rima de rua 100 porcento original, rima canibal aqui da capital, rap nacional direto de Manaus pra vocês. Pra terminar salve toda moçada do movimento hip-hop de Manaus e que esta mensagem chegue a outros estados e que aqui a cultura hip-hop ta muito forte, principalmente o rap que está fortalecendo e esperamos que pelo contato da rapaziada chegue até vocês.”Conexão Zona Norte

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Encontramos ainda o Mano Sinoé (a esquerda da foto) que participou de toda a construção do bairro do Mutirão e do movimento Hip-Hop no Mutirão e na Zona Leste. Ele contou uma parte desta história e sobre o Mutirão Hip-Hop Rua.

“Aqui no Mutirão não era asfaltado era só barro, a gente ia pegar ônibus no sexto batalhão.O Mutirão tem mais de 20 anos de história e cresci junto com os manos aqui que estão envolvido com o movimento Hip-Hop e seus elementos que começamos fazendo aqui no Mutirão. A gente não tinha espaço mas no Arar a Dona Anália e o Braguinha deu um grande apoio. Na época era o Mano Vagner, Cabeça, o Mano Cross, o Mano David, o Base, Igor Cabeça,  o Bruno, o Mano Rasta, Mano Azul, Mano Deri,  Mano Bira, Baron, o David Down, o Mano Bill, Mano Pulga, e muitos moleques daqui mesmo como Mococa, o Cabecinha, todos formamos uma família. Nós fizemos um projeto em 2001, entregamos pra Dona Anália , foi aprovado o projeto no planejamento do Arar e fizemos o primeiro Exporua dentro do Arar. Aí liberaram pra nós seis microsistens pra sortearmos, liberou tinta, jogo de cama, brinquedo, boneca pra criança. Foi um projeto de interação, mobilização e consciência através da arte, música e do esporte. A gente já teve professor de basquete de rua, a bike, skate, inline, hip-hop com os b-boys e fizemos o 1º Exporua. Até igrejas vieram apresentar teatro. Quem colou com nós e não podemos esquecer: Mano Fino que não cobrou nada e trouxe a aparelhagem, o Mano D12 que pediu pra divulgar seu trabalho e muitos outros. Este projeto continuou todos os dias pois tínhamos uma família, juntou muita gente para aula de rap com o Mano Cross e Mano Vagner, o pessoal da Igreja Católica com a Periferia Ativa, tinha aula de grafite, arte no pano, arte na cerâmica, atividade que existe até hoje na Igreja Católica Nossa Senhora da Conceição. Ai a moçada do rap começou a aparecer. O Reação MC e Conexão Zona Norte foram pra França, passaram em Roma.Hoje está tendo um evento inédito muito especial que ta reunindo gente que está na rua faz muitos anos e que tem que parabenizar pois muitos deles saíram do nada e deu a volta por cima” Mano Sinoé

E este encontro da família Hip-hop manauara varou a noite trazendo muita alegria e união a toda a arte de rua que se fortaleceu com mais uma produção.

No próximo fim de semana o Hip-Hop de Manaus continua com dois eventos: No sábado a moçada do Grafite vai estar reunida pelo Alvorada em um grande encontro e no domingo acontece a Batalha de Hip-hop [Break] da Juventude do MHM no Centro de convivência (ARAR) do Mutirão a partir do meio-dia.

No dia 29 de dezembro haverá ainda a 2a Edição da Batalha de Fim de ano que ocorrerá no CDC do Coroado 3 com entrada a 5 reais. No mesmo dia 29 haverá das 9 às 17 horas o 165 Graffiti Action no Muro do Residencial Cruzeiro do Sul, beirando a Av. Das Torres no bairro Águas Claras com presença de moçada de responsa como Audio, Broly, Blur, Godo, Izy, Lobão, Mafia, Paradise, Radar, Tina e muitos outros. Quiser uma tela esperta é só colar.

Festival de Hip-hop embala Manaus

Dezembro 14, 2013

O hip-hop, como produção libertadora dos jovens de todas quebradas de Manaus, coloca a não-cidade em movimento com a cultura de rua trazendo os quatro principais elementos do hip-hop: dj, mc, break, grafite.

O evento realizado pelo MariaM – Movimento Ari-Poriá Ativistas de Manaus traz uma moçada envolvid@/envolvente da cena manauara. O evento que ocorrerá neste domingo (15) na Rua 44, bairro Mutirão (ao lado do Arar) a partir das 14 horas será embalado com as rimas rasgadas dos rappers da Conexão Zona Norte, Reação Mc´s, Denny ViraLata,Tassia Nami, Jander Manauara,  e a animação dos Mcs: Bia Mc, Nativos Mc´s. E não poderia faltar a presença dos DJs Carapanã, Sanci e Bené.

Na dança de rua destaque para os crews Break Monster King, Kannybal´s Crew. A moçada do grafitti tem uma moçada muito talentosa como Dina, Clair, Isi, Flor, Kenya, Rel, Hipz, Mafia, Sonekz, Mega e quem mais colar por lá.

Quem quiser multiplicar as forças e produzir uma tarde afetiva nos hip e nos hops que farão rachaduras na estrutura estanque desta não-cidade, é só chegar que a parada é loca mas com respeito e produção coletiva.

Cidade cinza: o cinemarte no Cinelaje da Cooperifa

Dezembro 8, 2013

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Helber Ladislau lança livro na Cooperifa

Novembro 28, 2013

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Ontem (27) o poiético Helber Ladislao lançou seu primeiro livro na Cooperifa. Abaixo deixamos o prefácio escrito pelo também poiético e considerado de todas quebradas do Brasil, Sérgio Vaz.

PREFÁCIO, por Poeta Sérgio Vaz

Helber não é um poeta, ele é a poesia. Esses poemas que estão aqui impressos já estavam impressos em nossos ouvidos, em nossas almas, desde quando ele começou a cravar sua poesia em nossos ouvidos.

“Estamos em pleno mar…” é isso que a gente sente quando lê os seus escritos, que estamos em plenos mar navegando e não fugindo das Galés.

Quando li ou ouvi “Antônio” pela primeira vez era como se eu também tivesse saído do trampo também e quando “Antônio” toma o tiro” sangrei também. A Poesia do Helber é física também, impossível ler sem se machucar, sem sorrir junto, sem se emocionar.

Quando escreve:

“Quero ver negros quilombolas
junto com tribos indígenas,
quero um pajé presidente,
sem coronéis em Brasília…”

Ele não está brincando, não está sendo poeta, está sendo ele mesmo. Esse “sujeito negro” guerreiro de poesia em punho que Castro Alves ficaria contente em conhecê-lo. Ironicamente falando, ninguém conduziu o poema “Navio negreiro” tão bem quanto ele.

Falando em navios, ninguém singra como ele em nossos corações.

Abrir esse livro é como içar velas num mar revolto de palavras” hoje voa sem destino aprendeu a bater asas” assim como a poesia deve ser, sem ilhas, sem náufragos, livre como pássaros.

Como um Anjo negro.