Archive for Julho, 2016

‘Não existe um projeto para o Ministério da Cultura’, diz pesquisador

Julho 29, 2016

Jornalista e escritor Rodrigo Savazoni criticou o processo de desmonte da área pelo interino Michel Temer. Na última terça-feira (26), o governo publicou a exoneração de 81 funcionários.

por Redação RBA

São Paulo – O jornalista e escritor Rodrigo Savazoni criticou hoje (28), em entrevista à Rádio Brasil Atual, o processo de desmonte do Ministério da Cultura pelo governo interino de Michel Temer, por meio do ministro Marcelo Calero, que tem adotado um conjunto de ações consideradas “incompatíveis com o que as urnas expressaram”. Na última terça-feira (26), o governo publicou no Diário Oficial da União a exoneração de pelo menos 81 funcionários ligados a diversas diretorias e instituições do órgão.

Calero argumenta que quer colocar no lugar funcionários de carreira, com o argumento e “desaparelhar” o Estado, retirando dos cargos pessoas supostamente ligadas a grupos políticos. “A gente tem que fazer um acompanhamento para ver o que esses 81 cargos vão engendrar de contratações. Quem serão as pessoas que vão assumi-los? Isso mostrará claramente que esses argumentos falaciosos são usados midiaticamente, mas no fundo eles escondem uma total incapacidade de colocar um projeto de país em curso. Não existe um projeto para o Ministério da Cultura”, disse Savazoni.

Segundo ele, artistas e grupos culturais iniciarão uma série de protestos contra a medida. “Se há um campo em que o silêncio não impera é dentro da cultura”, disse. “Eu acompanhei muito de perto o MinC, e a gente pode dizer que nunca houve aparelhamento. Quando um grupo político ganha uma eleição, tem a legitimidade de conduzir para os seus cargos de confiança pessoas que ajudaram a construir a política com ele. Agora, quando você não é democraticamente eleito, quando não acessa o poder de forma democrática, até o preenchimento dos cargos de confiança é difícil. Já passaram meses e Temer ainda está tentando preencher certas funções. Vamos ter perda de qualidade.”

Confira a entrevista.

Você publicou uma carta pública em que lamenta as 81 demissões no Ministério da Cultura, promovidas pelo governo interino e enumera alguns pontos estratégicos.

Ontem havia atividade na Cinemateca para a qual eu havia sido convidado. Decidi não comparecer e enviei uma carta à organizadora, chamada Oboré, que tinha me convidado. Em face desse momento histórico e político, entendi que minha presença não fazia sentido, até para tentar usar aquele espaço como um espaço de denúncia do que vem acontecendo naquela instituição, para que o público que frequenta possa entender. Uma das formas que o fascismo tem de se expressar é por meio da espiral do silêncio, e precisamos romper isso em todos os espaços em que estamos para que as pessoas despertem para o que está acontecendo: de forma quase clandestina medidas de caráter autoritário vem sendo tomadas por esse atual governo, ainda antes mesmo de ter sido referendado pelo processo legislativo. É um governo interino, que se inicia com a suspeita de que toda a trama que os levou ao poder foi ilegítima. Ainda assim vem colocando em prática um conjunto de ações e medidas que são incompatíveis com aquilo que as urnas expressaram. São medidas que passam a ser tomadas como se fossem um programa que teria levado ao desejo da queda da Dilma, mas não são.

Até o ex-ministro da Cultura Juca Ferreira afirmou que essas demissões comprometem a capacidade de funcionamento do ministério. Estão sendo demitidas pessoas estratégicas na Cultura, não?

As políticas de cultura no Brasil estão em estruturação. É um sistema ainda em organização, inclusive da forma como se produz cultura no país. Pode-se dizer que a área viveu períodos específicos: o de retomada do ministério, com o processo de redemocratização, a interrupção desse processo com (o ex-presidente Fernando) Collor, que destruiu o ministério e os instituições culturais; o Fernando Henrique Cardoso, com oito anos centrados nas políticas de incentivo; e o governo Lula, no qual passamos a ter um conjunto de políticas ousadas na tentativa de estruturação de um sistema de cultura no país, que se relacione com estados e municípios para atender o direito cultural do cidadão e não o interesse de artistas e grupos. Tem sido um enorme desafio, porque não se estrutura política pública do dia para a noite. Por essas fragilidades, temos casos com a diretora da Cinemateca, Olga Futema, que estava há 32 anos trabalhando na instituição. Calero tem dito que quer colocar no lugar funcionários de carreira, com o argumento de “desaparelhar” o Estado, retirando dos cargos pessoas ligadas a determinados grupos políticos. Ora, a Olga estava há 30 anos em uma instituição, é evidente que não é esse o caso.

Oswaldo Massaini Filho, que será o novo diretor da Cinemateca, não é servidor de carreira.

É incoerente. É uma discussão que eu acho absurda, que ocorre a partir da direita e com apoio de parte da mídia que é preciso reduzir o Estado brasileiro. É óbvio que a gente precisa de um Estado eficiente, capaz, que atenda os interesses da população, mas a gente precisa de um Estado nutrido e estruturado. A gente tem que fazer um acompanhamento para ver o que esses 81 cargos vão engendrar de contratações. Quem serão as pessoas que vão assumi-los? Isso mostrará claramente que esses argumentos falaciosos são usados midiaticamente, mas no fundo eles escondem uma total incapacidade de colocar um projeto de país em curso. Não existe um projeto para o Ministério da Cultura. Calero, quando foi secretário de Cultura do Rio de Janeiro, se destacava muito bem por estar aplicando políticas culturais que vinham sido desenvolvidas entre estados e municípios e governo federal. Ele conseguiu fazer pequenas adaptações, como a regionalização do orçamento, que de fato é fundamental na cidade. Ou seja, ele se destaca por colocar em prática as políticas do governo federal, muitas delas que surgiram na época do ex-ministros Gilberto Gil ou do Juca. Agora ele vem a público dizer que tudo isso é em razão de larga incompetência do governo (Dilma). É muito simples assumir sem projeto, dentro de um governo golpista. Ele foi a décima opção de Temer. É um jovem ambicioso, cheio de sorrisos e fotos no Instagram, que tem mostrado que infelizmente é um garoto de recados desse processo de desmonte do Estado brasileiro.

Mais uma informação que temos é que Oswaldo Massaini Filho é processado por estelionato. Ele parece nos autos do processo como responsável por acompanhar os investimentos da apresentadora Márcia Goldschmidt na corretora de valores SLW, onde atuou como gestor. Ela teria transferido R$ 200 mil para a corretora e o dinheiro evaporou. Segundo o Ministério Público, Massaini extraviava o dinheiro fornecendo extratos de investimentos com dados falsos para que ela não percebesse a subtração.

Esse fato ainda está sendo apurado pela Justiça. Massaini é um produtor cultural reconhecido, tem trabalhos no audiovisual, mas não conheço a presença dele dentro do debate, por exemplo, de acervo e preservação da memória audiovisual, que tem muito a ver com a Cinemateca. Não é simples gerir instituições culturais no Brasil, existe um problema histórico de falta de apoio institucional. Agora claramente se está usando a justificativa que o ministério vinha de um período de redução de orçamento para se fazer um desmonte…

Outro exemplo é o servidor José Murilo Júnior, que fez ao longo dos anos uma série de ações de cultura digital no ministério, desde a época de Gilberto Gil. Foi ele que registrou o domínio brasil.gov.br. Estava trabalhando em um software livre para reunir dados e informações sobre como funciona a cultura nos estados e municípios, para que tivéssemos uma base de dados qualificados. Era um trabalho extremamente técnico, mas José Murilo também foi um dos que estavam na lista. Queria que eles explicassem isso, porque são pessoas com perfil tecnológico e qualificado, com papel estratégico para a cultura brasileira, que estão muito longe de ter sido escolhidos por indicação política.

Eu acompanhei muito de perto o MinC, e a gente pode dizer que nunca houve aparelhamento. Quando um grupo político ganha uma eleição, tem a legitimidade de conduzir para os seus cargos de confiança pessoas que ajudaram a construir a política com ele. É uma questão que ocorre na maioria nos países democráticos. Agora, quando você não é democraticamente eleito, quando não acessa o poder de forma democrática, até o preenchimento dos cargos de confiança é difícil. Ele passou meses já desde que assumiu e ainda está tentando preencher certas funções porque as pessoas não aceitam. Vamos ter perda de qualidade.

Você prevê uma avalanche de protestos como ocorreu com o anúncio da extinção do MinC?

É o que nos resta. E a gente já tem um histórico de mobilizações. Se há um campo em que o silêncio não impera é dentro da cultura. Somos poucos, mas somos barulhentos e vamos fazer barulho.

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PROGRAMA “FALA, BURACO!” MOSTRA MANAUS A CAPITAL-BURACO

Julho 27, 2016

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Leia o diálogo entre o apresentador do programa virtual “Fala, Buraco!”, e um transeunte. Os dois ao analisarem os buracos que dominam Manaus durante décadas e que servem de cabos eleitorais para eleger candidatos, principalmente prefeitos, concluem que Manaus não é uma cidade, mas tão somente um buraco-orbital onde seus habitantes e visitantes acreditam que se movimentam e se relacionam na superfície e não suspeitam que se encontram na voracidade de sua profundidade buraco-negro.

HOMEM (Um homem se aproxima de outra que se encontra fotografando um buraco) – O senhor está fotografando esse buraco?

DSC01915DSC01919DSC01926DSC01935DSC01937DSC01938DSC01943HOMEM II – É. Eu fotografo buracos.

H – Mas para quê? Buraco é tão feio.

H II – Depende.

H – Não. Buraco é sempre feio.

H II – Nem todos têm essa opinião.

H – Não acredito que exista alguém que goste de buraco.

H II – Tem.

H – Quem?

H II – O prefeito. Se ele não gostasse de buraco ele não deixava a cidade cheia de buracos. Quando a gente gosta de uma coisa, a gente mantém. Não é.

H – É, mas buracos.

H II – Pois é, cada um com seus gostos, e gosto não se discute.

H – Então, o senhor fotografa buracos por que gosta?

H II – Não. Eu fotografo porque eu tenho um programa na internet em que os buracos são os principais personagens.

H – E qual é o nome do programa?

H II – Fala Buraco. No programa eu apresento as entrevistas que eu faço com os buracos onde eles contam suas vidas, quando apareceram, como estão se sentindo nessa prefeitura, quais seus planos para o futuro.

H – Então, o senhor tem muito material, porque Manaus é cheia de buracos.

H II – Na verdade, Manaus é um buraco só. Tem buraco da Zona Leste que se junta com buraco da Zona Norte. Tem buraco que nasceu na Zona Sul e se junta com buracos do Centro.

H – É verdade! Um amigo me contou que uma vez um cara muito lombrado, colega dele, caiu em um buraco na compensa. Quando acordo, tudo escuro, ele não onde se encontra. Olhou para sua direita e viu uma luzinha longe, e começo a andar na direção. Andou, andou, andou e quanto mais andava a luz ia aumentado. Aí, ele sentiu que pisava em uma s coisas duras, parecidas com pedaços de pau. Quando olhou bem, eram esqueletos de pessoas, correu e subiu em um buraco, que era uma sepultura. Sabe onde ele saiu? No cemitério dos índios na no fim da Nova Cidade.

H II – Semana passada ocorreu um caso parecido com este. No fim da tarde de um sábado, no Jorge Teixeira III, uma senhora cansada de tanto trabalhar, caiu em um buraco. Os moradores correram para acudi-la, mas não conseguiram: ela desapareceu. Chamaram o bombeiro, e o prefeito, para fazer onda, compareceu no local. Olhou o buraco e negou que a mulher tivesse desparecido no buraco porque o buraco tinha fundo. Uma mulher protestou afirmando que não tinha porque ninguém via. O prefeito contestou afirmando que estava vendo o fundo. Aí alguém disse se ele estava vendo o fundo que ele pulasse no buraco e tirasse a senhora. O prefeito deu uma de ‘migel’ e se mandou. Cinco horas depois a senhora apareceu no meio do palco do Teatro Amazonas onde estavam realizando uma festa às autoridades locais. Quando o diretor viu a mulher toda suja de barro, bosta e lama tentou tirá-la à força do palco. Ela se desviou e gritou que as autoridades deveriam era saber o que tinha embaixo daquele teatro. Milhares de corpos de índios e cabocos que foram mortos na construção daquela casa de vaidade da burguesia. Esse caso foi bem divulgado.

H – Saiu na TV Globo?

H II (Indignado) – Porra nenhuma! A Mulher não era globotária. Bem que a Globo tentou fazer uma matéria com ela, mas a equipe de jornalistas foi expulsa na porrada. A comunidade unida gritou palavras de ordem: Fora Globo golpista! O Povo não é bobo, abaixa a Rede Globo! A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura! Se a Globo acabar o Brasil vai melhorar! A Globo é corrupta, não tem nada de justa! Fora Globo e Leva Temer Contigo! A Globo é imoral, ataca Lula e Dilma em seu jornal! E na correria, o carro de reportagem ainda caiu no buraco.

H – Só estes dois casos mostram que os buracos formam uma família só.

H II – Exatamente. Todos os buracos são parentes. Essa relação de parentesco, e mais o gosto do prefeito, faz com eles se mantenham.

H – O senhor muitos buracos velhos, ou na sua maioria são novos?

H II – Tem muitos buracos novos nascidos nessa prefeitura, mas têm alguns velhíssimos, do tempo do vai pra porra. Mais velhos do que a mentira.

H – Cacete! Então é velho mesmo, porque a mentira nasceu antes de Adão e Eva. Mas como o senhor sabe que eles são tão velhos?

H II – É fácil entender, embora a população não perceba por ignorância e cumplicidade com os políticos.

H – Como assim?

H II – Os buracos são verdadeiros cabos eleitorais. Buraco elege prefeito e deselege. Por exemplo, só para ilustrar. Os últimos quatro prefeitos foram eleitos através dos buracos. As campanhas eleitorais deles tinham como objeto principal o combate aos buracos.  Todos eles afirmaram que iam acabar com os buracos.

H – E o povo acreditou na mentira.

DSC01945DSC01946DSC01947DSC01948DSC01950DSC01952DSC01956DSC01958H II – Pois é. O quarto prefeito passado jurou acabar com os buracos. Não acabou: aumentou mais. O terceiro prefeito aproveitou os buracos que o quarto tinha deixado e fez sua campanha prometendo acabar com os buracos. Também só aumentou. O segundo na mesma cadência. Só aumentou. E esse agora não deixou barato. Hoje, tem buraco dentro de buraco.

H – Meu Deus! É mesmo?

H II – É. Um dia desse eu fui entrevistar um buraco-abismo onde já havia caído uma família inteira, um ônibus, uma Kombi, uma moto e uma carroça.

H – Uma carroça?

H II – Sim. Com cavalo e tudo. Quando eu comecei a entrevista percebi que não era só o buraco-abismo que falava. Comecei a ouvir outras vozes-buracos. Olhei para todo lado para ver se os outros buracos em redor de mim estavam falando, mas nenhum deles falava. Me concentrei bem, e percebi que as vozes vinham do mesmo buraco-abismo. Era um monte de buraco falando, querendo falar sobre suas vidas e aparecer nas fotos.

H – Que coisa impressionante.

H II – Não é impressionante não, porque o povo não ver. Se o povo prestasse atenção aos buracos ele não votava em quem afirma que vai acabar com eles, porque é mentira.

H – Sem querer defender os prefeitos, que eu sei bem quem eles são, adoram fingir que falam a verdade, mas a chuva também é responsável pelos buracos.

H II – Na-na-ni-na-não! Durante todo ano Manaus é cheia de buraco. Com a mudança climática, tem chovido menos na cidade, e mesmos assim os buracos estão sempre na moda.

H – Bem, com toda essa sua afirmação sobre o predomínio dos buracos em Manaus, e sua capacidade de eleger prefeitos, não seria melhor que os buracos se candidatassem?

H II – É verdade. Mais tem um problema.

H – Qual é?

H II – Na verdade são dois. Se eles se candidatam prometendo acabar com os buracos, e eles são os buracos e são muito éticos, se eles acabarem com os buracos eles desaparecem, morrem e a cidade fica sem prefeito.

H – Essa é uma verdade. E o outro problema?

H II – O outro é muito preocupante. Como Manaus é um único buraco gigante formado por milhares de outros buracos, se eles acabarem com os buracos Manaus desparece. E aí, dança eu, dança tu, dança até a mãe do Jaú.

H – Cara, essa é uma cruel verdade! A que ponto chegamos! Estamos refém dos buracos! E alguns desses prefeitos ainda querem se candidatar.

H II – Mas tem uma saída para Manaus não acabar.

H – Qual?

H II – O prefeito de Manaus deve ser sabe quem?

H – Quem?

H II – O povo!

H – Mas você não disse que ele é ignorante não se compromete.

H II – Mas com uma boa orientação política sobre os direitos dos moradores da cidade, não há analfabeto político que não seja educado democraticamente e passe a ser senhor de seu próprio destino. O povo entendendo que ele criou a sociedade civil, o Estado, e as instituições não tem que lhe engane.

DSC01962DSC01964DSC01967DSC01967DSC01970DSC01965DSC01971DSC01961DSC01972H – É verdade. O povo entendendo que ele existe por si mesmo, que foi ele quem produziu seu ser-social, adeus candidatos exploradores.

HII – É a verdadeira democracia!

Artistas fazem virada cultural na frente do Capanema, contra desocupação

Julho 26, 2016

Mobilização é resposta à reintegração de posse, executada hoje (25) de manhã pela Polícia Federal. Sessenta pessoas estão neste momento dando início às atividades que seguirão madrugada adentro.

por Helder Lima, da RBA

São Paulo – Cerca de 60 pessoas se reuniram nesta segunda-feira (25) à noite na frente do Palácio Capanema, que abriga a sede da Funarte no Rio de Janeiro, no centro da capital, para realizar uma virada cultural até pelo menos a manhã desta terça-feira. A mobilização é resposta à reintegração de posse, executada de manhã pela Polícia Federal, em atendimento a uma solicitação do ministro da Cultura, Marcelo Calero, para pôr fim à ocupação de 70 dias, desde que o governo interino de Michel Temer assumiu o Palácio do Planalto, com o afastamento de Dilma Rousseff, por conta da admissão do processo de impeachment no Senado.

“Nós vamos ter um viradão cultural hoje à noite, até amanhã de manhã, enquanto decidimos, como ocupação, para onde vamos, o que vamos fazer, até para a preservação dos nossos corpos. A maioria das pessoas acordou muito cedo, com a polícia com armas em nossas caras”, disse à RBA a ativista cultural Doralyce Gonzaga, que participou da ocupação do Funarte durante 70 dias e hoje acordou às 6h com a presença da PF no Palácio Capanema.

“Todos os artistas que se apresentaram na casa foram convidados para voltar. Teremos vários artistas com o palco aberto, microfone aberto, performances, nós somos todos da cultura”, destacou Doralyce. “O movimento vai continuar, com certeza, mas ainda vamos decidir qual vai ser nossa tática, qual estratégia para driblar o governo, porque para fazer cultura você tem de driblar o Estado, para que as pessoas tenham acesso à cultura”, afirmou. “A cultura dá legitimidade ao discurso da periferia, o discurso dos excluídos, por meio de uma música, um poema, você tem licença poética para apresentar o seu posicionamento político, ideológico, a origem da sua cultura”, defende a ativista.

Nos 70 dias de ocupação, segundo ela, foram feitas várias oficinas de formação, não apenas de instrumentos musicais, mas também debates, rodas de discussões, plenárias. “A gente vai continuar dando prosseguimento às nossas atividades, só que de outra forma, vai acabar sendo mais esporádico, não vai acontecer todos os dias, como acontecia, porque não gozamos de equipamentos culturais”, afirma. “Temos de pensar agora onde vai ser o espaço físico para executar as nossas ações.”

A ativista também diz que da ocupação está amadurecendo a ideia de formalizar a iniciativa da ocupação, para que a gestão da cultura seja compartilhada com artistas,  produtores culturais e a população. “De toda forma há uma iniciativa do Ocupa MinC de formalizar o pedido de gestão compartilhada e participativa, por meio de um movimento horizontal, autônomo, de sociedade civil, junto ao Ministério da Cultura”, defende. “O nosso pleito é que o Ministério da Cultura abra espaço para a participação popular”, afirma. “É a defesa de um formato de governo democrático, nós queremos gerir os equipamentos culturais do prédio, afinal de contas, esses equipamentos não eram geridos, estavam fechados e nós entramos.”

Livros infantis trazem histórias que celebram a diversidade

Julho 25, 2016

‘Monstro Rosa’ e ‘Pássaro Amarelo’ tratam sobre seres que aprendem a aceitar os outros como eles são. Lançamento, neste sábado, traz contação de histórias com o tema ‘Por que todo mundo nasce diferente?’

por Redação RBA

“Antes de nascer, eles já eram diferentes”. Assim começam Monstro Rosa e Pássaro Amarelo, dois livros infantis da autora espanhola Olga de Dios que serão lançados neste sábado (23), a partir das 11h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo. Kiara Terra fará uma sessão especial de contação de histórias baseadas nos dois livros e em As Mulheres e os Homens e O que São Classes Sociais, todos da Coleção Boitatá, selo infantil da Boitempo Editorial. A intenção é promover entre as crianças uma reflexão sobre a diversidade.

Os lançamentos tratam, de forma lúdica, sobre a importância de aceitar as diferenças sem preconceito nem discriminação. Voltados para crianças a partir de cinco anos, os livros têm linguagem fácil e ilustrações coloridas feitas pela própria autora.

Monstro Rosa conta a história de uma grande criatura que nasceu em um lugar onde todos os outros eram brancos e pequenos. Apesar de rir de tudo, ele se sentia incompreendido e rejeitado. Lá, tudo era branco – as casas, as árvores, as nuvens – e nada parecia se encaixar ao jeito desengonçado do bicho de pêlo cor-de-rosa. Por isso, ele decidiu ir em busca de um lugar onde ele fosse aceito exatamente da forma que veio ao mundo. Pelo caminho, ele acabou fazendo muitos amigos, todos diferentes entre si, vivendo em plena harmonia.

Trata-se de uma história sobre como as diferenças podem unir as pessoas e fazer com que elas sejam mais felizes. Sem ser didático nem chato, o livro pode servir como uma ferramenta fazer as crianças pensarem sobre os males causados pelo preconceito, pela intimidação e pela gordofobia.

Pássaro Amarelo também nasceu de um ovo que não era igual aos outros ovos. Muito inteligente, ele se destacou pela habilidade de consertar e criar os mais diversos tipos de objetos. Seu problema nasce quando seus amigos começaram a voar e a mandar cartões postais dos lugares mais incríveis do mundo. E ele, cujas asas pequeninas não permitiam que levantasse voo, ficou frustrado por não poder viver todas aquelas aventuras. Até que um dia, Téo, o macaco carteiro, ajudou o passarinho triste a construir uma máquina que o levaria aos quatro cantos do mundo.

A liberdade era doce e ele decidiu que todos deveriam ter a possibilidade de voar, mesmo os pinguins, os ursos e os outros animais sem asa. O conto faz pensar sobre a importância de dividir o conhecimento, sobre o preconceito contra os que têm algum tipo de deficiência física e a superação de limites.

A autora Olga de Dios escreveu Pássaro Amarelo e o dedicou a todas as pessoas que compartilham livremente o seu conhecimento e é por isso que o publicou sob a licença Creative Commons, que permite recriar a história a partir de seus personagens, desde que sem fins lucrativos.

Manhã de atividades: Por que todo mundo nasce diferente?
Quando: sábado, 23 de julho, às 11h
Onde: Livraria Cultura do Conjunto Nacional, Teatro
Avenida Paulista, 2073, Cerqueira César, São Paulo (SP)
Quanto: Grátis

Fichas técnicas
Monstro RosaMonstro Rosa
Título original: Monstruo Rosa
Texto e ilustrações: Olga de Dios
Tradução: Thaisa Burani
Páginas: 40
Preço: R$ 39,00
Coleção: Boitatá, da Editora Boitempo
Faixa etária indicada: a partir de 5 anos

Pássaro AmareloPássaro Amarelo
Título original:
Pajaro Amarillo
Texto e ilustrações: Olga de Dios
Tradução: Thaisa Burani
Páginas: 40
Preço: R$ 39,00
Coleção: Boitatá, da Editora Boitempo
Faixa etária indicada: a partir de 5 anos

Ao lançar filme, Anna Muylaert relata desafios de ser cineasta mulher

Julho 22, 2016

“Levei muita rasteira, atropelada, agressão mesmo”, afirmou, sobre machismo. Em encontro com a cartunista Laerte Coutinho, a diretora falou sobre seu mais novo longa, ‘Mãe Só Há Uma’

por Gabriel Valery, da RBA

São Paulo – “Quanto maior o orçamento para a produção, mais o lugar da mulher está ótimo como assistente. Vamos mudar isso falando, falando e falando”, disse hoje (21) a cineasta paulistana Anna Muylaert, durante debate com a cartunista Laerte Coutinho. O encontro ocorreu no Memorial da América Latina, no bairro paulistano da Barra Funda, como parte da programação do 11º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo que neste ano homenageia Anna.

Durante o encontro, mediado pela youtuber Foquinha, elas comentaram sobre os desafios que mulheres encontram no cenário artístico e a questão do debate de gênero, um dos pontos de discussão presente no novo longa-metragem da cineasta, Mãe Só Há Uma. O filme trata da história de Pierre, um jovem de 16 anos que vê sua mãe presa por ter sequestrado o rapaz ainda bebê.

Obrigado a se adaptar em sua nova família, Pierre (vivido por Naomi Nero) ganha o nome de Felipe. Este cenário de mudanças bruscas faz com que o jovem encontre sua identidade, afirmando-se transgênero diante de seus pais rígidos. “O protagonista passa por um processo de reconhecimento pessoal, porém esse filme não é sobre transgeneridade, nem sobre roubo de crianças. Essas questões fazem parte da história que tem sua densidade própria. Quem assiste é capaz de reconhecer as realidades simbólicas que atingem a todos”, comentou Laerte.

Anna afirmou que foi inspirada na história de um garoto que ganhou os holofotes da imprensa em 2002. Aos 16 anos, Pedrinho vivia com sua mãe, que a Justiça descobriu ter sequestrado o jovem ainda na maternidade, em 1986. Após investigação e realização de exames de DNA, os pais biológicos conheceram enfim o seu filho. “Existe uma livre inspiração no caso do Pedrinho. Sempre pensei como seria ter essa dramática alteração na vida, inclusive de classe social.”

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Em ‘Mãe Só Há Uma’, Pierre afirma sua identidade transgênera diante de nova família

Mãe Só Há Uma está em cartaz no festival, que vai até o dia 27, e também no circuito comercial de cinemas em todo o país a partir de hoje.

Machismo

A cineasta paulistana já trabalhou como roteirista em projetos como O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006) e Xingu (2011), ambos em parceria com o diretor Cao Hamburger. Como diretora e roteirista, Anna assinou os longas Durval Discos (2002), Chamada a Cobrar (2012) e É Proibido Fumar (2009), além de diversos curtas. Foi, porém, com o premiado Que Horas Ela Volta? (2015) que atingiu o ápice da carreira, até então.

O filme, estrelado por Regina Casé, ganhou prêmio máximo do júri no festival de Sundance e foi o escolhido do Brasil para concorrer a uma vaga ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Nesse caminho, a cineasta afirmou ter encontrado dificuldades, entre as quais o machismo. “Está presente em todo o mundo, inclusive no profissional. Tive dificuldades não só do mundo para mim, mas também de mim para mim”, conta.

“Minha educação foi machista e tive vários limites colocados por esta orientação”, diz Anna. “Por exemplo, no início, trabalhava duro em produções e na hora do crédito, não colocavam meu nome. Eu achava normal. Demorei até ter certeza do que estava acontecendo. Depois disso veio a disparidade de salários. Cheguei a fazer um trabalho em parceria com um homem: eu ganhava x e ele 10x.”

Entretanto, segundo ela, a maior provação em relação ao machismo surgiu após o sucesso com seu longa de maior sucesso. “Conquistei meu espaço até chegar em um ponto, no Que Horas Ela Volta?, que encontrei ali o clube do bolinha. Levei muita rasteira, atropelada, agressão mesmo. Foi onde mais senti, depois de muitos anos de carreira. Chegar em um lugar de valor financeiro e poder, aí chega o problema. É só ver dos 100 maiores filmes de todo ano, tem um ou dois dirigidos por mulheres”, afirma.

“Não esperava encontrar tanto machismo. Homens não aceitando que um filme de sucesso tenha sido escrito e dirigido por uma mulher. Tentaram me anular, mas não conseguiram” , diz Anna Muylaert

“Percebi que é assim: ‘mulherzinha pode fazer curta, filminho de arte’. Existe uma grande resistência que eu estou tentando ajudar a quebrar. Hoje, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) determinou que todo edital deve ter paridade de gênero na comissão julgadora de novos projetos. Excelente, agora provavelmente isso vai se refletir. É uma questão de representatividade. E temos que brigar para isso acontecer”, avalia.

Para exemplificar a disparidade no tratamento entre homens e mulheres por trás das câmeras, Anna cita as séries de grande orçamento. “Nunca me chamaram para dirigir nenhuma. Então, eles chamam diretores muito menos experientes, com currículo muito menor, porque o mercado, quanto mais dinheiro tem, menos confia na mulher. Parece que aquele carinha de 28 anos e camiseta polo vai far certo e a mulher com cabelão e dois filhos não: ‘vai que ela engravida?’”, ironizou. “Não esperava encontrar tanto machismo como encontrei. Homens não aceitando que um filme de sucesso tenha sido escrito e dirigido por uma mulher. Tentaram me anular, mas não conseguiram”, completou.

Agora consagrada, com dois filmes em menos de dois anos, Anna quer descansar. Terminou o debate dizendo que deve buscar um bom tempo no campo, com sua família, para pensar em um novo projeto. Ela adiantou que o tema de seu futuro filme deve ser justamente a naturalização do machismo na sociedade.

Racismo: filme resgata a história do primeiro palhaço negro da França

Julho 21, 2016

Chocolate

‘Chocolate’, dirigido por Roschdy Zem e interpretado por Omar Sy, refaz a trajetória de Rafael Padilla, um dos personagens mais populares da cena artística parisiense, morto no esquecimento em 1917.

por Xandra Stefanel

Chocolate foi a “estrela negra” das artes parisienses durante mais de duas décadas e o primeiro artista negro a ficar famoso na França. Baseado no livro do historiador francês Gérard Noiriel, o longa-metragem Chocolate, que resgata a história do de um escravo que encontra a fama e o esquecimento devido à cor de sua pele, estreia nesta quinta-feira (21) nos cinemas brasileiros.

Interpretado por Omar Sy, astro francês do filme Os Intocáveis, Chocolate foi o personagem mais famoso de Rafael Padilla, que nasceu em Cuba em 1868 e foi vendido como escravo ainda criança. Anos depois, ele consegue fugir e é encontrado nas docas por um palhaço que o coloca nas suas apresentações. De cativo, a trabalhador rural e mineiro, Rafael conhece o show biz e a glória em números feitos com o seu parceiro, o palhaço George Footit, interpretado pelo suíço James Thierrée, neto de Charlie Chaplin, que, além de ator, é também dançarino, acrobata e músico.

Juntos, eles faziam o público rir explorando estereótipos racistas predominantes na época. Piadas e humilhações impensáveis nos dias de hoje eram até então consideradas absolutamente aceitáveis e engraçadas: a caricatura do negro estúpido, macaco e a ideia de que mereciam apanhar quietos foram durante muito tempo os temas das esquetes feitas por Chocolate e Footit.

HumilhaçõesDepois se apresentarem para a elite e a burguesia francesa, Rafael começa a refletir sobre os papéis que fazia. “A história de Chocolate me tocou. Nascer escravo, fugir e se tornar um artista é um percurso inacreditável. Imagina a dose de coragem e trabalho que ele precisou ter para chegar lá. Achei igualmente interessante a história de sua chegada ao sucesso e de sua queda. Chocolate fazia rir através dos estereótipos que havia sobre os negros. Quando esses estereótipos começaram a ser questionados pela sociedade, as pessoas não o achavam mais engraçado. Isso foi bom para todas as vítimas de racismo, mas de uma certa forma, foi ruim para ele, e ele caiu no esquecimento. Chocolate era um artista. Queria que sua vida, seu trabalho e seu talento fossem reconhecidos”, afirma o ator Omar Sy, que teve de ensaiar durante quatro semanas com atores circenses para interpretar o personagem.

Assim como Os Intocáveis, protagonizado por Sy e também baseado em uma história real, Chocolate é um filme feito para grandes públicos. Bem dirigido, bem fotografado e com um roteiro bem costurado, o filme acaba deixando uma importante reflexão sobre o presente: “Chocolate conta a história de uma dupla que se encontra, cria junto e que a vida separa. Mas conta também a história da emancipação de um homem – Chocolate – que descobre a vida, se torna um adulto, conhece a maturidade e também certa amargura. O filme também conta a história da França. Sem apontar culpados nem fazer acusações. Chocolate marcou a sua época e foi esquecido. Ele não foi o único, e contar a sua história nos permite conhecer melhor o nosso passado. Sempre achei que conhecer o passado é essencial para compreender o presente”, declara o diretor francês de origem marroquina Roschdy Zem.

A única questão mal resolvida é que os problemas pessoais que Rafael Padilla passa a ter – o alcoolismo e a vida desregrada – acabam pesando tanto quanto o preconceito da sociedade francesa na derrocada do ator rumo ao esquecimento. Ele morreu sem sorrisos, sem aplausos e sem vintém no dia 4 de novembro de 1917, em Bordeaux, na França.

Chocolate
Direção: Roschdy Zem
Elenco: Omar Sy, James Thiérrée, Clotilde Hesme
Gênero: Drama
País: França
Ano: 2016
Duração: 110 minutos

16º edição do Festival Mundial de Circo, no Rio de Janeiro

Julho 20, 2016

Em edição especial aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016, o projeto reúne artistas para celebrar o circo

Jornal GGN – O Festival Mundial de Circo (FMC), acontece entre os dias 30 de julho e 4 de agosto, em edição especial aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016. O evento, está repleto de atrações como exibição de documentário, espetáculos e debate na Lona da Escola Nacional de Circo, na Praça da Bandeira, no Rio de Janeiro. Para aproveitar todas as atividades gratuitas, parte da Mostra Funarte de Festivais 2016, o público precisa retirar os ingressos uma hora antes no local.

O FMC Rio 2016, faz uma homenagem ao circo brasileiro. Dentre os espetáculos está o Circo Zanni, de São Paulo, com nove artistas argentinos e brasileiros, dirigido por Domingos Montagner e Marcelo Lujan. O palhaço Biribinha, de Alagoas, que carrega a tradição do circo teatro nordestino, também estará presente. Além do Circo Teatro Artetude, do Distrito Federal, liderado por dois irmãos e palhaços que apresentam um trabalho com a simplicidade da rua e a grandiosidade do circo.

O Festival, também terá mesas com os artistas Luís Carlos Vasconcelos, João Artigos e integrantes do Circo Zanni. E um bate-papo, após a exibição do documentário: “Sob(re) a Lona”, dirigido por Janaína Patrocínio e Silvia Godinho, gravado ao longo de 37 dias nos bastidores de uma trupe circense no Festival Mundial de Circo 2008, em turnê pelo interior de Minas Gerais.

Já em sua 16º edição, com cerca de 38 países participantes, o Festival Mundial de Circo – FMC reúne artistas brasileiros e de vários cantos do mundo para celebrar o circo. Considerado o primeiro grande evento internacional na América Latina dedicado exclusivamente a arte circense, o projeto já contou com a participação do Cirque du Soleil e do circo americano Ringling Bros, para atingir o público de todas as idades e classes sociais.

Confira a programação do Festival Mundial de Circo – FMC Rio 2016

Local:  Escola Nacional De Circo

Endereço:  R. Elpídio Boamorte, 4 – Praça da Bandeira, Rio de Janeiro – RJ, 20270-150

Entrada franca *senhas distribuídas no local, 1h antes do início de cada espetáculo.

Dia 30 de julho – Sábado, às 19h – Espetáculo “Magia”, com Cia. Teatral Turma Do Biribinha (AL)

“Dirigir um filme, sem elenco e sem dinheiro? Só se for magia! ”. É assim que o Mestre Biribinha usa seus truques de mágica aprendidos no circo para fazer um filme e tornar sua vida plena de cores novamente. E a plateia é convocada para essa missão como o “elenco” que o ajudará a vencer este grande desafio.

Ficha Técnica: Direção: João Lima. Argumento, Autor, intérprete, Adereços e Maquiagem: Teófanes Silveira (Biribinha). Cenário: Seliana Silva. Figurino: Vera Silveira. Pesquisa musical: Coré Valente. Sonoplastia: Eduardo Salzane. Realização: Cia. Teatral Turma do Biribinha.

Duração: 50 minutos

Dia 31 de julho – Domingo, às 17h – Espetáculo “O Grande Circo Dos Irmãos Saúde”- com Circo Teatro Artetude (DF)

O espetáculo – feito por dois irmãos e palhaços – traz elementos de esquetes tradicionais com manobras acrobáticas e números de malabares, na qual exploram cenas cotidianas em um jogo divertido sobre arte da convivência. Criado há 14 anos, o Circo Teatro Artetude é uma trupe que estuda e desenvolve a tecnologia para espetáculos de rua. Em seu ônibus equipado com som, luz, cinema e picadeiro, que ora é camarim, ora é picadeiro, a trupe viaja por todo o Brasil e conta com quatro espetáculos: “Brincadeiras de Circo”, “Grande Circo dos Irmãos Saúde”, “Patralhões” e “Clownbaré” (Show de variedade).

Ficha Técnica: Direção e Coordenação Geral: Ankomárcio Saúde Rodrigues. Produção: Ruiberdan Saúde Caetano. Direção Musical: Pablo Ravi Maroccolo. Elenco: Ankomárcio Saúde, Ruiberdan Saúde, Pablo Ravi Maroccolo e Marco Aurélio Feresin Junior. Realização: Circo Teatro Artetude.

Duração: 45 minutos

Dias 2 e 3 de agosto – Terça e quarta-Feira, às 20h – Espetáculo “Circo Zanni” – Com Circo Zanni (SP)

Com direção artística de Domingos Montagner e direção musical de Marcelo Lujan, o espetáculo traz alguns dos números mais marcantes da trupe, além de novas criações: números aéreos, de acrobacia, equilíbrio, magia, barra fixa, além, é claro, dos números de palhaços. A banda formada pelos artistas do Circo Zanni e pelos convidados agregam ritmo e humor na condução do espetáculo.

Ficha Técnica: Concepção e Direção Artística: Domingos Montagner e Marcelo Lujan. Direção Musical: Marcelo Lujan. Cenário e Figurino: Dani Garcia. Direção Técnica: Pablo Nordio. Produção de Montagem: Daniel Pedro. Elenco: Bel Mucci, Daniel Pedro, Erica Stoppel, Fernando Sampaio, Luciana Menin, Maíra Campos, Marcelo Lujan e Pablo Nordio. Convidados: Fernando Paz e Daniela Rocha.

Duração: 1h40min

Dia 4 de agosto – Quinta-feira, às 19h

Exibição do filme documentário “So(bre) a Lona”, seguida de bate-papo com integrantes do Circo Zanni.

GERALDO AZEVEDO PUXA UM FORA TEMER E A PLATEIA EXPLODE

Julho 18, 2016

DÁRIO GABRIEL - 85-9922-9997: <p>Geraldo Azevedo no projeto Canto e poesia da Caixa Cultural em Fortaleza -Ce.Fortaleza-Ce, 15.03.2013 Foto:Dário Gabriel</p>

Um dos maiores compositores brasileiros, Geraldo Azevedo puxou um ‘Fora Temer’ ao tocar sua Canção da Despedida, sobre um “rei mal coroado”; veja como a plateia reagiu.

Um dos maiores compositores brasileiros, Geraldo Azevedo puxou um ‘Fora Temer’ ao tocar sua Canção da Despedida, sobre um “rei mal coroado”, que não queria a paz em seu reinado, pois sabia que não ia ser amado.

Originalmente composta como protesto contra a ditadura militar, a canção foi reinterpretada para os dias atuais, em que o Brasil tem um interino levado ao poder por um golpe parlamentar, que afastou uma presidente eleita sem crime de responsabilidade.

Veja, abaixo, como a plateia reagiu (vídeo postado pela páginaContra o Golpe Fascista):

Leia, abaixo, a letra:

Canção da Despedida

Geraldo Azevedo

Já vou embora
Mas sei que vou voltar
Amor não chora
Se eu volto é pra ficar
Amor não chora
Que a hora é de deixar
O amor de agora
Pra sempre ele ficar
Eu quis ficar aqui
Mas não podia
O meu caminho a ti
Não conduzia
Um rei mal coroado
Não queria
O amor em seu reinado
Pois sabia
Não ia ser amado
Amor não chora
Eu volto um dia
O rei velho e cansado
Já morria
Perdido em seu reinado
Sem maria
Quando me despedia
No meu canto lhe dizia

Confira também o vídeo de Canção da Despedida:

Polícia retira alunos que ocupavam Fábrica de Cultura em São Paulo

Julho 17, 2016

por Agência Brasil

São Paulo – A Polícia Militar realizou na madrugada de hoje (16) a reintegração de posse da Fábrica de Cultura do Capão Redondo, na zona Sul da capital. O prédio estava ocupado desde o final de maio, por aprendizes que protestavam contra demissões de educadores e o sucateamento do programa pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

De acordo com a polícia, que foi ao local fortemente armada, apesar do caráter pa´cifico da ocupação desde que teve início, a reintegração teve início por volta das 5h30, sem confronto e sem feridos. Os alunos bloquearam o acesso ao prédio com cadeiras, mas após negociações, deixaram o local. Um ônibus da polícia conduziu os estudantes a uma delegacia não informada pela PM. Pelas redes sociais, os alunos disseram que foram levados para o 47º Distrito Policial, em Capão Redondo.

As Fábricas de Cultura são espaços de acesso gratuito a atividades artísticas vinculadas à Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Capão Redondo é uma das cinco unidades gerenciadas pela Organização Social (OS) Poiesis – Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura, que administra também as unidades de Brasilândia, Jaçanã, Jardim São Luís, e Vila Nova Cachoeirinha.

De acordo com os estudantes, a Poiesis está sucateando as atividades na fábrica de cultura, reduzindo ateliês, diminuindo o horário de funcionamento de bibliotecas, e demitindo funcionários.

Na última nota divulgada pela Poiesis, a administradora das fábricas disse que não havia sucateamento das atividades das unidades, mas uma “readequação”.

“Há uma readequação de orçamento por conta da crise econômica que passa o país, com reflexos na cultura. Quando se toma medidas assim, não se está considerando apenas o passado recente e o presente, mas expectativas futuras. Por isso, a Poiesis realizou o desligamento de 12 colaboradores, de um total de 114”.

LANÇAMENTO DO LIVRO – POR QUE GRITAMOS GOLPE?

Julho 14, 2016

livro

Amanhã, dia 15, no Sindicato dos Bancários de São Paulo, é o dia de lançamento do livro Por Que Gritamos Golpe? Trata-se de uma coletânea de textos escritos por vários escritores sobre o golpe desencadeado pelas espúrias personagens que infestam o cenário político-midiático do Brasil.

      O livro explica o golpe, a resistência da sociedade brasileira, a lua pelo Estado de Direito Democrático e a disposição de Dilma, junto com outras personagens progressistas, para recuperar o governo popular promulgado por mais de 54 milhões de votos que as direitas-golpistas tentam aberrantemente exterminá-los.

      Por Que Gritamos Golpe? é composto por artigos de Boaventura de Souza, Paulo Arantes, Laerte, Luíza Erundina, Marilena Chauí, Jandira Feghalli,Guilherme Boulos, Roberto Requião, Juca Ferreira, entre outros autores engajados, além de fotos do Mídia Ninja.

    Lei o livro e fortaleça sua consciência anti-alienação.